O fechamento do ciclo aponta para o Sábado dos Sábados, associando o valor numérico da mem fechada, 600, ao sexto dia da criação do homem, representado pelo vav de valor 6, e à segunda infância ou renascimento espiritual.
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Indicação de Paul Vulliaud sobre a incompreensão de Nicodemos, Doutor em Israel, acerca do renascimento.
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Diálogo no Evangelho de São João 3, 4 e 3, 9 inquire sobre como pode um homem velho nascer e entrar pela segunda vez no seio materno.
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Resposta de Cristo em São João 3, 10 questiona o fato de um Mestre em Israel ignorar tais assuntos.
A palavra min define o constitutivo essencial de cada ser conforme sustentado ontologicamente em seu Princípio, denominado na Tradição Rabínica como Mundo Vindouro.
A letra quof, situada entre os dois tipos de mem na palavra Makom, possui valor numérico equivalente a 100, idêntico ao termo min, atuando como símbolo polar associado ao Princípio.
A consumação de todas as coisas opera-se pela reintegração do Filho na Mãe representada pela mem final, ocultando o yod no seu centro e manifestando a passagem da forma circular para a quadrada.
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Letra nun final assemelha-se ao quof por sua constituição de um vav alongado e um yod.
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Transposição do círculo, representativo do Paraíso Terrestre e da possibilidade universal, para o quadrado ou cubo, que simboliza a realização dessas possibilidades.
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Raiz rad nas línguas germânicas, rota em latim, rit em sânscrito e o termo roder denotam circularidade.
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Jerusalém Celestial da Apocalipse apresenta formato correspondente à mem final fechada.
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Integração do vav humano de valor 6 na letra quof de valor 100 resulta no produto 600 da mem final.
A enfermidade do filho mencionada pelo Centurião alude ao pecado e à influência das klippoths, as cascas maléficas, que rompem a comunicação entre a alma superior Neshamah, a alma inferior Nephesh e o Ruach.
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Estrutura da casa da alma guarnecida por um teto comparável a um dossel de honra.
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Consequência do afastamento da Schekinah para o alto em Binah cinde o Nome Sagrado, convertendo os influxos de Yah e as letras Vav e He em expressões de desalento.
A restauração da integridade do ser ocorre mediante a palavra que representa o arrependimento e a unificação do Nome fraturado, permitindo o retorno da alma ao seio de Binah.
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Citação dos Atos dos Apóstolos 4, 12 assevera que nenhum outro nome debaixo do céu foi dado aos homens para a salvação.
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Equivalência numérica simples entre o Nome de Jesus, totalizando 17, e o Tetragrama, também totalizando 17, demonstrando que o nome sob o Céu manifesta o nome no Céu.
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Tradição rabínica ensina que pelo arrependimento ocorre a volta ao Mundo Vindouro.
O vocábulo min ocorre dez vezes no capítulo inicial da Gênese, em paralelo às dez palavras da Criação, aplicando-se estritamente aos seres vivos criados no quinto e no sexto dias.
A intensidade fulgurante da luz primordial motivou a criação dos luminares no quarto dia, os quais correspondem ao elemento fogo e concentram as emanações das coroas e inteligências superiores.
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Termo luz identificado como AUR.
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Palavra fogo identificada como Ach ou ech.
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Letras alef e chin vinculadas aos três primeiros dias, abrangendo a Coroa, a Sabedoria e a Inteligência, e às três colunas da emanação.
A criação do quinto dia abrangeu os seres alados associados ao Ar e os seres marinhos correspondentes à Água, enquanto o sexto dia destinou-se aos animais terrestres e ao homem.
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Designação hebraica para aves indicada como ouph.
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Correspondência dos elementos Ar, Água e Fogo com as três letras mães: alef, mem e chin.
A determinação da liturgia judaica de inserir um fio azul, ou Tzitzith, baseia-se na explicação de Rabbi Meïr, que conecta a tonalidade azul ao oceano, este ao céu, e o céu ao safira do Trono Celestial.
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Relação das esferas do Oceano, Céu e Trono com a Água, o Ar e o Fogo.
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Atuação da cor Azul como a Sabedoria que articula os três elementos matrizes.
A criação do ser humano distingue-se das demais espécies por não ser designada pelo termo leminô, mas sim pelas expressões que apontam para a imagem e semelhança divinas, substituindo ordens singulares pela constituição de um santuário para a Presença Divine.
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Termo inicial da Criação atua como Bereshit em vez de vaiomer, resumindo a totalidade das letras.
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Expressão para imagem definida como Betzalmenou, onde Tselem assume os sentidos de imagem, sombra e treva.
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Expressão para semelhança grafada como kidmouthenou, sendo que demoth sem a letra vav soma o valor 444.
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Valor numérico 444 coincide com o de MQDS, representativo do santuário da Schekinah.
A designação do homem pelos termos Adão e Ish revela, ao se retirarem as letras yod e daleth que formam a palavra mão, o conjunto das três letras mães e a raiz do ato de conhecer, o qual exige uma elevação análoga ao estado angélique.
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Junção das letras retiradas resulta no yod, base do termo lada, que significa conhecer.
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Vocábulo ouph denota ascensão retilínea pelo vav rumo à Face.
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Presença dos anjos denominados Ophanim diante do Trono.
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Alusão ao mistério encerrado na expressão conhecer a linguagem das aves.
A diferença aritmética entre o valor numérico de Bereschit, que é 913, e a soma das expressões de imagem e semelhança, que é 814, resulta em 99 devido à unidade oculta na criação e à estrutura interna da letra alef.
O processo da criação determinou a descida de Binah até Malkuth, estabelecendo uma relação de reflexo especular entre o yod superior da Sabedoria e o yod inferior do Reino, os quais se ligam pela Coluna do Meio.
O mistério humano completa-se pelo sinal do Jubileu associado ao número 50, conclamando o yod inferior a retornar e integrar-se à sua habitação original em Binah.