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DIONÍSIO O AREOPAGITA — DOS NOMES DIVINOS

Capítulo 2. Sobre a teologia comum e distintiva, e sobre o que são a União e a distinção Divinas

Seção I.

  • A Bondade subsistente por si deve ser celebrada a partir dos Oráculos como definição e manifestação de toda a Subsistência supremamente Divina em sua natureza essencial.
    • A sagrada teologia ensina que a própria Divindade, ao tomar a dianteira, afirma: “Por que me perguntas acerca do Bem? — Ninguém é Bom senão Deus somente.”
    • Todos os Nomes de Deus que convêm a Deus são celebrados pelos Oráculos não de modo parcial, mas aplicados à Divindade inteira, completa, plena e total.
    • Todos os Nomes divinos são referidos indivisamente, absolutamente, sem reserva e inteiramente à totalidade inteira da Deidade inteiramente completa.
    • Nos Esboços Teológicos já se estabeleceu que atribuir tal afirmação a algo que não seja a Divindade inteira constitui blasfêmia e ousadia indevida de separar a Unidade superunificada.
  • Deve-se receber tal afirmação como referente à Divindade inteira, pois o Verbo essencialmente Bom declarou: “Eu sou Bom.”
    • Um dos Profetas arrebatados por Deus celebra o Espírito como “o Bom”.
    • A afirmação “Eu sou Aquele que é” deve igualmente ser compreendida segundo a totalidade da Divindade.
    • Caso se limite violentamente essa afirmação a uma parte da Divindade, permaneceriam incompreensíveis as palavras: “Estas coisas diz Aquele que é, que era, que há de vir, o Todo-Poderoso.”
    • Também se devem considerar as palavras: “Tu és o mesmo” e “Espírito da verdade, que é, que procede do Pai.”
    • Se a Vida supremamente Divina não fosse coextensiva à totalidade, não se compreenderia a verdade da palavra sagrada: “Assim como o Pai ressuscita os mortos e dá vida, assim também o Filho dá vida a quem quer.”
    • Também se afirma que “o Espírito é Aquele que dá vida” e que “o Espírito também é Senhor”.
    • O belo e o sábio são igualmente celebrados em referência à Divindade inteira.
    • A luz, a deificação, a causa e tudo quanto pertence à Divindade inteira são introduzidos pelos Oráculos em toda a hinódia supremamente Divina.
    • Em sentido coletivo, afirma-se: “Todas as coisas provêm do Deus Todo-Poderoso.”
    • Em sentido específico, afirma-se: “Todas as coisas foram feitas por meio dele e para ele”, “todas as coisas nele subsistem” e “Enviarás o teu Espírito, e elas serão feitas.”
    • O próprio Verbo supremamente Divino declarou: “Eu e o Pai somos Um”, “tudo o que o Pai tem é meu” e “Tudo o que é meu é teu, e o que é teu é meu.”
    • Tudo quanto pertence ao Pai e ao próprio Verbo é também atribuído ao Espírito supremamente Divino, coletiva e comunmente: as obras de Deus, a veneração, a causa fontal e incessante e a distribuição dos bons dons.
    • Ninguém formado sem preconceitos nos Oráculos Divinos deve opor-se à compreensão de que tudo o que convém a Deus pertence à Divindade inteira, segundo o Verbo divinamente perfeito.
    • Tendo essas coisas sido demonstradas e definidas a partir dos Oráculos, parcialmente aqui e suficientemente em outro lugar, passa-se ao desdobramento de todo Nome Divino que deve ser recebido como referente à Divindade inteira.

Seção II.

  • A atribuição comum dos Nomes Divinos à Divindade inteira não introduz confusão em detrimento da distinção que convém a Deus.
    • A objeção de confusão não basta, por si mesma, para demonstrar que seja verdadeira.
    • Quem se coloca inteiramente em oposição aos Oráculos permanece também inteiramente afastado da filosofia teológica.
    • Quem não se importa com a Sabedoria divina dos Oráculos não pode guiar adequadamente a ciência teológica.
    • A verdade dos Oráculos deve funcionar como cânone e iluminação para a resposta teológica.
    • A teologia transmite algumas realidades como comuns e outras como distintivas.
    • Não convém dividir o comum nem confundir o distintivo.
    • Seguindo os Oráculos segundo a capacidade possível, deve-se elevar às irradiações Divinas.
    • As revelações Divinas devem ser recebidas como cânone excelentíssimo da verdade.
    • As realidades ali presentes devem ser preservadas em sua simplicidade, integridade e identidade nativas.
    • A guarda dos Oráculos conserva quem os guarda, e deles se recebe força para conservar aqueles que também os guardam.

Seção III.

  • Os Nomes comuns a toda a Divindade são aqueles que designam a transcendência suprema e a causalidade universal.
    • Entre os Nomes comuns demonstrados a partir dos Oráculos nos Esboços Teológicos encontram-se o Super-Bom, o Super-Deus, o Superessencial, o Supervivo e o Supersábio.
    • A esses se unem todos os nomes pertencentes à abstração superlativa.
    • Também pertencem ao comum os nomes que denotam Causa, como o Bem, o Belo, o Ser, o Vivificante e o Sábio.
    • Todos os Nomes dados à Causa de todo Bem provêm de seus bons dons.
    • Os Nomes distintivos são o nome e a propriedade superessenciais de Pai, Filho e Espírito.
    • Nenhuma troca ou comunidade é introduzida nesses Nomes distintivos.
    • Há ainda a distinção da existência completa e inalterada de Jesus entre nós, com todos os mistérios do amor ao homem que nela realmente subsistem.

Seção IV.

  • Torna-se necessário retomar e expor o modo completo da união e da distinção Divinas, a fim de afastar o ambíguo e definir os Nomes próprios com precisão.
    • Os sagrados instrutores da tradição teológica chamam de “Uniões Divinas” as sublimidades ocultas e não reveladas do Isolamento superinefável e superdesconhecido.
    • Chamam de “distinções” as belas processões e manifestações da Divindade.
    • Segundo os Oráculos sagrados, há propriedades próprias da União e também propriedades próprias da distinção.
    • Na União Divina, isto é, na Superessencialidade, é comum à Tríade que brota do Uno a Fonte sustentadora superessencial, a Deidade superdivina e a Bondade superbondosa.
    • Também são comuns a suprema identidade de toda a suprema Propriedade, a Unidade acima da fonte do uno, o Inefável, o Muito-falante, a Agnosia, o Compreendido por todos, a Posição de todos e a Abstração de todos.
    • Essa realidade está acima de toda afirmação e abstração.
    • A permanência e a estabilidade recíprocas das Pessoas que brotam do Uno são totalmente superunidas e em nenhuma parte confundidas.
    • A comparação sensível das luzes de lâmpadas numa casa ajuda a compreender que elas são distintas entre si e, ao mesmo tempo, unidas numa só claridade.
    • Muitas lâmpadas em uma casa produzem uma luz conjunta e uma irradiação combinada.
    • Ninguém consegue distinguir no ar que contém todas as luzes a luz de uma lâmpada isolada das demais, nem vê-la sem as outras.
    • Se uma lâmpada particular é retirada do aposento, toda a luz que lhe pertence parte com ela, sem arrastar parcela alguma das outras luzes e sem deixar parcela própria nas demais.
    • A união completa de todas com todas é sem mistura, sem confusão e ocorre num corpo, o ar, enquanto a luz depende do fogo material.
    • Por isso se afirma que a União superessencial está acima não apenas das uniões nos corpos, mas também das uniões nas almas e nas inteligências.
    • As Iluminações deiformes e supercelestes possuem essa união de modo sem mistura e supramundano, todas através de todas, conforme a participação análoga daqueles que participam da União elevada acima de tudo.

Seção V.

  • Há uma distinção na nomenclatura superessencial de Deus tanto pela permanência inconfusa das Pessoas quanto pela não conversibilidade das propriedades da Produção Divina.
    • Cada uma das Pessoas que brotam do Uno permanece na própria união sem mistura e sem confusão.
    • As propriedades da Produção Divina superessencial não são conversíveis umas em relação às outras.
    • O Pai é a única Fonte da Deidade superessencial.
    • O Pai não é o Filho, e o Filho não é o Pai.
    • Os hinos guardam reverentemente as características próprias de cada uma das Pessoas supremamente Divinas.
    • Essas são as uniões e distinções no interior da União inefável e da Fonte sustentadora.
    • A bela processão da União Divina, ao multiplicar-se de modo superúnico pela Bondade e assumir muitas formas, também constitui distinção Divina.
    • Na distinção Divina, permanecem comuns as distribuições irresistíveis, a doação de substância, a vivificação, a comunicação da sabedoria e os demais dons da Bondade, Causa de tudo.
    • A partir das participações e dos participantes celebram-se as realidades participadas de modo imparticipável.
    • É comum, uno e congênere a toda a Divindade ser inteira e totalmente participada por cada participante, e por ninguém apenas parcialmente.
    • Assim como um ponto no centro do círculo participa de todas as linhas retas circundantes, muitas impressões de um selo participam do selo arquetípico.
    • Em cada impressão o selo está inteiro e idêntico, e em nenhuma está parcialmente.
    • A impartibilidade da Deidade, Causa de tudo, é superior a essas imagens, pois não há contato com ela.
    • A Deidade não possui comunhão misturada com as coisas que participam dela.

Seção VI.

  • A diversidade das imagens do selo não procede do selo, mas da diferença dos receptores.
    • O selo comunica-se inteiro e idêntico a cada impressão.
    • A diferença dos receptores torna as figuras dessemelhantes, embora o arquétipo seja uno, completo e o mesmo.
    • Se a cera for macia, impressionável, lisa, não marcada, não endurecida, não resistente à impressão, nem fluida ou dissolvente, receberá a figura clara, nítida e fixa.
    • A falta dessas aptidões causa a não participação, a ausência de figura, a indistição e tudo quanto decorre da inadequação receptiva.
    • Há ainda uma distinção decorrente da boa obra de Deus em relação a nós, pois o Verbo superessencial foi revestido de ser entre nós, a partir de nós, de modo inteiro e verdadeiro.
    • O Verbo realizou e sofreu tudo quanto há de escolhido e eminente em sua obra humana de Deus.
    • O Pai e o Espírito não comunicaram propriamente essas realidades, salvo quanto ao desígnio benigno e filantrópico.
    • Também se pode falar de comunicação quanto a toda a obra de Deus eminente e inefável realizada pelo Verbo de Deus, imutável enquanto Deus e Verbo, ao nascer entre nós.
    • Procura-se, assim, unir e distinguir no Verbo as realidades Divinas conforme as próprias realidades Divinas são unidas e distinguidas.

Seção VII.

  • As causas Divinas das uniões e distinções encontradas nos Oráculos já foram expostas nos Esboços Teológicos segundo a capacidade possível.
    • Cada causa foi tratada separadamente.
    • Algumas realidades foram explicadas e desdobradas pelo Verbo infalível.
    • A mente religiosa e incontaminada foi conduzida às visões luminosas dos Oráculos.
    • Outras realidades, por serem plenas de mistério, foram abordadas segundo a tradição Divina, superior à energia mental.
    • Todas as propriedades Divinas, mesmo as reveladas, são conhecidas apenas pelas participações.
    • Tais propriedades, em si mesmas, segundo sua fonte e morada próprias, estão acima da mente, de toda essência e de todo conhecimento.
    • Quando se chama a Ocultação superessencial de Deus, Vida, Essência, Luz ou Verbo, logos, pensa-se apenas nas potências que dela chegam até nós como deificantes, essenciantes, portadoras de vida ou comunicadoras de sabedoria.
    • A ela mesma se chega pela cessação de todas as energias intelectuais, sem ver deificação, vida ou essência alguma que seja estritamente semelhante à Causa eminentemente elevada acima de tudo.
    • Recebeu-se dos santos Oráculos que o Pai é Deidade fontal, enquanto o Senhor Jesus e o Espírito são, por assim dizer, rebentos plantados por Deus, como Flores e Luzes superessenciais da Deidade portadora de Deus.
    • O modo como essas realidades são não pode ser dito nem concebido.

Seção VIII.

  • A máxima capacidade da energia mental alcança apenas que toda paternidade e filiação divinas procedem da Fonte da paternidade e da Fonte da filiação, superiores a tudo.
    • A paternidade e a filiação foram transmitidas tanto a nós quanto às potências supercelestes.
    • A partir delas, os seres deiformes tornam-se deuses, filhos de deuses e pais de deuses, e são chamados Mentes.
    • Tal paternidade e filiação se realizam espiritualmente, isto é, de modo incorpóreo, imaterial e intelectual.
    • O Espírito supremamente Divino está acima de toda imaterialidade intelectual e de toda deificação.
    • O Pai e o Filho estão eminentemente elevados acima de toda paternidade e filiação divinas.
    • Não há semelhança estrita entre os causados e as causas.
    • Os causados possuem semelhanças recebidas das causas, mas as próprias causas permanecem elevadas e estabelecidas acima dos causados segundo a razão de sua origem própria.
    • Prazeres e dores podem ser chamados produtores de prazer e dor, mas eles mesmos não sentem prazer nem dor.
    • O fogo, ao aquecer e queimar, não é chamado queimado nem aquecido.
    • Não se fala corretamente ao dizer que a Vida subsistente por si vive ou que a Luz subsistente por si é iluminada, a não ser em outro sentido.
    • Em sentido diverso, pode-se dizer que as propriedades dos causados preexistem abundantemente e essencialmente nas causas.

Seção IX.

  • O fato mais manifesto de toda teologia, isto é, a formação divina de Jesus entre nós, permanece inefável a toda expressão e desconhecido a toda mente.
    • Esse mistério é desconhecido até mesmo para os mais altos dos anjos reverendíssimos.
    • Recebeu-se como mistério o fato de que Jesus assumiu substância como homem.
    • Não se sabe de que modo, a partir de sangues virginais, por lei diversa e além da natureza, ele foi formado.
    • Também não se sabe de que modo, com pés secos, possuindo volume corporal e peso material, ele caminhou sobre a substância líquida e instável.
    • O mesmo se aplica a todos os demais aspectos da fisiologia superfísica de Jesus.
    • Essas realidades foram suficientemente tratadas em outro lugar.
    • O ilustre guia celebrou essas realidades nos Elementos Teológicos de modo muito acima da capacidade natural.
    • O ilustre guia adquiriu tais realidades dos sagrados teólogos, ou as compreendeu pela investigação científica dos Oráculos, mediante muitas lutas e pesquisas sobre o mesmo assunto.
    • Também pode ter sido instruído por uma inspiração mais Divina.
    • Ele não apenas aprendeu as coisas Divinas, mas sofreu suas dores e, pela simpatia com elas, foi aperfeiçoado para sua união e aceitação místicas e não ensinadas.
    • Para mostrar em pouquíssimas palavras as muitas e bem-aventuradas visões de sua inteligência excelentíssima, apresentam-se as afirmações que ele faz acerca do Senhor Jesus nos Elementos Teológicos por ele compilados.

Seção X.

Dos Elementos Teológicos do santíssimo Hieroteu.

  • A Deidade do Senhor Jesus é a Causa e a Consumação de tudo, conservando as partes em concórdia com o todo e permanecendo acima de parte e todo.
    • A Deidade do Senhor Jesus não é parte nem todo, e é todo e parte enquanto abraça em si tudo, tanto parte quanto todo, estando acima e antes de ambos.
    • Ela é perfeita no imperfeito como fonte da perfeição.
    • Ela é imperfeita no perfeito como superperfeita e pré-perfeita.
    • Ela é Forma produtora de forma nas coisas sem forma, enquanto Fonte da forma.
    • Ela é sem forma nas formas, por estar acima da forma.
    • Ela é Essência que penetra sem mancha todas as essências e é superessencial, exaltada acima de toda essência.
    • Ela estabelece limites para todos os principados e ordens, e está estabelecida acima de todo principado e ordem.
    • Ela é medida das coisas existentes e da era, estando acima da era e antes da era.
    • Ela é plenitude nas coisas necessitadas e superplenitude nas coisas plenas.
    • Ela é inefável, indizível, acima da mente, acima da vida e acima da essência.
    • Ela possui o sobrenatural sobrenaturalmente e o superessencial superessencialmente.
    • Por amor ao homem, o Senhor Jesus chegou até a natureza, tornou-se realmente substancial e o Super-Deus viveu como Homem.
    • Que ele seja misericordioso quanto às realidades celebradas, pois elas estão além da mente e da expressão.
    • Mesmo nessa condição, ele possui o sobrenatural e o supersubstancial.
    • Ele se comunicou conosco sem alteração e sem confusão.
    • De seu esvaziamento inefável não resultou perda alguma quanto à sua superplenitude.
    • Sendo a mais nova de todas as coisas novas, ele esteve em nossa condição física de modo superfísico.
    • Nas coisas substanciais, ele permaneceu supersubstancial, excedendo todas as coisas que são nossas, a partir de nós e acima de nós.

Seção XI.

  • A exposição sobre essas realidades basta, e passa-se ao propósito de desdobrar, segundo a capacidade possível, os Nomes congêneres e comuns da distinção Divina.
    • Para definir tudo distintamente e em ordem, chama-se distinção Divina, como já foi dito, as belas processões da Divindade.
    • Ao dar-se a todas as coisas existentes e ao derramar em abundância todos os bens comunicados, a Divindade distingue-se uniformemente.
    • A Divindade multiplica-se de modo único e assume muitas formas a partir do Uno, permanecendo centrada em si mesma.
    • Como Deus Todo-Poderoso é Ser de modo superessencial, e o ser é transmitido às coisas que são e produz todas as essências, esse Ser Uno é dito assumir muitas formas pela produção dos muitos seres a partir de si mesmo.
    • O Ser Uno permanece sem diminuição, Uno na multiplicidade, unificado na processão e completo na distinção.
    • Ele está superessencialmente exaltado acima de todos os seres.
    • Ele produz de modo único o todo e derrama sem perda o fluxo de suas distribuições não diminuídas.
    • Sendo Uno, e tendo distribuído o Uno a toda parte e a todo todo, tanto ao uno quanto à multidão, ele é Uno de modo superessencial.
    • Ele não é parte da multidão nem todo composto de partes.
    • Assim, ele não é um, não participa do um e não possui o um em sentido ordinário.
    • Para além dessas coisas, ele é Uno acima do uno para as coisas existentes.
    • Ele é Uno e multidão indivisível, superplenitude não preenchida, produzindo, aperfeiçoando e sustentando cada realidade una e toda multidão.
    • Pela deificação procedente de si, segundo a semelhança Divina dos muitos que se tornam deuses conforme sua capacidade própria, parece haver e se diz haver distinção e multiplicação do Deus Uno.
    • Ele não deixa, contudo, de ser o Deus Supremo e o Super-Deus, Deus Uno de modo superessencial.
    • Ele permanece indiviso nas coisas divididas, unificado em si mesmo, sem mistura e sem multiplicação nos muitos.
    • O condutor comum de nós mesmos e de nosso guia para o dom Divino da luz, grande nos mistérios Divinos e luz do mundo, concebeu essa realidade de modo acima da capacidade natural.
    • Ele fala por inspiração de Deus em seus escritos sagrados: “Pois, ainda que haja os que são chamados deuses, seja no céu, seja sobre a terra, assim como há muitos deuses e muitos senhores, para nós, porém, há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem são todas as coisas e por meio de quem nós existimos.”
  • Nas realidades Divinas, as uniões predominam sobre as distinções, precedem-nas e permanecem igualmente unificadas mesmo depois da distinção centrada em si mesma e unificada.
    • As distinções mútuas e comuns, ou antes, as belas processões de toda a Divindade, devem ser celebradas segundo a capacidade possível a partir dos Nomes de Deus que as tornam conhecidas nos Oráculos.
    • Deve-se estabelecer antes de tudo que todo Nome beneficente de Deus, seja aplicado a qualquer uma das Pessoas supremamente Divinas, deve ser compreendido sem reserva em referência à totalidade supremamente Divina.
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