Erudição botânica e a história da identificação farmacológica da Moly na ciência antiga
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Investigação botânica iniciada por Teofrasto que localiza a planta nas regiões clássicas do culto a Hermes, especificamente no Monte Cilene e em Pheneos, estabelecendo um vínculo entre a geografia sagrada e a cura da alma.
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Discussão taxonômica na Antiguidade que associa a Moly ao gênero Allium, abrangendo variedades de alhos e cebolas bravas, como a scilla, que eram percebidas pela consciência popular como receptáculos de forças mágicas e salutares.
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Transmissão do conhecimento botânico por Plínio, o Velho, que descreve a Moly como a mais célebre das ervas, descoberta por Mercúrio para servir como o remédio mais eficaz contra as feitiçarias e artes venenosas.
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Identificação da planta com a arruda da montanha nas regiões da Capadócia e Galácia, vinculando o simbolismo grego à tradição persa do Hôm, uma planta consagrada que afastava a morte e garantia a ascensão ao céu.
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Interpretação etimológica que define a Moly como um conceito genérico de antídoto derivado de molyuein, significando o princípio ativo capaz de enfraquecer ou anular a eficácia de qualquer veneno físico ou espiritual.