Jaeger enganou-se, pois o De Instituto Christiano de Gregório emprega citações escriturísticas muito divergentes que aparecem na Grande Carta e nos demais escritos de Makarius, mas não nas outras obras de Gregório; essas citações revelam origem síria ao surgirem também no
Evangelho de Tomé, nas Pseudo-Clementinas e na Didascália — obras de ambiente sírio —, sendo inexplicáveis num helenista como Gregório, donde se conclui que foi
Gregório de Nissa quem copiou amplamente a Grande Carta de Makarius, o que significa que essa carta foi escrita antes de 394, ano da morte de Gregório, datação extensível também às cinquenta Homilias e às vinte e oito Novas Homilias; quem conhece o Liber Graduum sírio-mesaliano e os relatos dos padres da Igreja sobre o messalianismo compilados por Kmosko não pode duvidar de que Makarius tinha vínculos com o messalianismo e de que suas obras foram consideradas pelos próprios messalianos como representativas de sua espiritualidade.