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PALAIOS ANTHROPOS

palaios anthropos — homem velho Homem Velho, homem velho, Homem Novo, homem novo

VIDE

Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. (Rom 6:6)

Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; (Ef 4:22)

Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, (Col 3:9) Palaios no sentido original de existente há muito tempo, antiquado, desgastado pelo tempo. Junto com anthropos significa o homem velho, antigo, não regenerado.

Bernardo de Clairvaux

(Epístola CCLXVl.) Homem de Deus, não estremeças por despojar-te daquele homem que é de terra, daquele que te rebaixa até a terra e tenta fazer-te baixar até os infernos. É esse o que te inquieta, o que te angustia, o que te ataca. Que te importam os despojos terrenos a ti, que hás de ir ao céu e_ hás de logo revestir a túnica da glória? Está muito perto, porém não se lhe dará ao que está vestido: aquela sabe vestir, não sobrevestir. Suporta-o, pois, com paciência; mais ainda, aceita de bom grado ser encontrado nu e não vestido. No final, também o mesmo Deus quer vestir-se; porém quando está nu, não quando está vestido. O homem de Deus não voltará a Deus, se o que é da terra e é terra não for à terra. Pois estes dois homens se opõem mutuamente, e não haverá paz até que se separem um de outro; e se houver paz, não será a paz do Senhor, não será a paz com o Senhor. Não sejas tu daqueles que dizem: Paz, e não é paz. Espera-te aquela paz que supera todo sentido; esperam-te os justos até que sejas devolvido; espera-te o gozo ác teu Senhor.

Thomas Merton

Gnosticismo

Evangelho de Tomé

Evangelho de Tomé - Logion 1

Além desta translação paulatina, operada dia a dia, as aderências com as quais a consciência se identifica — denominadas habitual e genericamente “tendências da carne” (Rm 8,6) —, e sob as quais a consciência pura, desconhecedora de si mesma, permanece como sepultada ou morta, são descartadas.

O conjunto de tais aderências é o que na linguagem paulina se chama o “homem velho com suas obras” (Col 3,9-10), o qual está constituído por todo o que no homem é mortal, passageiro. Ao despojar-se desses revestimentos, o que resta, desnudo, ante a consciência pura é o Espírito, essência do homem novo, isto é, do homem que passou, mediante este processo da morte à vida, já que o Espírito, ao qual o homem novo “conhece”, posto que é ele mesmo, tem o “é”, Vida Eterna.

Ananda Coomaraswamy

Gurdjieff

Maurice Nicoll