O elemento, empregado no singular, constitui uma terra e também um fogo transformado em luz, definindo-se como único e indivisível.
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Caracterização do elemento como o ar que nasce do fogo e o ativa.
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Identificação do elemento com a água viva.
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Presença da unidade última na indivisão do elemento.
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Definição dele como o elemento puro, cuja virgindade equivale à integridade.
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Caracterização do nosso mundo pela pluralidade dos quatro elementos.
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Recusa em ver a quaternidade como um símbolo de perfeição ou plenitude no pensamento de
Boehme.
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Interpretação da quaternidade como o sinal de uma natureza inferior.
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Ocultamento da Sabedoria pela quaternidade, estando aquela presente em cada um dos quatro elementos, mas de forma inacessível.
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Significado do número quatro como a unidade perdida e fora de alcance.
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Contraponto com a hermenêutica de C.G. Jung, para quem a quaternidade representa a totalidade perfeita.
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Visão de
Boehme de que a quaternidade configurava apenas a totalidade despedaçada.
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Configuração do nosso mundo à imagem da quaternidade.
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Existência de um Deus para o nosso mundo, do qual este é espelho e vice-versa.
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Identificação desse Deus com o Deus dos quatro elementos e o Deus dos astros.
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Definição desse Deus como o Espírito do macrocosmo.
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Compreensão do Espírito do macrocosmo, ou spiritus mundi, como uma forma do Verbo proferido.
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Identificação do espírito com o nosso macrocosmo, do qual ele é o demiurgo.
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Distinção entre esse Verbo criado e a Sabedoria, a qual se une apenas ao Verbo incriado, apesar da analogia existente entre eles.
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Atuação do spiritus mundi como o demiurgo.
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Caracterização do espírito como o artista que separa e esculpe as formas para fazê-las existir conforme as realidades singulares do nosso mundo.
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Definição do espírito como o Verbo separador.
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Atuação do espírito como o espelho no qual as formas surgem para ser criadas.
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Semelhança da alma do mundo, chamada spiritus mundi, com a Sabedoria por ser o mysterium magnum no qual as coisas futuras estão guardadas.
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Apresentação da versão exteriorizada do mistério por essa alma do mundo.
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Definição do Espírito do macrocosmo como o mysterium magnum no terceiro grau.
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Aparição das formas no último mistério tais como serão quando forem extraídas dele.
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Distinção mútua entre as formas.
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Atuação da alma do mundo como o princípio de individuação que faz cada ser existir por si mesmo.
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Caracterização da alma do mundo como a Mãe segundo a nossa natureza terrestre.
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Identificação da alma do mundo com o Espírito dos astros, correspondente ao astrum de
Paracelso.
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Personificação do nosso céu visível pela alma do mundo.
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Condição dela também como o Deus da nossa terra.
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Denominação dada por
Boehme como um Deus terrestre.
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Identificação da alma do mundo com o Espírito deste mundo.
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Distinção entre a alma do mundo e a Sabedoria.
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Representação do mysterium magnum pela alma do mundo em um plano diferente.
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Distinção entre a alma do mundo e o diabo.
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Caracterização dela como o Espírito deste mundo que provocou a perda de Adão.
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Atribuição da falta de Adão à projeção de seus pensamentos no espelho do spiritus mundi, abandonando a contemplação do espelho da Sabedoria.
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Revestimento do Espírito do macrocosmo com a aparência do diabo que por ele se expressa.
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Atribuição do castigo de Adão ao spiritus mundi e não a Deus.
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Afirmação de que o verdadeiro Deus não puniu Adão.
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Definição do verdadeiro Deus exclusivamente como o Deus de amor.
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Aparição da Divindade sob o aspecto de sua ira antes de se manifestar como o verdadeiro Deus.
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Revelação de Deus segundo o seu amor apenas para aqueles em quem a sua caridade se derramou substancialmente.
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Redução de Deus à ira para os demais indivíduos.
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Identificação do Deus da ira com o Deus do mundo do qual esses indivíduos são prisioneiros, correspondendo ao terceiro princípio.
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Identificação do Deus deles com o spiritus mundi.
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Tomada do spiritus mundi como o verdadeiro Deus por aqueles que só o conhecem.
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Representação da ira pela Lei dada a Moisés.
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Identificação do spiritus mundi como o mesmo Deus que pune Adão e entrega a Lei a Moisés.
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Manifestação da ira pela alma do mundo, enquanto a Sabedoria personifica a misericórdia.
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Definição do puro elemento — substância da graça divina — como o corpo da Sabedoria.
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Formação de uma natureza que não constitui a morada de Deus pelos quatro elementos.
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Caracterização da alma do mundo como o Deus da criatura não liberta das trevas.
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Identificação dela com o Deus da Antiga Aliança.
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Significado do advento da Sabedoria no ventre de Maria, mãe de Cristo, como o fim dessa Aliança.
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Permanência do homem nascido após Cristo sob a Antiga Aliança caso ele não seja habitado pela Sabedoria.
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Contemporaneidade de Cristo para todos os homens unidos à Sabedoria.
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Contemporaneidade de Moisés para os demais homens.
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Identificação do Deus deles com o Deus da Lei, o spiritus mundi.
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Definição do Espírito do macrocosmo como o espelho do nosso mundo e simultaneamente seu criador.
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Constatação de que nem tudo é negativo no nosso universo.
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Possibilidade de imaginar outro céu manifestado segundo a natureza eterna a partir do movimento do nosso céu que parecia um repouso.
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Existência de uma analogia entre os dois céus, sem a qual o desejo do homem não seria despertado.
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Finalidade da criação do nosso mundo voltada para a manifestação das obras divinas.
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Inclusão dessa criação no plano eterno personificado pela Sabedoria.
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Integração da criação do nosso mundo na revelação.
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Configuração do demiurgo e Espírito do macrocosmo também como o instrumento da bondade divina, e não apenas como cúmplice do diabo.
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Atuação dele como espelho deste mundo e também do mundo superior.
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Incomparabilidade entre o espelho do spiritus mundi e o da Sabedoria.
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Oferecimento de apenas um reflexo das coisas pelo espelho do espírito, em vez de manifestá-las segundo a realidade substancial.
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Devolução a uma realidade situada em outro lugar, à semelhança dos espelhos terrestres.
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Caracterização das formas vistas nele apenas como simulacros.
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Utilidade transitória desse espelho.
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Caráter perecível do espelho, assemelhando-se ao nosso corpo mortal que é o espelho do macrocosmo.
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Necessidade de quebrar o espelho após o uso e direcionar o olhar para o outro espelho ao qual ele remete.
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Identificação desse outro espelho com o da Sabedoria.
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Representação de uma perfeição relativa pelos astros.
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Sensibilidade de
Boehme à beleza do nosso céu, a qual é por ele louvada.
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Necessidade de saber de qual natureza se fala e em qual nível se situa o propósito quando se afirma que toda revelação está contida no livro da natureza.
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Definição do verdadeiro livro como o da Sabedoria manifestada no seio da natureza eterna.
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Redução da nossa natureza à condição de letra do livro.
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Necessidade de se libertar da letra para ler o verdadeiro texto.
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Início de toda leitura obrigatoriamente pela letra.
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Descoberta de outra escrita graças ao espírito que se oculta sob a letra.
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Reconstituição dessa outra escrita pela alma que lê.
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Orientação da leitura exercida por essa mesma escrita oculta.
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Presença da Sabedoria nesse texto místico que constitui a fonte e o fruto dos pensamentos.
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Formação do céu supremo pelas letras desse texto, cuja substância se incorpora à nossa carne nova para ser o pensamento vivo ou a imaginação.
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Transformação do indivíduo em seu pensamento encarnado, sua imaginação e seu amor.
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Identificação com o céu, com a ressalva de que se deve saber qual céu.
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Definição do Espírito do macrocosmo como o espírito dos astros que ilumina a razão humana.
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Procedência e nutrição dessa razão — chamada Vernunft e não Verstand — a partir do spiritus majoris mundi.
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Distinção dessa razão frente à inteligência denominada Verstand por
Boehme, que se identifica com a parte superior da alma.
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Simbolismo dessa inteligência divina no sexto grau da natureza eterna juntamente com o discurso divino.
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Vinculação da inteligência à Sabedoria eterna.
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Incapacidade da razão humana de se elevar a Deus por si mesma.
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Apreensão exclusiva do astrum que a gera por parte da razão.
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Configuração da razão à imagem da criatura sujeita à alma do mundo.
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Redução da apreensão da razão à letra, visto que o céu do qual ela procede constitui a letra da criação.
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Distinção entre a luz dispensada pelo astrum e a luz divina.
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Distinção também entre a luz do astrum e aquela que o sol espalha no universo.
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Superioridade da luz do sol em relação à luz do astrum.
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Definição do sol como o coração e a alma dos astros, sendo aquilo que lhes confere vida.
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Superioridade do sol sobre o Espírito dos astros, que é a alma do mundo ou spiritus mundi.
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Caracterização do sol como outro Deus da nossa natureza, superando o astrum, que é Deus terrestre e príncipe do nosso céu.
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Irradiação do sol no astrum e no mundo a este relacionado.
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Redução do astrum a um fogo tenebroso caso carecesse da luz solar, à semelhança do fogo da primeira fase do ciclo da natureza eterna.
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Aniquilamento de toda vida nos quatro elementos sem a presença do sol.
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Identificação do astrum com o inferno na ausência do sol.
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Distinção entre a luz do nosso sol e a luz manifestada no ciclo primordial.
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Procedência da luz solar a partir daquela do ciclo primordial.
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Conservação das virtudes daquela luz na luz solar, embora de forma enfraquecida.
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Harmonização das qualidades na natureza exercida pela luz solar, assemelhando-se à luz divina em menor grau.
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Atuação da luz solar como um princípio de crescimento harmonioso.
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Presença na luz solar da tintura apropriada à Sabedoria que sublima o fogo da natureza.
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Irradiação da Sabedoria no macrocosmo graças à luz do nosso sol.
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Atuação do sol como o mediador que permite ao Deus transcendente exercer a sua presença no universo.
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Configuração dessa presença como causa de alegria e perfeição.
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Limitação da vivificação da luz solar apenas à parte mortal da natureza criada.
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Ausência de transformação da natureza pela luz solar, não a fazendo conhecer segundo o seu princípio mesmo que a luz divina esteja presente sob sua aparência.
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Caracterização da presença de Deus no mundo terrestre — excluindo a graça na alma transformada — como uma presença de imensidão.
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Distinção dessa presença frente àquela particular e substancial que se manifesta apenas no homem desperto para a verdadeira vida.