Teodoto explica como os exegetas gnósticos e teólogos podem fazer essa surpreendente reivindicação: Paulo, ao tornar-se “o apóstolo da ressurreição” por meio de sua experiência de revelação, passou a “ensinar de duas maneiras ao mesmo tempo” — pregando o Salvador “segundo a carne” como aquele “que nasceu e sofreu”, o
evangelho querigmático de “Cristo crucificado” (
1 Coríntios 2:2), aos que eram psíquicos, “porque estes eram capazes de conhecer, e assim o temiam”; mas proclamando Cristo “segundo o espírito, como aquele nascido do espírito e de uma virgem” (cf.
Romanos 1:3) aos eleitos, pois o apóstolo reconhecia que “cada um conhece o Senhor à sua própria maneira, e nem todos o conhecem igualmente”