A ascensão imediata ao céu após a morte tem pontos de contato prováveis com o Novo Testamento.
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Não é tão certo, como pensam Stuiber e Cullmann, que essa ideia esteja ausente do Novo Testamento.
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A explicação de Cullmann segundo a qual o “sono” intermediário seria “mais próximo de Cristo” não é convincente.
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Paulo não diz “mais próximo de Cristo”, mas “com Cristo”.
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Em
2 Coríntios 5:8, Paulo diz “com o Senhor”, não “mais próximo do Senhor”.
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Não haveria razão para alguém estar mais próximo de Cristo em um estado intermediário, pois, segundo Paulo, o crente já está em comunicação com Cristo pelo Espírito.
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Para Paulo, é até Cristo quem vive no fiel.
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Não se compreende como Paulo poderia pensar que alguém está mais próximo de Cristo em um estado de sono.
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Paulo prevê uma ressurreição da humanidade com um corpo novo, diferente do antigo e substituto dele, ou com um corpo novo que de algum modo reveste o antigo.
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Em
2 Coríntios 5:2, essa segunda possibilidade aparece caso o fim do mundo venha enquanto a pessoa ainda vive.
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Paulo também concebe um estado humano após a morte no qual a pessoa está “nua”, isto é, sem corpo, conforme
2 Coríntios 5:3—10.
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Assim, o “homem interior” não é pensado como indissoluvelmente ligado ao corpo.
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Cullmann admite que isso se aproxima da distinção grega entre alma e corpo.
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Paulo parece considerar o estado do homem interior “nu” menos perfeito que o estado revestido de um corpo novo e espiritual.
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Isso não implica necessariamente que o homem interior durma em lugar subterrâneo até a ressurreição geral.