A criação do homem e do mundo sensível foi realizada por Deus com o desejo de fazer o ordenamento reinar a partir do caos ocasionado pela queda de Lúcifer.
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A criação de Adam constitui uma prova suplementar do Bem em Deus.
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A antropologia de
Eckartshausen fundamenta—se na justificativa, explicação e localização desse acontecimento no cenário mítico delineado pelo estudo dos Espíritos emanados.
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O surgimento do homem tinha por objetivo substituir o anjo e reparar a desordem provocada pela queda do espírito prevaricador.
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O estado primitivo apresentava uma superioridade imensa em relação à condição da humanidade atual.
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A união íntima com a Sabedoria Divina caracterizava a existência humana inicial.
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A criação à imagem de Deus e a destinação a uma felicidade semelhante à divina posicionavam o homem como a mais alta criação do mundo.
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A liberdade humana consistia na escolha entre permanecer ligado à Unidade ou se afastar dela.
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O ser humano figurava como a obra—prima da criação e o compêndio de toda a natureza, participando de tudo o que se encontrava no grande mundo.
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A designação de pequeno mundo ou microcosmo foi atribuída pelos Sábios devido a essa característica integradora.
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A destinação do homem para reinar sobre a matéria é reafirmada na obra popular de orações intitulada Deus é o amor mais puro.
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A ocupação do lugar deixado vago pelo anjo prevaricador competia a Adam, com a diferença de que o Mal não havia surgido na criação de Lúcifer, mas já existia quando da criação do homem, colocado desde o início entre o Bem e o Mal.
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O homem possuía um corpo, mas permanecia isento de pecado.
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A constituição desse corpo imortal, de natureza etérica e jeziráptica, provinha da energia concentrada da luz e dos elementos, antes do surgimento da maldição.
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O fogo, a luz e a água mais sutis compunham a estrutura física original.
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A nutrição desse corpo adâmico deveria ocorrer apenas por alimentos incorruptíveis, possuindo ouvidos para os sons harmoniosos do mundo dos Espíritos e olhos para contemplá—lo.
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A composição corpórea totalizava três partes de luz para uma parte de matéria.
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O reino da ordem e da harmonia estendia—se desde o mais alto Serafim até o mais baixo verme.
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O usufruto de todos os privilégios de um espírito puro pertencia a Adam, que trajava um invólucro imortal livre da morte.
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A habitação no Éden, o paraíso das alegrias, proporcionava o sustento por meio dos frutos da felicidade.
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O jardim do Éden situava—se na terra, enquanto o paraíso localizava—se simultaneamente no céu e no jardim do Éden.
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A ligação do interior do primeiro homem dava—se com o divino, e o exterior conectava—se à terra.
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A penetração de uma energia celeste no exterior assemelhava—se ao ferro levado ao estado incandescente pelo fogo.
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A posição de Adam como rei do universo estabelecia um ponto central sobre tudo o que era terrestre, controlando a periferia do círculo do sensível.
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A dignidade da destinação humana mostra—se insuperável, cabendo a Adam, como lâmpada de Deus, o esforço de reconduzir o exterior para o interior e o sensível para a Unidade.