Os exegetas
valentinianos concordam em interpretar 2:14 como metáfora para a revelação: o autor do
Evangelho da Verdade diz que o Salvador veio para revelar a vontade do
Pai — “foi pregado numa árvore; pregou o édito (diatagma) do
Pai à cruz” — enquanto o autor da Interpretação, numa exegese mais fiel ao texto, concorda que o
Filho veio em busca de seus próprios irmãos “para publicar o édito (diatagma) do
Pai,” acrescentando que “o proclamou, dando a alguns (isto é, ao eleito) a totalidade dele,” e que o Salvador “tomou (para baixo) o antigo contrato manuscrito (cheirographon), o de condenação (katadike)”; o antigo édito, então, condenou os psíquicos (“os que foram feitos escravos”) à morte “em Adão,” na criação somática e psíquica do demiurgo.
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Verso citado:
Colossenses 2:13-15 — “E a vós que estáveis mortos em transgressões e na incircuncisão de vossa carne, ele vos fez viver com ele, tendo dado graça por todas as transgressões, tendo cancelado o contrato manuscrito (cheirographon) das ordenanças que estava contra nós: isso ele pôs de lado, tendo-o pregado à cruz. Ele despojou os governantes e potências, tendo-os exibido abertamente, e triunfou sobre eles nele”
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Agora que Cristo “despojou os governantes e potências” e triunfou sobre eles (2:15), “eles (os psíquicos) foram absolvidos da morte: receberam perdão de seus pecados”; Cristo liberta os psíquicos da “lei do pecado e da morte,” oferecendo perdão, e então os conduz “acima” à medida que ascende ao pleroma