A humanidade caída perdeu a visão espiritual do paraíso e, por falta de experiência das realidades invisíveis, tende a duvidar delas, embora a fé recebida pelo
Espírito Santo permita crer nas criaturas imortais e invisíveis de Deus.
A incredulidade diante das realidades invisíveis caracteriza uma busca de razão sem fé.
Mesmo o infiel vive por alguma fé, pois acredita em sua origem corporal sem ter visto a própria concepção ou nascimento.
A existência de fé nos infiéis é reconhecida como algo antes ignorado.
Os infiéis possuem fé em realidades humanas invisíveis, mas não em Deus, e por isso são chamados a aplicar às realidades espirituais a confiança que já exercem nas corporais.
A alma humana sobrevive à morte do corpo porque Deus criou espíritos puramente incorpóreos, almas humanas imortais unidas ao corpo e almas animais que morrem com o corpo.
A dificuldade sobre a diferença entre homens e animais surge da afirmação de Salomão de que ambos parecem ter a mesma morte e retornar igualmente à terra.
O Eclesiastes assume diversas vozes humanas para conduzir opiniões dispersas à unidade do temor de Deus e da observância dos mandamentos.
Salomão fala ora na pessoa dos tentados pelos prazeres do mundo, ora segundo a razão que afasta a mente da vaidade.
A aparente igualdade entre morte humana e morte animal pertence à voz da tentação carnal, enquanto a sentença racional afirma que o homem se encaminha para a verdadeira vida após a morte.
A ignorância inicial sobre a questão torna-se ocasião de compreensão mais exata, e a pergunta em nome dos fracos é apresentada como serviço à fraqueza alheia.
A condescendência caridosa com os fracos imita o modo apostólico de fazer-se tudo para todos a fim de salvar alguns.
A invisibilidade da alma ao sair do corpo parece tornar difícil crer em sua partida e sobrevivência.
A alma sai invisivelmente do corpo porque também permanece invisivelmente nele enquanto o vivifica.
A vida da alma no corpo é percebida pelo movimento dos membros, mas ainda se deseja conhecer sinais de sua vida fora do corpo.
A vida invisível da alma após a morte deve ser inferida a partir de Deus invisível, assim como sua presença no corpo é inferida a partir do movimento corporal.
A mente humana sente dificuldade em crer naquilo que não se vê com os olhos corporais.
A fé diz respeito ao invisível, e as próprias coisas visíveis só são vistas mediante a alma invisível que dá força aos olhos e movimento ao corpo.
A força dos argumentos leva a reconhecer que o visível depende do invisível, embora ainda se deseje demonstração segura da vida da alma após a morte.
Os
milagres realizados junto aos corpos dos apóstolos e mártires provam que as almas vivem após a morte, pois os ossos dos mortos continuam operando curas, libertações e ressurreições.
A razão fundada nos
milagres obriga a crer nas realidades invisíveis por meio de sinais visíveis.
A partida das almas foi vista por pessoas de fé e oração purificada, e os exemplos desses testemunhos devem suprir o que a razão isolada não persuade plenamente.
Speciosus, monge enviado a Capua, teve a morte vista espiritualmente por seu irmão Gregório no exato momento de sua partida.
A alma de um eremita de Samnium foi vista por viajantes em pleno mar sendo levada ao céu, e a investigação posterior confirmou a data de sua morte.
O abade Esperança foi preservado por quarenta anos de cegueira corporal, mas sustentado por luz interior e consolação espiritual.
Esperança recuperou a visão pouco antes de morrer, pregou aos mosteiros vizinhos, recebeu os sacramentos, salmodiou e sua alma apareceu como pomba subindo ao céu.
O sacerdote Ursino evitou toda familiaridade com sua antiga esposa para permanecer livre do ilícito, privando-se até do que poderia ser lícito.
Ursino morreu vendo os apóstolos Pedro e Paulo, depois de afastar a esposa como perigo espiritual e acolher com alegria os santos que vinham conduzi-lo.
O bispo Probo de Reate recebeu em sua morte a visita dos mártires Juvenal e Eleutério, que foram vistos por um menino e conduziram sua alma.
Galla recusou novo casamento, escolheu consagrar-se a Deus, viveu em oração e esmola, recebeu de Pedro a certeza do perdão e morreu no tempo anunciado.
A música celeste na morte dos servos de Deus consola a alma para que ela não sinta a separação do corpo.
Servulo, paralítico e pobre, viveu em ação de graças, aprendeu as Escrituras pela escuta, ouviu música celeste na morte e deixou fragrância como sinal de santidade.
Romula viveu pobremente com Redempta e outra discípula, destacando-se por paciência, obediência, silêncio e oração.
A paralisia de Romula purificou uma imperfeição ainda existente, e sua morte foi precedida por luz celeste, perfume e cânticos de coros invisíveis.
Tarsila recebeu a visão de uma morada de luz, viu
Jesus Salvador na hora da morte e deixou no corpo marcas de sua longa prática de oração.
Musa recebeu da Virgem Maria a promessa de ser admitida entre virgens celestes, corrigiu sua leviandade infantil e morreu no trigésimo dia dizendo que ia ao encontro da Senhora.
A multidão de vícios humanos suscita a impressão de que o céu deve estar cheio sobretudo de crianças e pequenos.
As crianças batizadas que morrem na infância entram no céu, mas aquelas já capazes de falar podem ser afastadas dele por uma educação paterna ímpia.
Um menino criado sem correção na blasfêmia morreu vendo espíritos malignos que vinham levá-lo, repetindo no fim o pecado que seu pai negligenciara corrigir.
Estêvão viveu em pobreza voluntária, paciência e oração, lamentando mais o pecado de quem queimou seu trigo do que a própria perda material, e sua morte foi acompanhada pela presença temível dos
anjos.
O mérito da alma nem sempre se manifesta claramente no momento da morte, mas pode tornar-se conhecido depois por
milagres junto aos corpos dos santos.
Dois monges de
Valentino, enforcados pelos lombardos, tiveram suas almas ouvidas cantando, para mostrar que os servos fiéis de Deus vivem após a morte.
O abade Surano deu tudo aos prisioneiros fugidos e, morto pelos lombardos, teve sua santidade manifestada pelo tremor do monte e do bosque.
Um diácono dos marsos, decapitado pelos lombardos, teve sua santidade confirmada quando o assassino foi possuído e caiu a seus pés.
A morte violenta dos servos de Deus levanta a questão de por que Deus permite que sejam mortos aqueles cuja santidade depois manifesta.
A morte dos justos não lhes tira a justiça, pode purgar pequenas culpas, e torna mais grave a condenação dos réprobos que abusam de poder contra eles.
A entrada das almas justas no céu antes da ressurreição é apresentada como questão ainda pendente.
Algumas almas justas são retardadas por falta de perfeita justiça, mas as almas dos perfeitos entram imediatamente nas alegrias celestes junto de Cristo.
A presença das almas justas no céu suscita a questão sobre o que ainda receberão no juízo final.
No juízo final, os justos receberão a glória dupla do corpo e da alma, pois agora possuem apenas a alegria da alma.
A profecia dos moribundos suscita a questão sobre a causa pela qual anunciam acontecimentos futuros.
A alma pode prever o futuro por sua natureza espiritual, por revelação ou por inspiração celestial, como mostra o advogado que indicou antes da morte o lugar onde seria sepultado.
Gerôncio viu homens brancos anotando os monges que morreriam, anunciou a ordem das mortes e partiu por último conforme a revelação.
Melito viu em letras de ouro os nomes dos recém-batizados que morreriam e Armentário provou ter estado no céu ao falar línguas desconhecidas, embora sua morte permanecesse envolta em juízo secreto.
A graça recebida por Armentário parece terrível quando seguida de morte tão dolorosa.
Os juízos secretos de Deus devem ser temidos em vez de investigados com curiosidade.
Teofânio, conde misericordioso e hospitaleiro, anunciou a cessação da tempestade após sua morte, teve o corpo curado e exalou perfume no sepulcro.
A presença das almas santas no céu leva à questão correspondente sobre as almas dos maus no inferno antes do juízo.
Pela mesma Escritura que afirma a alegria dos justos no céu, deve-se crer que os maus sofrem no inferno desde sua morte.
A possibilidade de o fogo corporal atormentar uma alma incorpórea suscita dificuldade racional.
Um espírito incorpóreo que pode ser contido no corpo vivo também pode ser retido no fogo corporal após a morte.
A alma é mantida no corpo porque o vivifica.
A alma pode ser retida no fogo para punição, e o rico do
Evangelho mostra que a alma sofre tanto pela visão quanto pela experiência da chama.
A razão e a Escritura conduzem à fé nessa punição, embora a imaginação retorne à dificuldade de entender como o corporal atinge o incorpóreo.
A natureza incorpórea dos
anjos caídos é tomada como ponto de comparação para a punição dos espíritos.
Nenhuma mente sã atribui corpos aos
anjos caídos.
A natureza do fogo do inferno é perguntada em relação ao modo como pune.
O fogo do inferno é considerado corporal porque queima corpos.
O fogo eterno preparado para o
diabo e seus
anjos mostra que espíritos incorpóreos podem ser atormentados por fogo corporal.
A razão apresentada elimina a dúvida sobre a possibilidade do tormento corporal de almas incorpóreas.
A dificuldade de crer justifica a narração de testemunhos confiáveis sobre punições após a morte.
Teodorico morreu no dia em que um solitário de Lipari viu sua alma ser lançada no fogo por João papa e Símaco, a quem havia condenado injustamente.
Reparato voltou temporariamente da morte, mandou verificar a morte do sacerdote Tibúrcio e revelou que vira a punição dele e de Florêncio.
Um cortesão que pecara gravemente com sua afilhada morreu, e sua sepultura ardeu em fogo, revelando a gravidade de sua culpa.
A questão sobre o reconhecimento mútuo no céu e no inferno surge a partir das narrativas sobre mortos.
A parábola do rico e de Lázaro mostra que os bons conhecem os bons e os maus conhecem os maus após a morte.
Os bons conhecem os maus e os maus conhecem os bons, aumentando-se a alegria dos eleitos e a dor dos condenados por esse reconhecimento mútuo.
Um monge reconheceu Jonas, Ezequiel e Daniel na hora da morte, mostrando a perfeição do conhecimento na vida imortal.
João, irmão de Eleutério, conheceu antes da morte sua entrada entre os justos e morreu durante a salmodia com sinais de luz e perfume.
Eumórfio anunciou uma viagem espiritual com Estêvão para a Sicília, e ambos morreram quase simultaneamente como se partissem juntos.
A visão de navio e de Sicília na morte de Eumórfio suscita pergunta sobre o sentido dessa linguagem simbólica.
A alma não precisa de veículo, mas imagens corporais habituais podem indicar seu destino espiritual, e a Sicília figura lugares de tormento destinados a advertir os vivos.
O retorno de alguns mortos que dizem ter sido chamados por engano suscita a pergunta sobre o sentido dessas experiências.
Esses retornos não são erro, mas advertência misericordiosa, como no caso do monge Pedro, que viu penas infernais e depois viveu em penitência.
O coração endurecido nem sempre aproveita tais visões, como mostra Estêvão, que voltou da morte e depois caiu em orgulho e vaidade.
A visão do rio, da ponte e das moradas mostra a prova das almas, a punição dos maus e a condição de Pedro, administrador papal, castigado por dureza injusta.
Estêvão foi visto pendendo da ponte entre espíritos bons e maus, indicando conflito entre suas esmolas e seus pecados carnais.
A casa construída com tijolos de ouro no lugar de delícias suscita a dúvida sobre o sentido de riquezas materiais na vida futura.
A construção da casa nos lugares felizes e o caso de Deusdedit são apresentados como explicação simbólica da recompensa futura.
A casa de ouro significa a morada preparada pelas esmolas, e Deusdedit recebeu construção apenas aos sábados porque nesse dia distribuía aos pobres o que ganhava.
O significado da ponte, do rio e das moradas tocadas por mau odor é solicitado para esclarecer a visão.
A ponte representa o caminho estreito da vida eterna, o rio fétido representa a corrupção dos vícios carnais, e o mau odor atinge aqueles que fizeram boas obras mas conservaram deleites carnais.
A punição dos pecados carnais por odores fétidos é pedida com base na Escritura.
A punição dos homens de Sodoma é introduzida como prova bíblica.
Sodoma foi punida por fogo e enxofre para que o ardor ilícito da carne recebesse tormento de fogo e mau odor.
As dúvidas anteriores são consideradas plenamente satisfeitas.
As almas ainda no corpo podem ver penas espirituais para seu próprio bem ou para edificação alheia, como aconteceu com Teodoro, monge relutante convertido pelo temor dos demônios.
Crisório, rico e pecador, morreu vendo espíritos negros que o arrastavam ao inferno, apesar de pedir trégua.
Um monge de Icônio, exteriormente estimado mas secretamente glutão, confessou no fim que fora entregue a um dragão para ser devorado por seu pecado oculto.
A existência de fogo purgatório após a morte é apresentada como questão doutrinal.
Deve-se crer em fogo purgatório antes do juízo para pecados leves, mas não para pecados graves, pois a remissão futura depende de faltas perdoáveis.
Paschásio, diácono santo mas preso a opinião errada numa disputa eclesiástica, foi visto em punição temporária e libertado pelas orações de Germano.
O aparecimento de tantos sinais nos últimos tempos suscita a pergunta sobre a proximidade do fim do mundo.
À medida que o mundo presente se aproxima do fim, o mundo futuro começa a manifestar-se por sinais mais claros, como a aurora mistura luz e trevas.
A santidade e os
milagres de Paschásio tornam difícil entender por que ele sofreu punição após a morte.
A providência permitiu que Paschásio realizasse
milagres e fosse punido por uma culpa interior não chorada, para que suas esmolas não fossem desprezadas nem sua falta ficasse impune.
O temor deve estender-se tanto aos pecados conhecidos quanto aos desconhecidos, e por isso se pergunta onde se localiza o inferno.
A localização do inferno não é definida com certeza, embora se admita a possibilidade de um inferno superior e outro inferior conforme testemunhos bíblicos.
A pergunta sobre o inferno passa à questão de haver um só fogo ou muitos fogos conforme os pecados.
O fogo do inferno é um só, mas atormenta diversamente segundo a medida das culpas de cada condenado.
A perpetuidade dos tormentos infernais é perguntada.
Os tormentos dos maus não terão fim, assim como as alegrias dos bons são eternas, conforme a sentença evangélica.
A hipótese de que a ameaça de pena eterna seria apenas pedagógica é levantada.
Se a ameaça de pena eterna fosse falsa, também as promessas de bem eterno ficariam comprometidas, o que destruiria a confiança na palavra divina.
A justiça de punir sem fim pecados temporais suscita objeção.
A pena eterna considera não apenas o ato finito, mas a vontade que desejaria permanecer eternamente no pecado se a vida não tivesse fim.
A objeção de que um juiz justo não se compraz em crueldade questiona a utilidade de punir eternamente quem já não pode corrigir-se.
Deus não se deleita no tormento dos condenados, mas sua justiça não cessa de punir aqueles cuja vontade permanece eternamente afastada da retidão.
A santidade dos justos no céu parece exigir oração pelos inimigos condenados.
Os justos oram pelos inimigos enquanto estes podem converter-se, mas a oração cessa quando já não há possibilidade de penitência frutuosa.
A impossibilidade de conversão dos condenados torna compreensível a ausência de oração por eles.
Não se ora pelos condenados pela mesma razão pela qual não se ora pelo
diabo e seus
anjos: a sentença eterna já não admite conversão.
A imortalidade da alma parece contradizer sua morte no fogo eterno.
Há duas vidas e duas mortes, pois a alma é imortal quanto ao ser criado, mas morre quando é separada da vida bem-aventurada em Deus.
Até os santos temem a morte por ignorarem a severidade exata do julgamento de suas obras.
O medo da morte pode purificar faltas menores dos justos, como ocorreu com um santo que morreu primeiro assustado e depois sereno.
Deus às vezes fortalece os temerosos por revelação, como o monge Antônio, que recebeu a promessa de paz na morte.
Merulo, dado às lágrimas, esmolas e
salmos, viu uma coroa descer do céu e morreu pouco depois com perfume celestial.
João, jovem monge humilde e manso, viu um velho tocá-lo com uma vara e anunciou sua morte próxima, que ocorreu após a revelação.
A confiança em visões noturnas e sonhos é posta em questão.
Há seis espécies de sonhos, procedentes do corpo, da ilusão, do pensamento, da revelação ou de misturas entre essas causas, e por isso não se deve crer neles facilmente.
Um homem enganado por promessa de longa vida em sonho morreu logo depois, mostrando o perigo de observar sonhos indiscretamente.
A utilidade espiritual de sepultar corpos na igreja é questionada.
O sepultamento na igreja ajuda os que não morreram em pecado mortal porque desperta orações, mas não aproveita aos que morreram culpados.
Uma monja casta mas de língua viciosa teve parte do corpo queimada após sepultamento na igreja, mostrando que o lugar sagrado não aproveita sem vida reta.
Valeriano foi sepultado na igreja por dinheiro, mas sua alma revelou que era atormentada e que o sepultamento sagrado não lhe servira.
O corpo de
Valentiniano, sepultado contra a vontade dos ministros, foi encontrado fora da igreja, mostrando rejeição divina daquele sepultamento.
O corpo de um tintureiro sepultado na igreja desapareceu do túmulo, confirmando que o lugar santo não socorre quem não merece.
A pergunta volta-se para aquilo que pode realmente aliviar as almas dos mortos.
A oblação da santa hóstia ajuda as almas com pecados perdoáveis, como mostrou um sacerdote de Centumcellis que pediu missa por sua libertação.
O monge Justo, punido após a morte por possuir dinheiro oculto contra a regra, foi privado de sepultura comum para que sua falta servisse de correção.
Trinta missas oferecidas por Justo libertaram sua alma, como ele revelou ao irmão Copioso no mesmo dia em que cessou sua punição.
As narrativas sobre o socorro aos mortos são reconhecidas como estranhas, mas cheias de alegria e consolação.
A eficácia do sacrifício pelos mortos é confirmada também por fatos entre vivos, como o bispo Cássio de Narni, cuja vida e morte foram marcadas pela oblação diária.
Um prisioneiro viu suas correntes caírem nos dias em que sua esposa fazia oferecer o sacrifício por ele, e Baraca foi salvo do naufrágio pela mesma oblação.
A libertação do prisioneiro por meio do sacrifício é confirmada por testemunho pessoal ouvido na Sicília.
Deus torna visíveis tais efeitos entre os vivos para ensinar que o sacrifício pode aliviar os mortos quando os pecados não são irremissíveis.
É mais seguro praticar em vida aquilo que se deseja receber dos outros após a morte, pois sair livre é melhor que buscar libertação depois das cadeias.
A celebração dos mistérios deve ser acompanhada de contrição, pois o sacrifício de Cristo só aproveita quando a própria vida é oferecida a Deus.
O pedido de perdão só é reto quando acompanhado do perdão aos outros, pois a oferta não é recebida enquanto a alma permanece em discórdia.
Enquanto há tempo para conversão, a dureza do coração deve ser amolecida por lágrimas e o próximo deve ser amado com caridade sincera.
Os Diálogos de São Gregório chegam ao seu encerramento.