De acordo com a versão mais crua relatada por
Hipólito, Sofia é o éon mais jovem do Pleroma (o vigésimo oitavo), ela ascende em direção ao
Pai e percebe que ele gerou sem parceiro, ela quer imitá-lo (ignorando que seus próprios poderes são muito menores do que os do Não Gerado), portanto, o produto de seu esforço é “uma substância desprovida de forma e perfeição” (um aborto (ektroma)), cuja visão aflige sua Mãe e todo o Pleroma, o éon Limite-Cruz (Horos-Stauros) é emitido pelo
Pai para barrar Sofia do Pleroma, e abandonada do lado de fora, Sofia conhece uma paixão quádrupla: Angústia, Dor, Confusão e Súplica (Deesis – positiva e igual à Conversão na versão de
Ireneu), e o éon Fruto (Karpos) (emitido por todo o Pleroma junto) vem para resgatar Sofia de suas paixões (que são transformadas em substâncias: Angústia torna-se substância psíquica (da qual o Demiurgo consiste, também chamada “da esquerda”); Dor torna-se substância hílica ou material; Confusão torna-se substância demoníaca, e Súplica substância psíquica “da direita”).