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HOMEM PRIMORDIAL E SUA QUEDA
FAIVRE, A. Eckartshausen et la théosophie chrétienne. Paris: C. Klincksieck, 1969.
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A criação do homem e do mundo sensível foi realizada por Deus com o desejo de fazer o ordenamento reinar a partir do caos ocasionado pela queda de Lúcifer.
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A criação de Adam constitui uma prova suplementar do Bem em Deus.
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A antropologia de Eckartshausen fundamenta—se na justificativa, explicação e localização desse acontecimento no cenário mítico delineado pelo estudo dos Espíritos emanados.
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O surgimento do homem tinha por objetivo substituir o anjo e reparar a desordem provocada pela queda do espírito prevaricador.
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O estado primitivo apresentava uma superioridade imensa em relação à condição da humanidade atual.
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A união íntima com a Sabedoria Divina caracterizava a existência humana inicial.
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A criação à imagem de Deus e a destinação a uma felicidade semelhante à divina posicionavam o homem como a mais alta criação do mundo.
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A liberdade humana consistia na escolha entre permanecer ligado à Unidade ou se afastar dela.
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O ser humano figurava como a obra—prima da criação e o compêndio de toda a natureza, participando de tudo o que se encontrava no grande mundo.
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A designação de pequeno mundo ou microcosmo foi atribuída pelos Sábios devido a essa característica integradora.
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A destinação do homem para reinar sobre a matéria é reafirmada na obra popular de orações intitulada Deus é o amor mais puro.
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A ocupação do lugar deixado vago pelo anjo prevaricador competia a Adam, com a diferença de que o Mal não havia surgido na criação de Lúcifer, mas já existia quando da criação do homem, colocado desde o início entre o Bem e o Mal.
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O homem possuía um corpo, mas permanecia isento de pecado.
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A constituição desse corpo imortal, de natureza etérica e jeziráptica, provinha da energia concentrada da luz e dos elementos, antes do surgimento da maldição.
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O fogo, a luz e a água mais sutis compunham a estrutura física original.
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A nutrição desse corpo adâmico deveria ocorrer apenas por alimentos incorruptíveis, possuindo ouvidos para os sons harmoniosos do mundo dos Espíritos e olhos para contemplá—lo.
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A composição corpórea totalizava três partes de luz para uma parte de matéria.
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O reino da ordem e da harmonia estendia—se desde o mais alto Serafim até o mais baixo verme.
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O usufruto de todos os privilégios de um espírito puro pertencia a Adam, que trajava um invólucro imortal livre da morte.
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A habitação no Éden, o paraíso das alegrias, proporcionava o sustento por meio dos frutos da felicidade.
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O jardim do Éden situava—se na terra, enquanto o paraíso localizava—se simultaneamente no céu e no jardim do Éden.
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A ligação do interior do primeiro homem dava—se com o divino, e o exterior conectava—se à terra.
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A penetração de uma energia celeste no exterior assemelhava—se ao ferro levado ao estado incandescente pelo fogo.
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A posição de Adam como rei do universo estabelecia um ponto central sobre tudo o que era terrestre, controlando a periferia do círculo do sensível.
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A dignidade da destinação humana mostra—se insuperável, cabendo a Adam, como lâmpada de Deus, o esforço de reconduzir o exterior para o interior e o sensível para a Unidade.
O ser humano constitui uma ideia e um pensamento de Deus, configurando—se como a mais bela letra da criação portadora do caráter da divindade.-
O interior revela os traços do Verbo pronunciado pela Unidade.
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O pensamento, a vontade e a ação convertiam o homem em pensamento, verbo, escrita e tipo do ser primordial, que é Deus.
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A alma humana é definida repetidamente como um pensamento de Deus por Eckartshausen, em alinhamento com a perspectiva de Saint—Martin.
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A dignidade primeira elevava o homem à condição de Verbo de Deus, onde o interior equivalia ao exterior em verdade e espírito.
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A condição de criatura intermediária permitia a ligação do mundo espiritual ao mundo sensível.
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O retorno de tudo à Unidade representava o primeiro símbolo do Sábado.
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A manifestação de Deus, da Sabedoria e do homem assemelhava—se a três luzes brotando de uma chama única.
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O Ternário operava no próprio homem, dividindo Adam em inteligente, moral e ativo.
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A função de órgão da divindade exigia a atuação no múltiplo segundo as leis da Unidade.
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A destinação como expressão divina consistia em imitar e representar a verdade e a pureza da imagem primordial mais perfeita.
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A missão de Adam, investido como sacerdote da divindade com o conhecimento da ordem das coisas, resumia—se a recolocá—las no lugar originário.
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O ordenamento do homem provém de Deus, associando—se os termos ordinatio e ordinare à palavra ordem.
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A reparação da desordem introduzida no Universo e nas moradas do Pai configurava o dever de Adam, considerado organum Dei, reflexo divino, substância metafísica e rei da natureza.
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A denominação de Sacerdotes ou detentores dos mistérios sagrados foi dada aos primeiros homens que conferiram forma simbólica à verdade da destinação e origem humanas.
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A ciência dos hieróglifos origina—se desses sacerdotes primordiais ou Urpriester.
A vivência no Éden caracterizava—se pela total ausência de Mal para o homem, cuja felicidade consistia na contemplação e participação na energia originária divina.-
O posicionamento do homem situava—se acima de todo o corpóreo, extraindo força da energia primordial.
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A vontade exercia o papel de médium entre o Criador e a criatura, permitindo a penetração do conhecimento divino em Adam.
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A imersão em uma força magnética condizente com a perfeição original acabou perdida após a queda, sendo recuperada apenas de modo gradual.
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A residência desse rei da criação fixava—se no Éden, espaço destinado à contemplação e não ao gozo.
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A condição de homem—espírito outorgava—lhe a posse da língua de luz, por meio da qual pronunciava o Nome da divindade.
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Os Elohim, definidos como emanações diretas da divindade ou ideias de luz, instruíam o homem na contemplação das verdades divinas.
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O restabelecimento da contemplação face a face ocorrerá quando o homem atual se mostrar novamente apto a receber essas emanações.
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A comunicação do Nome de Deus ou das propriedades da Unidade era realizada aos homens pelos Elohim, os espíritos intelectuais da luz, como em um reflexo.
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A liberdade de Adam, análoga à de Lúcifer, colocava—o diante de uma escolha fundamental.
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A clareza da luz tornava tudo imortal no mundo paradisíaco criado a partir do caos, sob o preenchimento da Sabedoria Divina.
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A existência de uma árvore ou extensão no centro do Universo mantinha a mistura entre luz e trevas, abrigando os frutos da morte e contendo o Bem e o Mal.
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A faculdade de escolher entre ambos definia a liberdade humana, cuja falha poderia retirar o poder e projetar os descendentes na miséria e na morte.
As alusões ao andrógino primitivo manifestam—se na obra de Eckartshausen principalmente durante os últimos anos de existência do autor.-
A presença prévia dessa concepção era frequente nas leituras e citações de autores realizadas pelo teósofo.
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A união entre homem e mulher em um único ser antes da queda é descrita no livro póstumo Os mistérios mais importantes da religião.
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A ausência de separação em duas partes distintas marcava o estado original.
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A reunião do fogo e da luz, da força e da fraqueza, ocorria em um indivíduo único.
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O prazer carnal permanecia desconhecido para o homem.
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A repetição quase literal dessa ideia surge no livro póstumo Das forças mágicas da Natureza, acrescentando que a razão humana ou luz constituía a Eva originária.
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A redação de ambas as obras ocorreu pouco antes do falecimento do autor, conforme indicado em sua biografia.
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A abordagem de um sistema de reprodução adâmica por emanação espiritual já constava em 1796 no segundo volume dos Hieróglifos mais importantes para o Coração humano.
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A criação de Eva é explicada pelo surgimento em Adam do desejo de se reproduzir de maneira animal, sendo ele, antes do sono, uma virgem masculina e angélica.
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A aplicação do termo andrógino por Eckartshausen estende—se de modo voluntário à descrição da própria constituição da matéria.
A queda de Lúcifer antecedeu o declínio de Adam, motivado pelo desejo do primeiro homem de desfrutar do fruto da árvore da mistura.-
A criação humana realizou—se a partir da substância do elemento puro e sofânico da residência divina.
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A composição da mistura envolvia um princípio bom ou incorruptível e um princípio mau ou corruptível.
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A dificuldade em conceber a árvore do Bem e do Mal é reconhecida, mas o teósofo propõe fornecer uma explicação.
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A árvore constituía o produto da matéria caótica cuja natureza já havia sido exposta.
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A destrutibilidade sobrepujava a indestrutibilidade na composição dessa matéria.
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O usufruto prematuro do fruto ameaçava envolver Adam em uma forma material sujeita à morte, provocando sua queda entre os elementos que antes dominava.
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A consciência de que a vontade humana se encontrava unida à divina e assim deveria permanecer gerou a árvore da vida e a árvore do Bem e do Mal no centro do paraíso, entre os princípios internos e externos.
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A proibição de provar o fruto sinalizava a interdição de misturar os princípios do interior com os do exterior ou do mundo dos sentidos.
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A árvore de ciência funcionava sob a ação do órgão do espírito misto, simultaneamente sensual e espiritual.
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A estipulação de uma época determinada previa a supressão do elemento contrário pelo órgão espiritual.
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O período de provação submetia Adam a um tempo após o qual restaria apenas a árvore da vida como órgão do Espírito divino.
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O adormecimento da parte inteligente do homem foi provocado pela propriedade do fruto da árvore de ciência, resultando na vitória do aspecto sensual e animal.
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A natureza animal manifesta—se por três características fundamentais: amor—próprio, honra—própria e prazer—próprio.
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As depravações decorrentes dessas raízes existiam somente em potência no primeiro homem, tornando—se em ato sob o efeito do fruto.
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A criação de um mundo dominado pelo homem ocorreu simultaneamente à queda dos anjos, que gerou o caos pelo estreitamento da matéria etérica.
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O princípio de corrupção residia exatamente no centro desse mundo, contrapondo—se ao princípio incorruptível do centro do mundo etérico.
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A espera pelo triunfo do princípio incorruptível ou árvore da vida sobre o corruptível era necessária antes de se provar o fruto da árvore do Bem e do Mal.
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A unificação dos dois centros do mundo etérico e material representava a condição dessa espera, fixada numa duração de quarenta dias.
A condução dos primeiros pais em direção à árvore foi realizada pelo Espírito da Serpente, culminando no surgimento do primeiro desejo humano concebido fora de Deus.-
A afirmação da Serpente indicava que os humanos conheciam apenas o Bem.
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O extravio de Adam decorreu de sua razão, associada à luz ou à Eva originária, gerando o desejo e o sono subsequente.
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A unidade imperava até então entre a razão e a vontade, Deus e o homem, o homem e a mulher.
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A primeira divisão resultou diretamente desse desvio adâmico.
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A separação entre fogo e luz, força e fraqueza, estabeleceu de um lado o homem e de outro a mulher.
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A queda descrita configurou um evento de ordem interior, seguido necessariamente por uma queda exterior devido à nova organização de Adam e Eva para provar os frutos da perdição.
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O retorno da Serpente trouxe o argumento de que ambos passavam a estar melhor organizados para se igualarem à divindade na ciência do Bem e do Mal, recebendo também a impressão deste último, embora o ser deles permanecesse elevado por se nutrir da luz.
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O convite para provar uma comida mista visava introduzir o conhecimento tanto da luz quanto das trevas, ensinando a distinção entre o Bem e o Mal.
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A árvore apresentada continha o princípio físico da luz e o das trevas.
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A ingestão do fruto operaria a transformação dos humanos em seres totalmente distintos.
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A natureza real da árvore e do fruto é defendida por Eckartshausen, apontando que as energias centrais das trevas superavam o princípio de luz em sua composição.
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A expulsão do Paraíso visou impedir que Adam provasse a árvore da vida, o que provocaria sua união indissociável ao corpo material, transformando—no em um animal imortal imune aos sofrimentos.
O aprisionamento pelos sentidos e o apego à matéria substituíram o reinado do homem, evidenciando que a transgressão não se limitou ao pecado de orgulho.-
A cegueira pelo brilho enganoso dos sentidos desviou Adam de sua função.
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A atuação dos sentidos é muito enfatizada por Eckartshausen no processo da queda.
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A queda humana iniciou—se na vontade, seguida pela imaginação que concebeu a nostalgia da árvore do conhecimento.
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A curiosidade marcou o início da falta, evoluindo para o desejo que inspirou a troca temporária do corpo de luz por um corpo material para desfrutar do sensível.
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O extravio da vontade masculina deu—se pela Eva da razão, consumando—se a separação de Deus mediante o desfrute material do fruto.
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A tentativa do Serpente contra Adam foi motivada por inveja.
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O orgulho exerceu influência reconhecida nessa prevaricação.
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O infortúnio humano decorre do rebaixamento em direção às coisas mistas e da passagem do espiritual para o material, pelo esquecimento da lei em favor do brilho dos sentidos.
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A razão orgulhosa tornou—se vítima do erro.
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A queda no corpóreo resultou do mau uso da liberdade por Adam.
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A perda do lugar no seio da luz decorreu da própria vontade humana.
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A queda operou—se por meio da Versinnlichung, visto que o fruto exigia órgãos sensíveis e a descida na materialidade para ser provado.
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As tradições dos Sábios e os ensinamentos secretos dos mistérios alegóricos da Antiguidade transmitem que os sentidos geram os erros e males, tendo o homem caído na Sinnlichkeit pelo amor imoderado a si e ao mundo, quando sua destinação era fruir os bens do espírito.
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O desfrute dessa Sinnlichkeit era impossível para o homem enquanto espírito, devido à existência de duas árvores muito distintas.
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As raízes da primeira árvore consistiam na razão mais pura, tendo por folhagem a vontade mais pura e por frutos as ações mais puras.
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As raízes da segunda árvore baseavam—se na multiplicidade, apresentando o exterior como folhagem e o material como fruto.
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A triplicidade da queda manifestou—se primeiro pela inteligência ou Verstand quando o homem se voltou para la multiplicidade.
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A aceleração do declínio deu—se pelo amor imoderado voltado à Sinnlichkeit.
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O crescimento das raízes da árvore de ciência fez a vontade buscar o exterior, afastando a quentura divina do coração e cobrindo a árvore do Bem e do Mal de folhas e frutos.
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O apagar do ser divino e o revestimento por um corpo animal completaram—se quando Adam buscou os prazeres materiais.
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O consumo do fruto ocorreu no momento em que a árvore do Bem e do Mal frutificou, gerando a queda.
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A distinção necessária separa a queda pelo orgulho, típica de Lúcifer, da queda pelos sentidos, característica de Adam.
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A Selbstheit constitui o elemento central em ambos os episódios de queda.
A centralidade material na origem da queda aproxima o pensamento de Eckartshausen das perspectivas de Saint—Martin e de Jacob Böhme.-
O pecado originário é definido pelo teósofo como um deslocamento dos pontos fundamentais da luz, implicando sua perda.
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A transgressão consistiu igualmente no abandono dos produtos puros do infinito em benefício do mundo finito.
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A busca no próprio interior por aquilo que ali não poderia ser localizado caracterizou o erro humano.
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A reprodução desse comportamento permanece na atualidade, onde o ser humano nada sabe por si mesmo e esquece que o Bem provém apenas de Deus ao ceder à tentação da árvore de ciência.
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A busca pela ordem fora de Deus constitui o cerne do erro.
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A compreensão da ciência dos números ou aritmosofia do autor exige o exame prévio dessas ideias cosmogônicas e escatológicas.
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A complementação da cosmogonia depende da apresentação das consequências do crime narrado.
As terríveis consequências do pecado original alteraram profundamente a constituição humana, transformando o corpo de luz em carne e osso.-
A criação do homem como ser livre garantiu—lhe o controle sobre o próprio destino.
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O envenenamento adâmico refugiou o ser imortal no interior da pessoa, cobrindo o aspecto exterior com um elemento mortal.
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A imortalidade, a felicidade e a vida desapareceram devido a esse processo.
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A materialização da estrutura corporal é descrita pela concentração do elemento etérico.
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O obscurecimento do corpo orgânico de luz forçou a matéria a se contrair, tornando o corpo materializado e divisível.
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A energia luminosa presente em Adam sofreu uma espécie de morte, resultando na perda da Sabedoria que iluminava a razão e na escravidão aos elementos.
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A proporção da substância humana inverteu—se de três partes de luz e uma de matéria para três partes de matéria e uma de luz.
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A substituição da forte energia adâmica por ossos marcou a transformação do corpo celeste em carne e sangue.
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A passagem do mundo da Anschaulichkeit para uma região de fenômenos sucessivos e substância composta aprisionou o homem no tempo.
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A sujeição estendeu—se também ao espaço.
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A percepção da nudez, a exposição ao frio, ao calor e à morte assemelharam o homem a um ferro incandescente em resfriamento, perdendo a visão da extensão de seu domínio.
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A nudez de Adam no Paraíso antes da queda significava a ausência de carne.
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Os termos Ghazam e Gharom indicam a energia não recoberta por carne, distinguindo a pureza original da nudez posterior diante dos elementos.
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A contração do elemento de luz reduziu—no a uma pequena centelha, submetendo o homem à lei da justiça e da natureza material.
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A dominação outrora exercida pela potência do espírito sobre os quatro elementos foi desfeita.
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A denominação de substância de doença é atribuída por Eckartshausen a essa matérialização e ruptura de equilíbrio.
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A quebra do relacionamento entre a vontade e o espírito permitiu ao desejo vencer a razão, separando a forma de atuação do espírito da matéria onde agia a vontade.
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O termo maldição é empregado para designar essa materialização do que era espiritual e imortal.
O ocultamento profundo do reflexo divino ou substância metafísica é sintetizado pelo autor por meio de um quadro de correspondências relacionando Deus, Homem e Natureza.-
A estrutura original estabelece a relação onde Deus corresponde à Energia (Kraft), o Homem atua como Órgão e a Natureza representa a Forma.
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A tentativa da vontade humana de se fazer energia para usurpar o lugar de Deus alterou a função do Órgão, que deveria agir sobre a natureza (Forma).
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A submissão à forma ou natureza converteu o Órgão em Forma, invertendo as posições.
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A transformação converteu o fim em meio e o meio em fim.
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A dominação da forma permitiu ao elemento mortal recobrir o ser imortal, triunfando a matéria sobre o reflexo divino.
A eliminação da androginia adâmica representou um resultado imediato da falta original, caindo as criações espirituais sob as amarras da matéria.-
A formação de Eva ocorreu durante o sono de Adam como energia de sua energia corrompida, decorrente do desejo animal de reprodução já concebido.
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A projeção de uma imagem pela imaginação do primeiro homem plasmou a forma de Eva, assemelhando—se ao processo materno de impressão de marcas no feto.
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A condição de virgem masculina ou männliche Jungfrau impedia Adam de parir Eva, que acabou moldada a partir do corpo dele durante o sono em que se desfez a forma angélica.
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A interrupção abrupta atingiu as criações de Adam, descritas como puramente espirituais até aquele momento.
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O desvanecimento da capacidade criadora consumou—se nas cadeias da matéria, identificadas com o ser animal da mulher.
O declínio humano alterou a vontade e gerou uma dualidade capaz de acolher simultaneamente o Bem e o Mal.-
A participação humana no Mal ocorreu sem que o homem fosse o autor original deste, que teve início no primeiro anjo.
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A alteração da vontade foi a consequência direta de a queda ter ocorrido por meio dela.
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A necessidade de morrer para a natureza atual para renascer na árvore da vida é ilustrada pela imagem de um galho transplantado que vive da vida da árvore enxertada.
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A capacidade de receber tanto o Bem quanto o Mal define a atual natureza dupla do ser humano.
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O Bem alcança a humanidade em todo o seu esplendor sob a forma de luz intelectual, malgrado o invólucro grosseiro e a sujeição ao tempo.
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A permanência do Éden é afirmada, embora se encontre atualmente coberto por espinhos e cardos.
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A atração da razão em direção à unidade coexiste com o afastamento provocado pelos sentidos.
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O movimento giratório que impede o retorno à unidade central assemelha—se ao movimento da terra ao redor do sol, resultante da gravidade e da atração.
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A perda da energia central da razão pura causou o extravio do homem na periferia.
A desfiguração do caráter da língua divina e a ruptura da harmonia entre o divino, o espiritual e o físico constituem marcas do estado atual.-
A inversão da direção dos olhares humanos passou a ocorrer em sentido contrário ao original, que ia do levante ao poente e do meio—dia à meia—noite.
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A separação entre o pensamento e o Verbo quebrou a harmonia que unificava o interior e o exterior.
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A cognição da inteligência passou a depender de formas e imagens, abandonando o antigo conhecimento por ideias originárias da luz.
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A recepção de raios oblíquos de luz pelas imagens guiava a razão, reconhecendo—se as coisas em ângulo oblíquo por refração e não pelo influxo direto da divindade.
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O obscurecimento da linguagem original deu origem a todos os idiomas atuais.
A admissão de uma segunda queda humana alinha Eckartshausen às perspectivas de Saint—Martin, Baader e Joseph de Maistre.-
A execução do pecado original em duas etapas compreendia a perda da forma angélica e o usufruto do fruto do Bem e do Mal.
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A degradação do estado humano acentuou—se desde o início da história.
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A Truth foi desfigurada no momento em que olhos não iniciados olharam para o santuário.
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A tentativa de homens sacrílegos de conquistar pelas próprias forças o que era destinado aos homens de Bem substituiu a busca pela humildade de espírito.
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O recobrimento dos altos mistérios por um véu visou garantir a segurança dos Sages.
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A aproximação das portas do Santuário exige timidez e modéstia, repelindo a mão da divindade os impios.
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A linguagem dos Eclaircissements sur la Magie anuncia as bases da obra La Nuée sur le Sanctuaire, publicada dez anos depois.
A atuação dos Elohim junto aos homens tendeu a persistir no início da história, dividindo—se a humanidade em dois partidos logo após a queda.-
A necessidade de educação e cultura ou Kultur manifestou—se desde o primeiro instante da existência humana.
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A manutenção de relações entre os primeiros homens e os Elohim é atestada pelas tradições mais antigas, sem clareza se aplicável ao primeiro Adam andrógino ou às gerações materiais.
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O emprego dos termos educação e cultura pelo teósofo pode ter ocorrido em sentido figurado, aplicando—se ao homem de antes da queda.
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A instrução pelos Elohim tornou—se difícil pelo surgimento de dois partidos pós—queda, permanecendo um fiel ao interior e o outro separando—o do exterior.
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A alusão a Abel e Caim liga—se à ideia de degradação que conduziu à idolatria e se propagou até o dilúvio.
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A divisão em duas classes de homens persistiu após o dilúvio.
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A edificação da torre de Babel caracterizou um grupo, enquanto outro, incluindo Abraham, selou aliança com a Unidade.
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O ensinamento do Christ focou—se na união do interior e do exterior, persistindo os partidários de Babel espalhados pelo mundo.
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A separação dos Eleitos — os que unem o interior e o exterior — assemelha—se a ovelhas em região selvagem desde o início da história.
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A destruição da torre de Babel é aguardada pelos Eleitos junto ao pastor que os reunirá.
O caráter hereditário do pecado original manifesta—se pelo nascimento para uma vida natural focada no amor ao mundo e a si mesmo.-
A transmissão aos descendentes abrange todo o mal absorvido pelo hábito.
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A localização da verdade na renascença depende da Revelação, sendo inacessível pelo entendimento isolado que compreende apenas o sensível.
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A regeneração exige o renascimento tanto do interior quanto do exterior, correspondendo ao homem—espírito e ao homem exterior.
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A inversão de posições no mundo atual faz com que o elemento destinado a reinar viva em servidão e vice—versa.
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A imputação do Mal não recai sobre a matéria, mas sobre o mau uso da liberdade pelos espíritos, pelo primeiro homem e seus descendentes.
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A geração humana dá—se por sementes de pecado recebidas pelas mães no pecado.
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A introdução da morte e do pecado foi agravada pelas faltas humanas, destacando—se o peso da idolatria que multiplica a divindade.
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A prática do rito da circuncisão entre os judeus constitui o reconhecimento do caráter hereditário do pecado.
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A força superior e produtiva, órgão do espírito, é simbolizada pelo membro viril, enquanto o prepúcio representa a tela que impede a comunicação de influências benéficas à natureza inferior.
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A remoção do prepúcio da terra pura é necessária para a recepção do principium metaphysicum.
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A liberação da força ativa aprisionada na matéria motivava a circuncisão dos meninos na Antiga Aliança.
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O batismo estendeu—se a meninos e meninas na Nova Aliança, significando a necessidade de regeneração dos seres ativos e passivos pelo Espírito e pela água.
O arrastamento da natureza na queda humana constitui uma interpretação literal de texto paulino compartilhada com os Iluminados cristãos da época.-
A desordem gerada no mundo espiritual causou mil desordres no mundo dos corpos.
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A devastação do universo decorre do afastamento da energia primordial, mãe de toda harmonia.
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A libertação da alma em relação ao mundo material competia à filosofia grega, enquanto o cristianismo liberta a própria matéria.
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O salvamento cósmico justifica as concepções dos teósofos sobre a matéria e a natureza.
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A manifestação da ideia de queda assume contornos líricos em textos não especificamente teosóficos do autor.
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A descrição de campanhas órfãs e de uma natureza que treme de pavor perante as depredações humanas exemplifica esse lirismo.
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A percepção das belezas naturais impede o autor de enxergar nas paisagens apenas o sinal de grandes cataclismos.
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A finalidade das obras, especialmente dos Eclaircissements sur la Magie, reside na contribuição para suprimir as consequências do pecado original.
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A revelação de que Deus, o homem e a natureza estiveram outrora intimamente unidos provém de uma voz e não da contemplação de montanhas.
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A comprovação do afastamento humano de sua destinação primeira reside nas irregularidades, deformações e males visíveis no mundo, pressupondo que a ordem precedeu a desordem.
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A incompreensibilidade do estado atual do gênero humano sem o pecado originário é confirmada pelas lendas de várias nações, incluindo visões de Cícero e Platão, reafirmadas pela Revelação.
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O alinhamento das faltas dos pais pesando na hereditariedade dos filhos é abordado pelo autor.
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A menção à queda do primeiro homem e o lamento pelo estado idílico perdido surgem explicitamente nos poemas de Eckartshausen.
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A comparação do homem decaído desprovido da verdadeira luz assemelha—o a mineradores que trabalham sob a terra em busca de ouro.
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