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estudos:forma-e-numero-dos-anjos

FORMA E NÚMERO DOS ANJOS

Filosofia

Archibald Joseph Macintyre

Excertos do livro “Os Anjos, uma Realidade Admirável”. Edições Louva-a-Deus, 1986.

Santo Tomás na Questão L, artigo III da Suma Teológica, após esclarecer a controvérsia entre os que achavam que o número de Anjos deve ser pequeno e os que pensavam o contrário, concluiu:

— “Deve-se admitir portanto, que também os Anjos, como substâncias imateriais, existem em imensa multidão, superior mesmo, a toda multidão material” (Art. III).

A razão disto é que, sendo a perfeição do universo uma consequência do plano de amor de Deus na criação das coisas, quanto mais grandiosos e perfeitos forem os seres, com tanto maior prodigalidade devem ter sido por Ele criados. Porém, para os corpos, a grandiosidade se aprecia pela magnitude dos mesmos, enquanto no caso de seres incorpóreos, só pode ser apreciada pela multitude, isto é, pela multidão desses seres espirituais, individuais e pessoais.

No caso dos Anjos, não se pode à rigor falar em número, no mesmo sentido de quantidade discreta causada pela divisão do contínuo em partes. Para a quantidade, trata-se do número causado pela distinção entre as formas, enquanto a multidão pertence ao conceito filosófico dos “transcendentais”.

Aristóteles acreditava que a movimentação dos astros era realizada por espíritos celestes, e concluía que o número destes deveria ser pequeno, uma vez que supunha pequeno o número dos astros. Santo Tomás ao contrário, mostra que as substâncias separadas, isto é os espíritos celestes, não existem por causa das substâncias corpóreas, para proporcionarem movimento às mesmas, pois o fim sendo mais nobre que os meios, Deus não criaria seres dotados de extraordinárias perfeições para servirem como simples agentes motores.

A multiplicidade dos Anjos não é fundada na matéria nem nos corpos materiais sobre os quais os Anjos têm poder para atuar, mas é fundada na sabedoria divina que houve por bem dar existência às diversas ordens de substâncias espirituais, para promoverem sua glória extrínseca e de realizarem sua vontade.

Em vários trechos da Sagrada Escritura, vemos referências à inumerável multidão dos Anjos, naturalmente com o estilo de comunicação e expressão literária próprias dos autores da época, mas deixando perfeitamente claro o pensamento do autor quanto à impossibilidade de se saber o número dos mesmo.

No Livro do profeta Daniel (7,10), lemos:

— “Milhares de milhares O serviam e mil milhões a Ele assistiam”. No Apocalipse (5,11): — “Vi e ouvi de muitos Anjos em redor do trono dos vivos e dos anciãos, em número de miríades e de milhares de milhares”.

Na epístola de São Paulo aos Hebreus (12,22): — “Porém, vós haveis chegado ao monte Sião, à cidade de Deus Vivo, à Jerusalém celestial e aos miríades de Anjos”.

Em São Lucas (2,13), lemos na narrativa da Anunciação do Anjo aos pastores de que havia nascido o Salvador. — “Nesse momento se juntou ao Anjo uma multidão do exército celestial que louvava a Deus…”

São Mateus narra (26,53), que Jesus dirigindo-se a Pedro no Jardim das Oliveiras quando os soldados e as turbas O vieram prender, disse: — “Não crês que posso pedir a meu Pai, que me enviaria imediatamente doze legiões de Anjos?”

São Roberto Belarmino S.J. (1542-1621), o grande teólogo, Doutor da Igreja, encarregado por Gregório IV de rever a Vulgata (Bíblia) e considerado o maior contraversista de seu tempo, escreveu:

— “É inumerável a multidão dos Anjos designados para a guarda dos homens.”

— “Devemos pois crer, que Deus, por sua sabedoria e poder, criou inumeráveis Anjos” (Concílio de Trento, 1 art. Símbolo n? 17, p. 1? Cap. 2, a). Especular sobre qual seja o número dos Anjos, representa pois, pura perda de tempo e pesquisa totalmente estéril. Em suma, se os Anjos são inumeráveis, não podem evidentemente ser contados.

Não vale a pena conjecturar como fizeram Santo Hilário, Santo Ambrósio de Milão, Santo Agostinho e outros, que, da parábola da ovelha perdida dentre 100, imaginaram que a ovelha perdida representa o homem, e as 99 outras, os Anjos, e que a proporção de Anjos para os homens que se salvam, seria de 99 para um.

Alguns santos tiveram o privilégio de visões de miríades de seres angélicos, conforme se lê por exemplo, nas vidas de Santa Francisca Romana e da bem-aventurada Angela de Foligno (ver Capítulo 22).

Toufy Fahd

Excertos de Génies, anges et démons

Les sept cieux sont peuplés d'anges de diverses formes. Une tradition, attribuée à Ibn 'Abbâs (m. 69/689), les décrit et nomme ceux parmi eux qui leur sont préposés :

CieuxFormes

Ciel inférieur|Bovins|Ismâ'îl

IIe ciel|Vautours|Mîkhâ'îl

IIIe ciel|Aigles|Çâ'diyâ'îl

IVe ciel|Chevaux|Çalçâ'îl

Ve ciel|Houris|Kalkâ'îl

VIe ciel|Enfants|Samhâ'îl

VIIe ciel|Hommes|Rûbâ'îl||

Au-delà des sept cieux, dans les espaces infinis où se succèdent les Voiles (hujub), d'innombrables anges glorifient Dieu dans des langues diverses; (leurs voix) retentissent tel le fracas du tonnerre.

« Nul ne connaît l'armée de ton Seigneur que Lui-même », proclame le Coran (74, 33) qui précise que Dieu « fit les anges des messagers ayant deux, trois et quatre ailes » (35, 1). Leur nombre est impressionnant. Selon une parole attribuée au Prophète, « le ciel craqua et à juste titre; car, il n'y est pas le moindre espace qui ne soit occupé par un ange à genoux ou prosterné ». Cette affirmation est suivie d'un raisonnement de Qazwînî (p. 55) démontrant qu'il est impensable que la Sagesse du Créateur ait laissé vides ces nobles espaces célestes, alors qu'elle peupla les profondeurs des mers sombres et saumâtres de toutes sortes d'animaux, les espaces transparents des airs de toutes sortes d'oiseaux qui y nagent comme les poissons dans l'eau, les déserts arides, les fourrés marécageux et les montagnes fermes et immobiles de bêtes féroces et les couches obscures de la terre de toutes sortes de reptiles et d'insectes. Certains vont jusqu'à dire que « les espèces d'animaux, se trouvant dans le monde sublunaire, représentent les images des créatures des corps célestes, de la même manière que les dessins et les images tracés sur les murs représentent les animaux en chair et en os ».

Comme les espaces célestes, la terre elle-même est remplie d'anges. Il n'y a point d'atome dans l'univers qui ne soit confié à un ou à plusieurs anges; pas une goutte d'eau ne tombe du ciel sans qu'un ange descende avec elle et la dépose à l'endroit qui lui est destiné par Dieu. S'il en est ainsi des atomes et des gouttes d'eau, que dire alors des Corps célestes, de l'air, des nuages, des vents, des pluies, des montagnes, des déserts, des mers, des sources, des fleuves, des minéraux, des végétaux, des animaux! En somme, c'est par les anges que s'accomplissent l'ordre dans l'univers et la finalité des choses existantes (Qazwînî, 55).

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