O texto narra: “Da mesma forma leões e leopardos o adoravam e o escoltavam no deserto, por onde quer que Maria e José fossem, e os precediam, mostrando o caminho e, em perfeita submissão, inclinavam suas cabeças com profunda reverência e manifestavam seu ardor balançando gentilmente a cauda. Mas no primeiro dia em que Maria viu os leões, os leopardos e toda sorte de feras vir ao seu redor, ela teve muito medo. Diante dela, a criança
Jesus pôs-se a rir e, dirigindo-lhe palavras consoladoras, disse: Não temas, minha mãe, pois não é para te fazer mal, mas para se pôr a teu serviço que eles se apressam ao teu redor. E com essas palavras, dissipou o temor que os animais haviam provocado no coração de seus pais. E assim leões, asnos, bois e animais de carga faziam caminho com eles e carregavam suas bagagens e, assim que se fazia uma parada, iam pastar. Havia ainda mansas cabras que haviam deixado a Judeia com eles e os seguiam; elas também caminhavam sem medo entre os lobos. Ninguém temia ninguém e ninguém fazia mal a ninguém. Então se cumpriu o que disse Isaías: O lobo pastará com o cordeiro, e o leão e o boi comerão juntos palha — Isaías 65, 25. Havia de fato bois de tiro que os leões conduziam ao longo da estrada de Nosso Senhor
Jesus Cristo, de quem carregavam a bagagem” —
Evangelho do Pseudo-Mateus 19, 1-2, Escritos Apócrifos Cristãos, I, p. 137-138