Desta maneira, ela será regenerada também no espírito e no ser de Deus que a transplantou do campo da fúria e da ira para o do amor, da doçura e da humildade divinas, onde ela produz uma nova flor que cresce no amor divino, no campo divino; esta flor é a verdadeira, pura imagem da divindade que Deus desejava quando criou Adão à sua semelhança, e é Jesus Cristo quem nos a regenerou, ele, Filho de Deus e do homem. Pois sua
regeneração de Deus e de nosso ser, é nossa
regeneração; sua poder, sua vida, seu espírito: tudo é nosso; e nossa cooperação nisso consiste unicamente em que, com nosso espírito de vontade, entremos por ele no
Ser divino; então nossa vontade é renovada (regenerada) na vontade de Deus e recebe o poder e o ser divinos; não estranhos, mas primitivos, que possuíamos quando morremos em Adão; nós os recuperamos pelo primogênito dentre os mortos, ou seja, por Cristo. Ele é Deus, mas nascido de nós, para nos chamar de volta à vida; não a uma vida estranha que não teríamos tido neste mundo, mas à nossa própria vida, pois o plano de Deus deve permanecer: a bela flor e imagem deve crescer do campo corrompido, e não apenas isso, mas ainda do campo puro.