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DA ELEIÇÃO E DA GRAÇA

Do Princípio do Verbo de Deus Eterno e Falante, e da Manifestação da Potência Divina, assim como da Natureza e das Diferentes Qualidades e Propriedades

  • A inteligência da criatura reside no verbo formado e manifestado, o que a leva a projetar na divindade uma imagem corpórea e afecções polarizadas entre o bem e o mal.
    • Faculdade criaturial de conceber ideias e imagens combinadas.
    • Crença errônea da razão de que Deus possa se encolerizar ou integrar-se em qualidades duais.
    • Suposição da razão decaída de que existiria uma deliberação eterna ou escolha prévia de eleição divina sobre o destino da criatura.
    • Imaginação de um sentimento vindicativo divino para manifestar amor e misericórdia nos eleitos por meio da ira.
    • Constatação de que a ira divina manifesta a glória e a majestade assim como o fogo manifesta a luz.
  • A incapacidade da razão humana após a queda impede a compreensão exata da vontade de Deus e da distinção entre o verbo manifestado e a criatura.
    • Impossibilidade de uma manifestação eterna e sem limites caso Deus tivesse deliberado ou tomado conselho em si mesmo.
    • Necessidade de um começo temporal e de um objeto prévio para que uma deliberação ocorresse na Trindade.
    • Exigência teórica de ideias, pensamentos e imagens impressas na divindade para julgar a própria operação.
  • O Deus único constitui o primeiro princípio absoluto de todas as coisas, o que torna conceitualmente impossível qualquer processo de deliberação interna.
    • Definição de Deus como o olhar de si mesmo, o aspecto de todos os seres e a causa de toda essência.
    • Origem da natureza e da criatura na qualidade una e primeira da divindade.
    • Ausência de inimigos contrários, de anterioridade ou de posterioridade em relação ao Ser Supremo.
    • Caracterização de Deus como o único que é, existe, quer, pode e aperfeiçoa.
  • A imutabilidade do Ser Divino exclui o pensamento deliberativo, pois a vontade eterna opera continuamente o próprio engendramento trinitário.
    • Identificação de Deus como o olho de quem vê e o princípio dos seres.
    • Engendramento contínuo em Pai, Filho e Espírito Santo na Sabedoria infinita da contemplação.
    • Ausência de desejos ou deliberações adicionais na vontade única e sem fundo fora desse engendramento.
    • Limitação do querer divino à própria totalidade, visto que desejar algo além implicaria uma falta de onipotência para realizá-lo.
    • Identificação absoluta de Deus com tudo o que foi querido por ele de toda a eternidade.
    • Unidade indissolúvel que impede a contrariedade interna e a necessidade de mediação para disputas.
  • Os seres derivados do princípio eterno possuem individualidade e vontade próprias, mas geram desarmonia quando se desviam da harmonia universal.
    • Nascimento e existência de cada ser como uma entidade individual com natureza própria.
    • Autonomia da vontade individual sem elementos anteriores que a possam romper ou cessar.
    • Produção de divisão e desarmonia quando a vontade própria entra em uma concentração alheia ao primeiro princípio.
    • Definição da queda de Satanás e da alma humana como um desligamento da vontade divina universal para se dobrar sobre o próprio desejo criaturial.
    • Necessidade de analisar a causa principal que origina o desvio da criatura.
  • A diferenciação das potências divinas em qualidades e propriedades constitui a condição indispensável para a existência da natureza e das criaturas.
    • Inexistência de anjos, criaturas, natureza ou propriedades sem a introdução das potências na divisão.
    • Permanência do Deus uno, invisível e incompreensível em sua própria tranquilidade e Sabedoria caso não houvesse separação.
    • Unidade absoluta de todos os seres em um único ser sem distinções.
    • Ausência de essências ou existências nesse estado ideal, restando apenas um delícia e uma alegria perfeita na Sabedoria eterna.
  • O exame das escrituras sagradas e da manifestação nas coisas criadas revela o fundamento verdadeiro da realidade divina.
    • Citação do texto de João 1:1—3: No começo era o Verbo, e o Verbo estava perto de Deus e Deus era o Verbo.
    • Continuação da citação: Ele estava no começo perto de Deus.
    • Conclusão da citação de João: Todas as coisas são feitas por ele, e, sem ele, nada é feito de o que é feito.
  • O conceito de começo designa a concentração eterna da vontade insondável no espaço infinito para gerar a essência e a sensibilidade do Espírito.
    • Concentração da vontade sem fundo para encontrar um fundo e formar a essência divina.
    • Introdução em potência e progressão da potência no Espírito.
    • Modelação no Espírito de uma sensibilidade e compreensibilidade das potências infinitas.
    • Definição das potências eternas enclausuradas em uma única força como o princípio do Verbo.
    • Exalação da potência concentrada para permitir a contemplação e a intuição de si mesma.
    • Identificação dessa autotemperança com o axioma de que o Verbo estava no começo perto de Deus e era Deus.
  • A trindade divina distribui-se funcionalmente entre a vontade original, a concentração na potência e a emanação espiritual que manifesta a inteligência.
    • O Pai definido como a vontade eterna que não se pode aprofundar e o começo de tudo.
    • O Filho definido como a mesma vontade concentrada na potência.
    • A essência da potência caracterizada como a ciência, o desejo ou a causa da palavra.
    • Distribuição da inteligência efetuada pelo espírito ao proceder da potência para torná-la distinta e manifesta.
  • A transição da tranquilidade das potências para a emissão de uma voz ou som articulado exige a contratualização do desejo e da força atrativa.
    • Repouso de todas as potências na grande tranquilidade da potência divina única.
    • Impossibilidade de vozes, palavras ou sons sensíveis sem a concentração do desejo de deleite em uma força atrativa.
    • Concentração da alegria perfeita da imensidade em uma ciência interna para atrair as potências em uma compactação.
    • Origem do linguagem dos cinco sentidos a partir da formação dessa palavra ou som sensível.
    • Reunião de todas as faculdades internas na Sabedoria, na sensibilidade e no gosto interno.
    • Caracterização desse estágio como uma primeira sensibilidade espiritual e não como uma criatura corpórea.
  • A distinção filológica entre os termos denota a diferença entre a potência pura não concentrada e a potência estruturada na ação.
    • Interpretação do Verbo como a potência formada que estava no começo perto de Deus.
    • Associação da potência não formada à preposição no, indicando tranquilidade.
    • Associação da potência formada e concentrada à preposição perto, indicando o início do movimento.
    • Origem da natureza, da criatura e de toda existência a partir da concentração desse desejo.
  • A atribuição arbitrária do mal à vontade divina constitui uma presunção ímpia decorrente do amor-próprio e do obscurecimento da razão humana.
    • Necessidade de fixar a inteligência na distinção correta entre Deus e a natureza.
    • Crítica à afirmação de que Deus quer o mal.
    • Definição de toda má vontade como um Satanás, caracterizado por uma vontade voltada e concentrada sobre si mesma.
    • Busca pelo orgulho e amor-próprio para forjar uma existência isolada que é apenas fantasia e delírio separado do Ser Supremo.
  • O leitor é exortado a abandonar as construções sofísticas e as fantasias intelectuais para apreender o verdadeiro princípio interior.
    • Compromisso de desenvolvimento do princípio interior verdadeiro.
    • Identificação das potências com Deus, por meio das quais ele engendra o Verbo.
    • Definição da ciência, do desejo e da força atrativa divina como o começo da natureza.
  • A manifestação da majestade divina e da luz exige a atuação da força atrativa como a primeira qualidade motriz da natureza.
    • Impossibilidade de manifestação das potências sem o desejo ou força atrativa.
    • Dependência da glória e da majestade em relação a esse efeito de movimento para gerar a alegria da vontade primeira.
    • Ausência de luz na potência divina caso o desejo atrativo não se concentrasse ou sombreasse em si mesmo.
    • Fundamentação do princípio das trevas a partir desse sombreamento originário.
    • Progressão do efeito do movimento até o embrasamento do fogo, onde Deus se nomeia um Deus de cólera e um fogo devorador.
    • Origem da grande separação, da dissolução, da morte e da vida criaturial nesse centro ígneo.
    • Apelo à mofada e sábia reflexão para compreender essa estrutura.
  • A analogia de uma vela acesa ilustra como o consumo da essência pelo fogo gera uma nova sensibilidade e propicia a iluminação do espaço.
    • Atração e devoração da essência da vela pelo fogo.
    • Transformação da essência consumida em um espírito ou movimento por meio da morte das trevas.
    • Distinção radical entre a natureza da luz e a natureza do fogo.
    • Ausência de vida sensível perceptível na vela antes da combustão.
    • Introdução da essência da vela em uma sensação penível e móvel pelo ato de queimar.
    • Processo pelo qual o nada ou o Uno eterno torna-se aparente, luminoso e aclarador por meio dessa vida sensível e penível.
  • Deus introduz a vontade insondável no desejo de formar a natureza para que a potência se manifeste como o reino da felicidade eterna.
    • Permanência de tudo em repouso no Eterno Uno se a natureza não fosse formada.
    • Entrada da natureza na pena e na concentração para conferir movimento à tranquilidade eterna.
    • Formação de vozes e sons a partir da sensibilidade adquirida pelas potências no Verbo divino.
    • Preservação da eternidade e da luz em relação à pena do fogo, que apenas dinamiza a alegria tranquila.
  • A natureza opera como o instrumento da eternidade tranquila para manifestar o Verbo sem que o Deus oculto incorpore propriedades naturais.
    • Emprego da natureza para formar, operar, separar e concentrar em vista da felicidade perfeita.
    • Recepção da natureza pelo Verbo no âmbito da ciência ou do desejo.
    • Permanência do Deus Jeová fora da apropriação da natureza, habitando nela e por ela.
    • Analogia com o sol que permanece nos elementos ou com o nada que reside na luz do fogo.
    • Revelação do nada como aparente e luminoso pelo fulgor do fogo.
    • Identificação desse aparente nada com o próprio Deus que é tudo.
  • A comparação estrutural com os componentes de uma vela serve para detalhar as propriedades latentes na temperatura original.
    • Visualização de uma semelhança entre a essência divina e a essência natural no objeto aceso.
    • Mistura indistinta de todas as propriedades em uma mesma essência e peso igual.
    • Coexistência de gordura, fogo, luz, ar, água, terra, enxofre, mercúrio e sal na matéria.
    • Impossibilidade de isolar ou diferenciar as propriedades antes da ativação do fogo.
    • Clausura das propriedades na temperatura divina sem conhecimento de sua diferença individual.
  • A manifestação do Deus oculto inicia-se quando a vontade paterna se fixa na Sabedoria e projeta a diversidade de potências pela exalação.
    • Situação original das potências na temperatura do Deus Jeová incompreensível e sem começo.
    • Concentração da vontade eterna do Pai em uma inteligência na Sabedoria para estabelecer seu próprio assento.
    • Exalação dessa concentração de potência na temperatura e fixação no ato de exalar.
    • Saída de si mesmo por meio da ciência para operar a separação das forças.
    • Aparição de uma multidão infinita de potências como o aspecto eterno do Eterno Uno.
    • Conversão do Eterno Uno em algo distinto, visível, separado, sensível e essencial para os sentidos.
  • O surgimento da natureza e do ser espiritual no Grande Mistério fundamenta as contradições e polaridades descritas nos textos bíblicos.
    • Identificação do Grande Mistério com o Deus manifesto ou com a manifestação divina.
    • Relação mútua entre as diferentes denominações de Deus na escritura e esse ser manifesto.
    • Citação das expressões: Deus é bom; Deus é colérico e ciumento; Deus não pode querer mal.
    • Citação bíblica complementar: Deus endurece o coração deles, para que não creiam, nem façam sua salvação.
    • Citação profética: Não há, nem se faz nenhum mal na cidade que o Senhor não faça.
    • Citação complementar sobre a ira: Por isso te suscitei, a fim de que eu possa mostrar, por ti, a potência de minha cólera.
    • Origem de toda eleição, oposição e diferenciação elemental na ciência ou no desejo que atrai.
  • A oposição recíproca na natureza não visa promover o ódio entre as criaturas, mas sim dinamizar o mistério por meio do combate.
    • Manutenção do movimento e da manifestação por meio da contrariedade e do combate.
    • Entrada do grande mistério em diferenças para proporcionar uma exaltação de alegria no Eterno Uno.
    • Introdução do Espírito de Deus no mistério espiritual para a contemplação de si mesmo.
    • Conversão do espiritual invisível em algo visível e material pelo movimento dos quatro elementos no tempo.
  • O mundo visível e os corpos celestes refletem fielmente a estrutura do cosmos espiritual e o dinamismo do mistério elemental.
    • Iluminação da profundidade do mundo pelos raios do sol que aquecem a essência da terra.
    • Germinação, vegetação e crescimento da terra desencadeados pelo calor solar.
    • Ativação solar da essência no Grande Mistério, no espírito do mundo, no enxofre, no mercúrio e no sal.
    • Desenvolvimento do fogo mágico de onde derivam o ar, a água e o elemento terrestre.
    • Divisão do elemento único em quatro elementos ocultos reciprocamente na atração magnética do mistério.
  • A interação recíproca entre a radiação solar e o mistério material possibilita a manifestação e a ignição das forças da natureza.
    • Desenvolvimento mútuo das plantas, minerais e raios solares no mundo exterior.
    • Dependência da manifestação solar em relação à presença da qualidade espiritual oculta no enxofre, sal e mercúrio.
    • Definição do desejo das estrelas como uma quintessência superior aos quatro elementos.
    • Penetração e ignição do sol no mistério exterior por ser mais interior que o espírito do mundo.
    • Ativação do caráter ígneo dos raios solares pela força atrativa do mistério terrestre.
  • O sol atua como a alma do Grande Mistério elementar e constitui uma imagem visível da divindade interior oculta.
    • Projeção do desejo da ciência em direção ao sol por meio da quintessência e dos três efeitos do movimento.
    • Identificação dos três primeiros efeitos com o enxofre, o mercúrio e o sel.
  • As estrelas buscam continuamente a virtude solar por afinidade magnética e redistribuem essa força vivificada aos elementos.
    • Introdução da ciência astral no espírito do mundo para atrair a virtude do sol.
    • Penetração recíproca do sol nas estrelas para receber a ciência delas.
    • Obtenção da luz e da virtude estelares a partir da interação com o astro solar.
    • Comunicação da virtude animada aos quatro elementos como resultado da atração.
    • Operação mútua que preserva o equilíbrio e impede a soberania de uma única propriedade sobre as demais.
  • A manifestação temporal do universo representa uma figuração da eternidade espiritual realizada pelo verbo falante e pelo grande mistério.
    • Origem de toda vida criaturial e de seus reinos nessa figuração temporal.
    • Exclusão dos anjos, dos espíritos eternos e da verdadeira alma humana desse princípio temporal.
    • Procedência desses seres eternos a partir da ciência da natureza eterna que carece de começo.
  • Deus assemelha-se a um sol eterno cuja potência majestosa necessita da natureza espiritual para se diferenciar e se revelar.
    • Inexistência de meios para a manifestação da potência divina fora da natureza eterna.
    • Entrada do Eterno Uno no começo natural sem o propósito de se tornar algo mau.
    • Objetivo de introduzir distinção, separação e compreensibilidade em suas forças.
    • Estabelecimento de um jogo de amor onde as potências se sentem e lutam mutuamente.
    • Manifestação do fogo imenso do Amor na geração e no assento da Santa Trindade para atuar na natureza eterna.
  • A distinção entre o movimento penoso do fogo e o fluxo suave da luz revela a transição entre a ciência atrativa e o amor divino.
    • Conhecimento da natureza na ciência atrativa pelo movimento penível do fogo.
    • Revelação do fogo divino do Amor pelo movimento doce e bem-fazejo da luz.
    • Dispersão e doação da luz em todas as coisas para gerar essência e vida.
    • Identificação dessa doação com a produção de um ar e de uma água espiritual.
    • Residência da vida do fogo, do amor e da luz nessa água oleosa que serve de alimento à própria iluminação.
    • Extinção imediata da luz caso ela fosse comprimida e impedida de se resolver no espaço infinito pelo nada.
    • Resolução por meio da temperatura onde as forças estão integradas em uma única potência.
    • Transformação da água resolvida em um óleo ou quintessência que atua como virtude do fogo e do brilho.
  • O conhecimento da água da vida eterna gerada pelo fogo divino constitui o segredo fundamental de toda a realidade espiritual.
    • Possessão da fonte e do princípio de todos os segredos por meio desse conhecimento.
    • Identificação dessa substância com a água mencionada por Cristo para dessedentar a humanidade.
    • Citação de João 4:14 sobre a fonte que jorra para a vida eterna.
    • Distinção entre a água interior e a água exterior derivada do fogo visível.
  • O Verbo do linguagem mental é proferido por Jeová a partir da temperatura essencial para conduzir a potência à majestade por meio do fogo.
    • Pronunciamento do Verbo no desejo de formar a natureza e estabelecer a separação ou contrariedade.
    • Necessidade de desenvolvimento das potências santas através da natureza do fogo para atingir o esplendor.
    • Condução do Filho ou coração pelo Pai através do fogo rumo ao triunfo da alegria e felicidade perfeita.
  • A imersão temporária do nada eterno no movimento do fogo resulta no nascimento da vida sainte e no ganho de sensibilidade.
    • Presença da morte no fogo e entrega momentânea do nada ao movimento penoso.
    • Esclarecimento de que o processo não constitui uma morte real, mas uma prova que manifesta o amor eterno.
    • Aquisição de vida sensível e compreensível pela Unidade eterna por meio da natureza.
    • Atuação da Unidade ao sair do fogo como uma doce potência que se comunica e ilumina.
  • A separação operada no centro ígneo define o caráter da ira divina como uma força consumidora dos elementos atraídos pelo desejo.
    • Diversificação da natureza eterna por meio do fogo na separação do desejo.
    • Pronunciamento divino no fogo: Eu sou um Deus de cólera e de ciúme, um fogo devorador.
    • Recusa em denominar esse fogo isolado como o Deus Santo, por ser ele a expressão da ira e do ciúme.
    • Caracterização da ira como força devoradora do que é atraído na particularização da ciência.
  • O isolamento de uma vontade própria acima da temperatura divina gera o nascimento de mentes corrompidas e alienadas da harmonia original.
    • Orgulho da particularização que busca se colocar acima da doce e humilde temperatura divina.
    • Introdução no movimento do amor-próprio e da própria fantasia.
    • Detalhamento do desligamento efetuado por Lúcifer e pela alma de Adam em relação à vontade universal.
    • Persistência desse desvio na ciência, no desejo e na vontade do homem contemporâneo.
    • Geração de filhos de falsa ciência, orgulhosos e assemelhados a espécies de urtigas e cardos.
    • Citação de João 10:26 onde Cristo afirma que tais seres não pertenciam às suas ovelhas.
    • Definição do Filho de Deus como aquele cuja alma é gerada pela verdadeira ciência divina da temperatura eterna e não pela carne.
    • Identificação do eleito como aquele que provém do tronco do fogo do amor segundo João 1:13.
    • Reintrodução do fogo de Amor em Cristo no desejo corrompido de Adam para enraizar novamente o homem na luz livre.
  • O âmbito da luz manifesta o verdadeiro caráter divino onde todas as qualidades submetem seus movimentos à temperatura de um único Espírito.
    • Reconhecimento de dois princípios distintos desenvolvidos no embrasamento do fogo.
    • Aplicação do nome de Deus estritamente em relação à luz e às suas potências manifestadas.
    • Submissão das vontades e propriedades à vontade única da temperatura divina.
    • Movimento das qualidades em um ambiente de grande e ardente amor mútuo.
    • Caracterização do conjunto como uma potência doce e bem-fazeja que penetra e influi em tudo.
    • Divisão em diferentes cores, virtudes e potências para manifestar a Sabedoria infinita de Deus.
  • O ciclo natural da terra espelha a dualidade entre os frutos gerados na harmonia divina e as ervas daninhas decorrentes da maldição.
    • Crescimento de plantas e floração de árvores que produzem doces frutos na primavera sob a temperatura divina.
    • Produção de maus frutos, espinhos e cardos nas áreas de compactação ou sob a maldição pronunciada pela queda.
    • Submissão futura da terra ao fogo da coupelle em seu foyer.
    • Presença de um princípio bom oculto nos espinhos devido à sua origem primordial.
    • Latência da temperatura na quintessência, aguardando a separação final no término do mundo terrestre.
  • A potência divina pura carece de intenções malévolas ou conhecimento do mal, situando-se a negatividade apenas no princípio da cisão natural.
    • Ausência de mal no Verbo que distingue as qualidades e propriedades divinas.
    • Localização da ciência do bem e do mal exclusivamente no ponto de divisão da vontade eterna no fogo da natureza.
    • Inclusão do princípio da natureza e da criatura nesse centro de divisão ígnea.
  • A criação de entidades espirituais exige a presença do triângulo ígneo e de uma vontade própria destacada como um raio do princípio universal.
    • Impossibilidade de nascimento ou existência criaturial a partir apenas do desejo divino do Amor.
    • Necessidade de inclusão do triângulo ígneo do fogo penível na estrutura da criatura.
    • Definição da vontade própria como uma ciência separada e exalada a partir da vontade primeira sem fundo.
    • Saída do raio no ponto onde o Verbo das potências se separa pelo fogo em direção à luz.
  • A origem dos anjos e da alma humana fixa-se na ciência ígnea da natureza, exigindo o retorno desses seres à harmonia da luz universal.
    • Alimentação dos desejos atrativos por meio da quintessência do fogo e da água espiritual da luz.
    • Conversão do fogo em uma fonte de alegria e felicidade perfeita por essa alimentação.
    • Atuação da água espiritual como uma suavização e um amortecimento contínuo do desejo ígneo.
    • Transformação do desejo em uma temperatura regida pela vontade única de amar o que provém do mesmo tronco.
    • Penetração instantânea da luz divina no fogo dos anjos e das almas bem-aventuradas.
    • Manutenção de uma fome contínua de se alimentar da potência e do Amor de Deus para adocicar o próprio fogo.
    • Transmutação do fogo do triângulo em pura santidade, amor, grande alegria e felicidade.
    • Axioma final de que nada pode durar eternamente sem ter seu princípio na vontade sem fundo ou no desejo ígneo do Verbo divino.
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