O bloqueio das portas físicas encerra um significado místico relativo à exclusão das forças infernais e à simultânea abertura dos portais celestes da graça.
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O texto evangélico estipula que as portas do inferno não prevalecerão.
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O portal superior vincula-se a Binah e assegura o ingresso na vida futura, enquanto o portal inferior corresponde a Malkuth ou o Reino.
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As dez emanações ou medidas pelas quais a Divindade atua distribuem-se nas letras do Nome inefável.
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O Yod representa a Coroa e a Sabedoria, enquanto o He indica a Inteligência de onde emanam as seis medidas intermediárias de Chesed, Geburah, Thiphereth, Netsach, Hod e Yesod.
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A última letra designa Malkuth, estruturando-se o conjunto em três colunas cujo centro é ocupado pela Beleza ou Coração.
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A decomposição gráfica das letras revela colunas ocultas que dependem inteiramente do eixo central.
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A fusão das colunas gera uma grafia reverencial do Nome que desenha o portal e a chave.
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A forma arcaica da letra Daleth assemelha-se ao Delta grego e permanece associada à chave de David.
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O símbolo gráfico ilustra a união estável entre os portais do alto e de baixo por meio do Messias.
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O nome David significa Bem-amado, denotando a inversão das letras a descida da Sabedoria e a elevação do homem justo.
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Os caracteres hebraicos comportam-se como elementos vivos animados pelo Espírito divino.
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A presença do Homem Perfeito garante a abertura definitiva das portas do Reino.
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O texto cita o Apocalipse três, seis: Eis o que diz o Santo, o Verdadeiro, aquele que tem a chave de David, aquele que abre e ninguém fechará, aquele que fecha e ninguém abrirá.
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O texto transcreve o livro de Isaías vinte e dois, dezoito: Eu colocarei sobre seu ombro a chave da Casa de David: quando ele abrir, ninguém fechará, quando ele fechar, ninguém abrirá. Eu o fixarei como um prego em um lugar seguro.
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O termo para chave liga-se ao verbo abrir, cujo valor matemático equipara-se às funções de fixação do prego do tecelão e do conceito de conhecimento.
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Da'ath ou o conhecimento não constitui uma sephirah isolada, mas sim a força de união entre o sujeito e o objeto e entre os pais e os filhos.
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A operação cognitiva resulta em comunhão e integração de todas as coisas no Todo.
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O número sete embutido no conceito remete ao descanso do criador e ao regresso rumo ao Um.
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A letra final do alfabeto atua como o grande portal e delimita as combinações do mundo.
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O termo de fixação Kal denota a totalidade, o ciclo do Jubileu e guarda parentesco com a noção helênica de beleza.
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A invocação mariana do Ave Maria localiza o nome de Jesus no centro exato da prece latina.
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O crente deve abraçar a verdade da Cruz para experimentar a realidade da Ressurreição.
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O trecho encerra-se com a aclamação: Cristo é ressuscitado. Ele é verdadeiramente ressuscitado. Hallelu yah! AMEN.