A exegese de Irineu adota a estrutura tradicional concernente à história da salvação e acrescenta o contorno antivalentiniano.
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O bispo de Lyon enfatiza a unidade das duas economias e a responsabilidade da carne em frutificar para o Criador.
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A teologia da carne fundamenta-se na sequência que identifica a vinha como o plasma humano e como a semente escolhida de Israel.
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A frutificação humana orienta-se para a produção de obras de justiça corpóreas e não para meras especulações da alma.
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As obras de santidade e de misericórdia exigidas pelos profetas constituem o verdadeiro fruto do plasma terreno.
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Os
valentinianos transformavam a vinha no símbolo dos homens espirituais que integravam a autêntica Igreja oculta.
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A leitura gnóstica excluía os judeus e a Igreja animal da salvação por uma pretensa fatalidade de natureza.
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Orígenes combatia a tese herética ao definir a vinha como os oráculos divinos e as Escrituras acessíveis a todos os homens.
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Irineu barra a interpretação definindo a vinha como o gênero humano visível para anular a existência de uma Igreja invisível de pneumáticos.
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O simbolismo da torre, do lagar e da vinha move-se no horizonte do único plasma comum a judeus e gentios.
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A transferência da vinha não altera as estruturas essenciais da economia e apenas alarga a sua extensão para a totalidade do mundo.
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A torre permanece como a atalaia de defesa e o lagar carnal continua a atuar como o receptáculo do
Espírito Santo.
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Israel falhou por recusar o mistério da humilhação do herdeiro encarnado na condição de siervo.
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O povo contentou-se com as palavras externas da legislação e edificou uma justiça própria eivada de egoísmo.
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A falta de amor a Deus e ao próximo cegou o intelecto e impediu o reconhecimento do
Filho como a imagem do
Pai nas Escrituras.
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O Salvador não condenou a justiça de Yahvé e fustigou apenas a hipocrisia e a falta de caridade das antigas lideranças.
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Os frutos exigidos pelo dono da vinha mantêm-se idênticos nas duas alianças e baseiam-se no amor ao Criador e ao homem.
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A imutabilidade da natureza humana e da divindade garante a perenidade das obras de retidão exigidas na história.
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A cláusula sobre a busca dos frutos de justiça resume a totalidade da missão dos profetas e do próprio
Filho único.
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As fórmulas de expressão variam ao mencionar a exigência de servidumbre, o decálogo natural ou a devolução do dinheiro com usura.
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O Criador não solicita grandes ciências intelectuais e busca as ações corpóreas de misericórdia que tornam o divino acessível ao próximo.