Uma alma inteligente, enquanto no corpo, só tem uma tarefa: realizar sua própria finalidade. Mas posto que a energia da vontade permanece desestimulada a não ser que haja intelecção, começamos por tentar energizar noeticamente (vide
noeton). A atividade noética é ou com vistas à vontade, ou mais comumente, para si mesmo assim como para vontade. Bem-aventurança — da qual qualquer vida significativa na terra é não apenas uma abertura mas uma prefiguração — é caracterizada por ambas energias: tanto intelecção e vontade, ou seja, tanto amor e prazer espiritual. Se ambas energias são supremas, ou uma superior a outra, está aberto a discussão. Por momento devemos olhar ambas como supremas. Uma chamamos contemplativa outra prática. Onde estas energias supremas são levadas em conta, uma não pode ser encontrada sem a outra. No caso das energias inferiores, seguintes a estas, cada uma pode ser encontrada singularmente. O que quer que iniba estas duas energias, ou as oponha, chamamos vício. O que quer que as estimule, ou as libere de obstáculos, chamamos virtude. Energias que brotam das virtudes são boas; aquelas que brotam de seus opostos são distorcidas e pecaminosas. A meta suprema, cuja energia, como sabemos, é um composto de intelecção e vontade, dota cada energia particular com uma forma específica, que pode ser usada seja para o bem ou o mal.