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DITOS

Jacopone da Todi

ZOLLA, Elémire. I mistici dell’Occidente. 1. In: Gli Adelphi. Nuova edizione riveduta, quarto edizione ed. Milano: Adelphi edizioni, 2013.

dai DETTI

[II b, 1] Como o amor de si é causa e raiz de todos os vícios e males e enfraquecimento de todas as virtudes, assim também o ódio de si é origem e fundamento de todas as virtudes e cancelamento de todos os vícios. [2] Onde não se deveria somente odiar-se, mas também se deveria querer ser odiado por todos.

[3] A esse ódio se chega assim: um deve diligentemente examinar-se e deve estudar-se a conhecer a si mesmo, e fazendo isso, se verá e reconhecerá malvado e se julgará odioso e se odiará como malvado. [4] E porque dessa conhecença de si vem conduzido ao conhecimento da verdade, começa a amar a verdade, não só em si, mas em todos. [5] Onde quererá que todos tenham dele aquela verdadeira opinião que ele mesmo tem, e assim, julgando-se segundo a verdade digno de ódio, quererá ser odiado por todos, nem poderá suportar ser louvado, porque verá nisso confundida a verdade que ele ama.

[6] E por isso se mortifica o apetite de louvor que tinha e todo outro apetite desordenado e de consequência vem exterminada a soberba, a ira, a inveja e todos os outros vícios.

[7] Por isso também se adquire o desprezo de si e de todo bem: de fato por isso sentirás pôr raízes na tua alma a prudência, a fortaleza, a temperança e a justiça e todas as outras virtudes, e sobretudo a tríplice paciência. [8] Onde por isso se chega à quietude da alma.

[9] A primeira virtude é a paciência pela qual um suporta pacientemente as adversidades. [10] A segunda é o dom da fortaleza, pela qual um suporta voluntariamente. [11] A terceira é dom de beatitude, pela qual um suporta com alegria.

[12] A ordem do odiar é que se odeie o hábito vicioso e se ame a lei da natureza, de modo que cada um respeite os seus limites, a fim de que para seguir a natureza não se caia nos vícios, e para destruir os vícios não se corrompa a natureza.

[XI, 1] Duplo é o renegamento, isto é corporal e espiritual. [2] Renegamento corporal é o desprezar por Deus todas as coisas que são do mundo, isto é todas as coisas corporais. [3] Renegamento espiritual é o desprezar todas as coisas espirituais, isto é as consolações próprias e o sentir, também isso por Deus. [4] E isso faz a alma quando com pureza ama a Deus. [5] Há de fato um tempo em que a alma ama a Deus por si mesma, isto é pela doçura que daí toma, e pelas consolações que daí recebe, e por isso o

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