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EXPERIÊNCIA VISIONÁRIA DE SWEDENBORG

BENZ, Ernst. Emanuel Swedenborg: visionary savant in the age of reason. West Chester, Pa: Swedenborg Foundation, 2002.

Prefácio de NICHOLAS GOODRICK-CLARKE

  • Emanuel Swedenborg ocupa um lugar excepcional na história tanto como cientista famoso quanto como visionário.
    • O nascimento de Emanuel Swedenborg ocorreu no final de um século conturbado.
    • A trajetória de Emanuel Swedenborg abrange a construção da visão de mundo moderna baseada na razão, na ciência e no progresso material.
    • Antes dos vinte e cinco anos, Emanuel Swedenborg trabalhou ao lado de Sir Isaac Newton, Edmund Halley e outros cientistas líderes na Inglaterra, na França e na Holanda.
    • As novas ciências da astronomia, física, química e biologia foram forjadas por figuras como Christian Huygens, Robert Boyle, Robert Hooke e Hermann Boerhaave entre 1680 e 1715.
    • Filósofos como René Descartes e Benedictus de Spinoza forneceram uma filosofia geométrica, mecanicista e otimista sobre a ordem racional e benéfica do universo.
    • A ciência europeia desenvolveu rapidamente uma compreensão racional da natureza entre 1700 e 1740 para dominar seus poderes para fins humanos.
    • O acúmulo de conhecimento científico e sua aplicação na navegação, engenharia e indústria desencadearam uma onda de crescimento econômico sem precedentes e fundamentaram a expansão colonial europeia.
  • Emanuel Swedenborg integrou esse ambiente de rápidas descobertas e inovações técnicas, dividindo seu tempo entre publicações científicas pioneiras e a atuação em instituições públicas suecas.
    • O trabalho de Emanuel Swedenborg envolveu um cenário de rápidas transformações com novas descobertas, invenções, máquinas e grandes projetos de engenharia.
    • Viagens extensas foram realizadas por Emanuel Swedenborg pela Europa, resultando na publicação de obras pioneiras em astronomia, física, engenharia, química, geologia, anatomia, fisiologia e psicologia.
    • Uma atuação de destaque foi exercida por Emanuel Swedenborg em instituições públicas suecas ligadas à mineração, finanças e política.
    • Interesses mundanos e racionais absorveram totalmente Emanuel Swedenborg até o seu quinquagésimo aniversário.
    • O desinteresse por religião e a quase ausência em cultos de igrejas organizadas marcaram a vida de Emanuel Swedenborg até a maturidade.
    • A vida de Emanuel Swedenborg mudou definitivamente na primavera de 1744, quando ele era uma figura renomada da ciência europeia e membro da Academia Sueca de Ciências.
  • Uma crise emocional durante uma viagem pela Holanda resultou em visões espirituais que redirecionaram a vida de Emanuel Swedenborg para uma missão de interpretação das Escrituras.
    • Uma crise emocional culminou em uma visão noturna de Cristo enquanto Emanuel Swedenborg viajava pela Holanda durante a semana de Páscoa.
    • A experiência de cair da cama e se sentir apoiado no peito de Jesus gerou em Emanuel Swedenborg o sentimento de ter recebido uma tarefa especial divina.
    • A busca por direção para o novo sentimento religioso levou Emanuel Swedenborg a manter um diário de sonhos revelador.
    • A obra Culto e Amor de Deus foi escrita por Emanuel Swedenborg como uma mistura extraordinária de mitologia e ciência.
    • A primeira visão do mundo espiritual e de seus habitantes ocorreu na primavera de 1745, enquanto Emanuel Swedenborg residia em London.
    • O Senhor Deus apareceu a Emanuel Swedenborg e determinou que sua missão era explicar aos homens o significado espiritual da Escritura.
  • O desenvolvimento da faculdade visionária de Emanuel Swedenborg deu origem a uma vasta produção teológica caracterizada por relatos minuciosos e realistas de interações com espíritos.
    • O dom da visão do mundo espiritual e a inspiração constante guiaram Emanuel Swedenborg em sua nova vocação a partir de então.
    • O trabalho na obra Arcana Coelestia, um grande texto visionário em oito volumes, foi iniciado por Emanuel Swedenborg em 1748.
    • Livros dedicados à teologia e à exegese bíblica foram publicados por Emanuel Swedenborg em 1758, incluindo Terras no Universo, O Último Julgamento, Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste, e sua obra mais famosa, Céu e Inferno.
    • Obras substanciais baseadas na interpretação das Escrituras continuaram a ser publicadas por Emanuel Swedenborg durante a década de 1760.
    • Anjos explicaram as Escrituras para Emanuel Swedenborg por meio de visões espirituais em palácios, parques, salas de aula, colégios e conferências.
    • A faculdade visionária de Emanuel Swedenborg distanciou-se dos êxtases, uniões místicas e experiências de ascensão dos místicos ingleses, alemães e espanhóis da Idade Média ao século dezessete.
    • O registro de encontros com espíritos feito por Emanuel Swedenborg apresenta informações detalhadas sobre Deus, o céu e a terra, o propósito da humanidade, o Último Julgamento e a vida futura de forma prosaica e convincente.
    • O caso de Emanuel Swedenborg representou a primeira vez em que um visionário cristão escreveu com o treinamento intelectual e as realizações de um cientista europeu de destaque.
  • A nova carreira de Emanuel Swedenborg gerou forte notoriedade e controvérsias no cenário do Iluminismo europeu, resultando em defesas intelectuais e contendas eclesiásticas até sua morte e posterior veneração.
    • A notoriedade europeia de Emanuel Swedenborg expandiu-se com o início de sua trajetória no campo das visões espirituais.
    • A nova vocação espiritual de Emanuel Swedenborg pareceu contrastar com o auge do Iluminismo, embora seu nascimento tenha coincidido com o surgimento do pensamento europeu moderno.
    • O culto à natureza e à razão no pensamento de Voltaire, Rousseau e Kant sinalizou o advento de uma era secular pós-religiosa em meados do século.
    • Controvérsias inevitáveis cercaram Emanuel Swedenborg, dividindo opiniões rapidamente.
    • O influente pietista alemão e prelado da igreja, Friedrich Christoph Oetinger, defendeu o trabalho de Emanuel Swedenborg em 1760 e o convidou para a Alemanha.
    • O filósofo Kant escreveu uma obra mordaz e posteriormente considerada injusta por ele mesmo, Sonhos de um Visionário, em 1766, prejudicando a reputação de Swedenborg entre os pensadores iluministas.
    • Uma disputa eclesiástica eclodiu na Suécia natal de Emanuel Swedenborg, com tentativas de declarar sua obra herética, enquanto suas visões eram discutidas na Inglaterra, na França e na Alemanha.
    • O encerramento da disputa resultou na reabilitação de Emanuel Swedenborg, que faleceu aos 84 anos em London, no ano de 1772.
    • Seguidores de Emanuel Swedenborg fundaram a Nova Igreja na Inglaterra no final do século para promover suas doutrinas, que se espalharam por missões para os Estados Unidos e outros países no século dezenove.
    • O corpo de Emanuel Swedenborg foi sepultado novamente na Catedral de Uppsala em 1908, onde seus restos mortais repousam ao lado de reis e figuras proeminentes da Suécia.
  • As visões e a biografia de Emanuel Swedenborg foram examinadas minuciosamente por diversas autoridades dentro e fora de sua comunidade religiosa, recebendo interpretações de alcance global.
    • A trajetória singular da vida e das obras de Emanuel Swedenborg gerou relatos biográficos repetidos devido às controvérsias e ao entusiasmo de seus seguidores.
    • Autoridades acadêmicas e religiosas examinaram detalhadamente as visões, a exegese bíblica e a biografia de Emanuel Swedenborg.
    • Biografias importantes dentro da comunidade swedenborgiana por Benjamin Worcester em 1883, Martin Lamm em 1915, Signe Toksvig em 1948, Cyriel Sigstedt in 1952 e Inge Jonsson em 1971 ampliaram o conhecimento sobre essa mente extraordinária.
    • O filósofo japonês D. T. Suzuki chamou Emanuel Swedenborg de o Buda do Norte.
    • O estudioso francês de esoterismo, Henry Corbin, comparou o trabalho de Emanuel Swedenborg ao misticismo islâmico.
  • A biografia monumental escrita por Ernst Benz contextualiza Emanuel Swedenborg no mundo do século dezoito e estabelece sua relevância duradoura na tradição esotérica ocidental.
    • A biografia em questão foi escrita há mais de cinquenta anos por Ernst Benz, eminente teólogo e historiador da igreja alemão.
    • A leitura da obra de Ernst Benz permite uma imersão na época de Emanuel Swedenborg.
    • O panorama apresentado por Ernst Benz situa Emanuel Swedenborg no ambiente do século dezoito, cercado por personagens notáveis, avanços e debates intensos.
    • A inspiração, a ambição elevada, o apetite pelas novas ciências matemáticas e a capacidade de trabalho de Emanuel Swedenborg na juventude são retratados na obra.
    • A vida pública e a atividade política de Emanuel Swedenborg como nobre na câmara alta sueca são abordadas, acompanhando suas viagens por estradas europeias até Amsterdam, Leipzig, Paris, Rome e London.
    • A atualidade da pesquisa de Ernst Benz motivou a urgência de sua publicação em língua inglesa.
    • Uma contribuição fundamental foi feita por Ernst Benz para a avaliação da importância de Emanuel Swedenborg no pensamento religioso europeu.
    • A erudição de Ernst Benz na história da religião inseriu Emanuel Swedenborg na corrente principal da tradição esotérica ocidental e na história dos visionários cristãos, sem partir de uma perspectiva swedenborgiana.
  • A formação acadêmica e a trajetória docente de Ernst Benz em filologia, teologia e história da igreja o conduziram ao estudo aprofundado do misticismo e das obras de Emanuel Swedenborg.
    • O nascimento de Ernst Benz ocorreu em Friedrichshafen, no Lago de Constança, e seus estudos iniciais focaram em filologia clássica e arqueologia, além do aprendizado de línguas europeias modernas.
    • O doutorado de Ernst Benz foi obtido na Universidade de Tübingen em 1929.
    • A decisão de estudar teologia foi motivada pelo encontro de Ernst Benz com Ernesto Buonaiuti, teólogo italiano cujo engajamento prático no cristianismo causou profunda impressão.
    • A carreira docente universitária de Ernst Benz começou na Universidade de Halle em 1932 e continuou com a nomeação como professor de História da Igreja na Universidade Philipps de Marburg em 1935, após um ano em Dorpat, na Estônia.
    • Os estudos de pós-doutorado de Ernst Benz em teologia protestante concentraram-se em Gottfried Arnold e no misticismo dos séculos dezessete e dezoito.
    • As pesquisas sobre o misticismo resultaram na publicação de livros importantes por Ernst Benz sobre Jacob Boehme e Emanuel Swedenborg.
  • A extensa produção bibliográfica de Ernst Benz abrangeu desde religiões comparadas até o pensamento romântico e o magnetismo animal, mantendo conexões com importantes fóruns intelectuais do século vinte.
    • Centenas de artigos acadêmicos e cerca de cinquenta livros compõem a extensa bibliografia de Ernst Benz.
    • Os estudos de Ernst Benz abordaram desde as Igrejas Ortodoxas Orientais e religiões asiáticas até Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, filósofo romântico alemão e neoplatônico, e Franz Anton Mesmer, fundador do magnetismo animal.
    • O posicionamento de Ernst Benz como aluno de Rudolf Otto manifestava lamento pelo processo de secularização e pela perda da transcendência na sociedade ocidental.
    • Relações de amizade intelectual foram mantidas por Ernst Benz com Leopold Ziegler, seguidor de René Guenon, e com o teólogo Pierre Teilhard de Chardin.
    • A fundação da revista Zeitschrift für Religions- und Geistesgeschichte foi realizada por Ernst Benz no final da década de 1940 em parceria com Hans-Joachim Schoeps, historiador intelectual proeminente.
    • A participação de Ernst Benz na Conferência de Eranos em Ascona ocorreu em 1953, integrando um fórum de prestígio para religião e filosofia que contava com participantes regulares como Martin Buber, Carl Gustav Jung, Karl Kerényi, Gilles Quispel, Henry Corbin, Gershom Scholem, Mircea Eliade e Daisetz Suzuki.
  • Ernst Benz rejeita explicações psicológicas reducionistas sobre a transformação de Emanuel Swedenborg, preferindo analisar o desenvolvimento de seu pensamento a partir do contexto histórico e das correntes intelectuais de sua época.
    • Uma pergunta central sobre como e por que o modelo de ciência e pensamento secular se transformou em misticismo e visionário é enfrentada por Ernst Benz.
    • O esforço reducionista de comentaristas que recorrem a interpretações psicológicas, sugerindo crise de vida ou psicose para a mudança de Emanuel Swedenborg, é descartado por Ernst Benz.
    • O estado mental de Emanuel Swedenborg é considerado por Ernst Benz tão irrelevante para a influência de suas ideias no pensamento europeu quanto um laudo psiquiátrico sobre Santo Agostinho ou Santo Inácio de Loyola seria para a história do cristianismo ocidental.
    • A abordagem de Ernst Benz alinha-se às tradições do historicismo da erudição alemã do século dezenove.
    • A vida de Emanuel Swedenborg e a evolução de seu pensamento são relacionadas por Ernst Benz ao espírito de seu tempo, às correntes intelectuais e religiosas, e aos desafios da era da razão.
  • O entusiasmo de pensadores do início do século dezoito por uma visão de mundo secular e material contextualiza o interesse de Emanuel Swedenborg pela nova ciência em um período de estabilização política pós-guerras religiosas.
    • A disposição de pensadores e cientistas para adotar uma nova visão de mundo secular e material no início do século dezoito serve de pista para o interesse de Emanuel Swedenborg pela ciência.
    • A chegada de Emanuel Swedenborg à Inglaterra em 1710 coincide com a imagem de uma London hanoveriana elegante.
    • O cenário de London incluía a recém-construída Catedral de São Paulo de Christopher Wren, o Observatório de Greenwich sob John Flamsteed, astrônomo real, e as mansões de magnatas Whig no reinado da Rainha Ana.
    • A abertura do Banco da Inglaterra em 1694, a fundação diária de sociedades por ações e a expansão do comércio marcaram o período na Grã-Bretanha e na Europa.
    • A era de conforto e complacência era um fenômeno recente, alcançado após a Europa emergir de um período de guerras religiosas que durou de 1559 a 1689.
    • O continente europeu foi fragmentado por conflitos como as guerras civis francesas, a revolta holandesa, a rebelião escocesa, a Armada Espanhola contra a Inglaterra, a Guerra dos Trinta Anos na Alemanha e a Revolução Puritana e Guerra Civil na Inglaterra.
    • Os conflitos originaram-se na controvérsia religiosa desencadeada pela Reforma no início do século dezesseis, marcando a Europa por mais de um século e meio.
    • As memórias de mártires, cruzados, superstição, intolerância e exércitos entoando hinos eram muito recentes para a população da época.
    • O esgotamento dos conflitos ideológicos na década de 1680 permitiu o retorno da política europeia ao seu padrão secular.
    • O contexto motivou a aceitação generalizada dos mundos dos negócios, investimentos, ciência e melhoria social.
  • O ambiente de formação de Emanuel Swedenborg foi profundamente marcado pelo pietismo alemão e pelas crenças religiosas de seu pai, um influente bispo luterano sueco.
    • O nascimento e a criação de Emanuel Swedenborg ocorreram em um país diferente, sob dinâmicas distintas do cenário secular inglês.
    • O pai de Emanuel Swedenborg era Jesper Swedberg, um bispo poderoso e impressionante na Igreja Luterana Sueca.
    • Viagens extensas para a Inglaterra, França e Alemanha foram realizadas por Jesper Swedberg na juventude, antecipando o itinerário europeu de seu filho quarenta anos depois.
    • O contato com o puritanismo inglês, as obras de caridade católicas francesas e o pietismo alemão marcou a juventude de Jesper Swedberg.
    • O pietismo alemão configurava-se como um movimento religioso iniciado por Johannes Arndt e liderado por Philipp Jakob Spener e August Hermann Francke.
    • Os líderes pietistas uniam a fé luterana a uma piedade fervorosa traduzida em obras sociais, livros de edificação, orfanatos e escolas.
    • A influência do pietismo sobre Jesper Swedberg moldou sua atuação pastoral como bispo, reitor e professor de teologia, buscando suavizar a ortodoxia luterana e a dependência da doutrina da justificação apenas pela fé.
    • A crença em anjos, espíritos e na eficácia do exorcismo caracterizava a fé de Jesper Swedberg, que enxergava uma luta mortal entre Deus e o Diabo por cada alma humana.
    • As provações pessoais de Jesper Swedberg, especialmente os incêndios que o perseguiram, eram interpretadas dentro dessa batalha espiritual.
    • O ambiente descrito constituiu o cenário formativo de Emanuel Swedenborg.
  • O direcionamento de Emanuel Swedenborg para os estudos humanísticos e científicos sob a tutela de Erik Benzelius marcou seu afastamento da estrita religiosidade paterna e sua dedicação à explicação matemática da natureza.
    • O direcionamento de Emanuel Swedenborg para as humanidades ocorreu sob a tutela de seu cunhado, Erik Benzelius, em cuja residência viveu de 1703 a 1709.
    • A mudança significou um afastamento das escolhas religiosas rígidas e das piedades da casa paterna.
    • O interesse de Emanuel Swedenborg pelo novo aprendizado foi incentivado por Erik Benzelius, um jovem professor brilhante em Uppsala.
    • A inserção de Emanuel Swedenborg em uma rede de jovens estudantes enviados a centros da Europa Ocidental para estudos avançados pode ter sido intermediada por Erik Benzelius.
    • O consumo ávido das obras de Isaac Newton, Nicolas Malebranche, John Norris e Robert Boyle marcou a chegada de Emanuel Swedenborg a London.
    • O abandono prático do cristianismo baseado na igreja por parte de Emanuel Swedenborg em favor da devoção à explicação matemática e à previsão da natureza é demonstrado por Ernst Benz.
  • Emanuel Swedenborg buscou uma conciliação entre a razão científica e a religiosidade ao estudar a natureza, aproximando-se do deísmo inglês e de concepções arianas que influenciavam cientistas da época.
    • O temor do bispo de que seu filho tivesse caído entre ateus e livre-pensadores contrastava com o fato de Emanuel Swedenborg parecer encontrar uma religião no estudo científico da natureza.
    • A ideia contemporânea da natureza como um segundo livro de Deus ao lado da Bíblia é relembrada por Ernst Benz.
    • O naturalista holandês Jan Swammerdam e sua obra ilustrada Biblia naturae exerceram forte influência sobre Emanuel Swedenborg.
    • O pensamento científico de Emanuel Swedenborg em sua principal obra científica, Primeiros Princípios das Coisas Naturais, de 1734, manteve-se geométrico e mecanicista.
    • A exceção ao Infinito foi estabelecida por Emanuel Swedenborg tanto nessa obra quanto no tratado O Infinito e a Causa Final da Criação, de 1734.
    • O termo Infinito descrevia uma causa precedente como um reservatório que fornece ao universo uma fonte inexplicável de energia que flui para a alma humana.
    • O posicionamento de Emanuel Swedenborg parecia se alinhar aos deístas ingleses, movimento iniciado por John Toland e Matthew Tindal entre racionalistas ávidos por religião.
    • A aproximação de Emanuel Swedenborg estendia-se à corrente do arianismo, heresia antiga do século quatro que dispensava a Trindade e subordinava a divindade de Christ ao Pai.
    • As ideias arianas tornaram-se atraentes para os líderes do Iluminismo científico na Inglaterra hanoveriana devido ao surgimento de uma visão de mundo mecanicista e matemática.
    • A influência do arianismo alcançou Sir Isaac Newton e seus discípulos William Whiston e Samuel Clarke, cujas rupturas dramáticas com a Igreja ocorreram durante a primeira estadia de Emanuel Swedenborg em London.
  • A influência de pensadores do Iluminismo alemão direcionou o pensamento de Emanuel Swedenborg para uma concepção orgânica e vitalista da natureza, inspirada especialmente por Andreas Rüdiger.
    • O quadro mundial geométrico-mecânico seria abandonado por Emanuel Swedenborg em favor de uma concepção orgânica e vitalista que via a natureza como um todo vivo e animado.
    • O reintroduzir de preocupações teleológicas na ciência e na filosofia racional foi realizado por Gottfried Wilhelm Leibniz, Christian Wolff e Andreas Rüdiger.
    • A proximidade com o pensamento pietista marcou a atuação de Andreas Rüdiger como professor de filosofia em Halle e Leipzig.
    • O início de uma nova corrente da filosofia acadêmica na Alemanha do século dezoito deu-se com a crítica de Andreas Rüdiger ao uso do método matemático na filosofia.
    • A oposição à influência dominante de Christian Wolff foi conduzida por Andreas Rüdiger e seu jovem colega Christian August Crusius, inspirando Immanuel Kant em sua fase pré-crítica.
    • A obra Física Divina, de 1716, escrita por Andreas Rüdiger, serviu de inspiração especial para Emanuel Swedenborg.
    • A abordagem de Andreas Rüdiger subordinava as percepções mecânicas da ciência a uma filosofia orgânica da natureza derivada de Henry More, o platônico de Cambridge.
  • As obras fisiológicas e psicológicas de Emanuel Swedenborg refletiram sua busca pela alma e o inseriram, segundo a consolidação historiográfica de Ernst Benz e Martin Lamm, na tradição esotérica ocidental.
    • As obras Economia do Reino Animal, de 1740 a 1741, e O Reino Animal, de 1744 a 1745, demonstraram o novo rumo do pensamento de Emanuel Swedenborg.
    • A busca do autor pela sede da alma é documentada nesses dois grandes volumes dedicados à fisiologia e psicologia humana.
    • A análise de Ernst Benz sobre esses livros mostra como as ideias de Emanuel Swedenborg sobre o archeus — energia primal — e a vis formatrix ou vis plastica — energia de formação — descrevem um cosmos metafísico.
    • O modelo estabelece uma ordem implícita que conecta o macrocosmo de Deus e do céu com o microcosmo de uma criatura individual.
    • O pertencimento de Emanuel Swedenborg à longa tradição da Naturphilosophie é revelado por Ernst Benz por meio do débito reconhecido a Henry More e Johann Baptista van Helmont.
    • A tradição da Naturphilosophie estende-se de Alberto Magno e Nicolau de Cusa, passando por Paracelso — que cunhou o termo archeus — e Jacob Boehme, até os Rosacruzes e Robert Fludd.
    • A ligação de Emanuel Swedenborg com o neoplatonismo já havia sido explorada por Martin Lamm em seu estudo pioneiro.
    • O estudo de Martin Lamm demonstrou que a visão de mundo científica de Emanuel Swedenborg não foi essencialmente alterada por suas revelações religiosas.
    • A recuperação acadêmica de Emanuel Swedenborg de um contexto hagiográfico contestado foi consolidada por Ernst Benz ao seguir os passos de Martin Lamm.
    • Os escritos científicos de Emanuel Swedenborg foram localizados por Ernst Benz na corrente principal da tradição esotérica ocidental, derivada de ideias neoplatônicas e herméticas sobre a relação entre Deus e a alma.
  • A continuidade entre a fase científica tardia e a teologia visionária de Emanuel Swedenborg evidencia-se na aplicação da doutrina das correspondências e na concepção de um universo vivo animado pelo amor divino.
    • A continuidade essencial do pensamento científico e teológico de Emanuel Swedenborg é demonstrada por Ernst Benz ao evidenciar que noções esotéricas e místicas já estavam presentes em sua ciência tardia.
    • As conexões entre Deus, natureza e homem envolveram emanações divinas, correspondências e hierarquias de inteligência.
    • A crise de 1744 e o dom da visão de Emanuel Swedenborg permanecem como eventos únicos e transformadores, mas que já eram sugeridos por suas ideias científicas e filosóficas prévias sob a análise de Ernst Benz.
    • A doutrina das correspondências foi aprofundada nas obras visionárias de Emanuel Swedenborg baseadas em conversas com espíritos e anjos.
    • O uso da tradução de Marsilio Ficino para Plotinus e do texto neoplatônico pseudoepígrafo A Teologia de Aristóteles fez parte das referências de Emanuel Swedenborg.
    • A doutrina das correspondências transformou-se em uma doutrina da Palavra divina após a visão de vocação de 1745 de Emanuel Swedenborg.
    • A Sagrada Escritura aparecia a Emanuel Swedenborg como a representação visível da verdade divina moldada ao estado sensorial do homem.
    • O processo assemelha-se ao ditame de Goethe:
    • Du gleichst dem Geist, den du begreifst
    • A animação de todo o universo pelo amor criativo de Deus constituiu outro tema visionário de Emanuel Swedenborg para formar um todo vivo e coerente.
    • O tema estabelece mais uma continuidade com a tradição esotérica desde o neoplatonismo até as ideias contemporâneas de Gaia e da nova física.
  • Interpretações divergentes, como as de Inge Jonsson e de pensadores swedenborgianos, contestam a centralidade do esoterismo na obra de Emanuel Swedenborg, enfatizando sua herança cartesiana e a pureza de sua revelação espiritual.
    • A inserção de Emanuel Swedenborg na história da tradição esotérica ocidental por Ernst Benz tornou o tema central para sua avaliação como cientista e místico.
    • A continuidade filosófica entre o trabalho científico tardio e a teologia visionária de Emanuel Swedenborg também foi traçada por Inge Jonsson, seguindo Martin Lamm.
    • O esforço de Inge Jonsson tendeu a minimizar a influência do neoplatonismo renascentista, dos platônicos de Cambridge e da tradição da Naturphilosophie de Paracelso e Johann Baptist van Helmont sobre Emanuel Swedenborg.
    • A dívida de Emanuel Swedenborg para com o pensamento cartesiano e iluminista foi enfatizada por Inge Jonsson.
    • O argumento de Inge Jonsson aponta que Emanuel Swedenborg precisou fazer apenas algumas mudanças em suas especulações psicofísicas de Economia do Reino Animal para chegar às ideias recebidas na visão espiritual.
    • Os swedenborgianos, inclinados à noção de revelação direta, destacaram os ditos canônicos do visionário de que ele nunca havia lido os teosofistas cristãos Jacob Boehme e William Law.
    • A preferência de Emanuel Swedenborg seria manter sua mente limpa para a instrução espiritual.
    • As obras visionárias de Emanuel Swedenborg evitam referências externas, exceto à Escritura, cuja exposição constituía sua missão divina.
    • O debate contrapõe-se à visão de Ernst Benz e tende a apresentar Emanuel Swedenborg como uma mente essencialmente científica.
    • A consequência das visões tardias de Emanuel Swedenborg foi sua estigmatização, sendo rotulado como esotérico na esteira de uma tradição rejeitada de Naturphilosophie ou como um mero vidente de espíritos de uma era supersticiosa.
  • Pesquisas de Marsha Keith Schuchard trazem novas evidências sobre o envolvimento de Emanuel Swedenborg com círculos esotéricos, fremaçônicos e cabalistas na Europa e em London.
    • Profundas raízes de Emanuel Swedenborg na tradição esotérica ocidental são também enfatizadas por evidências trazidas por Marsha Keith Schuchard.
    • Provas do interesse de Leibniz pelo rosacruzismo e pela Cabala cristã foram reunidas por Marsha Keith Schuchard.
    • A influência de Leibniz sobre Eric Benzelius o encorajou a visitar o alquimista e cabalista Francis Mercurius van Helmont.
    • O papel de Eric Benzelius como mentor e cunhado do jovem Emanuel Swedenborg é confirmado, tendo sido a casa onde Swedenborg viveu como estudante em Uppsala.
    • A pesquisa de Marsha Keith Schuchard sugere uma continuidade no interesse de toda a vida de Emanuel Swedenborg por temas esotéricos, incluindo o rosacruzismo, a maçonaria e a Cabala cristã.
    • O envolvimento de longo prazo de Emanuel Swedenborg com um círculo esotérico em London constitui uma sugestão provocativa da pesquisa.
    • O grupo esotérico em London era liderado por Samuel Jacob Falk, um misterioso alquimista e cabalista judeu.
    • O círculo de Samuel Jacob Falk incluiu, em diferentes momentos de sua história, William Blake e o notório empresário esotérico Cagliostro.
    • A descrição de Emanuel Swedenborg feita por Ernst Benz como um homem engajado na atividade social e mundana confere credibilidade a essa possibilidade de envolvimento esotérico.
  • A classificação do esoterismo ocidental realizada por Antoine Faivre estabelece critérios que encontram correspondências parciais e debates interpretativos na teologia de Emanuel Swedenborg.
    • A classificação acadêmica da tradição esotérica ocidental como uma corrente integrante e coerente da teologia cristã foi realizada por Antoine Faivre, titular da primeira cátedra universitária dedicada a estudos místicos e esotéricos na Europa.
    • Uma relação de amizade próxima existia entre Antoine Faivre e Ernst Benz.
    • Elementos-chave da tradição hermética são identificados por Antoine Faivre na expressão:
    • As acima, so abaixo
    • Os critérios de Antoine Faivre incluem noções de correspondências entre Deus, céu, terra e humanidade — macrocosmo e microcosmo —, a ideia de uma natureza viva, a mediação da imaginação e seres intermediários nas hierarquias de ascensão, e a transmutação da alma humana.
    • O vínculo de amizade entre Antoine Faivre e Ernst Benz estreitou-se por meio da Conferência de Eranos, gerando uma avaliação conjunta de suas ideias sobre Emanuel Swedenborg.
    • A análise do trabalho científico e visionário de Emanuel Swedenborg à luz das categorias de Antoine Faivre foi realizada por Jane Williams-Hogan, autoridade acadêmica swedenborgiana.
    • A constatação de Jane Williams-Hogan indica que a primeira, a terceira e a quarta condições do esoterismo de Antoine Faivre foram cumpridas pela teologia de Emanuel Swedenborg.
    • O posicionamento de Emanuel Swedenborg como cientista pós-cartesiano, segundo Jane Williams-Hogan, fazia com que ele visse a natureza como sem vida própria, embora ela espelhe, corresponda e possa revelar o espiritual.
    • A leitura indica que Emanuel Swedenborg via um mundo espiritual superior de vida espelhado por um mundo material inferior que está morto.
    • As implicações dessa interpretação são consideradas importantes por Wouter Hanegraaff para a compreensão da posição modernizadora de Emanuel Swedenborg na tradição esotérica ocidental.
  • O dualismo residual na física de Emanuel Swedenborg o levou aos limites da ciência, impasse que ele superou por meio de sua iniciação no mundo dos espíritos e da formulação de uma teologia do imaginário celeste.
    • A investigação científica de Emanuel Swedenborg em anatomia, neurologia e psicologia penetrou a natureza até os menores elementos sem localizar a sede da alma no plano material.
    • A tentativa de encontrar vestígios do divino na natureza levou Emanuel Swedenborg a um beco sem saída intelectual, por ele denominado como um abismo.
    • O débito inicial de Emanuel Swedenborg com Descartes, Spinoza e a ciência inglesa para um quadro mecânico geométrico foi modificado pelas influências de Christian Wolff e Andreas Rüdiger.
    • A influência de Andreas Rüdiger legou a Emanuel Swedenborg a ideia orgânica e vitalista de uma enteléquia ou hierarquia inteligente subjacente ao plano divino da evolução na criação.
    • O dualismo fundamental entre o transcendente e o natural permaneceu discernível na concepção de Emanuel Swedenborg do mundo natural como uma res extensa cartesiana.
    • O dualismo conduziu Emanuel Swedenborg aos limites da ciência.
    • O impasse foi resolvido essencialmente por Emanuel Swedenborg por meio de uma crise religiosa seguida pela iniciação no mundo dos espíritos.
    • A teologia salvífica dos espíritos ensinou a Emanuel Swedenborg que a conjunção pós-morte entre o Criador vivo e sua criação é possível em um reino da imaginação conhecido como céu.
    • A análise de Ernst Benz aponta que essa noção representa um avanço pastoral em relação à teologia protestante e católica sobre o Último Julgamento e a ressurreição.
    • O nascimento do espiritualismo, do ocultismo científico e de uma nova fase na tradição esotérica ocidental manifesta-se através do dualismo residual de Emanuel Swedenborg, contrariando a pansofia monista da Naturphilosophie clássica.
  • A jornada intelectual de Emanuel Swedenborg integrou influências da ciência moderna, do deísmo e de filosofias alemãs até culminar em uma concepção madura da Trindade focada exclusivamente na figura de Jesus.
    • A trajetória de Emanuel Swedenborg documenta uma longa e rica jornada pelas questões e movimentos científicos e religiosos de sua época.
    • O início da jornada de Emanuel Swedenborg deu-se na casa de espíritos de seu pai e nas leituras piedosas de O Verdadeiro Cristianismo de Arndt e de outros livros de edificação dos pietistas alemães.
    • As novas ciências capturaram a imaginação de Emanuel Swedenborg na juventude, atraindo-o para um mundo de cálculo matemático, invenção técnica e precisão de engenharia.
    • O conceito de Deus transformou-se no de um relojoeiro divino, mestre transcendente de um universo geométrico, mecânico e racional, cuja segunda Bíblia era a própria natureza.
    • A proximidade de Emanuel Swedenborg com Isaac Newton, William Whiston e Samuel Clarke em London pode ter contribuído para seu pensamento filosófico inicial através do arianismo desses cientistas.
    • As influências da Alemanha intervieram na trajetória de Emanuel Swedenborg sob as explorações de Ernst Benz.
    • As leituras de Leibniz, Wolff e Rüdiger trouxeram a Emanuel Swedenborg uma nova resolução para o dualismo cartesiano e cristão, compatível com seu cristianismo espiritualista posterior.
    • O arianismo distanciou-se completamente da concepção madura da Trindade de Emanuel Swedenborg.
    • A objeção de Emanuel Swedenborg à interpretação da Trindade como três pessoas fundamentava-se na equivalência ao politeísmo.
    • A crença de Emanuel Swedenborg afirmava a existência de uma trindade divina na pessoa única do Senhor, sendo seus aspectos distinguíveis compreendidos como alma, corpo e atividade resultante.
    • A unidade de Deus na qual há uma trindade não existe separadamente no Pai ou no Espírito Santo, mas apenas no Senhor, visto que a alma e a atividade divinas provêm unicamente do Senhor.
  • O percurso de Emanuel Swedenborg pode ser compreendido como um processo de individuação junguiano que uniu a herança pietista à revelação mística, resultando em um monumento intelectual na era da razão.
    • O visionário e o cientista situam-se em um contínuo intelectual e espiritual interpretável hoje em termos de conflito, crescimento e individuação na terminologia de Carl Gustav Jung.
    • O caráter pessoal colore a jornada individual de Emanuel Swedenborg como qualquer outra.
    • O contato com a heresia ariana ocorreu durante os anos científicos de Emanuel Swedenborg, período em que seu pai temia por sua alma entre os livre-pensadores de London.
    • O surgimento de imagens de reconciliação e retorno ao lar na crise religiosa de Emanuel Swedenborg apresenta-se como um fato sugestivo.
    • Sonhos de aceitação pelo pai culminaram em uma experiência arquetípica do pietismo para Emanuel Swedenborg.
    • O momento na Páscoa de 1744 em que Emanuel Swedenborg caiu da cama e se viu contemplando a face de Jesus marcou o novo ponto de partida para sua individuação.
    • O processo culminou um ano depois com a visão espiritual e a missão recebida de Deus para transmitir uma nova revelação religiosa à humanidade.
    • A revelação de Emanuel Swedenborg combinou uma visão esotérica de Deus, do céu e da terra com o desejo de uma reforma pietista da ortodoxia luterana.
    • O conjunto de escritos de Emanuel Swedenborg permanece como o monumento duradouro do sábio visionário na era da razão.
  • Nota sobre o Texto e a Tradução
  • A biografia foi concluída logo após a Segunda Guerra Mundial, carregando as marcas das restrições econômicas e das políticas de desnazificação da ocupação aliada na Alemanha.
    • A conclusão do trabalho ocorreu no período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial.
    • Marcas da destruição por bombardeios, restrições de movimento, ocupação aliada e escassez do pós-guerra na Alemanha ficaram registradas na obra, que nasceu no ambiente acadêmico liberal de Weimar.
    • A publicação da primeira edição pela Verlag Hermann Rinn, de Munique, em 1948, foi realizada sob uma Licença de Controle de Informação do Governo Militar.
    • A licença garantia a conformidade da literatura com as exigências aliadas de reeducação e desnazificação.
    • O documento era necessário para a obtenção de cotas de papel diante das severas restrições da economia alemã devastada antes da reforma monetária.
  • A escassez de papel forçou a exclusão inicial das notas de rodapé, que foram reconstituídas por Ernst Benz com o auxílio de seu ex-aluno Friedemann Horn para a segunda edição.
    • A eliminação das referências da obra foi decidida por Ernst Benz após a informação do editor de que não havia papel suficiente para imprimir notas de rodapé.
    • A tentativa de completar as notas preparadas há mais de vinte anos foi feita por Ernst Benz quando a segunda edição revisada foi publicada pela Swedenborg Verlag em Zürich, em 1969.
    • A indisponibilidade de muitas das obras citadas dificultou o trabalho de Ernst Benz.
    • O auxílio na tarefa de reconstituição das notas foi prestado por Friedemann Horn, ex-aluno de doutorado de Ernst Benz e então editor-chefe da Swedenborg Verlag.
    • A produção intelectual de Friedemann Horn inclui um grande estudo sobre o engajamento de Schelling com as obras de Emanuel Swedenborg.
  • A primeira edição em inglês baseia-se na segunda edição revisada, complementando as notas de rodapé e incluindo referências para traduções inglesas.
    • A utilização da segunda edição como base do texto estruturou esta primeira edição em inglês do livro de Ernst Benz.
    • Consultas à primeira edição foram realizadas nos trechos em que isso foi considerado útil para o leitor.
    • As notas de rodapé fornecidas por Ernst Benz e Friedemann Horn na segunda edição foram aproveitadas e suplementadas sempre que possível.
    • A inclusão de referências para traduções em inglês foi realizada nos pontos onde Friedemann Horn havia indicado apenas obras em alemão.
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