Os Seres Celestiais são também retratados sob a semelhança de homens por causa da faculdade intelectual, do olhar voltado para cima, da forma reta e ereta, da faculdade inata de governar e dirigir, e da liberdade e indomabilidade inatas da alma; e dentro de cada uma das muitas partes do corpo humano encontram-se imagens harmoniosas das Potências Celestiais.
As potências da visão denotam a mais transparente elevação às luzes divinas e a recepção sensitiva, pura e desvelada das supremamente divinas iluminações, livre de toda paixão
As potências discriminatórias das narinas denotam o poder de receber o dom suavemente perfumado além da concepção e de distinguir com precisão e rejeitar inteiramente o que não o é
As potências dos ouvidos denotam a participação e a recepção consciente da supremamente divina inspiração
As potências do gosto denotam a plenitude dos nutrimentos inteligíveis e a recepção dos fluxos divinos e nutritivos
As potências do tato denotam a hábil discriminação do que é adequado ou prejudicial
As pálpebras e as sobrancelhas denotam a guarda das concepções que veem a Deus
As figuras de virilidade e juventude denotam o florescimento e o vigor perpétuos da vida
Os dentes denotam a divisão da perfeição nutritiva concedida — pois cada Ser intelectual divide e multiplica, por uma faculdade providencial, a concepção unificada dada pelos mais divinos para a elevação proporcional dos inferiores
Os ombros, cotovelos e mãos denotam o poder de fazer, operar e realizar
O coração é símbolo da vida deiforme, dispersando seu próprio poder vivificante aos objetos de sua providência
O peito denota a faculdade invencível e protetora da distribuição vivificante, como estando acima do coração
As costas denotam a manutenção de todos os poderes produtivos da vida
Os pés denotam o movimento, a rapidez e a habilidade do perpetuo avanço em direção às coisas divinas — e por isso a Palavra de Deus dispôs os pés das santas Mentes sob suas asas, pois a asa exibe a rapidez elevante e o progresso celestial para as coisas superiores; e a nudez e o estar descalço denota o ser sem entraves, ágil e irrestrito, livre de todo superfluidade externa e assimilado à simplicidade divina na medida do alcançável