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ALMA (1)
Pierre Deghaye. La Naissance de Dieu ou la Doctrine de Jacob Boehme. Paris: A. Michel, 1985.
“QUARENTA QUESTÕES SOBRE A ALMA” (1)
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A regeneração da alma significa o seu restabelecimento na plenitude que ela possuía em Adão antes da queda, representando um retorno a si mesmo segundo uma humanidade celestial.
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O homem não é uma entidade absoluta que basta a si mesma.
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A alma humana tem um começo em relação ao seu criador.
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A primeira questão sobre a origem da alma toca o motivo de sua criação no ciclo da manifestação divina.
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Quando o homem se torna si mesmo, é Deus que se manifesta nele segundo a sua majestade.
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Deus criou a alma a partir do seu desejo de possuir uma imagem de si mesmo, um espelho no qual pudesse contemplar a sua própria majestade e manifestar as suas maravilhas.
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Não se pode saber o que provocou o primeiro movimento de Deus para a criação, mas a sua causa final é aparente na teosofia.
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A Divindade, vontade perfeitamente livre e isenta de necessidade, não obedece a nenhum motivo.
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A vontade eterna se converte em desejo, pois Deus deseja possuir uma imagem de si mesmo.
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Na alma humana, Deus se revela a si mesmo ao mesmo tempo que se manifesta à criatura.
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A Divindade primordial chamada Sem-Fundamento (Ungrund) é o Nada, o puro Não-Ser, uma eternidade imóvel sem vida nem movimento, cuja claridade sem brilho não é a luz.
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O Nada do Ungrund não é o Nada da teologia negativa de Mestre Eckhart.
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O movimento da revelação vai do Nada ao Ser, e não do Ser ao Nada.
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A liberdade absoluta não é nem luz nem trevas.
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O repouso do Ungrund não é a verdadeira paz substantiva, e a sua beatitude tranquila não é a alegria que jorra com a vida verdadeira.
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A causa final da criação da alma é o nascimento de Deus a partir do Nada da eternidade imóvel, sendo que, antes da criação da alma humana, a Divindade se dá a si mesma uma alma (natureza eterna, mundo emanado).
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A alma humana é criada à semelhança da alma de Deus.
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O Deus do qual o homem é imagem não é a Deidade pura, mas o Deus emanado, Verbo proferido que se identifica com a alma eterna.
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A alma de Deus é uma esfera, um olho.
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No primeiro começo, o olho de Deus é o desejo de contemplar, um desejo que se torna o motor de todo o ciclo da manifestação, e este desejo se identifica com a imaginação vera.
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A vontade livre era isenta de desejo; o desejo desperta na Divindade no primeiro começo.
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O olho de Deus é o desejo de ver, uma vontade desejosa da eternidade, sendo ao mesmo tempo o espelho que se identifica com a coisa vista.
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O espelho tem uma virtude mágica: pela magia da imaginação, ele cria a realidade cuja imagem dá.
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Passa-se do Nada ao Ser por um jogo de espelhos que se engendram sucessivamente.
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A alma é identificada à natureza, sendo o invólucro sensível do espírito, o sensorium, o órgão que percebe as qualidades sensíveis que constituem a natureza na qual Deus se revela.
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Deus não pode se revelar a não ser sob o aspecto de qualidades ou propriedades sensíveis.
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Deus se reveste da natureza como de um envoltório sensível que o torna cognoscível, palpável.
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A natureza (alma eterna) nasce no tempo em que o espírito dela se reveste, a partir do desejo de Deus.
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Conhecer Deus é vê-lo, senti-lo, apalpá-lo, experimentar a alegria por todos os sentidos.
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A alma eterna se constitui por um ciclo septiforme: o primeiro grau é a aspereza (desejo que se contrai), gerando as trevas e a dureza do desejo figado que anuncia a pedra.
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O desejo, não encontrando objeto fora, contrai-se e torna-se a sua própria matéria.
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A claridade sem brilho do Nada primordial não era ainda a luz; a luz jorrará depois que as trevas tiverem reinado.
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A vida está aprisionada na pedra (morte), e é da morte que a vida vai nascer.
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O desejo se divide em dois movimentos contrários (compressão e fuga), cujo combate gera um turbilhão (terceiro grau) simbolizado pela roda da angústia, que é o martírio universal e o arquétipo do inferno.
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O desejo torna-se um aguilhão furioso que tenta furar o muro da prisão para recuperar a liberdade da vontade primeira.
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A roda da angústia, que gira loucamente, imobiliza-se no quarto grau e faz aparecer todas as cores (arco-íris) e a cruz.
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O fundo da natureza eterna é um lugar de suplício, o arquétipo do inferno, identificado à cólera de Deus (fogo devorador).
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O relâmpago (quarto grau) rasga as trevas: o fogo obscuro dá nascimento ao fogo luminoso, a vida jorra da morte, a roda da angústia se fixa e faz aparecer todas as virtudes das quais serão constituídos os seres vindouros.
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O fogo não aceso é o fogo cativo da pedra, o seu túmulo.
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O relâmpago é primeiro o símbolo da cólera, mas é aqui que se produz a peripécia.
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A roda da angústia imobilizada torna-se um arco-íris (totalidade das cores da obra alquímica) e aparece dividida pela cruz.
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A alma (universal e humana) nasce na cruz, símbolo da dor e da liberdade reconquistada, sendo que a crucificação está na origem da humanidade (Adão foi criado na sexta hora).
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O fundo do qual a alma procede é o mistério do Pai.
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O Pai é Deus movido pelo desejo na aspereza, a cólera que se gera no desejo, identificando-se ao demônio.
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Os três primeiros graus formam o primeiro princípio (mundo da cólera, inferno), apropriado ao Pai.
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O segundo princípio é o Filho (luz e amor, som e palavra).
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O sétimo grau é o corpo espiritual (corpo de luz, elemento puro) onde os seis outros estão reunidos e as trevas são contidas latentes.
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A alma universal plenamente constituída pelo ciclo septiforme culmina na primeira criação (os anjos), cuja carne é o elemento puro habitado pela Sabedoria.
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Lúcifer, o mais belo dos anjos, quis nascer uma segunda vez por si mesmo, atiçando o fogo primordial latente em seu corpo de luz.
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O corpo de Lúcifer, que era o universo anterior ao nosso, se incendeia e é arruinado.
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Nosso mundo (terceiro princípio) será criado em reparação, tendo a dualidade dos dois primeiros como sinal de maldição e possibilidade de salvação.
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A natureza da alma: na pessoa de Adão, a natureza se exteriorizou, ele tinha um corpo celestial (radiante) e um corpo exterior (terrestre), sendo que antes da queda os dois eram um como o ferro em brasa.
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Adão não conhecia seu corpo terrestre antes da queda, e a vida divina era manifesta nele, mas ele não o sabia (não conhecia o mal).
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A luz só pode jorrar nas trevas, e não se conhece a luz sem as trevas.
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Após o pecado, a Sabedoria abandona Adão; seu corpo terrestre aparece em sua nudez terrificante.
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A natureza representada pelo corpo terrestre é uma soma de qualidades sensíveis que permitem conhecer por analogia as coisas divinas (teologia simbólica e concreta).
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O corpo terrestre é o espelho da alma, e o sol sensível é o símbolo do sol inteligível.
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A manifestação divina procede de dentro para fora, mas o homem de desejo deve ir de fora para dentro, partindo do visível.
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A dualidade que rege toda a vida neste mundo (adversidade, discórdia universal) está na própria alma, que é ao mesmo tempo fogo e água, noite e dia radioso.
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A alma é um fogo: distingue-se entre um fogo sombrio (corpo terrestre, alma endurecida, morada do demônio, inferno) e um fogo luminoso (espírito da alma, paraíso).
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O homem foi criado à imagem do Deus de amor e à semelhança da cólera.
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A unidade de Deus, indivisível na eternidade imóvel, aparece dividida quando se pensa Deus em relação à criação.
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O mal é o isolamento de cada qualidade que tende a se pôr como absoluta.
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O Deus que se revela é um Deus cuja vontade se divide (Schiedlichkeit), e a fonte do mal está nessa divisão.
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O olho de Deus é duplo (dois olhos adossados como um arco-íris): o olho direito significa a luz (misericórdia) e o olho esquerdo a cólera (justiça, inferno).
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A alma é criada à imagem do Ternarius Sanctus (espírito triplo segundo os três princípios).
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O Cristo do Juízo tem um olho infernal (olho esquerdo).
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A cruz tem dois braços (os dois princípios: Pai-cólera e Filho-luz-amor) e é o símbolo perfeito da manifestação divina na alma.
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O pecado de Adão foi cometido no espírito, pela imaginação e pelo desejo, antes mesmo de comer o fruto material, durante um sono de quarenta dias (totalidade da sua estada no paraíso).
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O homem será para a eternidade o fruto da sua imaginação.
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Adão tornou-se prisioneiro do seu desejo no sono; a magia do sonho produziu em seus pensamentos a imagem do seu corpo vil.
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Eva foi extraída do corpo de Adão durante o sono, nascendo da visão que Adão teve de seu próprio corpo terrestre.
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Eva representa a metade da cruz (a totalidade da alma quebrada); com o nascimento de Eva, a Sabedoria abandonou Adão, e ele perdeu o seu corpo de anjo (o paraíso).
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Eva não é a Sabedoria.
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Adão teria devido se reproduzir segundo a sua humanidade celestial, mas gerou Eva segundo a imagem do corpo terrestre contemplado em sonho (impotência do homem incapaz de proceder segundo o espírito).
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Cristo é o filho que Adão deveria ter gerado.
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A semente da mulher (Gênesis 3:15) é a Virgem celestial, a Sabedoria, que foi depositada no seio de Eva pela voz de Deus após a queda, mas como uma promessa que só será manifestada em Maria.
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A Sabedoria era em Adão o espírito da alma; após a queda, ela fica cativa na prisão do corpo terrestre da descendência de Eva.
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Maria nasce como simples filha de Eva, mas a humanidade celestial será restabelecida em seu seio por uma segunda nascença, através da bênção do anjo.
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No seio de Maria, a Sabedoria frutificará novamente e irradiará no corpo celestial de Cristo.
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A alma separada do espírito é um fogo tenebroso que se concentra em si mesmo e se devora (fogo devorante, cólera, turba), enquanto o espírito da alma unido a ela produz um corpo celestial (fogo de amor que não consome).
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O verdadeiro fogo é a luz, que jorra na água (fé, batismo) como uma chama alimentada por um óleo perpétuo (vida imperecível).
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A tintura é o motor do crescimento espiritual que faz viver segundo a verdadeira vida (expansão e elevação).
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A alma pode tornar-se como deuses (salvação) ou transformar-se em demônios (perdição).
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