Por último, há a teologia da vestimenta, comum a
Macário e ao Hino; essa concepção não está limitada a esses dois nem aos encratitas — em muitos Padres da Igreja encontra-se que Adão no paraíso não estava nu, mas vestido com a vestimenta da inocência, da santidade, da graça santificante; com a queda Adão perdeu essa vestimenta, mas no batismo o homem a recebe de volta, sendo a branca veste batismal um símbolo disso; a teologia síria da vestimenta em
Macário tem traços específicos, pois para ele a vestimenta luminosa é ao mesmo tempo o Espírito e a eikon;
Macário usa frequentemente a expressão vestimenta luminosa: arretou photos endymata (1, 12); endymata basileias photos arretou (2, 5); endyma ti photeinon (8, 3); amphion tou photos tes soterias (III, 16, 8) — expressões idênticas à doxa, à glória celestial, o que constitui um belo paralelo ao manto radiante do Hino (9, 14, 72, 76, 82).