Aquilo de 'para que o semeador se alegre junto com o ceifeiro' declarou-o assim Heracleon. Com efeito, diz, alegra-se o semeador porque semeia e porque se congrega já uma parte de suas sementes, tendo também a mesma esperança para as restantes. E o ceifeiro, de modo similar, porque também ceifa. Mas um começou primeiro a semear, e o outro logo a ceifar. Pois não podiam ambos começar ao mesmo tempo. Uma vez que deixe o semeador de semear, ainda ceifará o ceifeiro. Mas no presente, exercitando ambos o próprio trabalho, alegram-se ao mesmo tempo, tendo por gozo comum a madurez das sementes. A propósito daquilo: 'Nisto resulta verdadeiro o provérbio: um é o semeador e outro o ceifeiro', diz: Porque o Filho do homem, situado sobre o lugar, semeia. Mas o Salvador, por ser Ele também filho de Anthropos, ceifa e envia ceifeiros, os
anjos, significados mediante os discípulos: um por um à sua alma respectiva. Mas não expôs com toda clareza quem eram os dois filhos do homem de quem um semeia e o outro ceifa.