Se Cristo homem fosse uma criatura, ele não poderia ser o verdadeiro
Filho natural de Deus em toda a sua pessoa.
O conhecimento de Cristo não poderia ser vida eterna se ele estivesse espacial e temporalmente circunscrito por uma carne criatural.
A fé em
Jesus seria falsa e dividida se ele tivesse uma mescla criatural, pois o objeto da fé não pode ser Deus e a criatura simultaneamente.
Uma humanidade criatural não poderia ser a cabeça da igreja, sumo sacerdote, mediador e rei à direita de Deus, pois uma criatura não pode reinar com Deus nem ser sua igual.
A pessoa una e simples de
Jesus seria dividida, com sua humanidade sujeita à divindade ou constituindo uma quarta pessoa na essência de Deus.
O
Jesus Cristo integral não poderia habitar no coração dos crentes, pois o coração humano é incapaz de receber uma criatura, resultando em um meio-Cristo habitando ali.
O homem
Jesus não poderia ser o fundamento e a pedra angular do templo de Deus, pois Deus jamais usaria uma criatura para esse fim.
Se a humanidade de Cristo fosse criatural, seu corpo não poderia ser carne vivificante nem verdadeiro alimento para a alma, questionando o significado da Ceia do Senhor.
Da mesma forma, o sangue de
Jesus não poderia ser uma verdadeira bebida para a alma.
Se ele fosse uma criatura, o homem
Jesus Cristo não poderia ser o juiz futuro.
Cristo não seria capaz de mais do que Moisés, Pedro, Paulo ou qualquer outro santo ou profeta no céu, não podendo administrar seus ofícios bíblicos em favor dos homens.
Ele não poderia ser a semente da bênção da qual os filhos de Deus renascem, nem abençoar, libertar ou santificar, pois só Deus é capaz disso.
O corpo de Cristo não seria um corpo de claridade celestial, nem a morada de toda a plenitude da divindade.
O crente seria compelido a ter fé, orar e adorar um meio-Cristo como Deus e Senhor, uma vez que não se pode conceder a uma criatura tal honra divina.