Paul Ricœur observa a propósito de Heidegger que este “às vezes pensou a partir do
Evangelho e da teologia cristã; mas sempre evitando o maciço hebraico, que é o estrangeiro absoluto em relação ao discurso grego,” evitando o pensamento ético com suas dimensões de relação ao outro e à justiça, e não reconhecendo sua diferença radical com o pensamento ontológico.