para negar a criaturalidade de Jesus residia na necessidade teológica, resultando em catorze argumentos principais.
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Se Cristo homem fosse uma criatura, ele não poderia ser o verdadeiro Filho natural de Deus em toda a sua pessoa.
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O conhecimento de Cristo não poderia ser vida eterna se ele estivesse espacial e temporalmente circunscrito por uma carne criatural.
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A fé em Jesus seria falsa e dividida se ele tivesse uma mescla criatural, pois o objeto da fé não pode ser Deus e a criatura simultaneamente.
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Uma humanidade criatural não poderia ser a cabeça da igreja, sumo sacerdote, mediador e rei à direita de Deus, pois uma criatura não pode reinar com Deus nem ser sua igual.
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A pessoa una e simples de Jesus seria dividida, com sua humanidade sujeita à divindade ou constituindo uma quarta pessoa na essência de Deus.
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O Jesus Cristo integral não poderia habitar no coração dos crentes, pois o coração humano é incapaz de receber uma criatura, resultando em um meio-Cristo habitando ali.
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O homem Jesus não poderia ser o fundamento e a pedra angular do templo de Deus, pois Deus jamais usaria uma criatura para esse fim.
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Se a humanidade de Cristo fosse criatural, seu corpo não poderia ser carne vivificante nem verdadeiro alimento para a alma, questionando o significado da Ceia do Senhor.
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Da mesma forma, o sangue de Jesus não poderia ser uma verdadeira bebida para a alma.
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Se ele fosse uma criatura, o homem Jesus Cristo não poderia ser o juiz futuro.
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Cristo não seria capaz de mais do que Moisés, Pedro, Paulo ou qualquer outro santo ou profeta no céu, não podendo administrar seus ofícios bíblicos em favor dos homens.
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Ele não poderia ser a semente da bênção da qual os filhos de Deus renascem, nem abençoar, libertar ou santificar, pois só Deus é capaz disso.
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O corpo de Cristo não seria um corpo de claridade celestial, nem a morada de toda a plenitude da divindade.
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O crente seria compelido a ter fé, orar e adorar um meio-Cristo como Deus e Senhor, uma vez que não se pode conceder a uma criatura tal honra divina.