Não fica muito claro se são os anjos que atuam através das forças astrais.
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A simetria do sistema o exigiria ao parecer.
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No entanto, nessa concepção do mundo, há certa preocupação por apresentar a “natureza” como unidade relativamente independente e viva, não submetida diretamente às intervenções dos espíritos.
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Seja o que for, os astra (que não se deve confundir com os planetas, corpos visíveis de poderes invisíveis) são as forças que constituem a natureza e dirigem o curso dos acontecimentos, as que determinam, portanto, no homem o que nele é natureza: seu corpo, sua alma vital, sua razão, suas qualidades e seus defeitos, suas aptidões, etc.
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Ibidem, I, livro I, página 16: “A constelação (Gestirne) nos dá, por meio de seu sopro da vida (spiraculum vitae), os sentidos, a alma (Animam), a vida, o especular, o imaginar, o pensar”.
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Além disso, se se olha com mais atenção, a alma vital do homem é em si mesma astrum.
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Não só é ao homem o que o astrum é à natureza, como também está realmente constituída pelo astrum, da mesma forma que seu corpo é feito de matéria coagulada.
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No entanto, o corpo e a alma, mesmo a alma racional, não fazem o homem inteiro.
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No homem há, além disso, espírito (Seele, Verstand, mens) que corresponde aos anjos e sobre o qual o astral não possui influência.
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Com efeito, o espírito é livre, como o anjo; além disso, é da mesma natureza que o anjo.
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Isso se explica perfeitamente se se tem em conta o fato de que o homem é ao mesmo tempo microcosmo e microteo (microcosmus e microtheos), imagem, similitude e expressão tanto de Deus como do mundo, o que lhe assegura um posto absolutamente central no universo.
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Basta, além disso, ler atentamente a Bíblia para convencer-se disso.
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Com efeito, não se sabe que Deus criou o mundo do nada, enquanto formou o homem “do mundo” e lhe insuflou seu próprio espírito?
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V.
Weigel, Γνῶθι σεαυτόν páginas 11 e 12: “O mundo inteiro Deus o criou do nada, e o colocou no nada, … O homem, porém, não o criou do nada, mas de algo: Este algo era o limo da terra (Erdenkloß), isto é, este grande mundo visível. De céu e terra e de todas as criaturas é o homem formado… pois tudo o que está no céu e na terra, isso mesmo está também no homem, sim, o homem é o próprio mundo, por isso também é chamado Microcosmo”. Ibidem, página 13: “Assim, o homem mortal é do mundo e está no mundo, e o mundo está nele; antes que Adão fosse feito, jazia oculto em todas as criaturas, no firmamento e nos elementos e em todos os animais”.
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Ibidem, página 10: “O espírito de Deus é a alma (die Seel), não vem do corpo, nem tampouco da constelação (Gestirne)… Os que, porém, não vêm de Adão, como são os homens da água, os homens da terra, os homens do ar (espíritos da Natureza), não têm alma, por isso não são homens nem tampouco animais, mas mantêm-se na parte média”.
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A terminologia de
Weigel nem sempre é muito segura, e a parte superior da alma é chamada ora Seele, ora Geist: Geist, por sua vez, designa ora o espírito divino, ora o elemento astral.
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Ele o formou do mundo, e por isso é o verdadeiro representante do mundo, é o pequeno mundo, o mundo em resumo, e não há nada na natureza que não esteja no homem.
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É um “extrato” do mundo.
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Ibidem, páginas 9 e seguintes: “Assim, o homem está ordenado, tanto antes da queda como depois da queda, em corpo, espírito e alma. O corpo visível, palpável, ele o tem dos elementos e de todas as criaturas corporais. O espírito da constelação (vom Gestirn) é a outra metade do homem mortal, e é sua arte, entendimento, engenho, prudência para esta vida mortal: Este espírito tem muitos nomes, pois se chama: Spiritus syderius, o espírito sideral, que ele vem dos sideribus ou constelações,… também genius quod nobiscum nascitur (gênio que nasce conosco)… todas as criaturas têm um espírito sideral nelas, é chamado também Gabalis, de onde vem a nobre arte gabalística, e por meio desse espírito se realiza a Ars sapiensae ou gabalística”.
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O que explica a possibilidade do conhecimento: ao conhecer o mundo, o homem não faz mais do que conhecer a si mesmo, e inversamente, ao conhecer-se no que nele é natureza, forma a representação do mundo.