User Tools

Site Tools


gnosis:orbe:aopesi:start

PARÁBOLAS EVANGÉLICAS EM SÃO IRINEU

ANTONIO ORBE

Trata-se de uma obra de fôlego, de um dos mais reconhecidos estudiosos, dentro da Igreja Católica, da tradição gnóstica.

Excertos desta obra foram incluídos nas páginas dedicadas ao estudo das parábolas evangélicas.


** CAPITULO 1.—Las parábolas **

** CAPITULO 2.—El amigo importuno (Lc 11,5-8) **

  • I. EXÉGESIS COETÁNEAS
    • 1. Heterodoxas
    • 2. Eclesiásticas
  • II. «QUAERITE ET INVENIETIS»
  • III. San Ireneo
  • Conclusión

** CAPITULO 3.—La casa sobre roca (Mt 7,24-27; Lc 6,47-49) **

** CAPITULO 4.—El buen samaritano (Lc 10,30-37) **

  • Parte primera: Fuera de los alejandrinos
  • Parte segunda : Los alejandrinos
    • a) Clemente
    • b) El presbítero preorigeniano
  • Parte tercera: San Ireneo
    • Los dos denarios
    • Stabularius = Spiritus
    • Elementos preireneanos
    • San Pablo, el Paráclito
  • Conclusión

** CAPITULO 5.—El hijo pródigo (Lc 15,11-32) **

  • Parte primera : Exégcsis fuera de San Ireneo
    • a) Primeras noticias
    • b) Exégesis heterodoxas
    • d) Clemente Alejandrino
      • Excerpta ex Theodoto
  • Parte segunda: San Ireneo
    • a) III 11,8
    • b) IV 14,2
    • c) IV 36,7
  • Conclusión

** CAPITULO 6.—La higuera infructuosa (Lc 13,6-9) **

  • Apócrifos
  • Gnósticos
  • Pistis Sophia
  • Eclesiásticos fuera de Ireneo
  • San Ireneo

** CAPITULO 7.—Los malos viñadores (Mt 21,33-46; Me 12,1-12; Lc 20,9-19) **

** CAPITULO 8.—El fariseo y el publicano (Lc 18,9-14) **

  • Primera parte : Fuera de San Ireneo
  • Segunda parte: San Ireneo

** CAPITULO 9.—La cizaña (Mt 13,24-30, 36-43) **

  • Parte primera: Antes de San Ireneo
    • a) PP. Apostólicos
    • b) Apologetas
    • e) Heterodoxos
      • Escritos gnósticos
        • 1. Heracleón
          • a) Fragmento 32
          • b) Fragmento 33
          • c) Fragmento 34
          • d) Fragmento 35
        • 2. Excerpta ex Theodoto
  • Parte segunda: Eclesiásticos inmediatos
  • Parte tercera: San Ireneo
    • a) IV 40,2
    • b) V 27,1
    • c) IV 40,3
      • 1. Triunfo definitivo de Dios
      • 2. Hijos del Maligno
    • d) Ager mundiis est (Mt 13,38)
      • IV 26,1
      • V 33,3
  • A MODO DE CONCLUSIÓN

** CAPITULO 10.—El juez inicuo (Lc 18,1-8) **

  • Parte primera : Exégesis fuera de Ireneo
  • Parte segunda: San Ireneo
    • Resonancias de la exégesis ireneana
  • Conclusión

** CAPITULO 11.—Los obreros de la viña (Mt 20,1-16) **

  • Parte primera : Fuera de San Ireneo
    • a) Antes de Orígenes
      • Heterodoxos
      • Apologetas
      • Clemente Alejandrino
    • b) Orígenes y origenianos
    • c) Trayectoria de algunos «motivos»
      • 1. La imagen del denario
      • 2. Las horas del llamamiento
      • 3. Los últimos serán primeros, y los primeros últimos
  • Parte segunda: San Ireneo
    • 1. Las cinco horas
    • 2. El paterfamilias
    • 3. La viña
    • 4. El ecónomo
    • 5. El salario
    • 6. A partir de los últimos
  • Conclusión

** CAPITULO 12.—La parábola de los talentos (Mt 25,14-30) y de las minas (Lc 19,11-27) **

  • Parte primera : Fuera de San Ireneo
    • 1. Evangelios heterodoxos
      • Evangelio de Marcion
    • 2. Homilías ps.clementinas
    • 3. PP. Apostólicos y apologetas
    • 5. Clemente Alejandrino
      • a) El amo
      • b) Ausencia del amo
      • c) Criterio del reparto
        • «A cada uno según su aptitud»
      • d) Dinero de ley
      • e) Rendimiento de cuentas
        • 1) Vuelta del amo
        • 2) Elogio de los siervos buenos
        • 3) El siervo holgazán
        • 4) Oráculo final
  • Parte segunda : San Ireneo
    • a) III 17,3
    • b) IV 11,1
    • c) IV 27,2
  • Conclusión

** CAPITULO 13.—Los dos hijos enviados a la viña (Mt 21,28-32) **

** CAPITULO 14.—El rico necio (Lc 12,16-21) **

  • Sección A: Preliminares ajenos
  • Sección B: Doctrina de Ireneo

** CAPITULO 15.—La oveja perdida (Mt 18,12-14; Lc 15,3-7) **

  • Parte primera: Hasta Orígenes
    • A) Heterodoxos
      • Simonianos
      • Tolomeo
      • «El libro sacro del gran Espíritu invisible»
      • «Evangelio según Tomás»
      • Acta Thomae
    • B) Eclesiásticos
  • Parte segunda: San Ireneo
  • Conclusión

** CAPITULO 16.—La semilla que grana (Mc 4.26-29) **

  • I. Generalidades
  • II. Eucaristía valentiniana
    • A) Eucaristía de Marcos (Iren., 1 13,Is)
    • B) Eucaristía de ET 82
  • III. Doctrina de San Ireneo
  • Conclusión

** CAPITULO 17.—El mayordomo infiel (Lc 16,9) **

  • Expolio de los egipcios
  • Mammona

** CAPITULO 18.—Bodas reales (Mt 22,1-14; Lc 14,15-24) **

  • Primera parte: Preliminares de Ireneo
    • Ps. clementinas
    • Evangelios apócrifos
    • Marcion
    • Festín de bodas
    • Ingreso en el tálamo
    • El amigo del Esposo
    • Acta Thomae
    • Eclesiásticos prenicenos
      • 1) En torno a Melitón
      • 3) Clemente Alejandrino
        • Muchos los llamados y pocos los escogidos
        • Excerpta ex Theodoto
        • Comm. in Mt 17,15ss
          • El Rey y su hijo
          • Las bodas del hijo
          • Festín y cena
          • Los siervos que invitan
          • Los invitados
          • Llamamiento de buenos y malos. Expulsión de los malos
          • Muchos los llamados y pocos los escogidos
  • Segunda parte: San Irenco
    • Los elegidos
    • V 36,2
    • IV 36,5
      • Unus Rex
      • Preparativos de bodas
      • Embajadas de siervos en el AT
      • El brazo secular
      • El vestido nupcial
  • Conclusión

** CAPITULO 19.—El epulón y Lázaro (Lc 16,19-31) **

  • Parte primera : Heterodoxos
    • a) Marcion
      • In inferis
    • b) Homilías ps. clementinas
    • c) Basilides
    • d) Acta Thomae
    • e) ¿Evangelio de los Nazarees?
  • Parte segunda: Eclesiásticos fuera de Ireneo
    • a) Antes de Tertuliano
      • 1. Apologeticum
      • 2. De testimonio animae
      • 3. De praescriptione haereticorum
      • 4. De idololatria
      • 5. De ieiunio
      • 6. Adversas Marcionem
      • 7. De anima
        • «Invisibilis locus» (Tren., V 31,2)
      • 8. De resurrectione camis
      • 9. Síntesis tertulianea
    • c) Después de Tertuliano
  • Parte tercera : San Ireneo
    • Art.1 (Adv. haer. II 34,1)
      • a) Perseverancia de las almas
      • b) Sin transmigración
      • c) La figura del cuerpo
      • d) La memoria
      • e) El lugar del descanso y de la pena
    • Art.2 (Adv. haer. IV 2,3-4)
    • Art.3 (Adv. haer. IV 24,1)
  • Conclusión

** CAPITULO 20.—Al margen de dos parábolas **

** Conclusión general **


** Conclusão geral da obra **

  • As parábolas ocupam muito pouco espaço na obra literária de São Irineu, sendo praticamente nulas na “Epideixis”, e a pesquisa as tem negligenciado em favor de temas de maior volume.
  • A parábola, como gênero, pouco interessou ao santo, que a tratava exegeticamente de modo muito semelhante a um fragmento histórico, como no caso de Lázaro e o rico epulão.
  • Irineu faz uso das parábolas invocando-as globalmente ou atribuindo valor autônomo a suas partes, versículos e hemistíquios, independentemente do contexto, procedimento comum entre seus contemporâneos.
  • As referências textuais são abundantes, mas interessam menos pela parábola em si do que pela doutrina comum aos “testemunhos” de que fazem parte, sendo raros os desenvolvimentos expressos.
  • O estudo da exegese ireneana das parábolas permite decantar os elementos vinculados ao texto sacro, medir a riqueza quantitativa do material exegético e deduzir as linhas características.
  • A exegese de Irineu revela-se sistemática e coerente, não obstante a simplicidade aparente do estilo, escondendo uma teologia densa e nunca improvisada, que muitas vezes aborda versículos pela primeira vez.
  • O autor do “Adversus haereses” é difícil porque sua simplicidade encobre teologia distante da nossa, e a antiguidade de sua exegese, anterior a Tertuliano e aos alexandrinos, denuncia uma tradição anterior vinda dos “presbíteros”.
  • Irineu omite o estudo de alguns símiles, como o do semeador (Mt 13,3b-9), cuja única menção figura em Adv. haer. V 36,2, abordando a retribuição segundo merecimentos, um ponto capital da luta antignóstica.
  • A parábola das dez virgens (Mt 25,1-13) é referida por Irineu para condenar a exegese gnóstica, onde o Esposo e o tálamo são substituídos pela “manifesta predicação” da Igreja em contraste com a tradição secreta.
  • Sobre a parábola dos dois devedores (Lc 7,41-43), Irineu aplica o dito “a quem mais se perdoa, mais ama” à economia dos homens pecadores em Adão, simbolizando a mulher pecadora a Igreja ou a natureza humana.
  • O tesouro escondido (Mt 13,44) é interpretado por Irineu como Cristo, Verbo do Pai, disseminado nas Escrituras, sendo a primeira vinda a manifestação do tesouro escondido na Lei e nos Profetas.
  • A parábola do que tira do tesouro coisas novas e velhas (Mt 13,51-52) simboliza o Novo e o Antigo Testamento, com Cristo como o pai de família que tira o tesouro, e serve para combater Marção e os gnósticos.
  • O Senhor administra a casa do Pae, a Igreja, conforme a disposição dos membros: a lei mosaica do temor para os servos indisciplinados; preceitos congruentes para os homens livres; e a herança do Reino para os filhos adotivos.
  • A parábola dos servos em vela (Lc 12,35-38) é citada por Irineu em florilégios sobre a vigilância diante da segunda vinda, respeitando as três vigílias (vespertina, segunda e terceira) contra a mutilação de Marção.
  • O grão de mostarda (Mt 13,31-32) teve sua história entre os gnósticos (naassenos, basilidianos), que o usaram para designar a natureza espiritual e fecunda do Logos, mas Irineu jamais mencionou a parábola por sua conta.
  • O fermento (Mt 13,33; Lc 13,20-21) foi interpretado por Tolomeu como o Salvador, e por Teódoto como a simiente de eleição que aúna os povos na fé, impugnação que Irineu teve de enfrentar por infravalorar a economia da salus carnis.
  • A expressão “luz do mundo” (Mt 5,14-16) é usada por Irineu para caracterizar a Igreja dos gentios, os crentes que se tornam luz mediante a fé em Cristo, em prêmio à liberdade e mérito, em oposição aos gnósticos que a atribuíam por privilégio de raça.
  • Outros símiles como “sal da terra”, “a árvore e seus frutos” e “a dracma perdida” são conhecidos por Irineu, mas sem que se detenha a refutá-los ou os exponha por conta própria.
  • O método de Irineu é homogêneo e dogmático, dando pouca cabida a considerações morais, e visa descobrir nos símiles o motivo teológico que declare todas as circunstâncias, superando o significado óbvio.
  • A exegese de Marção sobre as parábolas serve para fundamentar suas teses dogmáticas, como a eliminação de “o filho pródigo” e “a figueira infrutífera”, por não se coadunarem com sua antítese entre as duas economias.
  • Os discípulos de Valentino explicam “a contrario” a exegese ireneana, adotando o texto claro das Escrituras e buscando o sentido espiritual último da doutrina da salvação, oculto nas parábolas e acessível somente pela gnosis.
  • A literatura apócrifa, como o Evangelho segundo Tomás e os Atos de João e Tomás, confirma exegeses gnósticas e encratitas que se opõem à tradição harmônica de São Irineu.
  • A exegese de Irineu sobre as parábolas é dominada pela “salus carnis” como centro da economia comum aos dois Testamentos, com a ressurreição e glorificação carnal de Cristo como ideal e primícias da ressurreição humana.
  • Em contraste com os valentinianos (homem = espírito), os alexandrinos (homem = alma) e Marção (condenação do corpo), Irineu contrapõe a saúde “per se” da carne, afetando primariamente a “caro” em todas as fases da dispensação.
  • O esquema exegético para a parábola do bom samaritano exemplifica as diferenças: para os valentinianos, o malferido é o homem espiritual; para os alexandrinos, o “nous” decaído; para Irineu, o homem de barro transgredido em Adão.
  • A exegese de Irineu distingue-se por sua concisão, variedade de matizes, aplomo e novidades de conteúdo, como a conjugação da Trindade com a escatologia final e a eficácia complementar do Logos humano e do Espírito Santo.
Search
gnosis/orbe/aopesi/start.txt · Last modified: by 127.0.0.1