Homilia 13

ORIGENES et al. Homilies on Numbers. Downers Grove, Ill: IVP Academic, 2009.

A vitória sobre Sihon, o rei infrutífero e orgulhoso, e a posse de sua terra figuram a derrota do diabo e o domínio de Cristo e de sua igreja sobre o mundo.

A principal cidade do reino de Sihon, Hesbom, que se traduz como “pensamentos”, é incendiada e destruída, mas deve ser reconstruída pelos que falam em figuras, ou seja, pelos profetas e pela lei.

A guerra contra Og, rei de Basã, que se traduz como “torpeza moral”, e cujo nome significa “obstáculo”, deve ser travada de modo a não deixar nada vivo.

O relato sobre Balaão e sua jumenta é repleto de dificuldades tanto no sentido histórico quanto no interior, mas a narrativa demonstra que as palavras podem ter mais poder do que as armas.

O rei Balaque conhecia o poder das orações de Israel e por isso buscou um feiticeiro que pudesse contrapor palavras e maldições às suas súplicas.

Os demônios invocados pelos mágicos estão presentes para fazer o mal, não o bem, e não podem ser invocados juntamente com as coisas santas de Deus.

Deus impede Balaão de ir amaldiçoar Israel, mas permite que ele prossiga após insistir, colocando em sua boca palavras de bênção e profecia.

Balaão, persistindo no desejo do dinheiro, obtém permissão para ir, mas Deus coloca sua palavra em sua boca, transformando maldições em bênçãos e profecias.

A jumenta de Balaão vê o anjo que o adivinho não vê, e o animal irracional, falando com voz humana, repreende a loucura do profeta.

A jumenta que carregava Balaão é uma figura da igreja, que antes carregava o adivinho, mas agora é libertada pelos discípulos para carregar Cristo.