Essa visão pode ser chamada de dualismo guerreiro, simplista ou intolerante, e corresponde ao uso francês moderno, embora inadequado, da palavra “maniqueísmo”.
-
Considerar certas coisas como criações de Ahriman equivale a considerá-las absolutamente más.
-
Considerar algumas pessoas como “filhos da criação do Mal”, nas Gathas, ou “filhos das trevas”, em Qumran, equivale a chamá-las absolutamente más.
-
Nas últimas décadas, na França, esse tipo de dualismo tem sido frequentemente chamado de maniqueísmo.
-
Escritores e jornalistas franceses chamam de maniqueu tudo que é intolerante, fanático e simplista.
-
Também chamam de maniqueia toda ideia que divide os seres em inteiramente bons e inteiramente maus, totalmente negros ou totalmente brancos.
-
Esse uso da palavra “maniqueu” é novo e não parece legítimo.
-
Para os maniqueus, tudo no mundo era misturado, e somente os princípios originais eram puros.
-
Nos Kephalaia maniqueus, lê-se: “O bem e o mal habitam em cada homem”.
-
Os maniqueus eram não violentos.
-
Mesmo no campo das ideias, eles não eram particularmente intolerantes.
-
Ensinavam que há algo de bom em quase todas as religiões.
-
Procuravam conformar sua linguagem à de religiões e tradições muito diversas.
-
A identificação da mentalidade maniqueia com a mentalidade de um inquisidor inverte a história.
-
Os maniqueus não inventaram a Inquisição.
-
Eles foram vítimas dela, na medida em que podem ser identificados com os cátaros.