PARÁBOLAS EVANGÉLICAS EM SÃO IRINEU
Trata-se de uma obra de fôlego, de um dos mais reconhecidos estudiosos, dentro da Igreja Católica, da tradição gnóstica.
Excertos desta obra foram incluídos nas páginas dedicadas ao estudo das parábolas evangélicas.
** CAPITULO 1.—Las parábolas **
- La obduración judaica
- Respuesta de Marcion
- Respuesta valentiniana
- Los judíos y las parábolas
- Acotación valentiniana
- Actitud de Ireneo
- A modo de conclusión
** CAPITULO 2.—El amigo importuno (Lc 11,5-8) **
- I. EXÉGESIS COETÁNEAS
- 1. Heterodoxas
- 2. Eclesiásticas
- II. «QUAERITE ET INVENIETIS»
- 1. Heterodoxos
- Los herejes de Tertuliano
- 2. Eclesiásticos
- Clemente Alejandrino
- III. San Ireneo
- Conclusión
** CAPITULO 3.—La casa sobre roca (Mt 7,24-27; Lc 6,47-49) **
** CAPITULO 4.—El buen samaritano (Lc 10,30-37) **
- Parte primera: Fuera de los alejandrinos
- Parte segunda : Los alejandrinos
- a) Clemente
- b) El presbítero preorigeniano
- c) Orígenes
- Parte tercera: San Ireneo
- Los dos denarios
- Stabularius = Spiritus
- Elementos preireneanos
- San Pablo, el Paráclito
- Conclusión
** CAPITULO 5.—El hijo pródigo (Lc 15,11-32) **
- Parte primera : Exégcsis fuera de San Ireneo
- a) Primeras noticias
- b) Exégesis heterodoxas
- c) Tertuliano
- d) Clemente Alejandrino
- Excerpta ex Theodoto
- e) Orígenes
- Parte segunda: San Ireneo
- a) III 11,8
- b) IV 14,2
- c) IV 36,7
- Conclusión
** CAPITULO 6.—La higuera infructuosa (Lc 13,6-9) **
** CAPITULO 7.—Los malos viñadores (Mt 21,33-46; Me 12,1-12; Lc 20,9-19) **
- Parte primera: Fuera de San Ireneo
- a) Antes de Tertuliano
- b) Tertuliano
- c) Clemente Alejandrino
- d) Orígenes
- Comm. in Mt 17,6-14
- Parte segunda: San Ireneo
- a) Tesis antignóstica
- b) Exégesis de la parábola
- A MANERA DE CONCLUSIÓN
** CAPITULO 8.—El fariseo y el publicano (Lc 18,9-14) **
** CAPITULO 9.—La cizaña (Mt 13,24-30, 36-43) **
- Parte primera: Antes de San Ireneo
- a) PP. Apostólicos
- b) Apologetas
- e) Heterodoxos
- Escritos gnósticos
- 1. Heracleón
- a) Fragmento 32
- b) Fragmento 33
- c) Fragmento 34
- d) Fragmento 35
- 2. Excerpta ex Theodoto
- Parte segunda: Eclesiásticos inmediatos
- a) Tertuliano
- b) Alejandrinos
- 1. Éclogas proféticas
- 2. Clemente Alejandrino
- 3. Orígenes
- Parte tercera: San Ireneo
- a) IV 40,2
- b) V 27,1
- c) IV 40,3
- 1. Triunfo definitivo de Dios
- 2. Hijos del Maligno
- d) Ager mundiis est (Mt 13,38)
- IV 26,1
- V 33,3
- A MODO DE CONCLUSIÓN
** CAPITULO 10.—El juez inicuo (Lc 18,1-8) **
- Parte primera : Exégesis fuera de Ireneo
- a) Heterodoxos
- b) Tertuliano
- c) San Cipriano y otros eclesiásticos
- Parte segunda: San Ireneo
- Resonancias de la exégesis ireneana
- Conclusión
** CAPITULO 11.—Los obreros de la viña (Mt 20,1-16) **
- Parte primera : Fuera de San Ireneo
- Parte segunda: San Ireneo
- 1. Las cinco horas
- 2. El paterfamilias
- 3. La viña
- 4. El ecónomo
- 5. El salario
- 6. A partir de los últimos
- Conclusión
** CAPITULO 12.—La parábola de los talentos (Mt 25,14-30) y de las minas (Lc 19,11-27) **
- Parte primera : Fuera de San Ireneo
- 1. Evangelios heterodoxos
- Evangelio de Marcion
- 2. Homilías ps.clementinas
- 3. PP. Apostólicos y apologetas
- 4. Tertuliano
- 5. Clemente Alejandrino
- 6. Orígenes
- a) El amo
- b) Ausencia del amo
- c) Criterio del reparto
- «A cada uno según su aptitud»
- d) Dinero de ley
- e) Rendimiento de cuentas
- 1) Vuelta del amo
- 2) Elogio de los siervos buenos
- 3) El siervo holgazán
- 4) Oráculo final
- Parte segunda : San Ireneo
- a) III 17,3
- b) IV 11,1
- c) IV 27,2
- Conclusión
** CAPITULO 13.—Los dos hijos enviados a la viña (Mt 21,28-32) **
** CAPITULO 14.—El rico necio (Lc 12,16-21) **
- Sección A: Preliminares ajenos
- Sección B: Doctrina de Ireneo
** CAPITULO 15.—La oveja perdida (Mt 18,12-14; Lc 15,3-7) **
** CAPITULO 16.—La semilla que grana (Mc 4.26-29) **
- I. Generalidades
- II. Eucaristía valentiniana
- A) Eucaristía de Marcos (Iren., 1 13,Is)
- B) Eucaristía de ET 82
- III. Doctrina de San Ireneo
- Exégesis de Mc 4,27s
- Conclusión
** CAPITULO 17.—El mayordomo infiel (Lc 16,9) **
- Expolio de los egipcios
- Mammona
** CAPITULO 18.—Bodas reales (Mt 22,1-14; Lc 14,15-24) **
- Primera parte: Preliminares de Ireneo
- Ps. clementinas
- Evangelios apócrifos
- Marcion
- Festín de bodas
- Ingreso en el tálamo
- El amigo del Esposo
- Acta Thomae
- Eclesiásticos prenicenos
- 1) En torno a Melitón
- 2) Tertuliano
- 3) Clemente Alejandrino
- Muchos los llamados y pocos los escogidos
- Excerpta ex Theodoto
- 4) Orígenes
- Comm. in Mt 17,15ss
- El Rey y su hijo
- Las bodas del hijo
- Festín y cena
- Los siervos que invitan
- Los invitados
- Llamamiento de buenos y malos. Expulsión de los malos
- Muchos los llamados y pocos los escogidos
- Segunda parte: San Irenco
- Los elegidos
- V 36,2
- IV 36,5
- Unus Rex
- Preparativos de bodas
- Embajadas de siervos en el AT
- El brazo secular
- El vestido nupcial
- Conclusión
** CAPITULO 19.—El epulón y Lázaro (Lc 16,19-31) **
- Parte primera : Heterodoxos
- a) Marcion
- In inferis
- b) Homilías ps. clementinas
- c) Basilides
- d) Acta Thomae
- e) ¿Evangelio de los Nazarees?
- Parte segunda: Eclesiásticos fuera de Ireneo
- a) Antes de Tertuliano
- b) Tertuliano
- 1. Apologeticum
- 2. De testimonio animae
- 3. De praescriptione haereticorum
- 4. De idololatria
- 5. De ieiunio
- 6. Adversas Marcionem
- 7. De anima
- «Invisibilis locus» (Tren., V 31,2)
- 8. De resurrectione camis
- 9. Síntesis tertulianea
- c) Después de Tertuliano
- Parte tercera : San Ireneo
- Art.1 (Adv. haer. II 34,1)
- a) Perseverancia de las almas
- b) Sin transmigración
- c) La figura del cuerpo
- d) La memoria
- e) El lugar del descanso y de la pena
- Art.2 (Adv. haer. IV 2,3-4)
- Art.3 (Adv. haer. IV 24,1)
- Conclusión
** CAPITULO 20.—Al margen de dos parábolas **
- 1. El bueno y el mal siervo (Mt 24,45-51; Lc 12,41-48)
** Conclusión general **
** Conclusão geral da obra **
- A parábola, como gênero, pouco interessou ao santo, que a tratava exegeticamente de modo muito semelhante a um fragmento histórico, como no caso de Lázaro e o rico epulão.
- As referências textuais são abundantes, mas interessam menos pela parábola em si do que pela doutrina comum aos “testemunhos” de que fazem parte, sendo raros os desenvolvimentos expressos.
- O estudo da exegese ireneana das parábolas permite decantar os elementos vinculados ao texto sacro, medir a riqueza quantitativa do material exegético e deduzir as linhas características.
- A exegese de Irineu revela-se sistemática e coerente, não obstante a simplicidade aparente do estilo, escondendo uma teologia densa e nunca improvisada, que muitas vezes aborda versículos pela primeira vez.
- O autor do “Adversus haereses” é difícil porque sua simplicidade encobre teologia distante da nossa, e a antiguidade de sua exegese, anterior a Tertuliano e aos alexandrinos, denuncia uma tradição anterior vinda dos “presbíteros”.
- Irineu omite o estudo de alguns símiles, como o do semeador (Mt 13,3b-9), cuja única menção figura em Adv. haer. V 36,2, abordando a retribuição segundo merecimentos, um ponto capital da luta antignóstica.
- A parábola das dez virgens (Mt 25,1-13) é referida por Irineu para condenar a exegese gnóstica, onde o Esposo e o tálamo são substituídos pela “manifesta predicação” da Igreja em contraste com a tradição secreta.
- Sobre a parábola dos dois devedores (Lc 7,41-43), Irineu aplica o dito “a quem mais se perdoa, mais ama” à economia dos homens pecadores em Adão, simbolizando a mulher pecadora a Igreja ou a natureza humana.
- A parábola do que tira do tesouro coisas novas e velhas (Mt 13,51-52) simboliza o Novo e o Antigo Testamento, com Cristo como o pai de família que tira o tesouro, e serve para combater Marção e os gnósticos.
- O Senhor administra a casa do Pae, a Igreja, conforme a disposição dos membros: a lei mosaica do temor para os servos indisciplinados; preceitos congruentes para os homens livres; e a herança do Reino para os filhos adotivos.
- A parábola dos servos em vela (Lc 12,35-38) é citada por Irineu em florilégios sobre a vigilância diante da segunda vinda, respeitando as três vigílias (vespertina, segunda e terceira) contra a mutilação de Marção.
- O grão de mostarda (Mt 13,31-32) teve sua história entre os gnósticos (naassenos, basilidianos), que o usaram para designar a natureza espiritual e fecunda do Logos, mas Irineu jamais mencionou a parábola por sua conta.
- O fermento (Mt 13,33; Lc 13,20-21) foi interpretado por Tolomeu como o Salvador, e por Teódoto como a simiente de eleição que aúna os povos na fé, impugnação que Irineu teve de enfrentar por infravalorar a economia da salus carnis.
- A expressão “luz do mundo” (Mt 5,14-16) é usada por Irineu para caracterizar a Igreja dos gentios, os crentes que se tornam luz mediante a fé em Cristo, em prêmio à liberdade e mérito, em oposição aos gnósticos que a atribuíam por privilégio de raça.
- Outros símiles como “sal da terra”, “a árvore e seus frutos” e “a dracma perdida” são conhecidos por Irineu, mas sem que se detenha a refutá-los ou os exponha por conta própria.
- O método de Irineu é homogêneo e dogmático, dando pouca cabida a considerações morais, e visa descobrir nos símiles o motivo teológico que declare todas as circunstâncias, superando o significado óbvio.
- A exegese de Marção sobre as parábolas serve para fundamentar suas teses dogmáticas, como a eliminação de “o filho pródigo” e “a figueira infrutífera”, por não se coadunarem com sua antítese entre as duas economias.
- Os discípulos de Valentino explicam “a contrario” a exegese ireneana, adotando o texto claro das Escrituras e buscando o sentido espiritual último da doutrina da salvação, oculto nas parábolas e acessível somente pela gnosis.
- Em contraste com os valentinianos (homem = espírito), os alexandrinos (homem = alma) e Marção (condenação do corpo), Irineu contrapõe a saúde “per se” da carne, afetando primariamente a “caro” em todas as fases da dispensação.
- O esquema exegético para a parábola do bom samaritano exemplifica as diferenças: para os valentinianos, o malferido é o homem espiritual; para os alexandrinos, o “nous” decaído; para Irineu, o homem de barro transgredido em Adão.
- A exegese de Irineu distingue-se por sua concisão, variedade de matizes, aplomo e novidades de conteúdo, como a conjugação da Trindade com a escatologia final e a eficácia complementar do Logos humano e do Espírito Santo.
