A Segunda Parte reúne escritos de
Valentino (c. 100–c. 175 d.C.), o grande reformador cristão da teologia gnóstica, incluindo o
Evangelho da Verdade, cuja atribuição a
Valentino é aceita na obra conforme a posição de B. Standaert.
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Valentino revisou a tradição gnóstica clássica à luz de outra forma bem distinta de cristianismo, representada na Quarta Parte (Escola de São Tomás).
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Valentino adotou conscientemente parte da linguagem do Novo Testamento e imprimiu ao resultado seu próprio gênio retórico.
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A Terceira Parte ilustra de forma extensa os diversos gêneros literários produzidos pelos seguidores de
Valentino, apresentando obras completas selecionadas — em um caso um longo resumo antigo — para demonstrar a brilhante escolástica valentiniana e o caráter do cristianismo
valentiniano.
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Uma pesquisa completa da escola valentiniana em seus ramos oriental e ocidental é inviável no formato da obra, pois grande parte das evidências consiste em fragmentos cujo significado exige discussão detalhada do grego original.
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As bibliografias selecionadas da Terceira Parte permitem ao leitor interessado aprofundar o estudo da teologia valentiniana.
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A Quarta Parte apresenta escrituras cristãs tradicionais do norte da Mesopotâmia, cujo santo patrono era São Tomás (Dídimo Judas Tomás), obras de ampla circulação internacional em várias línguas a partir do século II d.C.
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A Quinta Parte ilustra duas outras correntes primitivas que provavelmente influenciaram o jovem
Valentino: o sistema de Basilides (conforme o resumo de Santo
Ireneu) e os escritos herméticos, filosofia esotérica não cristã que se assemelha ao mito e à imagética gnóstica.
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As cinco partes articulam-se em uma árvore genealógica hipotética cujo ponto focal é o grande reformador
Valentino.
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M designa a doutrina da salvação mística pelo autoconhecimento e pelo conhecimento de
Jesus, exemplificada pela escritura de Tomás e provavelmente conhecida de
Valentino por meio de obras dessa escola.