Estruturação em camadas ou fases sobrepostas para compreensão da tradição mística
-
Primeira camada: misticismo monástico da igreja primitiva, enfase na contemplação e leitura divina
-
Segunda camada: ordenação do amor no século XII, sistemização da via afetiva
-
Terceira camada: irrupção da nova mística no século XIII, com características de excesso e vernaculização
-
Quarta camada: misticismo do fundamento (Grund) associado a Eckhart e sua escola, objeto do volume
Data de 1500 como número redondo e artificial, indicando esgotamento da fase produtiva medieval alemã
Fim efetivo da criatividade em meados da década de 1460, com a morte de Cusa e esgotamento dos debates sobre amor e conhecimento
Data de 1300 como marco mais preciso para o início da nova fase: pregação mística de Eckhart e atividade de Marguerite Porete
Década de 1295–1305 como ponto de virada, exigindo, contudo, retrospectiva para as contribuições de Alberto Magno e
Tomás de Aquino
-
Legado de Huizinga e Oberman para a interpretação do misticismo tardo-medieval
-
Reconhecimento por ambos da centralidade do fenômeno místico para compreensão da época
-
Observação de Huizinga sobre o paradoxo do misticismo solitário e sem forma gerar um movimento de dignificação da vida prática
-
Conceito huizingniano de misticismo sóbrio como característica do período
-
Tese de Oberman sobre a relação negligenciada entre nominalismo e misticismo em autores como Jean Gerson e Gabriel Biel
-
Expansão posterior do interesse de Oberman, especialmente em ensaio sobre a relação de Lutero com a tradição mística
-
Posicionamento do presente estudo em relação a esses dois paradigmas: diferenças de enfoque e continuidade na reavaliação profunda do período
-
Objetivo último: testemunhar, em nível analítico mais profundo, como tais pensadores reconfiguraram a compreensão da Baixa Idade Média