“Todas as coisas” só “pertencem” ao homem que, por sua vez, pertence a todas as coisas, não como elas são em si mesmas, mas como são em Deus, a quem esse homem pertence exclusivamente.
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“Ele é absolutamente nosso bem, e todas as coisas são nosso bem nEle. É preciso que recebamos a Deus de forma igual em todas as coisas, não mais numa do que em outra, pois Ele está de forma igual em todas as coisas.”
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A consciência do homem realizado se caracteriza pela total objetividade, considerando sua própria personalidade criada como não mais digna de afeição ou apego do que a de qualquer outro.
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“Aquele que deve se manter na nudez dessa natureza, sem intermediário, precisa ter escapado de tudo o que diz respeito à pessoa, de modo que quer tanto bem ao homem que vive além do mar, que nunca viu com seus olhos, quanto ao homem que está próximo dele e é seu amigo íntimo. Todo o tempo em que queres mais bem à tua pessoa do que ao homem que jamais viste, tens verdadeiramente errado, e jamais por um instante lançaste um olhar para a simplicidade desse fundo.”
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Para o homem que atingiu o Nascimento, em virtude de sua identificação efetiva com a humanidade enquanto tal e sua transcendência em relação à natureza criada de ser este ou aquele homem, todos os seres particulares podem ser apreendidos em sua essência mais profunda como recapitulações da natureza humana integral, ou como modos do Um.
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Um dos critérios-chave que estabelece a autenticidade do Nascimento é o fato de que todas as coisas devem recordar a Deus, ilustrado pela analogia da visão do sol.
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“Todas as coisas se tornam simplesmente Deus para ti, pois em todas as coisas percebes somente a Deus, assim como um homem que fixa longamente o sol vê esse sol em tudo o que olha depois.”
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Em conformidade com a tríplice natureza do Verbo como Poder-Sabedoria-Doçura, a concomitância invariável dessa consciência do Divino é a experiência da bem-aventurança.
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Não é a presença objetiva e inalienável de Deus que produz a bem-aventurança, mas o grau em que a consciência é sensível a essa presença ou proporcional a esse Ser.
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“Deus me é mais próximo do que sou de mim mesmo. Ele é igualmente próximo de uma pedra ou de um pedaço de madeira, mas estes nada sabem disso. E é por isso que o homem é mais feliz do que uma pedra ou do que um pedaço de madeira, porque conhece a Deus e sabe quanto Deus lhe é próximo. E sou tanto mais feliz quanto melhor o sei. Não sou feliz porque Deus está em mim, mas porque sei quanto Deus me é próximo e porque sou um conhecedor de Deus.”