O ditado pitagórico “Não navegues em terra” mostra que os impostos e contratos similares, sendo problemáticos e flutuantes, devem ser declinados — e o Verbo diz que os coletores de impostos serão salvos com dificuldade.
O mandamento “Não uses anel, nem nele graves imagens dos deuses” de Pitágoras ecoa o que Moisés havia ordenado expressamente muito antes: que nem uma imagem gravada, nem fundida, nem moldada, nem pintada deveria ser feita.
O propósito é não se apegar às coisas dos sentidos, mas passar aos objetos intelectuais — pois a familiaridade com a visão diminui a reverência do que é divino, e adorar o que é imaterial por meio da matéria é desonrá-lo pelo sentido.
Os mais sábios dos sacerdotes egípcios decidiram que o templo de Atena deveria ser hipertral — assim como os hebreus construíram o templo sem imagem.
Euriso, o pitagórico, em seu livro Sobre a Fortuna, diz que o Criador, ao fazer o homem, tomou a Si mesmo como exemplar; e que o corpo é como as demais coisas, feito do mesmo material e plasmado pelo melhor artesão, que o trabalhou tomando a Si mesmo como arquétipo.
Pitágoras e seus seguidores, com Platão e a maioria dos demais filósofos, eram os mais familiarizados com o Legislador — e por uma feliz expressão de adivinhação, não sem ajuda divina, concordando com certas declarações proféticas e apreendendo a verdade em porções e aspectos, a honraram ao constatar a aparência de relação com a verdade.
A filosofia helênica é como a tocha de mecha que os homens acendem, roubando artificialmente a luz do sol — mas com a proclamação do Verbo toda aquela luz santa brilhou.