Ignora que no início, devido a seu nascimento carnal, uma ruptura se produziu, que ameaça a integridade daquilo que era e possuía na origem em perfeição, em plenitude; não sente, nem se sabe já lesado e diminuído, nem mesmo em seguida, quando continuamente privado e despossuído de si mesmo; escapa a ele que escapole-se dele mesmo e espalha-se pelo caminho o conteúdo do vaso quebrado. À maneira da despreocupada mulher da parábola, não se dá conta nem do que perdeu nem da perda que sofreu e sofre; perde a sua revelia, não se apercebe que se perde e assim vai em sua perda.