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Pão
BOON, N. M. Au coeur de l’Ecriture: méditations d’un prêtre catholique. Paris: Dervy-livres, 1987.
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O corpo de Adão converteu-se em uma massa farinhosa sob o domínio de potências externas que nele injetavam seu fermento.
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Knorr von Rosenroth sugere esse simbolismo de múltiplas dimensões em sua obra Kabbala Denudata.
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O simbolismo da massa farinhosa será desenvolvido como a representação do corpo do homem caído.
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A relação entre esse símbolo e a noção de corpo será estabelecida considerando a corporeidade em sua própria carnalidade.
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A Escritura utiliza invariavelmente o termo correspondente a carne sempre que faz menção ao corpo.
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A análise fundamenta-se principalmente em dois versículos, sendo um deles o de Gênesis dois, vinte e três.
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O texto traz o verso de Gênesis dois, vinte e três: Vraiment voici celle, os de mes os, chair de ma chair.
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Citação da palavra de Nosso Senhor em São João seis, cinquenta e cinco: ma chair est vraiment une nourriture.
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A expressão de Knorr remete ao termo que designa o pão como o alimento fundamental.
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O valor numérico dessa palavra é setenta e oito, o qual corresponde ao produto de seis por treze e vincula-se à Unidade ontológica do Todo no Un.
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O posicionamento central do pão manifesta-se tanto na estrutura do Pai Nosso quanto na organização interna das emanações sephirothicas.
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Os seis dias da Criação e as seis direções do espaço representam o Centro associado ao valor treze da Unidade.
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O pão ocupa o lugar cêntrico entre as sete demandas do Pai Nosso, as quais se respondem analogamente três a três em sentido inverso conforme a Tábua de Esmeralda.
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O pão identifica-se com Tiphereth, a sephirah central entre as sete emanações inferiores.
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O termo para pão assemelha-se à palavra para misericórdia divina, diferindo apenas pela letra inicial e por um valor numérico equivalente a dez vezes o Tetragrama simples.
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As relações numéricas vinculam Tiphereth a Kether, sublinhando a centralidade do pão no contexto de Da'ath.
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Da'ath atua como a ciência que une as sephiroth ao longo da linha mediana.
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O pão significa a própria ciência, e o ato de partir o pão equivale a ensinar e distribuir a doutrina.
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O ensinamento ilumina a passagem evangélica de Mateus sobre o homem não viver somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.
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A configuração gráfica de uma das letras oculta o mistério da Sabedoria sob o símbolo da boca silenciosa.
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A boca que se abre para ensinar relaciona-se com o primeiro He do Tetragrama.
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O Yod representa a Sabedoria e o primeiro He representa Binah, a Inteligência que nutre e transmite o ensinamento.
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A equivalência entre a palavra e o alimento torna-se evidente para aquele que possui o conhecimento.
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O valor numérico simples do Tetragrama equivale a dezessete, o qual coincide com o valor do Nome de Jesus.
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Citação da epístola aos Filipenses dois, nove: C'est pourquoi aussi Dieu l'a souverainement élevé et lui a donné le nom qui est au-dessus de tout nom, afin qu'au nom de Jésus, tout genou fléchisse dans les cieux, sur la terre et sous la terre.
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O Tetragrama descendeu ao nível mais baixo em Jesus e por meio dele elevou-se acima de todas as coisas.
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A elevação do nome de Jesus fundamenta-se em sua obediência e promove a reconciliação universal entre as dimensões do alto e de baixo.
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A unificação opera sobre um único nome que pacifica o céu e a terra.
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Citação de São João seis, trinta e cinco: Je suis le pain de vie.
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O pão supersubstancial situa-se no centro do Pai Nosso como ponto de origem e de retorno para as seis demandas restantes.
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A petição central recapitula a totalidade da prece, de modo que o objeto real do pedido consiste no próprio Cristo.
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A filiação divina expressa em Nosso Pai realiza-se exclusivamente no Cristo.
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O nome inefável é santificado no nome de Jesus, transformando o Santo Nome no Lugar da Graça e da Luz.
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O Lugar da Graça constitui o próprio Reino.
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Jesus profere a palavra salvadora sobre o cumprimento da vontade divina.
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O Salvador liberta a humanidade do pecado e suplica o perdão para os seus próprios algozes.
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O Cristo resistiu à provação que encerrava as três tentações fundamentais como exemplo para os fiéis.
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A morte e a ressurreição do Cristo acorrentaram o Maligno e libertaram o homem do mal.
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O desejo de nutrir-se do Cristo sintetiza as demandas da oração e reflete o estado de perfeição do Adão primordial.
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O estado de perfeição resume-se nas noções de imagem e de semelhança descritas no Gênesis.
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O termo para imagem contém a ideia de sombra e atua como um véu sobre a semelhança.
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Knorr aborda o mistério da semelhança ao tratar da purecia de Seth, filho de Adão.
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O nome de Seth significa Restituição e aponta para o número seis.
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A interpretação da palavra inicial do Gênesis desdobra-se nos conceitos de no princípio ou ele criou seis.
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A Restituição consiste na reintegração na Unidade.
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O nome de Seth evoca o valor numérico de setenta e oito, idêntico ao do pão.
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O fermento é considerado um elemento impuro introduzido a partir do exterior pelas potências estranhas em oposição ao pão ázimo.
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O pão sem fermento assume a condição de alimento puro na prescrição divina.
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Citação do Êxodo doze, quinze a vinte: Pendant sept jours vous mangerez du pain sans levain.
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O termo hebraico para fermento origina-se de um verbo que designa o que é acerbo ou azedo.
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O vocábulo para fermento assume também o significado de violência, assemelhando-se à podridão.
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O sentido orienta a interpretação das advertências do Cristo nos Evangelhos de Mateus e Marcos.
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Citação de Mateus dezesseis, onze: Gardez-vous du levain des pharisiens et des sadducéens.
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O ensinamento estende-se às exortações de São Paul na Primeira Epístola aos Coríntios.
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Citação de Primeira Coríntios cinco, seis: Faites disparaître le vieux levain, afin que vous soyez une pâte nouvelle, puisque vous êtes sans levain, car le Christ, notre Pâque, a été immolé. Célébrons donc la fête, non avec du vieux levain, non avec un levain de malice et de méchanceté, mais avec les pains sans levain de la pureté et de la vérité.
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A noção de massa farinhosa evoca o que é informe, enquanto a farinha compartilha seu valor numérico de cento e quarenta e oito com a Páscoa.
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Citação da parábola do Cristo em Mateus treze, trinta e treze: Le Royaume de Dieu est semblable à du levain qu'une femme a pris et mis dans trois mesures de farine jusqu'à ce que la pâte soit toute levée.
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As três medidas de farinha somam o valor de quatrocentos e quarenta e quatro, número idêntico aos termos para Semelhança e Santuário.
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Citação de São João dois, dezenove e vinte e um: Détruisez ce temple et en trois jours je le relèverai.
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O pronunciamento do Cristo referia-se expressamente ao Templo do seu próprio corpo.
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O corpo adâmico primordial apresentava-se como um estado de perfeição na condição de Santuário e Semelhança.
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A relação entre a medida de farinha e o ciclo diário manifesta-se nos relatos sobre a colheita do maná.
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Citação do Êxodo dezesseis, quinze a dezenove: A cette vue, les enfants d'Israël se dirent les uns aux autres: Qu'est ceci? Car ils ne savaient ce que c'était. Et Moïse leur dit: C'est là le pain que le Seigneur vous donne pour nourriture. Voici ce qu'a prescrit le Seigneur: Recueillez-en chacun selon ses besoins un ômer par tête; autant chacun a de personnes dans sa tente, autant vous en prendrez. Ainsi firent les enfants d'Israël: ils en ramassèrent, l'un plus, l'autre moins. Puis ils mesurèrent à l'ômer. Or, celui qui en avait beaucoup pris n'en avait pas de trop. Celui qui en avait peu n'en avait pas faute; chacun avait recueilli à proportion de ses besoins. Moïse leur dit: que nul n'en réserve pour le lendemain.
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A proibição de reservar o alimento para o dia seguinte explicita o vínculo entre o pão e o dia.
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O termo para a interrogação man indica a proporção de uma fração com a totalidade ou com a matéria constituinte.
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O vocábulo exprime igualmente a noção de distanciamento.
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Os filhos de Israel formularam a pergunta sobre o que seria aquilo por não possuírem a ciência.
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Os termos interrogativos remetem à Sabedoria e a Kether, que constitui a Coroa das sephiroth.
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Os exilados no deserto careciam da ciência por se encontrarem distantes de Binah, a Inteligência e Mãe nutriz.
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As cinquenta portas da Inteligência permaneciam cerradas aos caminhantes.
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O caractere gráfico final da palavra Binah escreve-se de forma aberta para acolher o He inferior em seu retorno ou Theschubah.
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O retorno dos filhos de Israel foi impedido pela murmuração e pelo coração tomado pelo mau fermento da amargura.
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Constatação tradicional sobre o destino daquela geração: Ils ont mangé la manne et ils sont morts.
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O ocultamento da Sabedoria exigia a abertura dos corações por meio da bênção para que as portas de Binah se desreparentassem.
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A elevação teria conduzido o povo até Chokmah e até Kether, desreparentando o portal associado ao número cinquenta.
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O valor numérico do Amen atinge noventa e um, correspondendo ao produto de sete por treze.
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A palavra de sentido partitivo soma cem, valor que designa o ponto supremo e o Lugar por excelência.
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O número associa-se ao termo Maqôm ou Lugar, que constitui a origem de Adão Qadmon.
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A letra inicial do termo remete ao Oriente.
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Citação do Gênesis: Dieu planta un jardin en Eden vers l'Orient.
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A designação do Oriente estabelece-se à semelhança daquela letra do ponto supremo.
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Adão Qadmon representa o Homem Universal situado no mundo da Criação ou Briah.
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O Adão primordial constitui a imagem do Homem Universal e a semelhança do Tetragrama no mundo da Formação ou Yezirah.
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O Tetragrama escrito por extenso assume o valor numérico de quarenta e cinco, idêntico ao valor do nome Adão.
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A contagem possui relevância na proclamação do Schema Israel presente no Deuteronômio seis, quatro.
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Citação do mandamento do Deuteronômio: Tu aimeras Tétragramme ton Dieu de tout ton cœur, de toute ton âme et de toutes tes forces.
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O termo para força possui a equivalência numérica de quarenta e cinco, significando a totalidade da humanidade.
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A união entre o homem e a Divindade realiza-se por meio do amor.
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A expressão para o ato de amar contém a raiz do Amor, cujo valor numérico treze coincide com o da Unidade.
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O amor promove a unidade do ser humano com Deus e conduz a humanidade à sua integridade perfeita.
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A integridade consiste na unidade própria da natureza humana refletida na súplica pelo pão cotidiano.
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Citação da prece: Donne-nous aujourd'hui notre pain de ce jour.
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A versão grega adota o termo pão supersubstancial para indicar o fundamento da subsistência.
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Ezra de Gérone afirma que Deus criou Schith sob a acepção de a necessidade de todas as necessidades.
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O mistério de Schith possui o valor de setecentos, associando-se ao ato ritual de beber e ao conceito de fundamento.
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As três medidas de farinha correspondem às três faculdades da alma denominadas Nephesch, Ruach e Neschamah.
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As faculdades equivalem à tripla cerca do Paraíso ou às regiões das figueiras, da árvore do bem e do mal e da Árvore da Vida segundo Saint Ephrem.
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A introdução do fermento pela mulher representa a atuação de Binah e difere do mau fermento introduzido a partir do exterior.
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O fermento externo não possui participação na Sabedoria devido à diferença em seus valores numéricos.
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O valor da farinha equivale ao de Pâque, totalizando cento e quarenta e oito, enquanto o fermento impuro soma cento e trinta e oito por carência do valor dez da Sabedoria.
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O fermento interno provém da própria Inteligência ou Mãe universal.
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O termo para massa evoca a ação de inflar, preparando a mulher a sua massa com óleo como realizou a viúva de Sarepta em Primeiro Reis dezesseis.
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O número quarenta e quatro opera a ligação entre os termos para farinha e massa.
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O valor numérico corresponde à palavra sangue, que atua como o veículo ou a base da Semelhança.
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A preparação da massa efetua-se mediante a meditação do estatuto ou decreto.
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A palavra para decreto significa a incisão do que está no alto no que está embaixo, estando contida nos caracteres finais de farinha e massa.
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A estrutura desceu originalmente como o maná e como bênção para tornar-se massa levedada e ascender como sacrifício na condição de berakah.
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O termo berakah assume o significado de eucaristia.
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O óleo empregado na preparação identifica-se com as palavras para azeite e unção.
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Ambos os vocábulos demonstram que o óleo é extraído a partir do Nome.
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A presença do caractere correspondente ao número cinquenta aponta para Binah ou para Tiphereth na condição de Beleza e Glória.
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A interpretação da figura hieroglífica oblonga remete à letra Vav e à emanação das oito sephiroth inferiores a partir do Nome visto em espelho.
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O caractere da cerca representa o número oito, tornando o óleo o oposto do fermento externo que não possui lote no Santo Nome.
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Constata-se a similitude fonética e semântica entre as palavras para óleo e semente.
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A unção messiânica mostra-se indissociável do conceito de filiação.
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Knorr corrobora a tese citando o Êxodo quatro, vinte e dois.
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Citação do Êxodo: Ainsi parle Tétragramme: Israël est le premier né de mes fils.
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Knorr acrescenta que Jacob e seus filhos constituíam a semente legítima e sem defeito.
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Citação do Salmo cento e dez: De l'Aurore comme la rosée, je t'ai engendré. Tu es prêtre pour l'éternité, selon l'ordre de Melchitsedek.
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Citação de Oseia quatro, seis: Parce que tu as rejeté la Science, je te rejetterai de mon sacerdoce et tu as oublié ma Loi, j'oublierai tes enfants moi aussi.
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O termo Christ designa o Oint ou o Messias na condição de Filho de Dieu.
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A estrutura trinitária define o Pai como aquele que unge, o Filho como o Oint e o Espírito Santo como a unção.
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A sobreposição gráfica das palavras resulta na leitura vertical do Santo Nome tanto em sentido descendente quanto ascendente.
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A combinação gera a leitura do nome de Noach como Consolação e do termo Chen como Graça.
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A reação humana consiste em render graças ao receber a Consolação divina.
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Os caracteres iniciais remetem a Moïse e ao ato de extrair ou salvar.
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O nome de Noé assume o sentido de Consolador e de Consolação.
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A consolação atua como o fermento interior que infla a massa sem gerar amargura.
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O fermento místico caracteriza-se pela doçura, tendo a santidade por sabor e a alegria por perfume.
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Elie designa o pão pelo termo bolo ou gâteau ao dirigir-se à viúva.
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Citação da ordem de Elie em sua transcrição fonética: aschi li mischam ugah.
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A expressão ordena a confecção de um bolo a partir daquele Lugar.
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O termo para Lugar indica o centro a partir do qual o Nome se expande em todas as direções espaciais.
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O vocábulo configura-se como o inverso do termo para Sol.
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O Sol representa Tiphereth, que constitui o Lugar do Tetragrama e a localização do Pão.
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Os caracteres centrais das figuras reproduzem o nome essencial.
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Uma das representações constitui a Árvore da Vida que protege o fiel à sombra das asas do Todo-poderoso.
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A representação inversa propaga o calor do fogo conforme o lamento da esposa no Cântico dos Cânticos.
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Citação do Cântico dos Cânticos: Le Soleil m'a noircie.
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Citação do Cântico dos Cânticos um, três: Tes parfums sont suaves à respirer, ton Nom est une huile qui s'épanche.
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O texto traz a transcrição do versículo do Cântico em seis palavras hebraicas: leréïch schemaneïka tovim. schemen thuraq schemêk.
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O óleo e o perfume encontram-se grafados a partir do mesmo termo para azeite.
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O óleo origina a nova massa e exala o odor da Santidade na condição de Consolação.
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A Consolação habita em Tiphereth, que representa o Lugar da misericórdia.
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Os termos para misericórdia, para respirar e o nome de Abraham compartilham o valor numérico de duzentos e quarenta e oito.
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O necessitado Lázaro foi acolhido no seio de Abraham, local identificado como o Altar do Agrado e a Misricórdia divina.
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O acolhimento converte o justo em Pão Perfeito.
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Citação do Cântico dos Cânticos um, três: al kén alamoth ahévuká.
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O texto traz a tradução do trecho do Cântico: C'est pourquoi les jeunes filles t'aiment.
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A ausência original de pontos vocálicos permitia múltiplas leituras das consoantes conforme as circunstâncias.
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O Thalmud sugere a leitura sob a acepção de os segredos te amam em lugar de jovens filhas.
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Leituras alternativas desdobram o sentido para os mundos te amam ou aquele que está acima da morte te ama.
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A Escritura menciona o amor das virgens porque apenas estas possuem a pureza para proclamar que o Seu Nome é Santo.
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As virgens encontram seu sustento no Santo Nome por meio de cinco pães contidos no cavo da mão.
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A multiplicação quíntupla do valor do pão resulta em trezentos e noventa, número equivalente aos termos para perfume e óleo.
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A bênção proferida eleva as almas até a Santidade e até o Oriente, onde se situa a raiz da Árvore da Vida representada por um caractere específico.
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O valor numérico do Oriente somado ao caractere da raiz resulta em quatrocentos e quarenta e quatro.
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A soma equivale aos conceitos de Sanctuário ou da Santidade da Inteligência em Binah, a mãe virginal.
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Os segredos amam esse Lugar porque nele formam o mistério oculto de onde emana toda palavra de Sagesse.
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O mistério atua como a fonte de toda comunhão e o cumprimento do Amor na condição de Plenitude.
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Aquele que está acima da morte assume o domínio sobre a vida e o falecimento.
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A consolação reside no fato de a morte constituir o nascimento para uma nova existência.
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Os mundos amam o Nome porque este abriga a consolação que pacifica a criação inferior com a superior.
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A reconciliação constitui o próprio mistério da Fé.
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O termo para mundo comporta o sentido de rejubilar-se.
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A inversão musical do termo para óleo resulta no verbo alegrar-se.
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A alegria apresenta-se como o efeito direto da Consolação, justificando a expressão bíblica sobre o óleo da alegria.
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Citação do Salmo trinta e dois, onze: Réjouissez vous en l'Eternel.
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O texto traz a transcrição fonética do trecho do Salmo: Samachu beyeya.
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O valor numérico do versículo atinge trezentos e setenta e seis, total idêntico ao do termo Schalôm ou Paz.
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A consolação, a alegria e a paz mostram-se realidades indissociáveis.
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O Espírito Santo é denominado Paraclet, Consolador, o Verdadeiro Noach e a própria beleza divina.
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Citação de São João: Il leur dit: La Paix soit avec vous. Les disciples furent remplis de Joie en voyant le Seigneur.
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A narrativa evangélica guarda correspondência com os comentários sobre São João vinte, vinte e seis.
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A consolação constitui o verdadeiro fermento do Reino de Deus por operar a pacificação dos extremos cósmicos.
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O fermento interno manifesta e cumpre a Glória que habita em Tiphereth.
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Tiphereth representa o Altar celestial invocado pelo sacerdote na liturgia.
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O texto traz a prece litúrgica: Que cette offrande soit portée par ton Ange en Présence de ta Gloire sur ton Autel céleste.
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O mistério da Fé foi rejeitado por Cham, o filho de Noach.
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O nome de Cham constitui o início do termo hebraico para fermento externo.
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A transgressão de Cham consistiu em permanecer retido no nível inferior do Sang.
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O sangue do sacrifício deve introduzir o fiel no Nome Muito Santo como morada gloriosa.
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A soma dos valores numéricos do sangue e do Tetragrama resulta em setenta, número que designa o Mistério.
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Cham testemunhou a nudez de seu pai no centro da Tenda.
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A nudez confunde-se com o estado de Adão e Eva após a transgressão primordial.
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Os pais da humanidade encontravam-se originalmente revestidos pela Glória de Deus antes da queda.
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O texto traz a afirmação do diácono Saint Ephraïm sobre o revestimento da mesma Glória na Ressurreição.
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Cham foi incapaz de contemplar a Glória ou de decifrar a Semelhança no centro da tenda.
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O transgressor não percebeu que a tenda paterna constituía o próprio Santuário onde reside a Glória.
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A retenção na mera narrativa anedótica atrai a mesma maldição lançada sobre Cham.
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A embriaguez de Noé não pode ser atribuída à ignorância acerca das propriedades do vinho.
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Noach atua como o pacificador e o primeiro cultivador da vinha.
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Os Profetas, o Cântico e o Senhor apontam a Vinha como o Reino de Deus onde o mistério é gestado.
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A dignidade de Noé como imagem do Salvador afasta a hipótese de pecado voluntário.
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Citação da Epístola aos Efésios quatro sobre aqueles que erram na vaidade dos sentidos: ces gens qui errent dans la vanité de leurs sens, ayant l'intelligence obscurcie par les ténèbres, aliénés de la Vie de Dieu par l'ignorance qui est en eux à cause de la cécité de leur cœur.
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Os intérpretes literais são caracterizados como maus leitores da Palavra divina.
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Citação de Gênesis nove, vinte e um: Il but de son vin.
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A raiz do ato de beber liga-se ao termo para Restituição, evocando a figura de Seth.
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A embriaguez de Noé reveste-se de caráter espiritual e aponta para a consumação da Restituição.
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O valor numérico do termo para embriagar-se corresponde ao décuplo do valor do Jardim.
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Citação do Gênesis: Et il se découvrit au milieu de sa Tente.
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O verbo empregado para o ato de descobrir significa revelar o que o olho comum não vê, denotando visão interior ou profética.
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A tenda representa o aspecto nômade do retorno em direção ao Saint des Saints ou Dabir.
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O valor do Dabir equivale ao cubo de seis, enquanto a tenda corresponde ao quadrado de seis.
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O meio da tenda de Noach constitui o próprio Saint des Saints onde a Glória habita.
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O termo para meio possui o valor de quatrocentos e vinte e seis, contendo o quadrado da letra que abriga o Tetragrama.
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O quadrado da letra gráfica desenha um círculo correspondente ao jardim onde se ergue a Árvore da Vida.
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O caractere final assume a forma geométrica de um quadrado.
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O quadrado simboliza o templo e a Jerusalém celeste no encerramento dos tempos sob o mistério do Agneau.
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A forma quadrada representa o cumprimento do círculo, assim como a Jerusalém celeste cumpre as graças do Jardim.
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O confinamento de Cham no nível inferior do sangue contrasta com a atitude de Sem e Yapheth, que cobriram a nudez paterna.
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Citação do Gênesis: Et alla dehors l'annoncer à ses frères.
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O termo para o exterior constitui o oposto matemático do meio.
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A divulgação externa compete exclusivamente aos sábios que testemunharam a Glória e propagam o perfume do Santo Nome.
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A diferença matemática entre o meio e o décuplo do exterior revela o valor dez da Sabedoria.
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A ausência da Sabedoria impede a nutrição espiritual do homem.
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O sábio anuncia propagando a semente da Árvore da Vida para gerar o trigo do pão perfeito.
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Citação do Evangelho de Lucas oito, onze: La semence est le Verbe de Dieu.
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O Verbe identifica-se com a Sabedoria, e a farinha cozida pelo fogo converte-se em pão perfeito.
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O óleo e a unção conferem a perfeição ao alimento primordial.
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Sem e Yapheth professam a unidade por meio do vínculo consanguíneo.
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O nome de Sem significa o Nom e designa o objeto de adoração única.
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O nome de Yapheth assume o significado de aquele que se espalha ao longe.
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A junção dos nomes indica a propagação do Nome Sagrado por intermédio dos irmãos.
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Citação do Gênesis: Ils prirent la couverture.
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O termo para cobertura indica que o Nome habita em Binah, a Inteligência e Mãe universal.
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A letra que designa o ensinamento revela o Nome para as regiões inferiores na condição de alimento.
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O caractere final do vocábulo reproduz o primeiro He do Tetragrama.
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A cobertura assemelha-se ao véu da Tenda da Aliança e ao do Saint des Saints no Templo de Salomão.
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O termo para o véu possui o valor de setecentos, número múltiplo do segredo e do caractere que designa o olho e a fonte.
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A multiplicação opera-se por intermédio do caractere da Sabedoria.
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O conceito de Révélation abarca simultaneamente as ações de desvelar e de ocultar novamente com um véu.
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A revelação expõe o mistério sem provocar a sua abolição.
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O fiel é introduzido no jardim fechado onde a Árvore da Vida distribui o sustento.
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O mistério constitui o meio vital onde a alma noética aspira as emanações de Chokmah.
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O véu atua como o olho que busca o olhar do coração para que da união nassa a Schekinah ou Presença.
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A estrutura do véu ministra a instrução que introduz o homem na Beauté.
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O ocultamento dos tabernáculos convida o fiel à adoração e à comunhão litúrgica.
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A retirada dos véus gera uma condição de tristeza comparável a um tempo morto.
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O desaparecimento dos véus do cálice nas sacristias decorre do desconhecimento da Sabedoria.
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A ausência de busca pela Sabedoria deixa o ser humano reduzido à condição de bruteza.
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O véu rasgado no momento do falecimento do Christ não foi o paroketh do Saint des Saints.
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O rompimento tangeu ao masak, o véu que separava o Pórtico do Santo onde se ofereciam os sacrifícios.
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O rasgar do masak deveu-se a três razões teológicas precisas.
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A primeira causa assenta-se no fato de o próprio povo ter se tornado sacrifício e sacrificador em conformidade com o Christ.
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A união com a morte do Christ opera-se para que o fiel alcance a vida.
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A segunda razão aponta para a grafia imperfeita do Santo Nome no termo masak devido à substituição de um caractere.
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A terceira razão decorre do fato de o véu ter se partido exatamente em duas metades.
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O valor numérico do masak reduzido à metade remete ao sexto dia como o tempo do Novo Adão e do Pão perfeito.
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A própria Cruz apresenta-se como o véu que oculta e manifesta o mistério da Sabedoria.
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Saint Paul contrapõe o Christ crucificado à sabedoria puramente mundana.
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Os santos professam a exclusividade do conhecimento do Christ e do Christ crucificado.
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A aparente loucura da Cruz introduz o homem na verdadeira filosofia como amor à Sabedoria viva.
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O ato de Sem e Yapheth carregarem a cobertura sobre os ombros prefigura o Christ portando a sua própria cruz.
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Cada ser humano replica o gesto ao carregar a sua própria trave em união com a do Senhor.
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As tribulações do homem humilhado ou ferido na carne unificam-se na trave única do Christ que revela a vida.
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O Apocalipse atesta que os escolhidos serão assinalados com o Signo.
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O sinal correspondia à última letra do alfabeto hebraico grafada em forma de cruz na escrita antiga.
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A Cruz constitui a assinatura de Deus sobre a sua obra levada à perfeição.
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A morte é encarada pelo mundo como um escândalo ou uma ingerência hostil que desorganiza a existência.
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O crucifixo representa a fusão mística entre o Christ e a trave de madeira.
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A morte assume a função do mesmo véu que cobriu o Christ no Calvário.
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Citação do Christ como a chave desse mistério: Si le grain ne meurt, il ne produira jamais de fruit.
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A criação inteira encontra-se marcada pelo signo da morte desde a queda adâmica.
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O sacrifício do Christ estabelece-se como o meio metafísico e o sentido último de todos os mundos.
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A morte foi convertida de sanção em sacrifício, definindo a vocação real do universo.
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A destruição inerente ao sacrifício não se confunde com a redução ao nada.
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O processo caracteriza-se como transformação e superação gradual de forma em forma sobre a Matéria prima.
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A morte sacrificada conduz o homem do mundo perecível até a Beauté e até o Altar celestial.
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O sopro do Espírito transforma o elemento perecível em germe depositado na Mãe universal.
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Binah engendra o homem para que este conheça a Sabedoria viva por meio da Ciência divina.
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A morte e a Cruz funcionam como a escala de união com a Glória do Christ.
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O resplendor humano assemelhar-se-á ao de Moïse que necessitava cobrir a face com um véu.
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O topo da escala da Cruz identifica-se com o cume do monte Sinaï.
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O texto traz a afirmação de Saint Grégoire de Nysse: La Gloire est le nœud de l'Unité.
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A afirmação constitui a própria essência da tradição judaica.
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A berakah e o sacrifício encontram seu fundamento nessa coordenação espiritual.
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A vida terrena apresenta-se como a graça primeira e o receptáculo para todas as dádivas superiores.
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A existência oferecida retorna ao alto, pois toda morte assume a condição de oferenda.
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A dimensão da morte manifesta-se cotidianamente por meio da renúncia a si mesmo nas virtudes da humildade, caridade e fé.
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O ato de conhecimento real e o olhar interior exigem a morte para os elementos externos e para a vaidade.
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A transformação no Ser pressupõe necessariamente a superação do próprio eu.
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O sacrifício na Antiga Aliança processava-se por meio da combustão da vítima sobre o altar.
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O rito estendia-se à dispersão quando aplicado às libações líquidas.
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A queima e a dispersão assinalavam a retirada da vítima do domínio do mundo exterior.
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Os rituais integram os elementos da morte, validando a sua compreensão sob o conceito de sacrifício.
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O odor do sacrifício ascende até Tiphereth como ponto de encontro entre a oferenda inferior e o perfume do Espírito.
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O aroma é transfigurado em perfume agradável no Altar celestial da Consolação.
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Citação da Epístola aos Efésios cinco, dois: Et Il s'est livré pour nous, offrande à Dieu et victime en l'odeur de suavité.
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O uso do caso acusativo na expressão latina indica a direção ascendente do processo de transformação.
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A oração compartilha da natureza do sacrifício conforme o ensinamento aos Romanos.
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Citação da Epístola aos Romanos oito, vinte e seis: L'Esprit aide notre infirmité, car nous ne savons pas demander quelque chose comme il faut, mais l'Esprit Saint prie à notre place en des gémissements ineffables.
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O corpo do Christ é glorificado em sua própria corporéidade em Tiphereth.
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O conceito de corporéidade corre o risco de permanecer na abstração caso não se resgate o sentido da palavra carne.
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Citação de São João um, quatorze: le Verbe s'est fait chair.
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Citação de São João seis, cinquenta e cinco a cinquenta e seis: Ma chair est vraiment une nourriture et mon sang un breuvage. Celui que mange ma chair et boit mon sang, reste en moi et moi en lui.
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Citação de São João seis, cinquenta e quatro: Celui que mange ma chair et boit mon sang a la vie éternelle et moi je le ressusciterai au dernier jour.
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O uso do termo carne mostra-se frequente e essencial em toda a Escritura.
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A mentalidade ocidental tende a opor a carne ao espírito por meio de um dualismo limitante.
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As antinomias estendem-se às oposições entre a letra e o espírito, a contemplação e a ação, e o céu e a terra.
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A origem histórica do dualismo restringe-se aos limites da análise puramente erudita.
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A designação de mentalidade ocidental caracteriza o distanciamento em relação à Fonte do Conhecimento situada no Oriente.
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O Oriente constitui a projeção do eixo vertical cujo topo é o Pólo e o símbolo da Árvore da Vida.
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O afastamento do centro encontra-se simbolizado pela árvore do bem e do mal.
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O dualismo decorre da suficiência de uma busca intelectual contida nos limites da racionalidade pura.
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A operação racional apressa-se em definir fronteiras precisas ao redor de cada objeto.
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O isolamento das definições transforma elementos vizinhos em realidades estrangeiras ou inimigas.
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O modelo de clareza artificial gera uma alienação que impede o estabelecimento do homem em seu verdadeiro lugar de crescimento.
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O conhecimento simbólico no Oriente percebe a diversidade das coisas interligadas pela unidade ontológica sem cair na uniformidade.
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A diversidade realça a harmonia de uma unidade de caráter vivente.
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O simbolismo opera por meio de regras e ritos próprios que transcendem a subjetividade poética.
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O vocábulo símbolo designa aquilo que une, contrapondo-se ao termo diabo que significa o que dispersa.
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O saber simbólico integra o sujeito na unidade do objeto, permitindo-lhe saborear a seiva da criação.
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A mentalidade fragmentada impede o alcance da paz profunda no âmago do ser.
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O acúmulo de dados catalogados pela ciência coincide com a instalação do desreparo nos corações humanos.
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O distanciamento afasta os homens de um Cristianismo que silencia sobre a unidade e sobre a fonte do mistério do Indicível.
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O Jansenismo e o Maniqueísmo assemelham-se em sua natureza dualista.
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Ambas as correntes deformam a mensagem evangélica ao converterem o renascimento espiritual em desprezo pelas coisas terrenas.
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O desprezo pelo que é humilde revela a atuação do orgulho oculto.
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A soberba de desdenhar uma criatura pequena conduz à ilusão de superioridade sobre o próprio monarca.
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A constatação divina de que a criação era boa atesta a aptidão das coisas para participarem da ordem ao redor da Beleza de Deus.
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A hiérarquia sagrada brota diretamente do âmago da própria Realidade.
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A renúncia difere do desprezo por preservar as coisas na câmara interior de uma memória afetuosa.
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O conceito de memória evoca o termo aramaico Memra que significa palavra ou decreto.
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Os Pères ensinam que a totalidade do universo foi plasmada por meio de dez palavras.
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O valor numérico do vocábulo com o artigo corresponde ao produto de treze por vinte e dois.
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O universo foi estruturado a partir das combinações das vinte e duas letras do alfabeto na Unidade.
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A criação move-se sob o influxo e o resplendor da Beleza divina.
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A afirmação de São João de la Croix sobre a posse da criação traduz um processo de pura interiorização.
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O Cântico de São François d'Assise sobre a fraternidade das criaturas pressupõe a paternidade comum como fonte da unidade.
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O termo Amor compartilha seu valor numérico com o vocábulo para Unidade.
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O Memra constitui um fluxo do Amor cuja essência reside na união e na recusa de imposições externas.
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O amor define o segredo do conhecimento de Adão ao nomear os animais no Éden.
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A nominação adâmica não se deu a partir de fora, mas a partir do reconhecimento do ser mais íntimo da criatura no Nome de Deus.
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O conhecimento adâmico confere o domínio sobre a criação constatado na hagiografia dos santos.
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O verdadeiro renascimento exige a superação do próprio Eu para ingressar na totalidade do Todo.
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Citação de Maître Eckhart sobre o desapego: quitter le monde consiste avant tout à se quitter soi-même. On peut abandonner sa famille, sa patrie, s'enfermer dans un monastère et ne pas avoir quitté le monde, puisque celui-ci réside surtout en soi-même.
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O abandono do Eu difere da partida de um navio que deixa uma ilha rumo ao horizonte.
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O Eu não constitui uma estrutura isolada, sendo o mundo o prolongamento do próprio sujeito.
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A fuga puramente exterior acentua a condição de prisioneiro do próprio ego.
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A superação realiza-se exclusivamente no centro do homem onde habita a imanência transcendente da Schekinah.
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Deus constitui a fonte e o ponto de retorno de todas as realidades criadas.
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Citação de São Paul aos Gálatas: ce n'est plus moi, mais c'est le Christ qui vive en moi.
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São João de la Croix ecoa a perspectiva ao cantar que toda criatura lhe pertencia.
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A mística cristã e a judaica mostram-se indissociáveis do conceito de conhecimento real.
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A afirmação do Evangelho enfatiza que o Verbo se fez carne e não simplesmente homem.
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O termo para homem constitui o núcleo e o ornamento da própria carne.
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A substituição de carne por um termo abstrato esvaziaria o mistério da união entre o alto e o baixo.
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Citação da liturgia da Ascensão: culpat caro, purgat caro, regnat caro, Verbum Dei.
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O texto traz a tradução do hino litúrgico: La chair se rend coupable, la chair purifie, la chair règne, Verbe de Dieu.
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Deus moldou o ser humano a partir da poeira extraída da terra adâmica.
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O valor numérico do termo para terra equivale a cinquenta, correspondendo à totalidade emanada das portas da Inteligência.
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A terra adâmica assemelha-se à própria edificação do Templo de Deus.
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O sopro divino conferiu vida ao homem na condição de alma vivente.
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O Nephesch representa o nível inferior da alma e atua como o princípio vital da carne.
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O Ruach situa-se em nível superior e influencia o Nephesch na medida de sua receptividade em relação ao Neschamah.
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O Neschamah constitui o grau supremo e a ponta fina da alma humana.
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O desvio do Ruach em direção ao Nephesch escraviza o espírito e gera a condição do homem carnal.
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A retidão da carne depende da manutenção da hierarquia espiritual entre os três níveis da alma.
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O termo para carne escreve-se com o caractere que comporta a leitura com o som correspondente.
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Citação do Gênesis sobre a criação: Il créa l'homme à son image, à l'image d'Elohim il le créa.
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A expressão para a imagem de si remete ao termo que designa Kether.
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O termo Elohim desdobra-se na interrogação sobre a identidade daquilo que constitui a edificação sephirothica.
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As seis sephiroth intermédias emanam de Binah, que é denominada sob a interrogação de quem.
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Adão foi extraído da poeira da terra por meio do Ruach da Inteligência para tornar-se alma vivente.
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O vocábulo para imagem vincula-se à raiz que significa sombra.
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A imagem constitui um receptáculo de sombra, assim como o termo pão atua como um receptáculo de seiva e força.
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A palavra para costela empregada na formação da mulher compartilha da mesma raiz associada à sombra e ao caractere do olho.
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Citação de Gênesis sobre a deliberação divina: Faisons l'homme à notre image, à notre ressemblance.
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O texto traz a transcrição fonética do versículo do Gênesis: Vajjomer 'elohim na'asseh adam betzalmenu kidemuthenu.
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O prefixo aplicado indica que a imagem deve corresponder à semelhança divina.
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As noções de imagem e de semelhança mostram-se realidades indissociáveis.
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A imagem vela a realidade original ao atuar como um espelho que inverte a verdadeira configuração.
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A semelhança sugere uma filiação legítima baseada na raiz que designa o sangue.
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O sangue estabelece o vínculo de união entre o semelhante e o modelo original.
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A semelhança converte o ser humano em filho de Deus.
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As demais criaturas são salvas da vaidade por estarem integradas na hierarquia que se espelha no homem.
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O homem atua como o mediador necessário entre as dimensões do visível e do invisível.
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A repetição do termo imagem no texto sagrado afasta a hipótese de uma figura vazia ou vaidosa.
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A semelhança permanece oculta no interior da imagem através do segredo da unidade.
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A imagem desprovida de semelhança degrada-se na condição de ídolo.
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O princípio fundamenta a eficácia sacramental do ícone na liturgia da Igreja.
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O desconhecimento do princípio descamba no desenvolvimento da arte profana destituída de eficácia espiritual.
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O aspecto equívoco da imagem motivou a crise iconoclasta no Oriente e a proibição representativa nas tradições judaica e islâmica.
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O plural para imagens vincula-se gramaticalmente à expressão que designa as sombras da morte.
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O descolamento entre a imagem e a semelhança conduz necessariamente ao falecimento constatado no pecado de Adão.
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O termo para imagem exige precisões interpretativas acerca do conceito de sombra.
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Citação do Cântico dos Cânticos dois, três: J'ai brulé du désir de m'asseoir sous son ombrage.
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O texto traz a transcrição fonética do trecho do Cântico: Betzilô.
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A sombra assume o sentido positivo de abrigo e proteção contra as adversidades.
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O conceito assemelha-se ao termo para esconderijo contido nas preces do Saltério.
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Citação do Salmo trinta e dois, sete: Toi, un abri pour moi.
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Saint Ephrem adota a raiz para designar a última cerca do Paraíso onde as almas guardadas aguardam a libertação.
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O recinto sagrado ignora a violência e veda o ingresso de elementos irracionais.
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Citação do Salmo dezenove, oito: Les fils de l'homme s'abritent à l'ombre de tes ailes.
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O texto traz a transcrição fonética do versículo do Salmo: Uvén Adão betzel kenaphika yechesaïun.
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A sequência do Salmo descreve o saciamento na abundância da casa divina e o fluxo do rio das delícias.
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Próximo à Divindade situa-se a fonte da vida e a luz que permite enxergar o dia.
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A sombra revela-se como uma fonte ativa de emanação vital e luminosa.
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A ideia conecta-se com as palavras da Anunciação no Evangelho de Lucas sobre a atuação do Espírito Santo.
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Citação de Lucas um, trinta e cinco: Le Saint Esprit viendra sur toi et la vertu du Très Haut te prendra sous son ombre.
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O texto traz a sequência do anúncio do Anjo: C'est pourquoi ce qui naîtra de toi sera Saint et Il sera appelé Fils de Dieu.
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A sombra projeta a filiação e a própria semelhança no plano da manifestação.
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A expressão sobre a sombra da morte abarca a virtude de gerar uma nova condição de vida.
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O estado de sono profundo provocado sobre o homem representa um aspecto da morte e do próprio pecado original.
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Citação de Gênesis dois, vinte e um: Tétragramme Dieu fit peser une torpeur sur l'homme qui s'endormit, il prit une de ses côtes et forma un tissu de chair à la place.
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O sono caracteriza uma ausência inicial de si e um consequente distanciamento da presença da Schekinah.
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A ausência justifica o preceito evangélico de vigiar e orar em escuta ativa da Presença.
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A vigília espiritual confunde-se com a meditação contínua da Lei durante o dia e a noite.
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Citação de Gênesis sobre a extração da costela: Il prit une de ses côtes.
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O texto traz a transcrição fonética da expressão: Achath mitzala 'othaïv.
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O valor reduzido do termo para unidade equivale a treze, indicando que o início e o fim se encontram unificados em Binah.
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A unidade original manifesta-se na criação simultânea do macho e da fêmea sob a figura do androginismo.
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O ato criador moldou o ser humano em sua dimensão concreta de carne e osso.
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O termo para costela agrega o caractere do olho e da fonte à raiz da sombra.
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O vocábulo assume o sentido de sombra luminosa que transmite a claridade recebida da Sabedoria para as suas emanações.
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A costela representa a Inteligência como um dos painéis de parede da casa da mãe universal.
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A extração da costela significa a retirada de um painel de parede da estrutura de Binah.
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Citação do Gênesis: Et Tétragramme Elohim bâtit la côte.
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O texto traz a transcrição fonética do trecho do Gênesis: Vibn Ihvh Alhim ATh-HtzL'.
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O verbo empregado para o ato de edificar guarda relação direta com o termo para Inteligência.
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O uso da palavra sob a acepção de painel encontra-se documentado no Primeiro Livro dos Reis.
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Citação de Primeiro Reis seis, quatorze: Salomon, ayant ainsi terminé la construction de la maison, il construit les murs intérieurs avec des panneaux de cèdre.
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O texto traz a transcrição fonética do termo em hebraico: Betzal'oth 'arazim.
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Os painéis foram dispostos como recinto do Dabir para a estruturação do Saint des Saints.
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A arquitetura confirma o vínculo da costela com Binah como a morada construída pela Sabedoria.
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O livro dos Provérbios atesta que a Sabedoria edificou para si uma casa.
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O texto traz a aclamação do homem no Gênesis: Celle-ci, pour le coup, est os de mes os et chair de ma chair.
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O texto traz a transcrição do termo para carne da minha carne: Bassar mi-bessari.
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O prefixo de origem denota um afastamento ou uma ruptura da unidade primordial.
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Consequência descrita no Gênesis: C'est pourquoi l'homme abandonne son père et sa mère, il s'unira à sa femme et ils deviennent une seule chair.
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O texto traz a transcrição da expressão para uma só carne: Bassar echad.
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A união conjugal opera a Restituição e o retorno à condição de unidade original.
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O valor numérico da expressão para uma só carne atinge quinhentos e quinze, número adotado por Dante para designar o cumprimento dos tempos.
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A carne feminina cinde-se e descende de Binah até Malkuth na condição de servante e mãe oculta.
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O homem desce de seus pais sephirothicos em direção à mulher para unir-se a ela na linguagem inferior de Yesod.
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Ambos os cônjuges ascendem juntos até Tiphereth onde a esposa roga pela condução ao lar materno.
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O texto traz o rogo da esposa baseado no Cântico dos Cânticos: Ah si tu étais seulement mon frère, je t'emmènerais, je te conduirais dans la maison de ma mère, là, tu m'instruirais et je te ferais boire le vin parfumé.
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A introdução do homem em Binah permite que ambos se nutram da Sabedoria vivente no Saint des Saints.
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A dinâmica de descida e de ascensão configura a própria estrutura da Berakah.
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A letra da Inteligência decompõe-se nos elementos da imagem do homem e do portal.
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O portal designa a própria Binah que será transposta pelo homem para a sua interiorização no caractere menor do Yod.
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A união gráfica resulta no valor dez da Sabedoria coroada por Kether a partir da luz sem limites do En Soph.
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A carne converte-se no testemunho vivo da Unidade e no anúncio de uma boa nova.
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O texto traz a proclamação do Schema Israel: Schema ' israel, adonaï est notre Dieu, Adonaï est Un.
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Os caracteres finais das palavras centrais são grafados em tamanho maior para formar o termo correspondente a testemunho e eternidade.
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O povo de Israel constitui o testemunho eterno do Deus Un.
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A Unidade afasta-se de uma concepção estática ou fria.
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O número treze vincula o conceito de Unidade ao termo para Amor.
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O vínculo abriga a semente féssonda do Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Christ.
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A constatação afirma a continuidade nutritiva entre a fé de Israel e a da Igreja.
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A nobreza da carne assenta-se no seu papel de testemunhar a Unidade e o Amor conforme Santo Irineu.
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O texto traz a afirmação de Saint Irénée: Au Christ les portes du ciel sont ouvertes à cause de son assomption charnelle.
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O termo para carne admite a leitura sob a acepção de no príncipe ou junto ao Príncipe.
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Deus é designado como o Príncipe dos Príncipres e Mikaël como o Príncipe que se posta diante do Trono.
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O posicionamento corresponde ao topo do caractere da coluna central.
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O texto traz a advertência de Saint Paul na Epístola aos Efésios: Nous n'avons pas à lutter contre la chair et le sang, mais contre les princes et les puissances, contre ceux qui gouvernent le monde de ces ténèbres.
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A luta conecta-se com a tese de Knorr sobre o fermento introduzido a partir do exterior pelos príncipes.
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O texto traz o trecho antecedente da Epístola aos Efésios cinco: De même les hommes doivent aimer leur femme comme leur propre corps. Or, personne n'a de haine envers sa propre chair. Nous sommes les membres du corps du Christ, de sa chair et de ses os.
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A menção aos ossos e à carne do Christ decorre de uma variante de manuscrito em harmonia com o Gênesis.
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Citação subsequente do Gênesis na Epístola: C'est pour cela qu' l'homme quittera son père et sa mère, il s'attachera à sa femme et ils seront deux en une seule chair.
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Conclusão de Saint Paul sobre o mistério: Ce mystère est grand, je veux dire en vue du Christ et de l'Eglise.
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A união conjugal e a união entre o Christ e a Igreja celebram o rito da Restituição mútua.
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O laço eclesial antecipa a Restituição final no plano da história humana.
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Os fiéis constituem membros atuais do corpo, da carne e do sangue do Senhor.
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O rito da Restituição operado pelo Christ envolve a sua descida preliminar às regiões inferiores da terra.
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Citação da Epístola aos Efésios quatro, oito: Montant dans les hauteurs il emmena captive la captivité. Ce qui monte, qu'est-ce sinon ce qui descend le premier dans les régions inférieures de la terre. Celui que descendit, il est le même qui monte au-dessus de tous les cieux, afin qu'il remplisse tout de sa plénitude.
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Citação da Epístola aos Efésios um, nove: afin qu'il nous fasse connaître le mystère de sa volonté, à savoir Tout instaurer dans le Christ.
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O conceito de instauração difere do de restauração por implicar a interiorização de todas as coisas na Sabedoria eterna.
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A humanidade encontra-se assentada à direita do Pai em Jesus-Christ em sua dimensão concreta e carnal.
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A união realiza-se no tempo presente sob a égide da virtude teologal da esperança.
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A esperança distingue-se do mero esperar humano por situar-se fora do tempo cronológico.
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A virtude opera no aevum que descortina a visão do caminho ascendente.
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As almas dos falecidos repousam no feixe dos viventes sob o altar celestial e no seio de Abraham.
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O local constitui o nó da unidade onde as almas são assumidas pela alma humana gloriosa do Christ.
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A tradição judaica recusa a distinção estrita entre alma e carne por concebê-las em mútua presença.
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As almas dos defuntos são acolhidas diretamente pela própria carne do Christ.
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Os espíritos integrados acompanham os movimentos ascendentes e descendentes do Senhor nos graus sephirothicos.
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O princípio vital da carne do Christ foi glorificado e embaulado pelo Espírito Santo.
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O Nephesch do Senhor atua como a fonte onde as almas se nutrem eternamente.
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O lamento da esposa pelo irmão encontra-se superado para os que partiram.
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A esposa interroga em Binah sobre o destino da irmã menor perante as núpcias futuras.
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A irmã menor representa a Igreja militante, a terra inteira e os ossos que repousam no solo como semente.
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O texto traz a resposta do Esposo baseada no Cântico dos Cânticos: si elle est un mur, on construira sur elle une tour d'argent; si elle est une porte, nous l'entourerons d'un panneau de cèdre.
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A resposta evoca a edificação do Templo de Salomão sob a figura de Binah.
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A construção de uma torre de prata sobre o muro imprenável garante a guarda do tesouro dourado da Sabedoria.
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O painel de cipreste precioso envolverá a porta que franquia o ingresso no Saint des Saints.
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Alguns sujeitos guardam a Inteligência a partir do exterior contemplando a Sabedoria por meio da prata.
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A Ciência unifica o ouro e a prata para garantir a plenitude perpétua da lua.
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Outros sujeitos penetram diretamente no santuário para unirem-se à Sabedoria de forma distinta.
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O Esposo descenderá posteriormente até Malkuth para a aplicação da justiça e do julgamento.
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Citação dos Atos dos Apóstolos um, onze: Le Jésus qui est enlevé de vous vers le ciel viendra de la manière que vous l'avez vu monter.
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O Senhor conduzirá as almas dos defuntos até Malkuth para operar a ressurreição por meio do Espírito.
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O princípio vital será irrigado pelo intelecto do Senhor e pelo Espírito que lhe é unido.
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Os corpos ressurgidos tenderão em direção à carne gloriosa do Christ para ascenderem até Tiphereth como uma só carne.
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A união carnal com o Christ guiará os ressuscitados de volta a Binah.
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Citação da Epístola aos Efésios dois, dezenove sobre a edificação santa: Vous n'êtes plus des hôtes et des étrangers, mais vous êtes les concitoyens des saints et les familiers de Dieu, édifiés sur le fondement des Apôtres et des Prophètes, le Christ Jésus étant la clef de voûte, la pierre angulaire, en qui tout édifice bien construit prend croissance pour être le temple saint dans le Seigneur, en qui vous aussi, vous serez édifiés ensemble pour devenir l'habitacle de Dieu dans l'Esprit.
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As nações e a criação inteira serão instauradas no Christ sob a vigência de um novo céu e de uma nova terra.
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O tempo do cumprimento reserva um papel específico para o povo de Israel conforme a análise teológica aos Romanos.
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Citação da Epístola aos Romanos onze, quinze: Si leur éloignement est la réconciliation du monde, que sera donc leur assomption, sinon la vie jaillissant des morts.
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O texto traz a versão em latim do trecho da Epístola: Si enim amissio eorum, reconciliatio est mundi: quae assumptio, nisi vita ex mortuis.
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A passagem tange aos judeus viventes na terra ao final dos tempos e aos ossos depositados no solo na condição de irmã menor.
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A irmã mais velha e esposa constitui o próprio Israel e os que a ele se unificam na Igreja do Christ.
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O Christ descendente para o julgamento estará ladeado por Abraham, Isaac e Jacob na representação da Graça, do Julgamento e da Miséricorde.
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Os patriarcas estruturam as três colunas cósmicas da direita, da esquerda e do centro.
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O Senhor assentar-se-á no trono de David sob a presença de Moïse e Élie a exemplo da Transfiguração no monte Thabor.
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Os apóstolos Pierre, Jacques e João guardam relação com as três colunas mencionadas.
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Moïse personifica a Thorah ou a Lei, enquanto Élie corporifica os profetas.
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Citação de Primeiro Reis dezessete, vinte e três sobre o milagre de Élie: Elie prit l'enfant, le transporta de la chambre haute à l'intérieur et le rendit à sa mère en disant: Vois, ton fils est vivant.
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Citação do Salmo cento e dezenove, setenta e sete: Que ta miséricorde s'étende sur moi et que je vive, puisque ta Loi fait mes délices.
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Citação do Salmo cento e dezenove, cento e quarenta e quatro: Tes statuts sont à jamais équitables, permets-moi de les comprendre pour que je vive.
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Os versículos do Saltério referem-se à missão de Moïse.
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O texto traz a promessa do Christ sobre a ressurreição: Ceci est la volonté de mon Père qui m'a envoyé que chacun qui voit le Fils et croit en Lui, ait la vie éternelle et moi je le ressusciterai au dernier jour.
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Élie ascendeu ao céu sem experimentar a corrupção da morte.
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Constatação do Deuteronômio trinta e quatro, seis sobre o legislador: Mais nul n'a connu sa sépulture jusqu'à ce jour.
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A história registra a ocorrência de três movimentos de Theschubah ou retorno.
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O primeiro retorno processou-se na saída do Egito em direção à terra prometida para a edificação do primeiro templo por Salomão.
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O segundo movimento perfez o retorno do exílio babilônico sob as ordens de Cyrus para a construção do segundo templo.
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O terceiro e maior retorno opera-se em direção ao verdadeiro templo que constitui o Christ conforme o seu pronunciamento sobre o próprio corpo.
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O valor numérico do termo Theschubah atinge setecentos e treze, indicando o retorno à origem e o repouso na Unidade perfeita.
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O vínculo com a manducação e com o conhecimento Da'ath será aprofundado no exame do rito eucarístico.
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A relação manifesta-se nas promessas do Christ sobre comer a sua carne e ver o Filho na fé para alcançar a vida eterna.
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O processo guarda conexão direta com a árvore do conhecimento do bem e do mal.
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Citação de Job dezenove, vinte e seis sobre a contemplação de Deus: Je sais, moi, que mon Goél est vivant et à la fin il se dressera sur la poussière. Et après qu'ils auront détruit celle-ci, ma peau, à partir de ma chair, je contemplerai Dieu.
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O texto traz a transcrição fonética do versículo de Job: veani yeda'athi gôali chaï ve acharon 'al-aper yaqum: ve achar 'ôri niqepu-tzoth umi bassari échetzeh elôha.
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O termo Goël designa um liburador associado ao resgate de um bem familiar ou de um objeto sagrado.
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A humanidade constitui um bem sagrado pertencente à família divina original.
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O vocábulo abarca o sentido de desposar a viúva de um parente para assegurar-lhe a fecundidade legal.
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A humanidade encontrava-se em condição de viuvez e esterilidade espiritual antes da união.
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O tema das núpcias rege o Cântico dos Cânticos como símbolo da união de Deus com a humanidade em uma só carne.
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A tradução correta da expressão aponta para a contemplação efetuada a partir da carne e não como libertação dela.
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O vocábulo para pele evoca as túnicas com as quais Deus cobriu a nudez do homem após a transgressão.
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O relato do Gênesis descreve a ausência inicial de vergonha no centro onde se erguia a Árvore da Vida.
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Os pais da humanidade encontravam-se revestidos internamente pela transparência da Luz da Glória divina.
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A intensidade luminosa definia a Semelhança e afastava a possibilidade de vergonha.
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O consumo do fruto da árvore da Connaissance direcionou o saber humano rumo ao mal e desreparentou os olhos da carne cindida.
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A vergonha instalou-se após o abandono do recinto central da Árvore da Vida em direção à segunda cerca.
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O casal atingiu a terceira cerca correspondente à região das figueiras que formavam a sebe externa do Jardim.
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O revestimento com folhas de figueira precedeu a expulsão definitiva do espaço sagrado.
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A indignidade do homem motivou a cobertura com peles extraídas de animais mortos.
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As três regiões do Éden correspondem aos três graus da alma denominados Neschamah, Ruach e Nephesch.
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A vergonha decorreu da separação funcional entre o Nephesch e o Ruach.
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O termo para a vergonha constitui o oposto gramatical do vocábulo para o Retorno.
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Job professa que contemplará a Deus após a destruição da pele de bota sob a orientação de um saber ascendente.
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A aclamação sobre os ossos conecta-se com o termo que designa simultaneamente a árvore e a espinha dorsal.
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Knorr assevera que o próprio ser humano configura-se como uma árvore.
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O osso perfeito assemelha-se à árvore adornada com ramos, folhas e frutos.
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Knorr aborda a Árvore da Vida em sua Kabbala Denudata como o nome associado ao Tetragrama e à linha do meio.
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A Árvore da Vida opera a união das sephiroth inferiores com as três emanações supremas conectando Binah a Malkuth.
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Os dois caracteres He do Tetragrama situam-se nos extremos da linha mediana sephirothica.
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O He superior representa a vida do mundo vindouro, enquanto a vida dos mundos reside em Yesod após cruzar o tronco do sistema.
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A proibição inicial não recaía sobre a Árvore da Vida, mas sobre a árvore da Connaissance devido ao risco de separação pelas cascas externas.
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A transgressão adâmica mutilou as plantas e separou o topo do tronco, interditando o acesso à Árvore da Vida.
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O ingresso na Árvore da Vida opera-se necessariamente através do vestíbulo da árvore da Connaissance.
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A árvore da Connaissance identifica-se com a sephirah Daath e com Malkuth na condição de caracteres finais do Nome.
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A coordenação dos elementos é desvelada para os que compreendem os segredos dos palácios divinos.
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Knorr afirma que a Lei ou Thorah configura-se à imagem do Tetragrama em sua imutabilidade.
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A equivalência estende-se à condição de tronco e raiz, tornando a Lei a própria Árvore da Vida.
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A Thorah ordena harmoniosamente a diversidade das coisas em torno da Unidade.
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O Zohar relata as palavras de Rabbi Eléazar sobre a dinâmica noturna das árvores cósmicas.
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Citação do Zohar: Il est écrit je remets mon âme entre tes mains etc. Dès que la nuit commence l'Arbre de la mort étend ses branches sur le monde, alors que l'Arbre de Vie s'élève en haut. Tant que l'Arbre de mort domine seul dans le monde, tous les hommes goûtent la mort. Aussi convient-il aux homens de remettre leur âme à l'Arbre de vie, comme un homme remet un objet en dépôt à son ami.
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A entrega da alma à Árvore da Vida durante a noite pode ser efetuada por meio da dedicação ao estudo da Lei no estado de vigília.
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O estudo permite a nutrição da alma pela Thorah em meio às trevas simbólicas.
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As mãos do Tetragrama são representadas pelos caracteres superiores da letra Aleph com valor idêntico ao do Nome.
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O termo para mão designa os órgãos que correspondem a Chokmah e Binah como ramos da Árvore da Vida.
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A prece noturna de entrega do espírito confia a alma à guarda da Árvore da Vida.
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A gratidão pelos benefícios recebidos reconhece a origem em Chokmah e a dispensação por intermédio de Binah.
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As mãos divinas atuam como os órgãos da ação e da potência do Altíssimo.
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O texto do Pasteur Fidèle atribui a David a profissão de santidade por meio do estudo da Lei à meia-noite.
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Os conhecedores da Lei são qualificados como santos sob o influxo de Chesed.
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A Lei acompanha o justo após a morte, velando pelo seu sono e despertando-o na ressurreição.
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Citação do livro dos Provérbios seis, vinte: Garde, mon fils, le commandement de ton Père, ne rejette pas l'enseignement de ta mère. Fixe-les constamment dans ton cœur, noue-les à ton cou. Dans tes démarches ils te guideront, dans ton repos ils veilleront sur toi, à ton réveil ils s'entretiendront avec toi.
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As figuras do pai e da mãe designam as sephiroth Chokmah e Binah.
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Citação de Isaías quarenta e nove, dezesseis sobre Sion: Voici, je t'ai gravé sur mes mains.
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O clamor moribundo de Jesus na Cruz entrega o seu espírito entre as mãos paternas do Criador.
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Citação de Lucas vinte e três, quarenta e quatro sobre o cenário do Calvário: Et les Ténèbres se sont étendues sur toute la terre jusqu'à la neuvième heure. Et le soleil s'est obscurci.
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O clamor operou a elevação do Senhor e a transformação da Árvore da Morte em Árvore da Vida.
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O Christ venceu a morte e dissipou as trevas ao identificar-se com a trave da Cruz como sacramento da unidade.
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A imunidade da integridade óssea do Christ atesta a sua condição de Árvore Perfeita insuscetível de corrupção.
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Citação de São João dezenove, trinta e três sobre a crucificação: Arrivés à Jésus, ils le trouvèrent mort; ils ne lui brisèrent pas les jambes, mais l'un des soldats, de sa lance, lui perça le côté et aussitôt il sortit du sang et de l'eau.
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A preservação dos ossos caracteriza o Senhor como o Homem integral e o Novo Adão.
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Citação de Saint Ignace d'Antioche aos Romanos sobre a busca pela luz: Laissez-moi percevoir la lumière pure et quand je serai arrivé là je serai Homme. Permettez-moi d'être l'imitateur de la passion de mon Dieu.
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A imitação do Christ constitui o rito de incorporação necessário para tornar-se uma só carne com Ele.
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A semelhança com o Christ restaura a natureza humana criada originalmente à imagem de Deus.
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Cada ser humano assume a condição de árvore mediadora entre o céu e a terra.
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Citação do Salmo noventa e seis, doze: Que tous les arbres de la forêt résonnent de joie à l'approche du Seigneur, car il vient, il vient pour juger la terre.
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Citação do Salmo cinquenta e um, dez: Les os humiliés exulteront.
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Ambos os versículos do Saltério apontam para a ressurreição final no encerramento dos tempos.
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O texto traz a promessa de Isaías sessenta e seis, quatorze: Vous le verrez, vos cœurs se réjouiront et vos os, comme l'herbe tendre, fleuriront.
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O simbolismo do figuier será detalhado a partir das narrativas do Gênesis, do Cântico e dos Evangelhos.
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O exame incorpora elementos das composições poéticas de Saint Ephrem sobre o Paraíso.
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As metáforas de Saint Ephrem demonstram proximidade com a exegese da tradição judaica.
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O estudo das diversas espécies arbóreas da Escritura funcionaria como alimento para a alma do fiel.
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O comentário sobre as variedades do pomar será desenvolvido na análise do Cântico dos Cânticos.
LE FIGUIER
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A maldição lançada por Jesus contra o figueira encontra-se documentada no Evangelho de Marcos.
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Citação de Marcos onze, doze: Le lendemain après qu'ils furent sortis de Béthanie, Jésus eut faim. Apercevant de loin un figuier qui avait des feuilles, il alla voir s'il trouvait quelque chose et, s'étant approché il ne trouva que des feuilles, car ce n'était pas la saison des figues. Prenant alors la parole il lui dit: que jamais personne ne mange de ton fruit! Et ses disciples l'entendirent.
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O texto traz o desfecho da narrativa em Marcos onze, vinte e nove: Le matin, en passant, les disciples virent le figuier séché jusqu'aux racines. Pierre, se rappelant ce qui s'était passé, dit à Jésus: Rabbi, regarde, le figuier que tu as maudit a séché.
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O cenário contrasta com a parábola do figueira cultivada relatada por Lucas.
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Citação de Lucas treze, seis: il dit aussi cette parabole un homme avait un figuier planté dans sa vigne. Il vint pour y chercher du fruit et il n'en trouva point. Alors il dit au vigneron: voilà trois ans que je viens chercher du fruit à ce figuier et je n'en trouve point. Coupe-le: pourquoi occupe-t-il la terre inutilement ? Le vigneron lui répondit: Seigneur laisse-le encore cette année; je creuserai tout autour et j'y mettrai du fumier. Peut-être à l'avenir donnera-t-il du fruit; sinon tu le couperas.
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A intercessão do vinhateiro solicita a postergação do corte até o quarto ano de cultivo.
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O número quatro representa o período de preparação associado ao ciclo das quatro estações.
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A quarta etapa demarca o tempo correto para a frutificação antes da aplicação do corte definitivo.
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A parábola prefigura o encerramento dos tempos anunciado pelas pregações de São João Baptiste.
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O texto traz a advertência de Mateus três, dez: Déjà la cognée est mise à la racine des arbres; tout arbre donc qui ne produit pas de bon fruit sera coupé et jeté au feu.
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O cumprimento profético aproxima-se mediante o advento do Messias.
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A teologia distingue a existência de duas categorias de figueiras na ordem cósmica.
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O figueira inferior submete-se às variações temporais a exemplo de Adão revestido de folhas após a queda.
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O figueira superior permanece imune à corrupção e frutifica continuamente sob o senhorio da Árvore da Vida.
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As árvores celestes convertem-se em abrigos de paz para os que ascendem ao Paraíso.
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Saint Ephrem denomina o recinto periférico do Éden como a região dos figueiras silenciosos.
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A Escritura registra a esterilidade dos figueiras inferiores nas advertências de Jeremias.
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Citação de Jeremias oito, um: Je suis le genre à en finir avec eux, dit Tétragramme. Il n'y a plus de raisin au vignoble, ni de figues au figuier, les feuilles sont flétries.
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O texto traz a transcrição fonética da expressão sobre a falta de frutos: veïn theénim batheénah.
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Citação de Isaías trinta e quatro, quatro sobre a dissolução cósmica: Toute la milice céleste se dissout, les cieux sont roulés comme un livre et tous leurs astres tombent comme tombent la feuille de la vigne et le fruit desséché du figuier.
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A esterilização da árvore encerra uma profecia sobre o desfecho da história humana.
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O cumprimento terminal remete ao figueira do Cântico dos Cânticos situado no centro.
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Citação do Cântico dos Cânticos dois, treze: Le figuier embaume par ses jeunes pousses.
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A descrição do Éden por Saint Ephrem estabelece uma analogia estrutural com o Templo pela presença da Schekinah.
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O interior do Paraíso abriga o jardim propriamente dito onde se ergue a Árvore da Vida.
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A Árvore do Bem e do Mal cerca o jardim central constituindo o segundo contorno do Paradis.
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A região dos figueiras silenciosos envolve o complexo paradisíaco como o recinto mais exterior.
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O homem experimentou a nudez e confeccionou as vestes folheadas na periferia dos figueiras.
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O casal desfrutava da transparência da Luz da Glória no interior do Paraíso antes da expulsão.
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O recinto interno equivale ao Saint des Saints, e o Paradis intermédio corresponde ao Santo.
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A cerca externa dos figueiras assemelha-se ao pátio do templo destinado à permanência do povo.
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O pátio periférico constituiu o local de onde Jesus expulsou os vendilhões e os animais sacrificiais.
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A purificação do templo sucedeu imediatamente ao ato de maldição contra o figueira.
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O texto traz a narrativa de Marcos onze, treze sobre a expulsão: Il se mit à chasser ceux qui vendaient et qui achetaient dans le temple. Il renversa les tables des changeurs et les sièges des vendeurs de pigeons et il ne laissait personne transporter aucun objet à travers le temple. Et il enseignait et disait: n'est-il pas écrit: ma maison sera appelée une maison de prière pour toutes les nations? Mais vous, vous en avez fait une caverne de voleurs.
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O afastamento de Adão em direção aos figueiras introduziu o mesmo desreparo no plano da criação.
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O termo para figueira compartilha a raiz com o vocábulo que designa o desejo apaixonado.
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O desvio do amor em direção ao desejo passional constitui a fonte de toda desarmonia.
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O desejo de Nephesch opera de forma isolada do Ruach e do Neschamah.
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O exílio das faculdades superiores engendra a tristeza e o esforço laborioso.
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O texto traz a sentença divina aplicada à mulher no Gênesis: J'aggraverai tes labeurs et ta grossesse; tu enfanteras dans la douleur; la passion t'attirera vers ton époux.
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O texto traz a sentença aplicada ao homem no Gênesis: Maudite est la terre à cause de toi, c'est avec effort que tu en tireras ta nourriture tant que tu vivras. C'est à la sueur de ton visage que tu mangeras du pain.
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A raiz dos termos punitivos abriga o significado de gemer.
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A jornada de expulsão do casal configura o caminho em direção à morte.
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A cobertura de pele animal contrapõe-se à túnica original de Luz.
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O termo hebraico para o exílio comporta a interrogação acerca da localização espacial do sujeito.
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O exílio caracteriza-se como uma alienação decorrente da perda de um lugar definido.
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O texto traz o diálogo do Gênesis três, dez sobre a perda do lugar: Tétragramme appela l'homme et lui dit: où es-tu? Il répondit: j'ai entendu ta voix dans le jardin et j'ai eu peur, parce que je suis nu et je me suis caché.
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O casal ocultou-se para subtrair-se à presença de Tetragrama Deus.
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O medo adâmico decorreu da consciência da própria nudez diante do Criador.
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O texto traz a parábola evangélica de Mateus vinte e dois, onze sobre o traje nupcial: Le roi entra pour voir ceux qui étaient à table et il aperçut là un homme qui n'avait pas revêtu un habit de noces. Il lui dit Mon ami, comment es-tu entré ici sans avoir un habit de noces? Cet homme eut la bouche fermée. Alors le roi dit aux serviteurs : liez-lui les pieds et les mains et jetez-le dans les ténèbres du dehors; où il y aura des pleurs et des grincements de dents.
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A interrogação divina sobre a localização do homem espelha a condição de alienação fora do Nome.
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O exterior do Nome constitui o território das trevas e o anonimato existencial.
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O olhar divino estabelece o fundamento do ser e a capacidade de proferir o louvor sagrado.
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O banimento acarreta a mudez espiritual e a paralisia das mãos e dos pés do pecador.
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A desarmonia do exterior manifesta-se por meio do pranto e do ranger de dentes.
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A vocação de Nathanaël no Evangelho de São João ilustra a reversão do processo de alienação.
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O texto traz a narrativa de São João um, quarenta e cinco: Philippe rencontra Nathanaël et lui dit: Nous avons trouvé celui sur qui Moïse a écrit dans la Loi et dont les prophètes ont parlé, Jésus de Nazareth fils de Joseph. Nathanaël lui dit: peut-il venir de Nazareth quelque chose de bon? Philippe lui répondit : viens et vois. Jésus voyant venir à lui Nathanaël dit de lui: Voici vraiment un Israélite, dans lequel il n'y a pas de fraude. D'où me connais-tu? lui dit Nathanaël. Jésus lui dit: avant que Philippe t'appelât, quand tu étais sous le figuier, je t'ai vu. Nathanaël répondit et il lui dit : Rabbi, tu es le Fils de Dieu, tu es le roi d'Israël.
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A ocultação adâmica sob os figueiras é superada pelo olhar de Jesus que contempla Nathanaël sob a árvore.
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O discípulo ingressa no Paradis ao aceitar o convite para testemunhar a presença do Reino.
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A voz divina alcança o centro do coração do homem e desata a sua capacidade de confissão.
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Nathanaël proclama a filiação divina e a realeza do Christ sobre o povo escolhido.
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A árvore que abrigava o discípulo reconhece o Senhor e é preservada da corrupção.
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Citação de Gênesis sete, um sobre a entrada de Noé na arca: Entre dans l'arche, toi et toute ta maison, car je t'ai vu juste devant moi parmi cette génération.
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O texto traz a transcrição fonética da constatação sobre a justiça de Noé: Otheka ra'ithi Tzadiq.
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O conhecimento real brota como fruto do encontro entre o olhar divino e o amor humano.
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A ausência da união amorosa esteriliza o saber e apressa o advento da morte.
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A dinâmica rege o desfecho da parábola das dez virgens no Evangelho de Mateus.
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O texto traz a sentença aplicada às virgens imprudentes: Je vous le dis en vérité, je ne vous connais pas.
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O figueira do Cântico simboliza a proximidade do tempo do estio espiritual.
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O texto traz a transcrição fonética da expressão do Cântico: hathenah chantah faggeyah.
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O texto traz a exortação escatológica do Christ em Mateus vinte e quatro, trinta e dois: Instruisez-vous par cette parabole, tirée de l'arbre, le figuier. Dès que ses branches deviennent tendres et que les feuilles poussent, vous connaîtrez que l'été est proche. De même, quand vous verrez toutes ces choses, sachez que le Fils de l'homme est proche, à la porte.
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A Inteligência divina atua como a senhora do ensinamento que conduz o homem à edificação do templo.
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A doçura dos frutos opera-se por intermédio de Chesed sob o valor numérico de setenta e dois que designa a Graça.
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O perfume do Espírito descende sobre a árvore integrando-a ao eixo central do sistema sephirothico.
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O término do inverno assinala a Restituição realizada no Christ como a verdadeira Árvore da Vida.
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O verão representa a estação da colheita da Luz original concedida à humanidade.
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Citação de Mateus vinte e quatro, trinta e um sobre o ajuntamento dos eleitos: Il enverra ses anges avec la Trompette retentissante et ils rassembleront ses élus des quatre vents, depuis une extrémité des cieux jusqu'à l'autre.
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O texto traz a promessa de Isaías sessenta e seis, quatorze em seus caracteres originais: vesas libekem v'azmöthéikem kadeschi Thiphrichnah.
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O texto traz a tradução do trecho de Isaías: Vos cœurs se réjouiront et vos os, comme l'herbe tendre, fleuriront.
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O texto traz a expressão de garantia profética: Vous le Verrez.
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O diálogo entre o profeta Élie e a viúva de Sarepta encontra-se registrado no Primeiro Livro dos Reis.
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O texto traz a transcrição dos versículos de Primeiro Reis dezessete, onze a quatorze em caracteres hebraicos e sua respectiva tradução: Il l'appela et lui dit: Apporte-moi, je t'en prie, un morceau de pain dans ta main. Et elle répondit: Tétragramme - Vivant, ton Dieu, aucune chose de cuit à moi. (Je n'ai rien de cuit) je n'ai qu'une poignée de farine dans un pot et un peu d'huile dans une cruche. Et voici, je ramasse deux morceaux de bois, puis je rentrerai et je préparerai cela pour moi et mon fils, nous mangerons, après quoi nous mourrons. Elie lui dit: Ne crains point, rentre, fais comme tu as dit. Seulement prépare-moi d'abord avec cela un petit gâteau et tu me l'apporteras. Tu en feras ensuite pour toi et ton fils. Car ainsi parle Tétragramme, le Dieu d'Israël : la farine qui est dans le pot ne manquera pas et l'huile qui est dans la cruche ne diminuera point, jusqu'au jour où Tétragramme fera tomber de la pluie sur la face du sol.
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O termo para a mão da mulher possui o valor numérico de trinta e seis, equivalendo graficamente à Inteligência divina.
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A petição de Élie solicita a revelação da Sabedoria guardada no lar materno de Binah.
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A letra que designa o ensinamento ultrapassa as demais em altura e abriga os componentes do reservatório inferior.
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O nascimento da Beauté manifesta-se graficamente quando a coluna do meio é irradiada por Tiphereth.
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O ensinamento da Inteligência assume a forma de alimento na menção ao pedaço de pão.
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O pão identifica-se com o alimento supersubstancial da oração ensinada pelo Christ aos discípulos.
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A súplica pelo pão condensa as necessidades humanas na busca exclusiva pela Sabedoria viva.
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A Inteligência constitui a verdadeira Casa do Pão indicada pela topografia de Bethlehem.
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A somatória dos valores de casa e de pão totaliza quatrocentos e oitenta, número idêntico aos termos para pedaço e thalmud.
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A ordem de Élie solicita o ingresso na casa para a comunhão com a Sabedoria oculta.
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A Sabedoria em estado oculto reduz-se ao valor dez do caractere menor do Yod.
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A manifestação da Sabedoria por meio do artigo atinge o valor de setenta e osso, idêntico ao do pão.
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A ordem de trazer o alimento compartilha seu valor numérico com o termo para a Páscoa.
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A farinha contida no cavo da mão evoca o valor numérico de cento e quarenta e oito próprio da Páscoa.
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O creux da mão representa Malkuth abrindo-se para o alto para a recepção dos influxos superiores.
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O valor de preenchimento do termo atinge o número cem correspondente ao Pólo supremo de Kether.
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A poignée de farinha simboliza a união mística de Malkuth em Kether e a habitação de Kether em Malkuth.
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A sephirah inferior atua como a porta de ascensão em direção a Tiphereth e à Sabedoria por meio da Ciência.
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O caminho foi trilhado na Ascensão do Senhor e no recolhimento da Vierge Marie até o coroamento celestial.
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O valor numérico de Malkuth estabelece a diferença de cinquenta e dois em relação ao Santuário e à Semelhança.
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O número cinquenta e dois designa o conceito de Filho e o período de permanência de Seth no Paraíso.
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O ramo trazido por Seth forneceu a madeira para a confecção da Cruz que derrotou a morte.
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A humilhação do homem perfeito restaura a semelhança divina na humanidade.
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O recolhimento de dois pedaços de madeira prefigura as traves que constituíram a Cruz do Senhor.
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A morte confessada pela mulher precede a manifestação do poder profético de Élie.
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O nome de Élie assume o valor cinquenta e dois, espelhando a condição de Filho que alcança a Sabedoria.
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O nome profético encerra o mistério do Nome inefável oculto na Inteligência materna.
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A virtude de Élie opera na transição mística entre as dimensões do revelado e do não-revelado.
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O valor numérico do Lugar atinge cento e oitenta e seis ao elevar-se ao quadrado cada caractere do Tetragrama.
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Citação de Primeiro Reis oito, vinte e nove sobre a habitação divina: Que tes yeux soient ouverts nuit et jour sur cette maison, sur ce Lieu dont Toi tu as dit: Mon nom en ce lieu.
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O texto traz a transcrição fonética da expressão sobre o nome no lugar: schemi scham.
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O Nome constitui o próprio Lugar da manifestação divina.
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A pronúncia do termo determina a variação de sentido entre as noções de Nome e de Lugar.
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A expressão para a farinha no pote possui o valor numérico do Tetragrama.
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O mistério da Páscoa e a vitória do sangue do Agneau encontram-se contidos no interior do Nome Santo.
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A tese contrasta com a condição do homem caído descrita por Knorr sob o símbolo da massa farinhosa.
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O pecador habita fora do Nome Divin experimentando a alienação e a perda da identidade profunda.
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Saint Ignace d'Antioche contrapõe o martírio por esmagamento como o processo de conversão em froment do Christ.
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A existência cristã celebra o mistério pascal para converter o Nome Santo no lugar de sua iluminação.
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O pão representa a farinha unificada pelo óleo para a assunção de Malkuth em direção ao alto.
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O termo para a cruche de óleo equivale à soma dos valores de Bethlehem e do caractere do Pólo supremo.
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A alegria decorrente do perfume do óleo remete aos comentários preliminares sobre o texto dos Reis.
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O texto traz a ordem de Élie para a confecção do bolo: Rentre, mais fais-moi d'abord un gâteau.
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O texto traz a transcrição fonética do comando: boï ak as-li mischam uga.
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O valor da partícula inicial equivale a treze, ordenando o retorno do fiel em direção à Unidade.
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O gâteau concentra a totalidade dos perfumes e das delícias do princípio unificado.
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O termo de prioridade temporal designa o próprio Lugar da Unidade onde a Sagesse nutre a Inteligência.
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O caractere da árvore situa-se no berço de Adão Kadmon que representa o Homem Universal.
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O valor do Homem equivale ao da pergunta sobre a identidade dotada do número quarenta e cinco.
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A Inteligência edifica e instrui a criação a partir de suas cinquenta portas de sabedoria.
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O retorno em direção a Binah assinala a instauração do Jubileu cósmico.
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O valor numérico do gâteau reproduz o do pão obtido pelo produto de seis por treze.
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Citação do Cântico dos Cânticos dois, quatro em sentido inverso: Il m'a introduite dans la maison du vin, et sa bannière, au-dessus de moi, c'est l'Amour.
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O texto traz a transcrição fonética do versículo do Cântico: heviani el-beith hayyayin vediglô alaï ahavah.
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O termo para o ato de introduzir assume o valor setenta e oito idêntico ao do pão.
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O Deus Un define-se como o Amor que fundamenta a perfeição do pão e o estado do homem perfeito.
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O bolo distingue-se da mera almôndega por sua configuração plana e ázima.
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A aparência pobre resguarda a presença do homem perfeito e a inclusão do Todo no Un.
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L'hostie eucarística assemelha-se ao bolo em sua pobreza exterior que abriga o Corpo Glorioso do Christ.
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O simbolismo do Pão deita raízes no próprio tecido do Ser.
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O exame detém-se sobre o termo que designa a coisa e substitui o infinitivo do verbo Ser.
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A viúva adota o vocábulo para responder à demanda do profeta acerca do sustento.
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O caractere hebraico assemelha-se a uma estrutura dotada de quatro ramificações e três colunas.
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A somatória dos componentes gráficos resulta no valor setenta e oito correspondente ao pão.
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A relação demonstra que o Pão assenta-se sobre uma realidade ontológica definida.
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O Ser deixa de constituir uma abstração para converter-se em fonte de vida para o conhecedor.
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O sinal do ponto vocálico superior compartilha o valor numérico setenta e oito associado ao pão.
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O ponto vocálico representa o próprio Saint des Saints e o sinal da eternidade divina.
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O ser, o passado e o futuro divinos expressam-se na combinação dos caracteres do Tetragrama.
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A união dos tempos totaliza o valor setenta e oito do pão e do ponto vocálico.
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O termo para o sinal vocálico designa igualmente o homem forte em analogia com o varão.
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O vocábulo para a fidelidade identifica-se com o Amen empregado nas respostas litúrgicas.
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O som da vogal encontra-se oculto pelo sinal da totalidade cósmica.
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O som ocultado do Amen aponta para a Schekinah ou Presença divina no santuário.
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O Tetragrama manifesta-se no comando de Élie que afasta o temor da mulher.
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O texto traz a transcrição fonética da ordem profética: eleyah eliyahu al-thiri.
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Ambas as variantes do nome do profeta trazem a presença dos caracteres do Tetragrama.
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A casa do vinho identifica-se primariamente com a própria casa do pão sólido.
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O ingresso na Sabedoria pressupõe o saciamento preliminar por meio da doutrina do pão.
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A tradição distingue o Jardim das Almas do Jardim da Sagesse associado à casa do vinho.
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O ato de comer designa o processo de absorção do saber e da instrução nos escritos patrísticos.
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P. Vulliaud acrescenta que as percepções intelectuais atuam na conservação da forma humana.
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A tese da massa farinhosa de Noach conecta-se com o parecer sobre a conservação do homem fallen.
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Maimonides assevera que as referências ao comer e ao beber no texto sagrado designam a Ciência.
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A Casa do Pão representa a Inteligência unificada à Sabedoria por intermédio de Da'ath.
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A letra que designa o ensinamento conduz ao valor do thalmud.
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O valor de Bethlehem equivale ao do termo thalmud no patamar de quatrocentos e oitenta.
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O texto traz a exortação do Apocalipse treze, dezoito sobre o cálculo numérico: Haec Sapientia intellectum habens computet numerum.
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O texto traz a tradução do trecho do Apocalipse: Ceci est la Sagesse: Que celui qui a l'intellect estime le nombre.
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O relato de Ezequiel descreve a ordem divina para a ingestão do rolo da Escritura.
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Citação de Ezequiel três, um: Fils d'homme, ce que tu trouves là mange mange le rouleau et va parler à la maison d'Israël. J'ouvris la bouche et il me fit manger le rouleau. Et il me dit: Fils d'homme tu nourriras ton ventre et rempliras tes entrailles de ce rouleau que je te donne; je le mangeai et il devint dans ma bouche aussi doux que du miel.
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O preenchimento das entranhas pelo rolo assinala a instauração da plénitude da Sabedoria no seio do profeta.
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O termo para rolo compartilha o valor setenta e oito com o pão e com a Sabedoria em sua forma definida.
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Karol Wojtyla adota a expressão sobre a mastigação sensível das verdades reveladas em sua tese sobre Saint João de la Croix.
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A expressão traduz o sentido profundo do verbo hebraico para o ato de comer.
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O Apocalipse de São João reproduz a experiência de devoração do livro entregue pelo Anjo.
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Citação sobre o sabor adocicado do livro: et je reçus le livre de la main de l'Ange et le dévorai et il était dans ma bouche doux comme du miel.
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O texto traz a transcrição fonética da expressão sobre a doçura na boca: ubiphi kidbasch lematôq.
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A somatória dos valores das palavras atinge o número mil correspondente ao grande caractere Aleph.
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O número mil vincula-se ao grande Schabbath que representa o Retorno definitivo.
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O caractere inicial constitui o princípio e o fim de todas as coisas segundo o Zohar.
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O sétimo dia representa o repouso e a unificação dos seis dias anteriores de desdobramento cósmico.
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O grande Aleph designa o sétimo milênio apocalíptico após o ciclo de seis mil anos de duração do mundo.
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O período configura o cumprimento de todas as promessas divinas.
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A ausência de alteração de sabor no ventre de Ezequiel difere da experiência registrada no Apocalipse.
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O texto traz o lamento do Apocalipse sobre a reação estomacal: et quand je l'avais dévoré mon ventre était rempli d'amertume.
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A amargura decorreu do fato de o tempo do sétimo milênio ainda não ter se consumado na história.
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O período antecedente será marcado pelo martírio das duas testemunhas e pela fuga da mulher ao deserto.
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Os flagelos e a guerra celestial contra o dragão precederão o aprisionamento de Satan por mil anos.
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A amargura estomacal representa o fermento impuro introduzido a partir do exterior.
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O fermento origina-se do veneno da Serpente que será derrotada no sétimo milênio.
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O termo para o fermento indica a acidez que gera a condição de amargura e de violência.
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A amargura localiza-se estritamente na região inferior do ventre humano.
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O exame liga-se ao simbolismo do sal como elemento de preservação e purificação.
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O termo para sal compõe-se dos mesmos caracteres que a palavra pão.
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Ambas as palavras compartilham o valor numérico setenta e oito como sinal de hospitalidade.
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A recepção do hóspede por meio do pão e do sal assinala a sua introdução na morada comum.
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O valor do termo para o ato de introduzir coincide com o número setenta e oito.
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A casa representa a morada da doutrina distribuída por meio do pão e do sal.
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Os elementos fortalecem o fiel antes de seu ingresso no Jardim da Sagesse.
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Knorr cita o Zohar para vincular o sal à emanação de Yesod que confere sabor à criação.
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A atuação do sal impede a destruição do homem pela amargura do Julgamento que habita em Malkuth.
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A firmeza do sal contrapõe-se à condição pulverulenta da massa farinhosa caída.
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O sal combate o fermento externo e a violência por situar-se na coluna do meio unida a Da'ath.
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O valor da Sabedoria unifica o sal e o pão na transmissão do sabor da verdadeira doutrina.
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O sacerdote evoca a tradição ao depositar o sal na boca do catecúmeno durante o rito batismal.
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O pão refere-se à dimensão do alto em Da'ath, enquanto o sal remete à dimensão de baixo em Malkuth.
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Os elementos estruturam os dois polos da letra Aleph ao longo da linha mediana sephirothica.
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O depoimento de um panificador ilustra que o excesso de sal impede o crescimento da massa levedada.
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O fato comprova a função do sal no combate ao fermento introduzido a partir do exterior.
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A análise da amargura exige a meditação sobre as dores da Paixão e Morte do Senhor.
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As dores contêm a plenitude da amargura do livrinho devorado por São João no Apocalipse.
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As provações precedem a vitória final sobre as forças de Satan.
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O texto traz a advertência de Marcos treze, sete sobre os rumores de guerra: Quand vous entendrez parler de guerre et de bruits de guerre, ne soyez pas troublés, car il faut que ces choses arrivent. Mais ce ne sera pas encore la fin.
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A Paixão do Christ antecipa e encerra a totalidade dos eventos finais do mundo.
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O texto traz a proclamação de Pilate ao apresentar o Christ flagelado ao povo: Voici l'homme.
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O Salvador ostentava a coroa de espinhos, o cetro de junco e o manto de púrpura.
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O texto traz a resposta do Christ à interrogação de Pilate sobre a sua realeza: tu le dis.
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O Juiz eterno que virá sobre as nuvens submeteu-se ao julgamento humano na terra.
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O Christ coroado assemelha-se à figura mística da Rosa postada entre os espinhos.
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O Zohar adota a metáfora da rosa para designar o verdadeiro Israel corporificado no Christ.
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A cor vermelha do manto representa a Geburah e a aplicação do puro Judicium.
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O desaparecimento do manto branco de Chesed assinala a vigência da Riqueza e do Rigor.
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O texto traz a advertência evangélica sobre a reciprocidade do juízo: Ne jugez pas et vous ne serez pas jugés.
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A recordação de uma criança reconecta o Sang de Jesus ao simbolismo das flores campestres.
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A criança inquiriu sobre a pigmentação avermelhada nas extremidades das pétalas das margaridas.
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A resposta explicou que o Jesus menino havia se ferido com um espinho ao colher um buquê para sua mãe.
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O nome da margarida carrega o significado etimológico de pérola de grande valor.
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O Christ caracteriza-se como o negociante que vende os seus bens para adquirir o campo que abriga a pérola.
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Cada alma humana constitui a pérola preciosa adquirida pelo sacrifício do Salvador.
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A entrega da própria vida pelo Goël opera o rito de redenção da humanidade.
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O falecimento precoce da criança transcorreu no período primaveril associado ao seu próprio nome.
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O texto traz a exortação do Cântico dos Cânticos dois, dez sobre o despertar da amada: Lève-toi, mon amie, ma belle et viens! car voici, l'hiver est passé, les fleurs paraissent sur la terre.
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A alma da criança foi integrada como margarida no buquê de Tiphereth para a oferta materna em Binah.
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A Morte do Senhor consuma o encerramento do mundo e absorve a totalidade da amargura cósmica.
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Citação sobre o gesto do soldado com a esponja de vinagre: un d'eux, avec une éponge remplie de vinaigre, fixée à un roseau, lui donna à boire.
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Os instrumentos compreendem o junco do falso cetro, a esponja de amargura e a lança que perfurou o coração.
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O Christ foi crucificado entre dois malfeitores dispostos à sua direita e à sua esquerda.
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O texto traz a promessa de salvação direcionada ao ladrão arrependido postado à direita: En vérité, je te le dis, aujourd'hui tu seras avec moi dans le Paradis.
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O texto traz a descrição do Juízo Final em Mateus vinte e cinco, trinta e três: Il mettra les brebis à sa droite et les boucs à sa gauche. Alors le roi dira à ceux qui sont à sa droite: venez, vous qui êtes bénis de mon Père; prenez possession du royaume qui vous a été préparé dès la fondation du monde.
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O período da crucificação foi marcado pelo advento de trevas sobre a terra e pelo obscurecimento do sol.
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O texto traz a profecia de Mateus vinte e quatro, vinte e nove sobre a consumação: Aussitôt après ces jours de détresse, le Soleil s'obscurcira.
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O texto traz o relato de Mateus vinte e sete, cinquenta e um sobre os prodígios físicos: La terre trembla, les rochers se fendirent, les sépulcres s'ouvrirent et plusieurs corps de saints, qui étaient morts, ressuscitèrent.
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O texto traz a proclamação final do Christ em sua expiração segundo São João: tout est accompli.
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O texto traz a entrega final registrada no Evangelho de Saint Luc: Père, je remets mon esprit entre tes mains. Et en disant ses paroles il expira.
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As mãos de Deus configuram as ramificações do Nome Santo e os ramos da Árvore da Vida.
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O espírito do Christ unificou-se à Árvore da Vida exaltando a Cruz como o novo centro do mundo.
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A exegese judaica identifica a Thorah com a Árvore da Vida devido à sua ordem e beleza vivas.
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O estudo da Thorah equivale ao ato de fixar o espírito entre as mãos protetoras de Deus.
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A tradição judaica professa que o estudo da Thorah assegura o alcance da vida eterna.
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O discípulo amado registra os desfechos corporais após a constatação do falecimento de Jesus.
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Citação de São João dezenove, trinta e seis sobre a integridade do corpo: S'étant approchés de Jésus et le voyant déjà mort, les soldats ne lui rompirent pas les jambes, mais un des soldats lui perça le côté avec une lance et aussitôt il sortit du sang et de l'eau.
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O cetro de junco representa o Rigor e o Julgamento na sephirah Geburah.
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A esponja embebida em amargura vincula-se a Chesed que rege a concessão da bebida sob o influxo do Rigor.
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A lança corporifica a coluna central cuja ponta fina desreparentou o Yod da Sabedoria no coração do Senhor.
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O coração transpassado de Jesus constitui a fonte viva da Sabedoria que distribui a existência.
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O fluxo misto de sangue e água promana do peito aberto do Salvador.
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O sangue vincula-se à Riqueza da esquerda, enquanto a água relaciona-se com a Graça da direita.
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A unificação dos fluxos gera a rosée celestial que fecunda a totalidade do plano universal.
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A rosée constitui o Verdadeiro Vinho do Reino eterno que sela o mistério da união entre o alto e o baixo.
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O vinho sagrado apresenta-se isento de amargura exalando o perfume do Espírito Santo.
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O fiel absorve a bebida de imortalidade ao ingressar no centro do coração transpassado.
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A narrativa antiga atesta que São João recolheu o Sang do Christ na taça entregue a Joseph d'Arimathie.
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A relíquia do Saint-Graal confunde-se com o livro Graduala que encerra a Sabedoria sobre os degraus do altar.
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O paradeiro do Graal permanece secreto e a sua busca mostra-se eivada de provações para o cavaleiro.
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A busca exige que o caminhante experimente a amargura em imitação à Paixão de Jesus.
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Knorr define a morte como o processo de transição mecânica entre dois sistemas ou mundos distintos.
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O falecimento dos sete reis do Livro do Mystère assinala a sua descida do mundo da Emanação para o da Criação.
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A descida ontológica não acarreta a cessação do ser profunda do sujeito.
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O princípio aplica-se de forma idêntica aos processos de assunção em direção aos graus superiores.
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O Christ descendeu ao nível mais baixo da escala humana por meio da Encarnação e da Paixão.
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O esgotamento das descidas determinou a necessidade ontológica de sua subsequente remontada.
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A Ressurreição estabeleceu o Christ na plenitude da Glória divina.
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O Salvador atrai a humanidade para si por meio do poder do Espírito Santo.
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A morte humana passa a consistir no abandono dos estados inferiores para o ingresso nas esferas superiores.
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A vitória do Christ sobre a morte converteu o falecimento em um mecanismo de ascensão espiritual.
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A dinâmica circular de descida e de remontada na Glória estrutura o fundamento real da Berakah.
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A ascensão do homem decaído processa-se por meio da violência e da amargura na imitação de Jesus.
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A celebração da Berakah extrai a sua eficácia da Presença do Christ e da vivificação promovida pelo Espírito.
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Knorr adota o termo latino edulum para designar o alimento em sua correlação com o ato de comer.
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A conjugação do verbo latino para comer assemelha-se à flexão do verbo ser.
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A semelhança gramatical espelha o vínculo entre o pão e o Ser analisado na ontologia do caractere.
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A identidade filológica entre os conceitos de nutrição e de existência repete-se nas línguas de tronco nórdico.
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As formas verbais para o ato de comer e para a terceira pessoa do singular do verbo ser coincidem nos idiomas germânicos.
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A nutrição e o Ser revelam-se conceitos indissociáveis na estrutura da linguagem.
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Conclui-se a existência de uma relação ontológica estrita entre os conceitos de conhecimento e de existência.
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O nexo constitui a chave para a operação de qualquer realização de caráter espiritual.
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O homem adquire a denominação de varão por ocasião da modelagem de sua contraparte feminina.
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O termo latino homo vincula-se à poeira da terra, enquanto o vocábulo hebraico equipara-se ao conceito de vir.
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A antropologia sephirothica distingue o Homem Universal de Adão primordial e do casal humano polarizado.
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Knorr assevera que o nome do varão deriva do conceito que designa o Nada original.
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O nome admite filiações com o próprio caractere Aleph dotado do valor numérico do Tetragrama.
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A contagem por extenso do Nome Santo reproduz o valor quarenta e cinco do nome de Adão.
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A Escritura atribui a denominação de varão ao próprio Tetragrama no livro do Êxodo.
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Citação do Êxodo quinze, três: Tétragramme est l'homme de la guerre. Tétragramme est Son Nom.
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O texto traz a transcrição fonética da proclamação do Êxodo: Ihvh Isch milehamah Ihvh Schemu.
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