O exame da possibilidade de inserção da criação na física natural revela o distanciamento entre
e os filósofos daces.
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O pensador dace sustenta o axioma de que inexiste mudança substantiva sem a ocorrência de um movimento prévio.
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A mutação define—se estritamente como a transição entre termos incompatíveis a partir do trâmite de geração ou de corrupção.
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A indivisibilidade do mudar impede a separação cronológica entre o processo de transformação e o estado transformado.
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O móvel habita uma duração prévia no ponto de partida antes de atingir o termo de chegada para evitar a simultaneidade de opostos.
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O tempo, o instante temporal e o agora da eternidade esgotam as vias de marcação da duração antecedente.
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A localização do ponto de partida na eternidade paralisaria a mutação e impediria o deslocamento rumo ao termo final.
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A necessidade de um movimento precedente vincula toda alteração à ordem das realidades temporais deste mundo.
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O filósofo dace exclui a criação do âmbito da mudança por constatar que o ato criador dispensa um suppôt antecedente.
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A produção do mundo realiza—se fora do esquema da mutação porque inexiste uma matéria prévia de onde brote o universo.
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A ação do primeiro princípio liberta—se de dependências físicas por ser uma operação isenta de sujeito passivo.