A pronunciação das palavras do Cântico dos Cânticos sobre a introdução nas câmaras do Rei e o olhar através das grades coincide com o momento ritualístico da elevação das mãos pelo povo.
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Sentença hebraica correspondente transcreve-se como heviani hamelek chadarayu metziz min-hachara'kim.
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Gesto do sumo sacerdote ao dispor as mãos de modo ritual configura o próprio nome do Tetragrama.
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Distinção fundamental separa a bênção originada de Deus daquela emitida pelo ser humano.
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Redução do vocábulo bendizer ao sentido latino de benedicere restringe o significado ao ato de proferir o bem.
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Equivalência entre bendizer e louvar a divindade decorre da referida interpretação superficial.
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Sentido da língua hebraica afasta os termos barak e berakah da acepção restrita corrente.
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Proximidade conceitual liga os vocábulos originais às ideias de consagração e consagrar.
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Ritual católico para a bênção de um rosário emprega as fórmulas de bênção e consagração em nome da Trindade e em memória de Jesus Cristo.
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Significado de consagrar traduz-se como o ato de introduzir o elemento no ordenamento do sagrado.
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Atributo da harmonia e da unidade define a natureza intrínseca do ordenamento sob uma perspectiva ontológica e orgânica.
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Condição de Deus como fonte e origem de todo o sagrado sustenta a existência da harmonia universal.
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Sigla HQBH empregada no meio rabínico sintetiza a expressão o Santo, bendito seja ele.
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Interpretação correta da fórmula almeja que Deus atue perante as criaturas como fonte perene da união entre o plano inferior e o plano superior.
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Obstrução dos canais por força do pecado impediria o avivamento das sephiroth pela fonte superior.
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Direcionamento de toda a realidade e vida ruma para a unidade como o segredo da harmonia do universo.
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Desígnio místico assemelha o voto de bênção à petição do Pai Nosso relativa à santificação do nome divino.
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Delimitação do domínio da bênção situa-se nos planos ontológico e cosmológico, ao passo que o louvor restringe-se às esferas psíquica e moral.
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Afinidade da bênção prende-se ao caráter da encantação, diferindo do traço de invocação próprio do louvor.
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Localização da fonte de toda bênção fixa-se na sabedoria.
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Denominação conferida por Isaac o Cego define a emanação como a fonte que jorra da montanha.
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Condição da sabedoria atua como o receptáculo das águas ocultas no não-manifestado de Ain-Soph, do qual a coroa constitui o princípio manifestador.
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Receptividade da sabedoria opera-se em face da coroa e do Sem-Limite, agindo simultaneamente como doadora do influxo para as esferas inferiores.
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Identidade filológica na língua hebraica unifica a grafia da palavra berakah, bênção, ao termo berekah, cujo significado é reservatório.
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Gesto de erguer as mãos associado ao nome divino no Salmo 67 acompanha o voto de bendizer durante a existência inteira.
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Definição de Ezra para o termo Baruk sintetiza-o como a reunião de todas as forças, sendo fonte de vida, vida e luz da vida.
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Transcrição da máxima em caracteres latinos apresenta-se como baruk kalul mi-kol koach mimékor hachaiim umi hachaiim ume'ôr hachaiim.
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Sentido da formulação indica o reino como a síntese de todos os influxos sephirothicos originados na inteligência.
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Extensão do fluxo abrange as seis sephiroth do edifício situadas abaixo da inteligência e ligadas à luz da sabedoria.
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Dinâmica da bênção exprime o movimento incessante de descenso e ascenso ao longo da árvore sephirothica.
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Atuação do sábio pela kavanah e meditação eleva-o à condição de reservatório, abrindo as comportas da fonte de bênçãos sediada na sabedoria.
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Compreensão da apologia do Santo tríplice de Isaías 6, 3 clareia-se por meio do referido processo.
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Sentença litúrgica em língua sagrada transcreve-se como qadôsch Tetragr. Tzebaoth melô kol ha'aretz kebôdô.
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Proclamação da santidade divina testemunha que Deus constitui a fonte de toda a pureza, determinando o preenchimento da terra pelo fulgor de sua presença.
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Santificação universal elimina a existência de qualquer domínio profano face à onipresença do mistério divino.
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Conteúdo metafísico sintoniza-se com a proclamação da unidade no Shemá Israel, apontando Deus como a matriz da unificação pelo amor.
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Equivalência matemática de valor 13 une o termo echad ao vocábulo ahavah.