Grund, base, fond, Fundament, fondement, fundamento, Fundamente, fondations, Boden, sol, terrain,, assise, appui, Basis
Comme le rappelle Marlène Zarader en conclusion (page 261) de MZ2 : « le geste heideggerien de la première époque fut reconnu comme rétrocession vers le texte du commencement, en vue d’en dégager ce qui y demeura impensé, et que nous avons nommé origine ». C’est dire l’importance, dans Sein und Zeit, de la catégorie du fondement, que Heidegger y convoque sous quatre termes différents, à savoir : Basis, Boden, Fundament et Grund. Là comme ailleurs, dans le cadre de mon glossaire « clos », en respectant au mieux une traduction suivie des termes distincts qu’emploie l’auteur, j’entends placer le lecteur dans la situation du traducteur. C’est ainsi que seul le mot Fundament sera traduit par fondement. Grund, dès lors que le mot est isolé, sera traduit, selon les cas, par base, par fond, voire par raison. Dans les mots composés, en revanche, il pourra être traduit par fondamental (Grundverfassung par exemple : constitution fondamentale). Boden sera généralement traduit par sol, par terrain, voire par assise ou appui. Enfin Basis sera traduit par base. (Auxenfants; ETJA:§1N10)
Les contextes révèlent la force de ce mot Grund, et ne favorisent pas la confusion avec Grund (ord.). Il nous a paru inutile, dans ce livre, de l’étayer par quelque ajout ou graphie spéciale. (Martineau)
VIDE: Grund
fundamento
princípio
ratio
fondement, fondation, constitution (ETEM)
Nota do Tradutor: O que a língua alemã exprime com o mesmo termo grund deve ser expresso no vernáculo umas vezes como fundamento, outras por razão. (Ernildo Stein, MHeidegger – Sobre a essência do fundamento, p. 114)
NT: ne pas confondre Fundament (Martineau)
NT: Ground (Grund, noun), 8, 32, 34-36, 152-153, 206-207, 228, 234, 236, 257, 278, 332, et passim; laying or exhibiting the, 8, 10; of Da-sein in ecstatic temporality, 300 337, 351 356 (“basis”), 374, 386, 396 (basis), 397, 436 (basis); being the ground of a not or nullity, 282-285, 305, 325, 348; as horizon, 339, 366, 436 (Note that the common idiom, auf Grund des on the basis of, is often translated here as “because of, on account of, due to, as a result of.”). See also Foundation; Guilt; Horizon; Responsibility (BTJS)
Grund provém de um antigo verbo que significa “moer”. Originalmente significava “areia, solo arenoso, terra”. Adquiriu uma variedade de sentidos e corresponde, aproximada se não exatamente, a “solo, terra; lote (de construção); campo; fundo, leito (de mar); fundação, profundezas, base; razão, causa”. Dizer que algo é grundlos, “ sem fundo”, pode significar que não provê suporte algum, que não possui causa alguma, ou que não tem direito, habilitação ou autorização (GA49, 76). Grund deu origem a (sich) grunden, “fundamentar, fundar, basear, estabelecer, ser baseado, fundado em”, também a begrunden, “fundamentar, estabelecer, justificar, fornecer razões para”, e ergrunden, “aprofundar, penetrar, chegar ao fundo de algo”. Recebe prefixos, especialmente como Abgrund, estritamente “terra indo para baixo”, isto é, “profundezas insondáveis, abismo, fundo abissal etc.”; Ungrund, “não-solo”, i.e., “solo sem fundamentação/fundação”; e Urgrund, “solo primordial” (cf. GA65, 379s). Esta palavra também pode ser ela mesma um prefixo, como em Grundsatz, “princípio”, Grundstimmung, “disposição básica”; Grundlegung, grundlegen, “estabelecimento, estabelecer as fundações”; Grundbegriffe, “conceitos básicos”, “representações que, em sua inter-relação constitutiva de todo conhecimento dos entes, fornece o fundo, o solo” (GA27, 196). Heidegger associa Grund ao grego arche, que significa tanto “começo, primeiro princípio”, quanto “regra, domínio” (GA10, 4s; GA42, 220ss; GA49, 77).
Grund desempenha dois principais papéis na filosofia pré-heideggeriana. Gurnd, Ab-, Un-, e Urgrund têm uma participação significativa nas especulações de místicos tais como Mestre Eckhart e Böhme sobre a natureza de Deus e da alma. Schelling seguiu este caminho, dizendo por exemplo que oposições tais como entre o real e o ideal pressupõem um Urgrund ou Ungrund, que não é nenhum dos dois opostos, mas a absoluta Indifferenz. Ele contrasta Grund com Existenz’, todo ente envolve um fundo, solo que se esforça por atualizar-se na existência (cf. GA6T2, 476s/GA9, 70n. Cf. 446ss/GA9, 42ss sobre a visão similar de Leibniz). Em segundo lugar, Leibniz formulou o “princípio de razão suficiente”, conhecido em alemão como der Satz vom zureichenden Grund, que afirma que “nada nunca acontece sem que possua uma causa ou ao menos uma razão ou fundamento determinante” (Teodiceia GA5, §.44). Heidegger prefere, em geral, a versão latina de Wolff: Nihil est sine ratione (cur potius sit quam non sit), “ Nada é sem razão (pela qual é em lugar de não ser)” (GA26, 141; GA10, 14; GA10, 31). Um Grund ou Ratio não precisa ser uma causa: “toda causa (Ursache) é um tipo de fundamento ou solo. Mas nem todo fundamento produz algo no sentido de causá-lo. Desta forma, por exemplo, a proposição universal e verdadeira “Todo homem é mortal” contém o fundo, o solo do nosso reconhecimento de que Sócrates é mortal. Esta asserção universal não produz, contudo, a mortalidade; ela apenas é correta; ver Schopenhauer, A raiz quádrupla do princípio de razão suficiente (1813). Mas o argumento confunde a verdade de uma proposição com a afirmação da mesma, e a mortalidade de Sócrates com o reconhecimento que dela fazemos. “A relação que causa e Grund mantêm um com o outro é questionável” (GA31, 137). DH)
1. ‘Der Sinn von Sein kann nie in Gegensatz gebracht werden zum Seienden oder zum Sein als tragenden “Grund” des Seienden, weil “Grund” nur als Sinn zugänglich wird, und sei er selbst der Abgrund der Sinnlosigkeit.’ Notice the etymological kinship between ‘Grund’ (‘ground’) and ‘Abgrund’ (‘abyss’). (BTMR)
GRUND — UNGRUND — ABGRUND
Theosophia
Jacob Boehme: A FILOSOFIA DE JACOB BOEHME
El término Ungrund (formado como Unding) no es, propiamente hablando, una creación verbal de Boehme; la palabra existía ya desde antes que él la usara (cf. Grimm, Wörterbuch , etc. s.v.), pero no tenía el sentido que Boehme le imprimió. Ungrund quiere decir primitivamente ausencia de razón, pseudo-razón, pseudo-prueba; Boehme mismo la emplea en ocasiones en este sentido, al hablar de las Ungründe que los “doctores” y los teólogos aportan a sus afirmaciones gratuitas y falsas. El sentido especial que Boehme da a este término es, evidentemente, derivado de este primer sentido, pero Boehme lo expande considerablemente y le atribuye un valor ontológico. El Ungrund es lo que no es nada, ni siquiera causa o fundamento de alguna cosa que sea. El Ungrund es también (algo) que no tiene ni causa, ni fundamento, ni razón. De este modo, al ser diferente de todo, y al estar separado de todo, el Ungrund es lo absoluto (ab-solutum) en el sentido más fuerte. Por lo que traducimos el Ungrund por Absoluto.
Grund, tanto en Boehme como en Schelling, designa a la vez la razón de alguna cosa y su causa; su fundamento ideal y su fundamento real. Por ello, Boehme podrá decir que el Ungrund encuentra su Grund en divinidad luminosa, pues es allí que yace su “razón de ser”: el Grund del germen del ser es el ser. Por otra parte, el Ungrund que no es del ser tiene su Grund, fundamento real y causal de su ser (de su ser en tanto que Dios, en tanto que ser concluido, ya que el germen es idéntico al ser del que él es germen) en la naturaleza o en la “furia” ardiente del Centrum Naturae.
Schelling (cf. Untersuchungen über das Wesen der menschlichen Freiheit, Werke, BD. VII, p. 406 y ss. Stuttgart, 1860) confundió Urgrund ( lo Absoluto absolutamente absoluto), Ungrund ( lo absoluto en tanto que fundamento y causa última de las cosas) y Abgrund ( abismo ardiente y sin fondo) y falseó así su propia comprensión de Boehme, a la par que la de los historiadores posteriores a él. Después de él, siguiéndolo, todo el mundo habla de dunkler Ungrund, lo cual es un sin sentido. El Ungrund no es ni claro ni oscuro, pero de ser algo, sería claridad y no tinieblas. La confusión entre Ungrund y Abgrund fue también favorecida por Schopenhauer.