A interpretação patrística de
Epifânio, que atribuía uma conotação obscena ao termo “Prounikos”, demonstrou-se correta frente à tentativa da crítica moderna, representada por Martin P. Nilsson, de suavizar o termo apenas como “portadora”, pois os textos gnósticos, como o
Apócrifo de João, e as referências de Celso ao diagrama dos
Ofitas confirmam a conexão entre a Sabedoria e a lascívia ou o desejo desenfreado.