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PRANCHAS 1 e 2

EVOLA, Julius. UR & KRUR [Introduction à la Magie]. UR 1927. Milano: Archè, 1983.

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O título das duas primeiras: O HOMEM VIVENTE — PERFEITO — SEGUNDO OS TRÊS PRINCÍPIOS DO SER DIVINO.

Na primeira se vê a imagem de um homem com um centro de luz dourada no meio da fronte portando a inscrição Espírito Santo; outro centro prateado no nível da laringe com a inscrição sophia, espelho de Deus; um terceiro centro, particularmente radiante, ao nível do coração com a menção Jesus; um quarto centro na altura do baço, azul com chamas brancas ao redor, com a legenda Jehova. Por último uma grande zona circular sombria, cujo centro se situa ao nível dos genitais, com a inscrição Mundo Tenebroso, raiz das almas no Centro da Natureza. Enquanto as partes superiores desta esfera são claras, as inferiores — quer dizer as pernas — são escuras.

A segunda prancha representa o mesmo homem de costas. A cabeça e a zona circular correspondente a Sophia estão permeadas de estrelas douradas dispostas segundo o esquema seguinte: círculo sobre triângulo invertido; com legenda: Intelecto, Sentidos (ao nível da cabeça — círculo), Compleição e Alma sideral em correspondência com o centro de Sophia, o qual se superpõe ao triângulo invertido. A zona inferior tenebrosa com a menção Inferno, Satanás — que aqui contém quatro dragões com línguas de fogo em direção a alma sideral.

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COMENTÁRIOS DE JULIUS EVOLA

Para o esquema simbólico como um todo, podemos nos referir, a título de correspondência, por exemplo, ao ensinamento hindu segundo o qual o corpo é regido por sete centros ocultos, que são correspondências naturais de sete princípios cósmicos (tattva — em Gichtel, os Planetas). Além disso, é interessante destacar que o centro base (muladhara), que nos Tantras é relacionado à raiz dos órgãos genitais (localizado exatamente nessa zona oculta e “inferior”, marcada nas figuras I e II de Gichtel), carrega um simbolismo semelhante ao atribuído por Gichtel ao coração: há um falo que corresponde ao princípio Shiva e, portanto, ao elemento solar (a “virilidade transcendente”) em torno do qual se enrosca a serpente, que é a kundalini representando Shakti.

Na prancha I, onde figuram não os sete, mas os três princípios do Ser Divino — Jesus, sophia e o Espírito Santo — que se tornam seres distintos situados em centros distintos (coração, laringe, testa) — até que Jeová restabeleça no globo obscuro do basso, e no «Mundo tenebroso infernal». Mas é na prancha II onde é interessante notar — porque isso parece corresponder ao sentido geral da passagem da kundalini através dos diferentes centros — que deste Mundo Tenebroso se vêem partir as volutas de fogo serpentino (= kundalini) que se dirigem, em um ato sem qualquer dúvida masculino, para essas constelações que, na alma sideral, constituem o intelecto vivo, portador de símbolos femininos. Talvez o autor pretendesse guardar globalmente nesses símbolos a noção dos sete centros siderais, fecundados e despertados pelo fogo serpentino sob a forma de iluminações e de transfigurações.

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