fixa-se nas coisas e no mundo, assumindo uma base humana e terrena que parece ignorar Deus, em contraste com os postulados teosóficos do misticismo especulativo e as fórmulas teológicas do fenomenismo.
-
O pensamento estabelece-se no âmbito do finito com uma declaração de humildade e autonomia, sem presunções especulativas.
-
O processo tomista é ascendente e expõe a história da alma que reconhece suas aspirações em direção ao Absoluto, ciente de sua potencialidade cognitiva e de seus limites.
-
O pensamento aristotélico e seus interesses racionalistas, científicos e humanos substituem o critério religioso-metafísico do neoplatonismo por uma afinidade eletiva de um pensador robusto e crente sincero, refletindo um equilíbrio interno entre as exigências da razão e o livre respeito à fé.
-
Tomás de Aquino opõe o processo metódico do pensamento aos impulsos da intuição que finge conhecer o Inconhecível, partindo do conhecimento do concreto para compreender a necessidade lógica e ontológica do Absoluto, e não o Absoluto em si.
-
A inteligência opera as condições da abstração a partir de um dado contingente e particular para nuclear a essência, distinguindo o universal no seio do concreto existente.
-
Transcender o particular constitui uma saída da substancialidade do ser para penetrar na esfera do pensamento, que contata o inteligível puro e não as coisas diretamente.
-
Apenas o que é atualidade constitui objeto de conhecimento, de modo que Deus, sendo ato puro atualizado fora da potência e da matéria sensível, torna-se o Inconhecível, embora permaneça como o necessariamente Pensável.
-
O pensamento humano demonstra a existência e a necessidade ontológica de Deus como Transcendente, mas não sabe o que ele é, sabendo o motivo pelo qual não sabe.
-
O conhecimento dos próprios limites faz o pensamento postular o mistério a partir de seu trabalho íntimo, justificando racionalmente a fé para acolhê-la como integração do conhecimento limitado da razão.
-
A filosofia prepara a alma para receber as revelações da fé sem poder substituí-la, assim como a fé não substitui os direitos legítimos da razão sob o risco de submergir na indiferença dos valores.
-
A doutrina tomista antecede a preparação do conhecimento aos impulsos da vontade exaltados pela mística agostiniana e franciscana, pois a atividade do querer depende da extensão da inteligência.
-
O intelectualismo resultante se opõe ao fenomenismo místico para salvar os direitos do pensamento e combate as presunções do misticismo especulativo que anula a ordenação racional da fé por não reconhecer limites ao pensamento.