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GÊNESIS VIII - O AMONTOAMENTO DAS ESPÉCIES (TANNER)

TANNER, André. Gnostiques de la Révolution. Fabre d'Olivet. Paris: Egloff, 1946

  • Ali terminaram os quatro decênios de dia; e Noé, desprendendo a luz que fizera à Thebah,
  • Soltou o Érebo, a obscuridade ocidental, que, tomando um movimento alternativo de saída e retorno, seguiu e seguirá esse movimento periódico até o completo ressecamento das águas sobre a Terra.
  • Em seguida, deixou ir de junto de si a Iôna, a força plástica da Natureza; para reconhecer se as águas se aliviavam sobre a face do elemento adâmico.
  • Mas a Iôna, não encontrando lugar de repouso para comunicar sua ação geradora, voltou a ele, à Thebah, porque as águas ocupavam ainda toda a superfície terrestre: desdobrou então sua potência e, tendo-a retirado, a fez vir a ele para a Thebah.
  • E, tendo esperado um setenário de outros períodos luminosos, emitiu novamente a Iôna fora da Thebah.
  • Mas ela só voltou a ele, essa faculdade plástica da Natureza, no tempo mesmo do Érebo, qual uma pomba fugindo do negro corvo: uma sublimação da essência ígnea fora apreendida por sua faculdade concepitiva; de modo que Noé reconheceu por esse sinal que as águas se haviam aliviado sobre a Terra.
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