Depois de Agostinho

STOCK, Brian. After Augustine: the meditative reader and the text. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 2001.

DURANTE A ANTIGUIDADE TARDIA E A IDADE MÉDIA

Os exercícios espirituais associados ao autoaperfeiçoamento eram normalmente baseados em extensos períodos de leitura e meditação.

A abordagem da leitura que Agostinho desenvolveu aparece principalmente em sua filosofia da linguagem, em seu método para interpretar a Bíblia e em seu relato pessoal de sua educação espiritual.

Agostinho incorporou suas visões sobre leitura e interpretação em seu retrato de si mesmo em seus primeiros anos nas Confissões.

Agostinho fez uma jornada de autodescoberta, mas, em contraste com outros autores antigos, foi uma na qual a figura do filósofo foi complementada pela do leitor reflexivo.

A ênfase de Agostinho no leitor reflexivo também ofereceu uma nova abordagem ao pensamento ético.

Agostinho acreditava que a perspectiva moral é condicionada pelo contexto literário no qual as declarações éticas são situadas, bem como pela interpretação dessas declarações dentro de gêneros filosóficos reconhecíveis.

AUTORES MEDIEVAIS

Os autores medievais transformaram e ocasionalmente discordaram dos métodos de autoanálise empregados por Agostinho.

Uma das obras do período medieval tardio que aborda a questão da autodefinição literária é o Secretum de Petrarca, assunto do capítulo 5.

Um dos problemas abordados nesses capítulos é a gradual transformação do pensamento sobre as emoções durante a antiguidade tardia e a Idade Média.

CAPÍTULO 6

O capítulo 6 volta-se para outro aspecto da história da leitura no início do período moderno: as atitudes em relação ao pensamento utópico em Agostinho e Thomas More.

O CAPÍTULO FINAL

O capítulo final é uma tentativa de introduzir temas da história da leitura no quadro tradicional no qual o problema da identidade cultural europeia tem sido estudado por meio da filologia românica e disciplinas históricas relacionadas.