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REGENERAÇÃO DO HOMEM E DA NATUREZA
FAIVRE, A. Eckartshausen et la théosophie chrétienne. Paris: C. Klincksieck, 1969.
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O homem inserido no mundo sensível preserva poderes prodigiosos adormecidos, cuja recuperação depende do entendimento sobre o Cristo, a prece e a Regeneração.
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Necessidade de um médium simultaneamente divino e humano como energia luminosa emanada do Pai para reparar o mal após a perda da língua de luz decorrente da queda.
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Comparação do Cristo ao receptáculo de todas as faculdades divinas expressas, funcionando como a palavra sensível que abriga os pensamentos, permitindo aos que o recebem tornarem-se filhos da luz.
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Vinculação do Cristo a um sol espiritual e órgão da onipotência que liga o finito ao infinito, revelado historicamente sob os nomes de Ormuzd pelos persas, Jeová pelos judeus e Logos pelos gregos.
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Atribuição de unidade ao quadro do universo pelo Cristo como tipo universal, animando o homem com novas energias, assegurando a imortalidade e transformando o ser intelectual no verdadeiro Templo do Espírito.
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Descida de Deus para realçar a natureza alterada, escolhendo o centro do tempo durante uma verdadeira crise do mundo, simplificando as coisas temporais até o grande sábado da paz e do amor universais.
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Aparição do Cristo no meio de todas as épocas entre o primeiro e o segundo ternário do grande tempo, de modo análogo ao surgimento do sol no quarto dia da criação.
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União das energias de todos os corpos no corpo do Cristo, mantido como a forma sensível mais pura.
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Ausência de pai para Jesus, assim como Adão não tinha mãe, servindo sua morte como prova analítica da natureza superior humana.
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Penetração do Cristo na mortalidade para preencher tudo com sua energia deslumbrante.
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Manifestação da faculdade de reprodução em espírito no seio da mais pura das virgens, que recuperou pelo poder divino o estado de Adão quando este era virgem masculina.
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Elevação da virgem mais pura por sua vontade até a luz para receber pelo Espírito o Homem-Deus, atuando como mediador entre o Pai e a humanidade, em contraposição ao Homem-Espírito tornado terrestre por sua vontade.
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Definição do Cristo como Sabedoria, princípio da razão e fonte do conhecimento mais puro, e como Amor, princípio da moralidade.
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Identificação de Jesus como a luz do mundo e a substância da Sabedoria, ungido com a claridade divina e atuando como o Verbo real pelo qual tudo foi feito desde o começo.
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Atuação da Sabedoria como o centro do Paraíso e da luz, sendo o único órgão real para a comunicação da força divina.
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Caracterização desse órgão como a natureza imortal, pura e indestrutível que vivifica e conduz tudo à máxima perfeição e felicidade, matéria a partir da qual o primeiro homem foi criado.
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Identificação frequente entre o Cristo e a Sophia por Eckartshausen.
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Irrigação da natureza pela força toda-poderosa da substância luminosa liberada nos prodígios da morte do Cristo, permitindo a regeneração e o reverdecimento da árvore da vida.
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Definição da corporeidade de Deus como a própria raiz da árvore da vida e substância pura.
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Identificação da verdadeira videira como a matéria universal onde reside a luz ou a corporeidade crística.
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Divisão do corpo de Jesus entre o natural, que sofreu, e o sobrenatural transfigurado pós-ressurreição, capaz de atravessar objetos e subir ao céu, ao qual a humanidade deve se unir.
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Envio do Espírito aos discípulos apenas após a Ascensão, necessitando a essência divina de uma forma particular constituída por uma substância ígnea tirada do corpo luminoso de Jesus para se unir ao homem.
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Difusão futura desse Espírito do Salvador sobre todos os homens sob a forma real do sel da Sabedoria, conforme a escrita sobre serem todos salgados pelo fogo.
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Compreensão do processo espiritual através dos três modos de união do Espírito: a descida da forma espiritual sobre o Jordão no batismo, as línguas de fogo sobre os apóstolos e a santificação da forma etérea no coração da matéria.
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Utilização dessa substância pelos crentes como remédio, sendo a óleo de unção destinado aos Eleitos de Sião.
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Recepção do Verbo físico pelo homem que busca e ama o Cristo em seu coração, gerando a iluminação da razão pelo amor e o conhecimento progressivo das analogias da natureza.
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Revelação do Verbo por meio desse conhecimento, sendo a cruz a verdadeira forma de luz e essência do Cristo que expressa o grande mistério da separação e da união.
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Apreensão de Deus exclusivamente em sua corporeidade, ou seja, em Cristo como reflexo divino e essência corporal, de modo análogo à compreensão do espírito humano através do corpo em que habita.
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Compreensão do Espírito no Verbo, sendo por ele feito tudo o que existe.
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Impossibilidade total da regeneração humana sem o Cristo.
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Contestação generalizada da divindade e santidade de Jesus por aqueles que o reduzem a profeta, sábio ou charlatão, investigando a natureza para explicar os milagres de forma natural.
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Indicação do caminho mostrado por Jesus como a única via para a Sabedoria e a arte real dos santos e profetas, afastando as demais vias em direção à idolatria.
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Apelo à união firme com o mediador para evitar a separação por qualquer infortúnio ou pecado, permitindo o retorno ao estado de homem-espírito.
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Reunião dos hieróglifos e ideias de verdade no centro da verdade desde o surgimento do Cristo, consertando a cadeia quebrada e liberando os torrentes de vida pelo agrupamento das centelhas ao raio divino.
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Atração da graça pela fé, recebendo-se a existência e a vida unicamente por meio do Cristo, fonte primordial de toda a criação do serafim ao verme.
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Vivificação de todas as coisas por Ele e Nele, definhando como árvore sem raiz tudo o que dele se priva.
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Definição da grande tarefa dos que conhecem e oram em espírito e verdade como o ato de receber a vida para espalhá-la, colher a luz para iluminar e absorver o calor para amar o próximo.
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Caracterização do Espírito do Cristo mencionado por São Paulo como o sopro de Deus e a presença invisível de Jesus que substitui a presença visível junto aos seus.
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Atuação desse Espírito para guiar, instruir, fortalecer, proteger, purificar e animar, ensinando o que não foi dito pelo Cristo ou por outros cristãos.
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Exigência de semelhança dos cristãos com o Cristo em pensamento, vontade e ação, assim como todos os homens guardam semelhança com Adão.
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Elevação do físico à dignidade de espírito pelo Cristo, o sol do mundo dos espíritos, reparando a destruição da falta de Adão ao unir o físico ao divino.
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Introdução da força de luz do sangue crístico no âmago da terra para devolver a vida ao que estava morto.
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Repercussão da morte na cruz com o fendimento de montanhas, o ressurgimento de mortos e o velamento do sol diante da fuga das trevas, salvando tanto a alma quanto o corpo.
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Relevância da energia humana e divina residente no espírito que atua fisicamente sobre a natureza.
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Centralidade de Jesus ressuscitado em toda a natureza espiritual e física, atuando como a virtus adaptrix de todas as coisas.
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Disposição de todos os eventos históricos em função do momento do Cristo, considerado o único instante durável em meio às cenas passageiras das revoluções.
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Esperança no momento em que o Cristo será Tudo em tudo, tema que encerra a obra sobre os Hiéroglyphes.
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Apego particular de Eckartshausen à pessoa física e histórica de Jesus, detentor da beleza espiritual e corpórea e conhecedor da natureza humana acima dos filósofos.
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Recordação de horas da juventude passadas pelo teosofista com amigos falecidos chorando pelo desejo de serem discípulos zelosos.
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Dedicação de um volume quase integral ao relato da paixão com tom lírico, omitindo alusões esotéricas para o público católico, ressaltando a harmonia do Cristo com a divindade.
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Separação de Jesus dos seus com o intuito de atrair ao céu o coração de seus amigos.
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Superioridade do Senhor frente aos grandes homens, ilustrada na comparação entre o idoso Sócrates e o jovem Cristo perante Herodes.
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Desejo de morrer expressado na cruz por meio de uma prece de seu país, o Psaume 22, cujas primeiras palavras pronunciadas guardam um desfecho de alegria e esperança.
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Caracterização de Jesus como o maior herói, mártir e triunfador, servindo de guia para a vida espiritual e para o comportamento social.
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Descendência dos verdadeiros sacerdotes a partir de Melquisedeque, o primeiro Sacerdote-Rei ao qual o Cristo se uniu, cujo nome significa instrutor na verdadeira substância da vida e na sua separação da matéria perecível.
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Resolução de todos os verdadeiros hieróglifos através dos Evangelhos.
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Captação da energia sagrada do Cristo pela fé por meio do sangue retificador vertido pela alma, situada entre o corpo e o espírito.
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Combate de Eckartshausen ao arianismo e a evocação de testemunhos históricos como Joséfo, Suetônio, Tácito, Plínio e Luciano sobre o Cristo e os primeiros cristãos.
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Conhecimento de autores como Orígenes, Tertuliano, Calcidônio e Macróbio, com a menção de Flegonte e Talo sobre as trevas na morte de Jesus registradas em arquivos públicos.
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Perfeição inicial do movimento do sistema nervoso de Jesus e pureza dos sucs que o nutriram no ventre materno, ajustados ao sentimento de amor.
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Atração contínua de grande quantidade de éter exterior pelas fibras tenras e sucs puramente formados do corpo de Jesus após o nascimento, devido à porosidade adequada.
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Detenção da maior potência elétrica pelo corpo do Cristo, explicando a produção de efeitos extraordinários no mundo físico pela concentração dessas forças.
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Comunicação constante de vibrações ao éter exterior pelo sistema nervoso de Jesus através do amor, preces ferventes e formas perfeitas nascidas de seus sucs.
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Multiplicação das ações benéficas pela constância e paciência no cumprimento de penas e sofrimentos amargos.
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Correção de toda a natureza pelo sangue de Jesus que exalava amor.
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Diferenciação entre as vibrações de bilhões de homens rebeldes que exalam formas de seus estados mentais no éter e as forças da natureza originária, destruindo-se as primeiras pelas leis da heterogeneidade diante do verdadeiro amor.
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Purificação do éter exterior por Jesus através da absorção em um organismo puríssimo, espalhando em um único dia mais éter luminoso e formas de amor que uma geração inteira.
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Ocupação do ser de Jesus por pensamentos nobres acordado e por sonhos elevados e benfazejos durante o sono.
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Criação de emanações etéricas rápidas por uma atividade harmoniosa de todo o organismo de Jesus, penetrando as criaturas em um imenso raio de ação.
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Reação de cada produto vivo da natureza movido por essa força física para o bem dos demais objetos, sendo o amor de Jesus superior aos nuvens como a luz do sol.
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Indissociabilidade entre o ensinamento da Verdade por Jesus e a crença em uma vida futura.
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Dever de agir conforme a destinação original da natureza realçada pelo Cristo ao se unir à humanidade.
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Florescimento perene da árvore da vida pela sabedoria e amor do Cristo, exigindo a separação dos ramos da inteligência e do coração em relação à árvore do mundo para enxertá-los na árvore da vida.
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Nascimento do Cristo no homem e a encarnação do Verbo na carne, animando e aquecendo o coração humano.
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Descoberta incessante de novos objetos da razão por quem caminha em Cristo, comparável ao caminhante que descobre o panorama sob o sol.
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Proximidade de Jesus até o fim do mundo, permitindo que seja visto e sentido.
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Conhecimento de tudo pelo conhecimento da luz, encontrada pelo homem apenas na própria luz.
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Definição do amor como o calor do sol dos espíritos e da sabedoria como sua luz.
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Esforço do Cristo para espalhar a vida, purificar e dissolver as trevas e a morte.
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Superioridade de um único pensamento no espírito do Cristo para o conhecimento em poucos instantes face a anos de esforço na ciência exterior, que não penetra o interior das coisas.
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Abertura dos olhos do interior pela confiança e fé em Cristo, facultando a contemplação em espírito e verdade por ser o Mestre o órgão vivo da Sabedoria.
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Definição do objetivo da ciência suprema como a união da inteligência e da vontade a Jesus, propiciando elevação superior a qualquer agente espiritual ou celestial.
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Exclusividade de Jesus como a única via para a sabedoria, verdade e conhecimento, atuando como mediador entre a vida e a alma.
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Necessidade de semelhança com o Cristo para a transformação em homem-espírito, aprendendo a unidade harmônica de retorno.
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Recomendação de imitação diária por virtudes não limitadas a atos exteriores, germinando o reino de Deus no coração por obra da graça.
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Destinação humana de retorno à região de paz a partir das profundezas da obscuridade, recuperando o ponto afastado desde a queda.
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Assimilação benéfica decorrente da manutenção da imagem do Salvador na mente durante as ações cotidianas, sendo Jesus o único mediador com Deus.
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Caracterização como verdadeiro sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque daquele que tem a inteligência, o coração e as ações penetrados pela vontade divina, tornando-se invencível.
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Força do cristianismo face à fraqueza da filosofia, cujo filósofo vê os planos destruídos pelas paixões enquanto o cristão é sustentado pela energia divina do mediador que venceu a morte e o inferno.
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Disposição do Pai para acolher os filhos pródigos de braços abertos.
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Facilitação do retorno pela imitação de Jesus, estimulando o desapego dos sentidos, a nutrição espiritual, o equilíbrio das paixões e a purificação.
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Serenidade do espírito, fluxo calmo do sangue e visão das coisas sob nova luz gerados pela vontade de seguir o Cristo.
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Centralização do espírito no interior como o verdadeiro santuário onde Deus habita implícito e onde sua Trindade deve operar explícita.
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Definição do Cristo como a causa meritoria da graça que permite a iluminação pelos raios da Sabedoria e o aquecimento pelas chamas do amor.
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Desconfiança de Eckartshausen perante o idealismo filosófico abstrato.
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Preferência por um vocabulário que expressa o valor positivo da matéria na economia da salvação, sintonizada ao espiritualismo concreto de Oetinger, Baader, Novalis e Saint-Martin.
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Definição do Verbo como algo corpóreo onde o sobrenatural se une ao sensível e o espiritual ao corporel, devendo o material glorificar-se ao se espiritualizar.
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Visão da matéria não como o Mal em si, embora decorrente dele de certa maneira.
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Primazia do conhecimento do Cristo como a ciência mais nobre, lamentando-se quem tudo sabe sem conhecê-Lo.
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Ausência de condenação para os que viveram na ignorância sobre o Cristo, dada a existência de muitas moradas na casa do Pai onde atuarão como servidores e não como herdeiros.
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Definição do reino de Deus como a posse perfeita de Jesus no coração, iluminando a razão por dentro para penetrar a casca externa da natureza.
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Realidade e cognoscibilidade conferidas por Jesus no mundo dos espíritos, de forma idêntica à atuação do sol no mundo dos sentidos.
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Caracterização da prece como o primeiro passo para a Regeneração, sendo o Cristo o mediador essencial.
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Recomendação de retirada a locais solitários e silenciosos para meditar sobre as verdades religiosas, experimentando sensações celestes, ouvindo a música das esferas e consolidando a obra pela fé.
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Exemplo de oração frequente fornecido pelo próprio Cristo e ilustrado pelo personagem Simon Pietri, que confiava a Deus suas alegrias e dores.
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Descida da luz divina na razão como inspiração e a resposta humana como expiração, transformando ideias luminosas em palavras no coração sob o fogo celestial que consome o sacrifício de amor.
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Abolição pela prece do espaço intermediário que separa a humanidade da Unidade no mundo, comunicando a razão com la luz e o coração com o mundo dos espíritos.
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Aparição de chamas, energias e potências denominadas espíritos por meio da oração.
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Definição da prece como a pura elevação da alma à luz original e da fé como a contemplação permanente desses raios, exigindo o amor ao que se conhece para evitar o inverno espiritual da alma por falta de calor.
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Estímulo à aproximação resoluta de Deus mesmo em estado de pecado, orando em espírito e verdade com o cuidado de evitar o fanatismo dos exaltados, os ares de mago e a superstição.
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Busca pelo sentido interior da prece na contemplação da Sabedoria Divina, desfrutando da felicidade de união expressa nos versos sobre a satisfação do espírito.
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Recomendação de pensamento diário em Deus ao despertar, formando ideias puras do Criador e compreendendo a elevação gradual até a prece do Espírito.
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Poder da prece para curar os homens de sua cegueira e a definição do direito perante Deus como silêncio, demanda e espera.
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Definição dos sábios como a salvação do mundo, sendo o coração o altar espiritual, o amor o fogo, a virtude o incenso e o próprio coração o primeiro sacrifício à divindade.
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Caracterização de cada prece como uma ação que acarreta uma contra-ação, consistindo em um toque espiritual recíproco entre a alma e a divindade pelo qual flui a graça.
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Alegria da alma pela prece de modo análogo à vivificação das flores pelo orvalho, definhando os seres longe da fonte como flores distantes do sol.
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Elevação exclusiva do coração até Deus na verdadeira prece, dispensando a obrigatoriedade de moldes exclusivamente cristãos, conforme o diálogo de Karl von Reben sobre a oração que sobe do coração e não de templos.
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Possibilidade de oração a cada instante pela onipresença de Deus em espírito e amor, prescindindo de palavras sensíveis no templo do coração.
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Elevação do coração com confiança infantil e esperança alegre por meio de palavras de fogo da própria alma.
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Importância do momento presente face ao perigo de focar no passado ou no futuro, buscando a Deus a cada minuto na ordem de Sua Providência.
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Presença do Pai no mais profundo do ser humano e o usufruto do pão de vida sem tentações para os membros vivos do corpo de Jesus.
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Recomendação de permanência na oração constante do coração prescrita por Jesus e seus apóstolos.
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Abandono de debates que tratam Deus como sujeito filosófico sujeito ao espaço e tempo, o que obstrui a percepção de sua natureza amável e admirável e gera julgamentos antropomórficos errôneos.
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Prática de Robert Boyle de guardar um minuto de silêncio e descobrir-se antes de prosseguir após pronunciar o nome de Deus.
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Atendimento da máxima felicidade terrestre na aproximação interior de Deus, ocupando a alma de forma que todas as energias atuem para um único fim.
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Dissipação de dúvidas sobre os caminhos divinos por curtas exclamações de adoração quando as palavras se mostram fracas para expressar o pensamento.
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Confiança total na capacidade e na permissão para amar a Deus, rejeitando ideias da infância que o apresentavam como um ser terrível ou semelhante a juízes humanos que se alegram com o sofrimento alheio.
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Promoção da confiança para uma vida feliz e livre mesmo na restrição.
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Necessidade de recepção do raio luminoso diretamente de Deus sem desvios pela vontade própria, situando-se em nós mesmos os nuvens que ocultam o sol crístico.
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Desejo de silenciar a vontade própria em prol do puro amor e de uma passividade radical, assumindo o teosofista a condição de instrumento maleável na mão divina.
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Influência do quietismo sobre o autor.
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Atuação da vontade própria como uma gravidade que prende o ser ao mundo dos sentidos e impede a atração divina.
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Súplica à luz eterna para a abdicação da vontade própria a fim de tornar o coração um lugar santo onde a divindade se expresse, desfazendo a separação da queda.
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Fruição de grandes alegrias interiores e deleite espiritual expressos em tom lírico pelo teosofista diante da presença divina.
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Raridade dos momentos de toque sensível da presença de Deus na alma, cuja permanência anularia as alegrias da terra como a luz dissipa a noite.
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Consolação obtida no recolhimento como prova das verdades da religião, superando a felicidade do mundo.
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Entusiasmo gerado no coração pela meditação sobre a Encarnação e o conhecimento de Deus na alegria de viver de Aglais.
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Impossibilidade de felicidade perfeita na Terra, obtendo-se apenas antegozos trazidos com doçura para consolação.
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Uso dos prazeres da imaginação para o incremento da felicidade e o exemplo de Simon Pietri orando de joelhos com fervor em caminhadas.
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Atenção do coração para perceber os ditames divinos e saborear a doçura oculta nos mistérios pela misericórdia infinita.
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Indispensabilidade de cooperação humana, esforço e constância para a germinação da vida de amor e fé concedida por Deus.
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Conhecimento das tristezas da noite escura após períodos de gozo inexprimível, sucedidos por privação espiritual antes do amor puro.
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Orientação para interromper a prece quando ausente o gosto, evitando a inquietação por faltas passadas desde que não repetidas, mantendo a esperança.
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Confusão frequente entre abalos sensíveis e efeitos vantajosos, notando-se que lágrimas causadas por vozes agradáveis raramente fertilizam a alma.
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Coexistência de moleza espiritual no coração com graves defeitos morais.
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Composição espontânea de orações em tratados filosóficos e folhas de moral direcionadas a Deus ou ao Cristo.
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Sucesso da obra sobre o amor puríssimo contendo preces para escritores, homens de corte, momentos de tempestade, guerra e ritos como a missa.
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Pregação da obediência aos príncipes e autoridades.
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Súplica final na obra sobre o príncipe para obter o aprendizado no combate aos preconceitos, destruição de erros e proteção da verdade.
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Exigência de estudo dos sintomas da mística para distinguir estados de alteração dos sentidos da verdadeira separação do mundo sensível observada em exaltados.
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Elevação à iluminação por prece, solidão e silêncio em momentos de pulsão de evidência, validando o preceito de Pitágoras sobre a dissolução da alma no Uno.
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Queda de centenas de homens na falsa exaltação por carência de juízo saudável, sendo a verdadeira mística ativa no amor e cumpridora das obrigações sociais e trabalhos prescritos por Deus.
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Centralidade da união com Deus em todas as ciências autênticas, pois apenas Ele detém a vida para transmiti-la.
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Apresentação aos discípulos de efeitos da verdade dignos de investigadores, rejeitando a satisfação de curiosidades vãs de indivíduos de sistema nervoso desordenado.
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Existência histórica de homens iluminados dotados de objetividade interior das verdades da fé, dividida entre a iluminação no entendimento e a inspiração no sentimento.
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Definição como arrebatamentos da abertura do sensorium interior para visões divinas e transcendentais.
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Eliminação dos efeitos da queda pela abertura do olho interior espiritual, facultando a contemplação dos mundos interiores.
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Destinação da prece com auxílio crístico para o processo de Regeneração, término de um cenário que engloba criação, queda e reintegração.
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Demonstração do desvio da destinação inicial pelo vazio experimentado nos prazeres sensoriais, impondo a lei essencial de aproximação.
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Definição da Regeneração como um renascimento e nova transfiguração garantidora da paz interna e com a natureza.
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Dependência da restauração face ao apagamento do que obscurece a natureza interior e afasta a humanidade da origem.
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Semelhança do homem a um fogo concentrado em invólucro grosseiro, separado do fogo primordial.
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Necessidade de queima do invólucro para expandir a étincelle, consumindo o impuro, modificando o corpo para torná-lo receptivo às influências da alma da natureza e restituindo a dignidade real de comando sobre a criação.
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Facilitação da alquimia pela presença de uma substância pura no âmago físico que liberta o coração divino, tratando-se da essência paradisíaca acorrentada na matéria grossa desde a queda.
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Presença de um germe do anjo futuro no homem, desenvolvido por energia do alto e assimilado ao espiritual.
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Significação da união do centro humano ao centro da Unidade pelos conceitos de assimilação, união e semelhança, constituindo a lei do espírito.
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Mistério da Regeneração focado no retorno à condição de ideia, verbe e letra pura da divindade, transformando o homem-animal em homem-espírito capaz de ler o Nome sagrado e aprender as relações do divino, intelectual e sensível.
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Investidura do homem renascido na dignidade real destinada a Adão, exercendo primado sobre sensos, paixões e o universo contra o efêmero.
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Abertura dos livros da Sabedoria com auxílio da Revelação por meio de um trabalho diário do espírito.
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Facilitação da tarefa pela ocupação de um lugar fronteiriço ao mundo angélico na cadeia das coisas, seguindo a via mostrada pelo Cristo.
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Divisão tripla da Regeneração nos planos da reflexão, do Verbo e da ação, fundindo vontade e inteligência nas diretrizes de Deus.
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Representação da Regeneração pelos números 3, 6 e 9 como inversão do princípio natural material.
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Indicação de corrupção pela progressão onde os extremos 3 e 9 somam 12 e superam o meio 6, denotando o domínio indevido do material sobre o espiritual.
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Configuração da harmonia perfeita no arranjo 3, 9, 6, equilibrando o exterior e o interior.
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Correspondência dos símbolos alquímicos à mesma chave: sal (3), mercúrio (6) e enxofre (9).
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Exigência de reviravolta da terra para que a substância luminosa predomine sobre o sel, tornando o mercurial essencial e o enxofre terrestre espiritual.
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Libertação da luz interior das amarras dos sentidos através da água e do fogo.
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Permanência da semente para a recuperação do corpo luminoso, aguardando a clarificação final pelo agente divino que tria o minério.
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Dissolução da casca que aprisiona o coração divino na grande construção do Templo de união eterna entre Deus, natureza e homem.
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Redivinização conferindo perfeição astral ao corpo, celeste à alma e angélica ao espírito por ação da pedra filosofal que reúne espírito, água e sangue.
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Funções dos elementos: a água (sal) purifica, o sangue (enxofre) expande as forças puras e o espírito (mercúrio) leva à perfeição na tinktur de renovação da vida, submetendo os sentidos à vontade.
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Presença de energia ígnea no coração como tipo do Pai que gera a luz tipo do Filho, derivando o espírito de conhecimento.
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Definição do coração como a centelha íntima, imagem de Deus e reino dos céus perdido, coberto por nuvem removível por circuncisão e batismo.
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Identificação da água do batismo com o instrumento de circuncisão e com o sel da Sabedoria.
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Assimilação da óleo de onção de renovação humana à tinktur, sendo esse elemento divino o veículo do espírito de Deus, vestuário de ouro, Verbo físico e corpo do Messias.
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Atuação do Espírito Santo através de quem for ungido por essa óleo luminosa incombustível, instituindo-o como rei e sacerdote.
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Presença de uma substância indestrutível e princípio de vida incorruptível no âmago de cada corpo.
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Apropriação pelo homem desse princípio metafísico real das verdades imperecíveis, em oposição ao princípio físico corruptível dos fenômenos.
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Vinculação do primeiro ao fruto da árvore da vida e do segundo ao da perdição.
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Atuação do princípio vivificante para ressuscitar o morto, garantir a incorruptibilidade, expandir a luz interna, dissolver o gluten do sangue e descortinar a matéria e o mundo dos espíritos.
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Modificação da proporção original de três partes de luz para uma de matéria para o arranjo inverso pós-queda, operando-se a Regeneração pela permuta de três partes de matéria em três de luz no corpo transfigurado.
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Ativação do intelecto divino antes latente pela degustação do fruto da árvore da vida, superando os defeitos de amor-próprio, honra-própria e prazer-próprio nascidos no fruto da ciência.
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Rompimento das correntes da carne identificadas com a crosta e o gluten.
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Relato de instrução recebida de um menino em visão sobre a regeneração dos corpos físicos pela mesma lei, constatada com olhos de carne.
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Divisão em três graus para a abertura do sensorium na Nuvem: elevação ao moralmente bom com atuação do mundo transcendental por inspirações; abertura ao espiritual e intelectual por iluminações internas; e a contemplação total no mundo dos espíritos.
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Afirmação de uma objetividade própria do mundo espiritual, independente do mundo exterior.
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Vedação da mistura de domínios, rejeitando medir o sobrenatural pela métrica dos sentidos.
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Reconhecimento à filosofia de Kant pela distinção de domínios indicada previamente por São Paulo sobre o julgamento de realidades de espírito por termos de espírito.
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Imposição de barreiras ao fanatismo dos exaltados da razão, realçando a Revelação.
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Abertura de novas objetividades por novos sentidos, afastando a nuvem para transitar das aparências à verdade.
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Substituição da cabana adâmica pelo Templo da verdade através do desenvolvimento do sentido interior, primando o princípio metafísico sobre o terrestre.
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Passagem da luz condicionada à ausência de corpos opacos, aguardando a recepção sem constranger ninguém.
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Recuperação da imortalidade pelo consumo de um fruto imortal, de forma análoga à mortandade gerada pelo fruto mortal.
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Identificação da religião como o único meio para afastar o fermento venenoso que mantém a vida das forças oprimidas em sono de morte, providenciando o Cristo esclarecimentos sobre as verdades ocultas.
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Domínio sobre a natureza, comunicação com mundos superiores e comércio visível com o Senhor após o revestimento do corruptível pelo elemento indestrutível.
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Definição da verdadeira ciência como a reunião do homem caído com Deus, denominada real por guiar à dominação da natureza e sacerdotal por santificar e espalhar bênçãos.
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Origem da ciência na revelação oral de Deus, preservada na Igreja Interior e nos profetas sob o sumo sacerdócio de Jesus.
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Ensino do conhecimento de Deus no homem e de sua expressão na assinatura das coisas na natureza, em linha com o pensamento de Boehme.
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Simbolismo da arca da aliança: madeira representa a matéria ígnea; revestimento de ouro denota a matéria luminosa; quatro anéis são modificações da luz; dimensões indicam forças agissem e receptivas.
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Significado dos querubins como duas energias divinas luminosas de bênção reunindo luz e calor, com asas para baixo indicando fixidade.
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Simbolismo interno da arca: tábuas da Lei representam a razão e leis do universo; maná evoca o amor purificador da vontade; bastão de Aarão aponta a força do espírito sobre o cosmos.
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Reconstituição da harmonia entre interior e exterior perdida no afastamento da Unidade por meio de tais símbolos.
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Atributos de quem recupera a harmonia espiritualizando a vida: habitação entre pensamentos, cerco pelo divino, poder sobre elementos e futuro, e serviço pelos tesouros visíveis e invisíveis.
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Ampliação do horizonte, purificação do ar e participação na harmonia das esferas onde o querubim adora o Todo-Poderoso, exigindo o retorno ao centro e não à periferia.
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Validação da tese de Herder sobre o homem como intermediário de dois mundos, auxiliando os olhos e ouvidos espirituais na recepção do divino.
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Auxílio oferecido a Jesus por Eleitos e agentes celestes.
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Desconhecimento das grandes verdades pela incredulidade da época, chaves que decifram hiéroglyphes e mistérios de todas as religiões.
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Exigência de unificação com o próximo e com Deus, sendo mais difícil praticar o bem por causa de Deus do que por si mesmo.
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Divisão dos seis estágios do homem-animal face aos sete estágios não temporais do homem-espírito focado na nostalgia superior, sentidos subordinados, aliança, paz, renovação, vida espiritual e transformação do coração em Templo.
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Exclusão da transfiguração para a totalidade dos ressuscitados, conforme a indicação de São Paulo sobre os filhos de Adão.
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Preparação de uma eternidade isenta de morte, erro ou sofrimento amoroso para os escolhidos.
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Capacidade humana de receber raios luminosos e concentrá-los como espelho ardente espiritual, tomando como patamar o refinamento e a pureza da alma.
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Desenvolvimento das forças divinas e penetração no interior das coisas desde o plano terrestre, configurando a verdadeira magia pelo espírito de Deus na alma regenerada.
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Destinação do objetivo da criação para o bem-estar humano, sinalizado pelo anseio por luz e verdade para ingressar no santuário como sacerdotes.
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Despertar das energias latentes ilustrado na obra sobre Kosti por anjos que saem de caixões com vestes etéreas após o toque de um martelo por um ancião.
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Dever de retornar à condição de ideia, letra e pensamento puro sob a lei da Unidade, sendo o amor de Deus a lei, o do próximo o meio e o de si o fim.
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Atração exercida pela Unidade em direção ao centro, garantindo o triunfo da ordem sobre a confusão no regresso a Deus.
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Rompimento dos muros da prisão para alcançar o topo da montanha como pátria real.
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Exigência de labor contínuo para recompensa do investigador, conforme os versos sobre a recusa dos deuses ao preguiçoso.
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Captação de energia sagrada na elevação do interior às esferas superiores de modo análogo à fertilização da terra pelas fumaças que retornam em orvalho.
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Extração dos primeiros conhecimentos da filosofia superior em Deus, isentando a experiência dos erros dos sentidos no campo da evidência.
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Recepção das emanações divinas pela alma como reflexo de espelho, estabelecendo o liame harmônico com a Unidade.
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Natureza prática do mundo acessado por energia e vida, fechado à razão pura e aberto pelo coração ou vontade sob o fogo do amor.
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Pressentimento de uma Regeneração humana próxima descrita na obra sobre o porvir.
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Evolução histórica da humanidade dividida entre as leis da natureza, da disciplina, do amor e a futura era da Sabedoria, coexistindo quatro grupos equivalentes em cada nação.
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Conclusão dos três primeiros períodos temporais e a aproximação da Sabedoria como maturidade do grande homem que retorna formado à casa paterna.
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Advento do período do Espírito para o encerramento das coisas, transitando a força vital do centro à periferia para o aperfeiçoamento dos receptores.
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Processamento invisível do bem a partir do interior após o término das fermentações, sem correspondência com espetáculos ou a relevância nula de grandes Estados face a números superiores.
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Anúncio da grande mutação por um Eleito ensinado pelo espírito de Deus sobre a árvore e o fruto da vida para alcançar a imortalidade, contrapondo-se ao papel do espírito de perdição com Eva.
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Condição de pecador do Eleito que restabelecerá a vida e a dita, enfrentando maior dificuldade para colher o fruto do que no evento do Bem e do Mal.
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Parto de um Salvador pela terra, devolvendo a dita por intermédio de um cristão.
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Identificação desse homem com o terceiro Adão, pecador crente iluminado pelo Espírito Santo e nascido por água e Espírito, situando Jesus como o segundo Adão.
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Expectativa pela execução dos planos divinos pelo segundo ungido, demandando tempo para a consolidação do poder sobre a natureza e para apoiar palavras em ações que superam a física.
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Identificação do último dos escolhidos com Jung Eugenius, o Elias pressentido pelos Rose-Croix, anotado por Herbort como Elias Artista.
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Crença no castigo e justificativa das penas eternas por Eckartshausen, interpretando que um Deus isento de punição seria protetor do vício e pior que um tirano, não cabendo premiar o crime com dita eterna.
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Atribuição de sentido cósmico ao salvamento na tradição teosófica, expandindo o ensinamento de São Paulo sobre a expectativa da natureza.
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Interrupção da comunicação do Espírito com a matéria externa após a queda pela perda do homem como intermediário, encarnando-se a Sabedoria para restaurar a ordem entre Deus, Homem e Natureza.
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Nostalgia da natureza por sua renovação e o testemunho empírico das dores do parto na criação.
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Pertencimento do autor a uma escola voltada à separação da essência paradisíaca em relação à matéria grosseira, transformada em forma metafísica indestrutível pela morte do Cristo.
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Necessidade de reunião com o espírito divino para o restabelecimento da dignidade real humana sobre os elementos.
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Cristo, cuja força reparadora dissolve a matéria e liberta o Gemüth.
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Explicação das trevas físicas pela dispersão do sangue crístico sobre o mundo no momento da inserção do princípio vital na física.
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Questionamento sobre a imperfeição atual derivar da primazia da substância terra sobre a substância sol, vislumbrando índices de aproximação da era de restabelecimento proporcional.
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Execução de experiências químicas desde 1800 por Eckartshausen e colaboradores voltadas ao aperfeiçoamento do globo com matéria virgem.
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Comportamento da terra virgem desafiando os elementos ao secar no úmido e vice-versa, gerando hastes de trigo incombustíveis exceto por fósforo ou sol.
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Ennobrecimento da terra comum pela mistura de duas partes da matéria pura com rega, almejando a uniformização climática e a redução das dissemelhanças humanas pelas exalações vegetais.
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Cultivo planejado para 1802 de flores e uvas na terra virgem por amigos do autor.
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Alimentação de galinha com farinha de trigo germinado na terra pura, revelando no abate a ausência de gluten sanguíneo e a conservação do sangue em garrafa sem putrefação.
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Ordem inversa de retorno à perfeição iniciando-se pela natureza física, seguida pela moral e culminando na espiritual, contrariando a sequência da queda.
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Atuação do Sábio voltada à união com a natureza pura e desta com Deus, constituindo-nos sacerdotes da natureza.
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Encarnação do divino na natureza média para operar sobre a matéria, unindo no sangue de Cristo a matéria puríssima ao ser paradisíaco.
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Dispersão de vida em regiões de morte pelo sangue vertido, conferindo ao Cristo o título de regenerador físico.
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Vitória sobre a natureza corruptível pela cruz encarada como solvens universale.
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Aspiração total da natureza pela redenção e a glorificação dos filhos de Deus pela agissem etérea na Terra.
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Efeito físico das línguas de fogo sobre os apóstolos demonstrado em curas, imposição de mãos e poliglota pela detenção da força etérea.
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Fluxo simbólico de Deus no Cristo, deste no homem, do homem na natureza e o retorno da natureza purificada a Deus.
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Elevação da natureza sensível e salvação do mundo humano dividido entre razão e sentidos pelo Cristo.
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Retirada da luz incorruptível do universo material acorrentando a natureza nas trevas, motivando a assunção da carne por Deus.
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Conversão do princípio mortal em imortal pelo escoamento total do sangue de Jesus na terra, capacitando o solo a gerar frutos de vida.
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Continuidade da corruptibilidade pelos alimentos devido ao caráter inacabado da obra.
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Prática da Regeneração focada no aperfeiçoamento mútuo do homem e dos objetos naturais, integrando os saberes de Deus, homem e natureza contra o isolamento das ciências exteriores.
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Plano da Sabedoria prevendo a transformação do princípio corruptível no centro da terra em substância vivificante pela cobertura divina em carne e sangue.
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Tingimento ou extração eficaz da terra pelo sangue na morte do Cristo, penetrando o solo e provocando a quebra de rochas, eclipse e o recuo das partes tenebrosas do centro para a periferia.
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Atividade contínua da força divina no centro do globo desde a crucificação para a preparação das substâncias e o retorno à perfeição.
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Governança do mundo pelo cetro da essência luminosa crística.
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Cessação do infortúnio pelo restabelecimento da harmonia entre o sensível e o invisível, blindando a natureza contra a corrupção.
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Configuração da natureza atual e do homem como mera preparação para um ordenamento posterior, ilustrada no mergulho final da terra no sol, do fogo na luz e do homem no Logos.
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Conceituação da matéria como barreira ou adjetivo perecível na visão de Saint-Martin, Boehme e Baader, obstando desvios maiores do homem antes da perfeição definitiva.
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