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Dia e Noite
BOON, N. M. Au coeur de l’Ecriture: méditations d’un prêtre catholique. Paris: Dervy-livres, 1987.
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O versículo do Cântico dos Cânticos sobre a condição negra e a formosura comparada à lua conduz à meditação acerca da relação entre a beleza e o reino sob o aspecto do dia e da noite, opondo-se ao simples vínculo de esposo e esposa.
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Correspondência das luminárias associa o sol à beleza e a lua ao reino no fundamento, que se constitui como o céu imediato deste último.
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Recebimento da luz pelo astro lunar caracteriza a lua como esposa do sol.
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União definitiva entre o sol e a lua cheia atua como o símbolo do cumprimento total.
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Passagem de Isaías 30, 26 assevera que a luz da lua se tornará como a do sol e a luz solar será sete vezes maior, assemelhando-se à claridade de sete dias.
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Sentença hebraica correspondente grafada em caracteres latinos como vchiha avr-hlbnh kavr hchmh vavr hchmh ihih sch b' th im kavr sch b'th h imim.
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Contração da iluminação em uma única força promove o retorno de todas as coisas ao Dia Um.
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Ensinamento de Joseph ben Samuel Asher ben David atesta que a partir da luz inicial emanaram todas as entidades e coisas criadas.
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Ocultamento da luz originária por Deus ocorreu no quarto dia em razão de sua extrema pureza inviabilizar a subsistência do mundo, sendo reservada aos justos para o fim dos tempos.
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Intensidade da referida luz supera em sete vezes o brilho dos demais luminares.
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Presença do mesmo simbolismo na obra alquímica assinala o coroamento de todas as etapas.
O Dia e a Noite
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A determinação das noções de dia e noite estabelece que o período diurno corresponda permanentemente à beleza, ao passo que a noite se reporta alternadamente ao plano superior e ao plano inferior.
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Traçado da linha de partilha das águas processa-se através da emanação da beleza.
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Denominação de filho aplica-se à beleza quando esta recebe o influxo do alto, enquanto o termo esposo é empregado quando o influxo é direcionado para baixo.
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Simbolismo da escuridão do alto manifesta-se quando a noite é colocada em relação direta com o plano superior.
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Versículo 9 do Salmo 42 estabelece que o dia do Tetragrama concedia a graça e a noite ensejava o canto de louvor.
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Atuação do louvor preenche o período noturno de bênçãos à semelhança de um reservatório que se derrama sobre o dia.
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Receptividade do dia manifesta-se em face do que descende da obscuridade superior.
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Recepção do influxo pela beleza ocorre por meio da coluna da direita sob o signo da graça.
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Descenso alternativo do influxo opera-se pela coluna da esquerda, proveniente da rigidez ou do julgamento.
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Passagem do Êxodo 19, 18 relata que o monte Sinai fumegava em razão da descida do Senhor no fogo, elevando uma fumaça semelhante à de uma fornalha.
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Correspondência da obscuridade vincula-se à fumaça originada do fogo, fundamentando as sentenças do Deuteronômio sobre a audição da voz no meio das trevas e o temor da morte perante o grande fogo.
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Origem da morte prende-se à atuação da rigidez.
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Efusão sobre-abundante da grande noite de Páscoa espalha-se por todos os lados como uma fonte que transborda.
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Cumprimento do julgamento contra os egípcios realiza-se pelo lado da rigidez, enquanto a salvação de Israel opera-se pelo lado da graça.
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Denominação de dia e noite sob o termo middah identifica os períodos como sephiroth encarregados de reger a união entre a beleza e o reino.
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Presença do conceito manifesta-se na Hagadá cosmológica de Haquiqa e nas Berakoth.
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Exercício da providência sobre o mundo inferior ocorre por meio da beleza sob o amparo da graça.
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Interpretação de Ezra para o Eclesiastes 1, 7 indica que todos os rios correm para o mar e os canais se dirigem do atributo do dia ao atributo da noite através do fundamento do mundo.
Simbologia em Salomão
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A simbologia do Cântico dos Cânticos 3, 7-8 aponta para o influxo decorrente majoritariamente da rigidez em razão da expressão hebraica relativa ao terror na noite.
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Sentença em língua sagrada grafada como MPhChD BLILVTh.
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Descrição do texto bíblico expõe a liteira de Salomão cercada por sessenta preados dentre a elite de Israel, todos peritos no manejo do gládio e protegidos contra os pavores noturnos.
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Comentário de Ezra assevera o caráter sagrado do nome de Salomão.
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Correspondência do número sessenta remete às seis extremidades da estrutura multiplicadas por dez.
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Derivação do vocábulo indicativo de preados comprova o recebimento do influxo oriundo do atributo da rigidez.
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Inclusão mútua do todo no todo justifica a determinação de que cada extremidade contenha dez unidades.
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Expressão hebraica geborim associa os preados à força ou rigidez de Geburah.
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Atenuação do terror processa-se à medida que ocorre a aproximação em face da inteligência.
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Denominação da inteligência como Mãe terrível fundamenta-se na proximidade das palavras hebraicas emah, terror, e mem, mãe.
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Significação do termo pachad equivale igualmente a terror e perfaz o valor numérico de 92, sendo o vocábulo emah correspondente a 46 ou à metade do primeiro.
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Valor numérico da liteira atinge a soma de 455 na expressão grafada como MTh V.
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Constituição do número 70, representativo do segredo, resulta da inserção do dez no centro além de sua presença nas direções espaciais.
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Absorção de todas as coisas no Un define a natureza do segredo.
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Subtração de 11 do montante de 455 resulta no valor 444, correspondente à palavra MQD Sch ou santuário, legitimando a santidade atribuída ao nome de Salomão.
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Encerramento do ciclo do Gênese pelo anoitecer, amanhecer e Dia Um distribui as etapas respectivamente entre o reino para o crepúsculo, a beleza para a manhã e a sabedoria para o Dia Um.
A Bendição
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A pronunciação das palavras do Cântico dos Cânticos sobre a introdução nas câmaras do Rei e o olhar através das grades coincide com o momento ritualístico da elevação das mãos pelo povo.
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Sentença hebraica correspondente transcreve-se como heviani hamelek chadarayu metziz min-hachara'kim.
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Gesto do sumo sacerdote ao dispor as mãos de modo ritual configura o próprio nome do Tetragrama.
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Distinção fundamental separa a bênção originada de Deus daquela emitida pelo ser humano.
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Redução do vocábulo bendizer ao sentido latino de benedicere restringe o significado ao ato de proferir o bem.
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Equivalência entre bendizer e louvar a divindade decorre da referida interpretação superficial.
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Sentido da língua hebraica afasta os termos barak e berakah da acepção restrita corrente.
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Proximidade conceitual liga os vocábulos originais às ideias de consagração e consagrar.
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Ritual católico para a bênção de um rosário emprega as fórmulas de bênção e consagração em nome da Trindade e em memória de Jesus Cristo.
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Significado de consagrar traduz-se como o ato de introduzir o elemento no ordenamento do sagrado.
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Atributo da harmonia e da unidade define a natureza intrínseca do ordenamento sob uma perspectiva ontológica e orgânica.
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Condição de Deus como fonte e origem de todo o sagrado sustenta a existência da harmonia universal.
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Sigla HQBH empregada no meio rabínico sintetiza a expressão o Santo, bendito seja ele.
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Interpretação correta da fórmula almeja que Deus atue perante as criaturas como fonte perene da união entre o plano inferior e o plano superior.
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Obstrução dos canais por força do pecado impediria o avivamento das sephiroth pela fonte superior.
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Direcionamento de toda a realidade e vida ruma para a unidade como o segredo da harmonia do universo.
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Desígnio místico assemelha o voto de bênção à petição do Pai Nosso relativa à santificação do nome divino.
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Delimitação do domínio da bênção situa-se nos planos ontológico e cosmológico, ao passo que o louvor restringe-se às esferas psíquica e moral.
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Afinidade da bênção prende-se ao caráter da encantação, diferindo do traço de invocação próprio do louvor.
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Localização da fonte de toda bênção fixa-se na sabedoria.
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Denominação conferida por Isaac o Cego define a emanação como a fonte que jorra da montanha.
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Condição da sabedoria atua como o receptáculo das águas ocultas no não-manifestado de Ain-Soph, do qual a coroa constitui o princípio manifestador.
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Receptividade da sabedoria opera-se em face da coroa e do Sem-Limite, agindo simultaneamente como doadora do influxo para as esferas inferiores.
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Identidade filológica na língua hebraica unifica a grafia da palavra berakah, bênção, ao termo berekah, cujo significado é reservatório.
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Gesto de erguer as mãos associado ao nome divino no Salmo 67 acompanha o voto de bendizer durante a existência inteira.
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Definição de Ezra para o termo Baruk sintetiza-o como a reunião de todas as forças, sendo fonte de vida, vida e luz da vida.
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Transcrição da máxima em caracteres latinos apresenta-se como baruk kalul mi-kol koach mimékor hachaiim umi hachaiim ume'ôr hachaiim.
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Sentido da formulação indica o reino como a síntese de todos os influxos sephirothicos originados na inteligência.
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Extensão do fluxo abrange as seis sephiroth do edifício situadas abaixo da inteligência e ligadas à luz da sabedoria.
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Dinâmica da bênção exprime o movimento incessante de descenso e ascenso ao longo da árvore sephirothica.
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Atuação do sábio pela kavanah e meditação eleva-o à condição de reservatório, abrindo as comportas da fonte de bênçãos sediada na sabedoria.
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Compreensão da apologia do Santo tríplice de Isaías 6, 3 clareia-se por meio do referido processo.
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Sentença litúrgica em língua sagrada transcreve-se como qadôsch Tetragr. Tzebaoth melô kol ha'aretz kebôdô.
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Proclamação da santidade divina testemunha que Deus constitui a fonte de toda a pureza, determinando o preenchimento da terra pelo fulgor de sua presença.
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Santificação universal elimina a existência de qualquer domínio profano face à onipresença do mistério divino.
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Conteúdo metafísico sintoniza-se com a proclamação da unidade no Shemá Israel, apontando Deus como a matriz da unificação pelo amor.
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Equivalência matemática de valor 13 une o termo echad ao vocábulo ahavah.
A Bendição Sacerdotal
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A formulação da bênção sacerdotal entregue a Moisés no livro dos Números 6, 24 estabelece a tripla petição para que o Tetragrama abençoe, ilumine pela face e conceda a paz.
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Enunciação do texto sagrado em caracteres latinos expressa-se como yebarèkeka adonaï veyischmerèka ya'er adonaï panayô elèika veyichunêka yischa' adonaï panayô elêka veyasém leka schalôm.
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Presença exata de 13 letras yod no texto afasta a hipótese de mero acaso.
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Significado numérico do produto 130 evoca o simbolismo da montanha do Sinai, cujo valor de grafia iguala-se ao montante.
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Ascensão e descenso de Moisés da montanha sagrada culminaram na entrega da Torá após a revelação do nome divino.
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Aditamento do livro dos Números determina o ato de fixar o nome divino sobre os filhos de Israel para assegurar a bênção.
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Equivalência matemática do valor 130 conecta o acidente geográfico ao termo sulam, representativo da escada de Jacó posicionada entre o céu e a terra.
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Trâmite das entidades angélicas processa-se incessantemente ao longo da referida escada.
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Sentença da liturgia judaica atesta que a divindade renova diariamente e de modo permanente a obra da criação por sua bondade.
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Efeito da efusão da bênção decorre diretamente da emanação da bondade divina.
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Clamor litúrgico roga pelo envio do espírito para promover a renovação da face da terra.
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Valor numérico da palavra bondade totaliza 17, coincidindo com o pequeno número do Tetragrama e com a soma correspondente ao nome de Jesus grafado como Ieshuá.
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Relação matemática contesta a visão equivocada que atribui um caráter exclusivamente severo e vingativo ao Deus do Antigo Testamento.
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Continuidade perfeita liga o Novo Testamento ao patrimônio judaico, confirmando a sentença de Mateus 5, 18 sobre a permanência de cada yod da lei até o cumprimento total.
O Gesto Sacerdotal
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O levantamento das mãos pelo sumo sacerdote durante a bênção ritual remete ao episódio bíblico do combate de Israel contra Amalec no Êxodo 17.
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Manutenção dos braços erguidos por Moisés assegurava a vitória de Israel, ao passo que a queda dos membros favorecia o inimigo.
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Atuação das mãos levadas constitui a fonte de vigor para o povo eleito.
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Correspondência dos dez dedos vincula-se às dez palavras da criação.
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Abaixamento das mãos interrompe a santificação das dez palavras pelo influxo divino.
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Composição dos dez dedos abarca o total de 28 falanges.
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Escrita plena do Tetragrama distribuída pelas falanges resulta na obtenção exata de 28 letras.
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Associação das letras de Yah destina o sinal à mão direita, enquanto a exclamação de aflição manifesta-se na mão esquerda.
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Correspondência distributiva vincula a mão direita à graça e a mão esquerda à rigidez de Geburah ou ao julgamento de Din.
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Exigência de justaposição das mãos visa à operação do mistério da união e do amor para simular uma única mão.
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Execução do gesto promove a união dos nomes e a consequente cessação da rigidez.
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Predomínio da misericórdia caracteriza o tempo da bênção como um período de amor e graça.
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Atuação das mãos do sacerdote assemelha-se ao trono sobre o qual assenta o amor divino.
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Significação da palma da mão remete à essência não-manifestada da Deidade, ao passo que os dedos velam as sephiroth atadas às falanges invisíveis.
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Disposição dos dedos pelo sacerdote delimita quatro aberturas, emulando a passagem do Cântico sobre o olhar através das grades.
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Fruto do amor manifesta-se como presença e união indissociáveis.
O Misterio do Amen
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A asserção contida em Berakoth 53 b estabelece que aquele que responde Amém assume uma dignidade superior à daquele que profere a bênção.
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Dedução de Azriel indica que a enunciação correta do Amém eleva o indivíduo a um nível acima da sabedoria.
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Atuação de quem proclama o Amém magnifica o nome divino ao selar a união dos nomes do Tetragrama e de Adonai.
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Soma dos dois nomes totaliza o valor 91, equivalente numérico do termo Amém.
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Fusão gráfica dos dois vocábulos gera o nome de oito letras grafado como Iahdonahi, preservando o valor de 91.
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Adição dos nomes da revelação do Sinai eleva o montante ao número 203, correspondente ao termo beer ou fonte, de onde emanam a verdade, o amor e a potência divinas.
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Condição do Amém representa a plenitude da união por constituir o produto de sete vezes o valor da unidade.
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Fortalecimento do vínculo une o plano mais baixo à fonte situada no topo por meio da palavra ritual.
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Função angélica da referida união cabe a Metatron, cujo termo representativo de anjo perfaz igualmente o valor 91, remetendo à escada de Jacó.
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Contagem alternativa das aberturas das mãos perfaz cinco frestas ao incluir o espaço entre ambos os membros, justificando a leitura hebraica correspondente.
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Tripla repetição do Tetragrama na bênção consagra a união das pessoas dos patriarcas superiores: Abraão, Isaac e Jacó.
O Sacrifício e a Liturgia Cristã
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A correlação entre a bênção e o sacrifício permite recorrer ao esoterismo judaico para descortinar o sentido profundo do rito eucarístico, superando visões puramente morais.
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Propósito da análise afasta a competição entre ritos exotéricos e busca a fidelidade à tradição cristã integral.
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Terminologia da primeira oração eucarística apresenta nítida proximidade com a tradição judaica.
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Presença de três sacrificadores domina o cânon romano: Abel com a oferenda do cordeiro, Abraão com o sacrifício de Isaac, e Melquisedeque com o pão e o vinho.
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Soma do valor numérico dos três nomes totaliza 579, cuja divisão por três resulta em 193, número que se reduz ao valor da unidade.
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Equivalência matemática de Abraão atinge 248, idêntico ao termo rechem ou seio e correlato à misericórdia divina.
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Condição de Abraão como pai dos crentes fundamenta-se no nascimento da criação a partir da misericórdia, para cujo seio tudo retorna.
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Uso do simbolismo por Cristo manifesta-se na parábola do mau rico e de Lázaro e na iconografia cristã.
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Identidade numérica une o termo vinho ao vocábulo sod, significando mistério ou segredo no valor 70.
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Inserção histórica da fórmula Mysterium fidei processava-se originalmente no meio das palavras da consagração do vinho.
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Deslocamento da expressão para o momento posterior à consagração atendeu à letra em detrimento do espírito.
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Valor numérico do pão perfaz 78 ou o produto de seis por treze, assinalando o sentido central do alimento na oração dominical.
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Posicionamento da petição pelo pão supersubstancial situa-se exatamente no meio das demandas teologais e inversas do Pai Nosso.
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Extensão das seis demandas constitui uma explicação do pedido central pelo pão que ultrapassa toda substância.
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Identificação do mundo vindouro reporta-se à inteligência, plano no qual Cristo se autoproclama como o verdadeiro pão.
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Selo da unidade marca as seis petições por meio do produto de seis por treze.
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Tratamento teológico da figura de Melquisedeque encontra-se na Epístola aos Hebreus e na obra de René Guénon.
A Ascensão do Sacrifício
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A dinâmica da bênção e do sacrifício pressupõe uma descida inicial seguida por um movimento ascendente e uma segunda descida de natureza distinta.
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Sugestão da subida manifesta-se na tripla repetição do Tetragrama na bênção sacerdotal.
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Atribuição do primeiro versículo corresponde ao reino em Adonai como protetor de Israel, ao passo que o segundo liga-se à beleza na face que resplandece.
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Destinação do terceiro versículo reporta-se à sabedoria na elevação da face divina.
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Correspondência sephirothica distribui os versículos entre as esferas do edifício no pequeno rosto e o plano do grande rosto.
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Simbolismo da fumaça dos antigos sacrifícios ilustra a mesma trajetória ascendente.
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Ascensão vertical da fumaça converte o elemento em ar, promovendo a união com o Espírito Santo no topo da montanha.
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Transformação da fumaça acompanha o odor e resulta em perfume, sendo o Espírito Santo a fonte do óleo de alegria.
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Presença do simbolismo manifesta-se na expressão odor de santidade e nas unções messiânica, sacerdotal, da confirmação e dos enfermos.
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Reatualização do sacramento da confirmação opera-se por meio da unção aplicada em contextos de velhice ou agonia.
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Definição de agrado exprime a união dos dois perfumes como sinal de aceitação do sacrifício pelo Espírito de Deus.
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Visão olfativa da respiração divina ancora-se na designação tradicional do grande rosto sob a fórmula de rosto de nariz longo.
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Citação de Isaías 60, 7 assevera que as oferendas subirão sobre o agrado do altar divino.
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Equivalência numérica simples reduz os valores de agrado e de meu altar ao número 13, perfazendo a soma de 26 correspondente ao altar de Ehejeh.
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Estabelecimento da paz constitui o fruto do apaziguamento decorrente do agrado.
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Valor numérico de Schalom atinge 376 ou o produto de quatro por noventa e quatro, cuja redução resulta em 13 para indicar união.
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Pronunciação do termo paz ocorre dez vezes ao longo do cânon romano entre o Sanctus e a Comunhão.
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Paralelo místico conecta o simbolismo da fumaça à escada de Jacó e ao relato da visita do anjo a Manoach.
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Resposta da entidade angélica define o seu nome sob a condição de misterioso ou maravilhoso.
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Descrição bíblica relata a ascensão do anjo do Tetragrama no interior da chama que subia do altar em direção aos céus, deixando de ser visível.
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Invisibilidade do anjo processa-se inicialmente pela fumaça antes de sua unificação ao espírito divino.
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Analogia vincula a fumaça à nuvem encarregada de encerrar a maior parte das teofanias.
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Menção ao anjo no cânon romano roga pelo transporte da oferenda até o altar celeste na presença da glória divina.
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Valor numérico de anjo iguala-se ao termo Amém no montante de 91, sendo o altar identificado ao agrado.
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Coexistência de duas estruturas rituais aponta para um altar inferior correlato à pedra fundamental e um altar superior assemelhado à chave de abóbada ou ao fundamento.
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Síntese de odor e espírito realiza-se no agrado perfeito onde se fundem as vontades superior e inferior, conforme o versículo do Gênese sobre o aroma apaziguador.
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Sentido bidirecional rege o versículo tanto na ascensão quanto na segunda descida.
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Natureza metafísica da paz universal afasta o contentamento individual e consagra a união de tudo o que existe no Schalom.
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Vocábulo nichoach abriga os sentidos de agrado e apaziguamento, contendo a raiz representativa de consolação.
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Expressão hebraica nachath ruach traduz-se como apaziguamento de espírito.
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Fundamento da consolação repousa na união entre a sabedoria e a inteligência sob a égide do Paráclito.
A Pedra Fundamental e o Santo Graal
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A designação da pedra fundamental sob o vocábulo schetillah encerra uma identidade idiomática que indica simultaneamente o ato de beber, justificando a imagem da taça de esmeralda.
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Origem da esmeralda prende-se à sua condição de gema frontal do anjo Lúcifer antes da queda.
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Proximidade da gema com o olho único frontal evoca a retenção da luz da sabedoria.
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Afinidade de consonância aproxima o termo baraqeth ao vocábulo barakoth, indicador de bênçãos.
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Diferença gráfica restringe-se à alternância entre as letras quof e caf.
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Raiz do termo representativo de esmeralda significa relâmpago ou foudre.
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Distinção analógica determina a descida do relâmpago pela rigidez de Geburah e o descenso da bênção pela graça de Chesed.
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Recolhimento do sangue precioso do coração de Cristo operou-se na taça esculpida a partir da referida pedra pelas mãos de José de Arimateia.
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Simbolismo do Graal expressa a condição do coração destinado a receber do próprio Coração.
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Atuação da taça como reservatório abriga o segredo equivalente ao valor numérico do vinho na soma de 70.
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Transmutação mística converte a taça originada da rigidez em cálice das bênçãos sob o signo da graça.
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Presença do elemento da rigidez marca a natureza de todo sacrifício em face da bênção pura.
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Manifestação da rigidez opera-se pelo fogo no Antigo Testamento e pela morte na Eucaristia, unificando a água e o fogo no sangue e no vinho.
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Aplicação do termo relâmpago estende-se à espada flamejante encarregada de guardar a entrada do Paraíso ou mundo vindouro, nome próprio da inteligência.
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Correspondência da espada flamejante abrange as provações iniciáticas, os testes místicos e a concepção de purgatório no âmbito de Geburah, Din e julgamento.
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Trajetória do Graal desenha tanto o relâmpago descendente quanto o movimento ascendente da subida iniciática rumo ao amor imortal.
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Caráter essencial da existência humana define-se como sacrificial, contrariando correntes filosóficas modernas.
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Supressão do suposto mito sacrificial reduz o indivíduo à servidão e ao enclausuramento na angústia.
A Balança e a Espada de São Miguel
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A análise de René Guénon sobre os atributos do arcanjo São Miguel demonstra que as funções da balança e da espada constituem graficamente os caracteres hebraicos cheth e quof.
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Configuração da letra cheth emula a balança e exprime a noção de equilíbrio.
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Configuração da letra quof representa o instrumento cortante e indica a força violenta ou material.
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Simbolismo da hache ou da letra quof estende-se à representação do Polo e ao topo da coluna vertebral.
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Significação do termo chaq condensa os sentidos de justiça e verdade para designar a realeza.
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Atenuação da raiz pela troca do signo da força material pelo da força espiritual gera o vocábulo chak, indicativo da sabedoria.
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Adequação dos termos destina a sabedoria à autoridade sacerdotal e o poder material à autoridade régia.
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Confrontação analógica vincula as bênçãos à autoridade sacerdotal pela graça e a esmeralda à autoridade régia pela rigidez do relâmpago.
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Propriedade do Graal como vaso de esmeralda vincula-se diretamente à sabedoria sediada no coração.
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Representação do aspecto régio ou da rigidez processa-se por meio da lança associada à taça.
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Mobilidade dos símbolos permite aplicar as relações complementares de graça e rigidez tanto à esmeralda quanto à lança.
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Função guerreira da lança e a perfuração do coração de Cristo introduzem a transição para o segundo aspecto do símbolo.
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Associação gráfica identifica a lança à letra Vav, cujo vértice é constituído pelo Yod.
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Desenho da ferida do coração assemelha-se à forma da letra Yod, representativa do olho do coração, da fonte e do centro.
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Atuação da lança como haste do Vav projeta o raio luminoso encarregado de iluminar o homem e tocar o olho de seu coração.
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Estruturação da letra Vav exibe o Yod em ambas as extremidades, aparecendo invertido na base segundo a lei de analogia para sugerir o filho na letra nun.
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Distribuição da árvore sephirothica atribui o Yod ao Pai na sabedoria, o He à Mãe na inteligência e o Vav ao Filho nas seis esferas seguintes.
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Significado de filho expressa-se no termo ben, cujo valor numérico 52 marca a idade em que Melquisedeque recebeu a unção régia e sacerdotal de São Miguel no Paraíso.
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Canalização das bênçãos do alto sob a forma de água e sangue processa-se pela haste do Vav entendida como eixo do mundo e coluna da árvore.
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Posicionamento da base da coluna do meio coincide com o reino como reservatório de todas as bênçãos.
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Capacidade do símbolo de expressar a totalidade fundamenta a validade do jogo de analogias litúrgicas.
A Voz do Deserto e a Kavanah
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O exame material da letra quof indica que a palavra qol ou voz manifesta uma dimensão de exterioridade em face do termo que exprime a totalidade.
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Insuficiência da voz impede a expressão cabal do todo, atuando como revelação que simultaneamente manifesta e vela a realidade.
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Emanação do não-ser, da escuridão e do silêncio origina correspondentemente as realidades do ser, da luz e do som no âmbito do Ain-Soph.
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Adequação mística exige a harmonização entre o silêncio do alto e o silêncio de baixo para a escuta da voz.
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Condição da voz afirma-se como o instrumento perfeito do silêncio divino que atua como fonte do Verbo.
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Passagem do profeta Oseias 2, 16 anuncia a condução da esposa ao deserto para falar-lhe diretamente ao coração.
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Transcrição da sentença profética apresenta-se como veholaktiah hamidbar vedibarthi àl-libah.
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Presença da raiz DBR unifica os conceitos de palavra, verbe e deserto no idioma sagrado.
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Propriedade do deserto como espaço de silêncio qualifica-o como o sítio por excelência da manifestação da voz e do diálogo com o coração.
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Equivalência simbólica identifica a abertura do coração à orelha ou atenção profunda do espírito.
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Definição de kavanah traduz-se como o direcionamento do coração, superando a fraca acepção do termo intenção corrente no ocidente.
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Exigência da kavanah impõe-se como elemento indispensável para a contemplação e para a cabala.
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Configuração da raiz KV representa a cavidade de uma taça ou coupe, simbolizando a perfeita disponibilidade espiritual.
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Vinculação da taça do Graal ao coração contrapõe-se à esterilidade do coração endurecido ou fechado.
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Paridade gramatical aproxima a forma de midbar, deserto, ao termo miqdach, santuário, compartilhando a mesma declinação de suas raízes.
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Habitação do Verbo no deserto guarda simetria com a residência do Santo no interior do santuário.
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Comparação do coração estende-se à caverna iniciática presente em múltiplas tradições e lendas.
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Comentário de São Gregório o Grande sobre Ezequiel descreve o profeta Elias posicionado na entrada da caverna ao escutar a voz do Senhor.
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Gesto de cobrir a face diante dos mistérios elevados traduz a necessidade de rebaixamento espiritual por meio da humildade.
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Interdição do exame excessivo protege o indivíduo contra a busca de luz material na essência divina imaterial, exigindo a escuta interna da voz substancial.
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Aproximação etimológica de Varrão conecta o termo caelum ao vocábulo grego indicativo de oco ou creux.
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Derivação correta vincula a palavra céu ao verbo latino que significa cobrir ou cacher, guardando paridade com o sinônimo grego kaluptein.
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Propriedade de ocultação comum à caverna e ao céu reitera a presença das escuridões inferior e superior na articulação entre os mundos celeste e subterrâneo.
O Retorno para a Casa da Mãe
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A asserção do livro de Jó 28, 6 sobre a presença da poeira de ouro remete à escritura acerca da pedra eben a partir da qual operou-se a criação universal.
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Identificação da pedra reporta-se à inteligência como base sobre a qual se edifica a morada.
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Sentença dos Provérbios 9, 1 atesta que a sabedoria construiu uma casa respaldada pela lapidação de sete colunas.
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Equiparação mística identifica o elemento à pedra fundamental tratada no Zohar sob o nome de eben schetillah.
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Denominação das sephiroth sob o termo faíscas define-as como centelhas de luz correspondentes à poeira de ouro.
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Exigência de solo firme para a base do edifício aponta para o conceito de adamah.
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Significado do solo firme traduz-se como terra vermelha por ser contemplado apenas após a passagem pelo fogo da rigidez.
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Valor numérico de adamah totaliza 50, equivalendo ao Jubileu instituído na lei de Moisés como período de restituição de bens, remissão de dívidas e libertação de servos.
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Identificação da inteligência sob o termo teshubah consagra-as como o próprio Retorno de todas as coisas à sua origem.
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Denominação alternada da inteligência aponta para o mundo vindouro como fonte originária da própria existência terrena.
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Equivalência do processo de retorno à inteligência sintoniza-se com as ideias de ressurreição e vida nova.
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Localização do solo de adamah situa-se no plano superior da inteligência, unificada à coroa e à sabedoria na letra Yod.
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Estrutura gráfica do Yod distribui o ápice para a coroa, o corpo para la sabedoria e a haste inferior para a inteligência.
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Interconexão dos mundos determina que o topo de uma esfera corresponda à base do plano imediatamente superior.
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Fluência das sephiroth a partir da inteligência projeta a poeira oriunda de adamah.
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Valor numérico do motor Teheb perfaz 14, vinculando-se tradicionalmente ao nome de David e ao emblema da estrela de seis pontas.
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Composição da estrela por dois triângulos evoca a antiga forma da letra Daleth ou porta, cruzada pelo eixo invisível do Vav como chave.
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Inclusão do amor na raiz DVD faculta a abertura mútua entre as esferas superior e inferior.
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Presença recíproca sela a habitação do reino na inteligência e desta no reino ao longo dos múltiplos mundos.
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Definição de devekuth exprime o mistério da união e da adesão perfeita.
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Queda humana operou a ruptura dos mundos e o consequente corte das plantas e desarraigamento das árvores.
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Sentença divina sobre o retorno à poeira introduz o julgamento da rigidez, mas encerra o mistério da unidade e do amor no valor 13.
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Cumprimento do retorno pela via da penitência e da morte vincula o processo à esfera de Geburah.
O Caráter Sacrificial do Retorno
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A dimensão sacrificial do Retorno manifesta-se na associação teológica entre as ideias de poeira e cinzas decorrentes da combustão pelo fogo do julgamento.
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Asserção escatológica estabelece que o mundo será integralmente julgado pelo fogo.
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Conversão da fumaça do sacrifício em ar processa-se após a etapa de obscuridade intermediária.
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Identificação do ar sob o termo reiach designa o perfume destinado a unificar-se ao aroma do alto para gerar o espírito ruach na inteligência.
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Restauração da unidade opera-se pela referida vivificação na perfeição do todo.
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Testemunho de São Efrem sobre a morte assevera que na ressurreição o corpo será envolto pela beleza da alma, esta pela formosura do espírito e o espírito pela glória de Deus.
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Permanência da alma desprovida do corpo corpóreo resolve-se por sua assunção no corpo glorioso de Cristo.
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Vivência da alma processa-se em união com a alma de Cristo entendida como sopro divino e Espírito Santo.
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Repouso da alma realiza-se no elemento sutil do corpo de Cristo na condição de ato pleno.
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Propriedade do elemento sutil define-o como o perfume do Espírito Santo difundido pela totalidade do corpo místico.
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Natureza concreta do corpo místico afasta conceituações puramente abstratas ou vagas.
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Condição do corpo glorioso afirma-se como o sítio comum da morte e da ressurreição humana.
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Definição do corpo glorioso identifica-o à poeira luminosa do Verbo originado na obscuridade do abismo divino.
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Trajetória do retorno à poeira configura uma ascensão pelo poder do Espírito Santo em direção ao seio materno da Virgem e ao silêncio do Verbo.
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Aniquilamento do corpo material constitui o aspecto sacrificial inerente a toda transformação de sacralização.
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Realização da vocação humana cumpre-se na libertação pela unidade do amor divino.
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Repouso do sétimo dia assinala a consumação de todas as etapas em face da imortalidade do ser.
O Simbolismo da Maçã e da Macieira
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A dupla acepção do termo tapuach designa simultaneamente a maçã e a macieira, vinculando o fruto à beleza e ao sachet dos viventes sediado no seio de Abraão.
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Equivalência numérica simples de Abraão e do termo rechem atinge o valor 248, unificando os conceitos de seio e misericórdia.
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Natureza da beleza define-se pelo equilíbrio entre as emanações da graça e da rigidez.
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Simbolismo da maçã fundamenta-se na reunião das cores branca, vermelha e verde.
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Correspondência do branco liga-se à interioridade e à coluna do meio, enquanto o verde reporta-se à coluna da graça.
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Composição da cor verde resulta da mistura entre o azul da sabedoria e o amarelo.
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Atribuição da cor vermelha destina o sinal à coluna da esquerda na rigidez e no amor cuja negação gera o julgamento.
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Associação da cor violeta vincula-se à inteligência como amor unido à sabedoria.
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Inclusão gráfica do termo leb no vocábulo laban estabelece a presença do coração no plano da beleza como sede do conhecimento.
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Afinidade idiomática nas línguas germânicas preserva o elo estrutural entre a cor branca e a noção de saber ou sabedoria.
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Passagem do Cântico 2, 3 compara o bem-amado a uma macieira postada no meio das árvores da floresta.
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Transcrição da sentença em língua sagrada apresenta-se como keth'puach ba'atzé hayya'ar kén dôdi ben habanim.
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Localização da macieira fixa-se no eixo do meio da estrutura sephirothica.
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Significação das árvores da floresta remete às colunas laterais da graça e da rigidez.
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Função do fruto da macieira atua como equilíbrio intermediário e árvore da vida posicionada entre as forças do bem e do mal.
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Aplicação do método da themurah ao nome do bem-amado escrito ao inverso revela a grafia do Tetragrama.
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Substituição da letra He pelo Daleth preserva um único Vav representativo da árvore central.
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Denominação de jovens homens ou filhos abrange as cinco Sephiroth restantes do edifício sob o primado da beleza.
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Reunião das seis esferas constitui a figura do pequeno rosto denominada conjuntamente como o filho.
A Presença e a Dor do Amor
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A exortação do Cântico 2, 5 para o repouso junto às maçãs em razão da enfermidade de amor evoca a presença dos dois querubins postados sobre a arca.
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Transcrição do versículo em caracteres latinos expressa-se como rapduni bathapuachim ki cholath ahavah'ani.
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Habitação da Schekinah processa-se na glória da beleza, almejando a união para desfazer o exílio.
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Sentido do repouso junto ao fruto traduz o desejo de habitação perpétua junto à beleza como esposa da glória.
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Condição da enfermidade de amor exprime a aspiração de toda alma em direção à união e à unidade do valor 13.
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Ânsia do ser direciona-se à devekuth no santuário do Senhor, comparável ao agrado do altar celeste que irradia o seu perfume.
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Versos do Salmo 84 celebram a amabilidade das moradas do Tetragrama e o esmorecimento da alma pelos parvis divinos.
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Imagem do passarinho com casa e da andorinha com ninho para os filhotes junto aos altares reitera a formosura da habitação.
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Emprego do plural para os altares assinala o vínculo indissociável entre a estrutura terrestre e o altar celeste ligados por um único tronco.
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Passagem do Cântico 7, 9 iguala o odor das narinas ao aroma das maçãs no diálogo entre o esposo e a esposa.
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Sentença na língua sagrada grafada como vereyach apek kathapuchim.
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Propriedade da glória manifesta-se como o transbordo da plenitude e o perfume exalado pelo espírito ruach.
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Fusão dos sopros do esposo e da esposa opera-se na transformação unitiva de um único beijo.
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Essência do sacrifício repousa na referida permuta na qual o homem oferece o que previamente recebeu do alto.
A Ascensão do Deserto para a Cidade
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A indagação acerca daquela que sobe do deserto apoiada no bem-amado situa o despertar do amor sob a macieira no exato lugar onde a mãe operou o parto.
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Transcrição do versículo em caracteres latinos apresenta-se como mi-tzoth 'olah min-hamidbar mithrapékéth 'al-dôdah. Thachath hathapuach 'ôrarthika. Schammah chiblatheka 'iméka schammah chiblah yeladatheka.
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Trajetória mística descreve a ascensão desde o deserto até a habitação da mãe na inteligência, emulando a subida real para Jerusalém.
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Cenário bíblico ilustra o retorno do povo eleito após o período de quarenta anos de peregrinação.
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Dualidade do deserto abarca tanto a condição negativa de exílio da Schekinah quanto o aspecto positivo de sítio da voz e da palavra.
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Realidade da presença divina manifesta-se no amparo dado pela voz do bem-amado durante a marcha rumo à glória.
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Complexidade do verbo indicativo de despertar abarca acepções diversas baseadas na mesma raiz gramatical.
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Presença do termo na profecia de Joel associa o despertar ao retorno dos exilados.
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Vocábulo caldeu 'ir designa aquele que vigia, sendo o nome aplicado às ordens angélicas no livro de Daniel.
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Vínculo da raiz comum conecta os conceitos de vigiar, despistar, cegueira, pele e nudez.
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Textos do Gênese relatam a ausência de vergonha na nudez primitiva e a subsequente abertura dos olhos após a queda pela árvore do conhecimento.
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Confecção de túnicas de pele por Deus velou a nudez e estendeu um anteparo em face da realidade espiritual.
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Ausência de vergonha no estado de inocência decorria do revestimento da luz divine que outorgava um poder superior de visão.
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Simbolismo das túnicas de pele reporta-se às klippoth ou cascas encarregadas de obnubilar a presença da luz primordial da sabedoria.
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Natureza das cascas constitui um aprisionamento numa falsa claridade impermeável à iluminação do alto.
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Cegueira pós-queda faz o homem tomar as trevas por luz, exigindo o despertamento prometido pelo profeta.
A Conversão de Saul e o Santuario
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Os eventos da conversão de Saul na estrada de Damas constituem a imagem microcósmica do destino humano de retorno ao paraíso por meio do resplendor da luz celeste.
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Condição de Saul após o reerguimento caracteriza-se pela não-voyance apesar de manter os olhos abertos, figurando o exílio no deserto.
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Recuperação da visão operou-se na cidade de Damas pelas mãos de Ananias após o cumprimento de três dias de jejum.
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Correspondência dos três dias vincula-se à descida aos infernos análoga à travessia desértica.
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Atuação de Ananias assemelha-se à de um anjo enviado de Deus, significando o ato divino de cobrir por uma nuvem de teofania.
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Significado de Damas no profeta Amós remete ao canto do leito, partilhando o mesmo valor de 444 com o termo santuário.
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Identificação de Damas com a beleza demarca o sítio onde os justos repousam sob o altar celeste e onde ocorre o despertar do amor.
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Queda das escamas dos olhos de Saul representa o despojamento das cascas ou klippoth sob a macieira.
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Desaparecimento das peles faculta o revestimento pelo traje nupcial da luz da sabedoria transmitida pela inteligência.
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Identidade absoluta une o ato de contemplar ao próprio ser no plano da união nupcial.
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Parábola das núpcias de Mateus 22 expõe a exclusão do homem desprovido do traje correto e incapaz de responder ao Rei.
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Função da parábola aproveita a ambiguidade da visão pós-queda para reservar a contemplação das realidades celestes exclusivamente aos puros.
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Citação de Mateus 13, 35 reitera a abertura da boca em parábolas para publicar os segredos ocultos desde a criação do mundo.
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Advertência de Marcos 4, 11 assevera que aos de fora tudo se apresenta em parábolas para que vendo não vejam e ouvindo não ouçam.
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Tradução precisa do Cântico revela o parto da esposa operado pela mãe sob o signo da dor.
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Valor numérico do termo Schammah totaliza 345, equivalendo ao nome de Deus Onipotente El-Shaddai como agente do despertamento.
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Mobilidade do símbolo define-o como um ser vivo nef nas águas instáveis da manifestação.
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Enraizamento da macieira fixa-se em adamah como representação da inteligência, projetando os frutos e folhagens no plano da beleza.
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Enfatização do vínculo confirma que a beleza reside no interior da inteligência.
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Distinção dos verbos de parto separa o termo chabel, implicado na dor e na coluna da rigidez da inteligência, do vocábulo yalad, ligado à iluminação da sabedoria pela graça.
O Jardim das Nozes e a Triplicidade
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A descida do esposo ao jardim das nozes descrita no Cântico 6, 11 visa à contemplação do florescimento primaveril no interior da vale irrigada.
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Transcrição da passagem apresenta-se como el-ginnath egön yaradethi lir'oth be'ibei hanachal lir'oth hapharchah hagephen henetsu harimonim.
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Equivalência do termo jardim remete ao paraíso do Gênese, constituindo o reino em que o esposo desce para encontrar a Schekinah.
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Simbolismo da noz associa o fruto à inteligência em razão da semelhança anatômica de sua polpa com os lobos cerebrais, agindo a casca como crânio.
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Distinção afasta a inteligência divina de Binah do mero domínio da razão cerebral, situando-a como o cérebro do grande rosto.
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Caráter feminino da inteligência manifesta-se face à sabedoria assim como a lua se reporta ao sol.
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Divisão tripartite da noz distribui o broco exterior para o reino pela propriedade de enegrecer, a casca para a beleza e a polpa interna para la inteligência.
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Correspondência dos reinos da natureza vincula as partes respectivamente aos domínios vegetal, animal e hominal.
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Natureza sacrificial marca a descida do esposo, ao passo que a subida culmina no esmagamento da casca sob o influxo de Geburah e da rigidez.
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Destruição da casca liberta a fertilidade do germe à semelhança da morte do grão e da transição da virgindade para a maternidade.
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Requisito de pureza absoluta na união via ciência Daath assegura a receptividade e a fecundidade da inteligência.
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Reflexo dos três reinos espelha-se nos sacrifícios de Abel com o reino animal, Abraão com o hominal e Melquisedeque com o vegetal.
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Ordenamento dos elementos identifica o pão e o vinho ao cordeiro e este ao próprio Cristo.
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Inversão da ordem aponta o cordeiro como a lâmpada cósmica que confere o ser e ilumina o homem de baixo.
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Revelação do segredo opera-se pelo vinho de valor numérico idêntico ao mistério, sendo a polpa da noz correlata ao pão do Verbo feito carne.
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Relação mútua entre o pão e o vinho reproduz o vínculo existente entre a inteligência e la sabedoria.
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Significação do vale fértil cortado por um torrente evoca o cenário paradisíaco.
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Valor numérico de vale perfaz 88, correspondendo ao produto de quatro por vinte e dois como primeira diferenciação do plano feminino.
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Soma do valor do vale com o montante da noz resulta em 148, equivalente numérico de Pesach ou Pscoa como festa do primavera espiritual.
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Raiz do termo jardim detém o sentido de invólucro materno, guardando afinidade com vocábulos de linhagem indo-europeia e semítica para designar o feminino.
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Escrita da noz sem a letra Vav significa bacia ou taça arredondada, justificando a metáfora do umbigo no Cântico 7, 3.
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Estrutura de três círculos concêntricos desenha uma tripla cerca em cujo centro ergue-se a árvore como cordão umbilical entre o reino e a inteligência.
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Triad dos frutos distribui a noz para a inteligência, a videira para a sabedoria e a romã para a coroa adornada por um diadema superior.
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Adorno de romãs nos capitéis de Boaz e Jaquim acompanha o lírio como símbolo das três luzes supremas.
Os Caracteres do Povo Nobre
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A incerteza dos comentários sobre o Cântico 6, 12 ampara-se nas variantes de Segond, Zadoc Kahn, Vulliaud e Ezra para a frase relativa aos carros do povo generoso.
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Transcrição da passagem apresenta-se como lô yada'thi napheschi samatheni markevoth 'ammi nadiv.
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Função do versículo atua como queda poética articulada à comparação da esposa com uma armada e à tripla cerca.
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Simbolismo dos carros markavoth exprime a força e a potência destinadas ao amparo do povo.
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Sentido do desconhecimento alude ao caráter sacrificial do descenso que anula o racionamento lógico.
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Natureza criadora rege o ato de descer para ver, gerando a fertilidade e a vida primaveril.
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Tema central do Cântico define-se pela alternância entre descida e subida sob o signo da teshubah ou Retorno.
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Associação da expressão terrível como uma armada liga-se diretamente ao plano da inteligência.
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Vetor vertical da força espiritual conduz o reino em direção à inteligência por meio dos carros.
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Encontro dos carros do povo com a carruagem celeste merkava promove a identificação final entre as esferas.
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Vinculação do brotamento floral remete à vida do mundo vindouro sediada na inteligência.
O Retorno da Pacificada
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O clamor quádruplo para o retorno da Sulamita visa à contemplação da pacificada por parte de toda a corte das sephiroth do edifício.
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Transcrição da fórmula apresenta-se como schuvi schuvi haschulamith schuvi schuvi venêtchetséh-bak mah-thêchetsu baschulamith kimechôlath ha-machanayim.
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Comparação da cena evoca a dança de dois acampamentos em face do júbilo do coração.
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Denominação de Sulamita decorre de sua condição de esposa do pacífico Salomão, figura da beleza.
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Iluminação da esposa faculta a sua emersão da obscuridade pelo fulgor emitido pelo esposo.
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Significação da dança abarca a passagem da misericórdia para o baixo, da treva para a luz e da palavra para o silêncio do deserto.
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Caráter do movimento configura a Páscoa espiritual como intercâmbio na unidade do amor.
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Valor numérico do acampamento duplo iguala-se a Pesach no montante de 153.
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Vinculação do termo schuvi consagra a teshubah como o tema único do Cântico dos Cânticos.
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Chamamento da Sulamita almeja a conversão perfeita para assegurar a união na paz e a consequente subida à inteligência.
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Pronúncia da letra Beth como som de duplo fônico manifesta-se nas variações de transcrição do termo.
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Abrangência da raiz estende-se aos conceitos de réintégration, conversão e contrição.
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Conexão da contrição com o esmagamento dita o retorno à inteligência pela via da rigidez.
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Símbolos do lagar místico e do esmagamento dos grãos no almofariz preparam a confecção do pão eucarístico.
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Afinidade do termo mortier vincula o instrumento à experiência da morte.
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Máxima de Mestre Eckhart assevera que o Reino de Deus pertence exclusivamente ao morto perfeito.
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Fixação do Reino de Deus opera-se na junção do reino com a inteligência.
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Inclusão do termo schalom no vocábulo indicativo de perfeição reitera o liame com a paz.
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Contraste do esmagamento da noz opõe a beleza visual exterior ao agrado unitivo da manducação mística.
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Liberação do óleo e do Espírito Santo processa-se unicamente após o rompimento da casca.
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Oração litúrgica celebra a elevação do mundo operada pelos abaixamentos do Filho para outorgar a alegria santa do Espírito.
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Correspondência paulina em Efésios 4, 10 conecta o descenso e o ascenso à plenitude do Pleroma.
A Recapitulação e os Graus do Ser
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O conceito de recapitulação expresso no grego de Efésios 1, 10 encerra a união mútua de todas as coisas sob uma única cabeça, superando a noção jurídica de chefia.
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Tradução da Vulgata sob a fórmula omnia instaurare in Christo exige ultrapassar o raciocínio puramente lógico ou militar.
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Erro da redução do termo instaurar ao vocábulo restaurar prende-se à limitação da teologia da Redenção ao plano do conserto jurídico.
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Propriedade da instauração consiste em fazer brotar o inédito em vez de remendar o antigo.
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Visão do Apocalipse 21, 1 contempla um céu novo e uma terra nova após o desaparecimento das estruturas primeiras e do mar.
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Vinculação do conceito de cabeça reporta-se ao termo hebraico rosch contido na palavra inicial Bereshit.
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Tradução precisa de Bereshit proposta por especialistas verte o termo sob a fórmula En-Tête.
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Elevação do Cristo como anabasis realiza o retorno que congrega a totalidade terrena e celeste na unidade.
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Integração humana processa-se na Imagem do Pai por intermédio da sabedoria como via para o não-manifestado.
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Superação do estado primordial constitui o efeito derradeiro da katabasis e da anabasis.
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Atuação de Cristo-Cabeça afirma-se como a revelação da cabeça incognoscível oculta no Sem-Limite.
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Livro Secreto do Zohar designa a referida operação sob o título de mistério no mistério, fonte de toda vida.
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Estruturação do processo de recapitulação distribui-se em três graus sucessivos de retorno.
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Etapa inicial realiza a réintégration de todas as coisas no interior do Santo Nome do Tetragrama.
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Etapa secundária promove a concentração das três letras derradeiras do nome no interior do Yod inicial.
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Etapa final executa a reintegração do próprio Yod no ponto de seu ápice superior.
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Geração do que está abaixo provém da união entre sabedoria e inteligência figuradas pelo corpo e pela haste do Yod.
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Concentração das realidades inferiores na inteligência prepara o nascimento em direção ao alto rumo ao ápice do Yod.
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Simbolismo do He superior representa a inserção do Vav no interior do Daleth contido na escrita plena do Yod.
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Reintegração do mundo manifestado de valor seis opera-se pela penetração através da porta do Daleth.
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Absorção da dualidade na unidade do Yod eleva o montante ao ternário superior como arquétipo de retorno ao Uno.
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Vinculação das etapas de instauração liga os três graus respectivamente às realidades da alma vital, do espírito psíquico e do espírito puro.
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Distribuição final associa a alma vital ao reino, o espírito psíquico à beleza e o espírito puro à inteligência divina.
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Entrelaçamento mútuo dos três graus processa-se no interior do que se denomina como o oráculo da prudência na inteligência.
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